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ENSINO DE QUALIDADE

Caio Castro: "Precisamos de um ensino bom e nosso papel é reivindicar"

O ator acredita que as escolas devem receber investimento e preparar os alunos para o dia-a-dia


20/09/2012 15:06
Texto Renata Paiva
Educar
Foto: Otávio Almeida
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"Meus pais participavam de tudo. Até eu entrar no ginásio eles olhavam minha agenda", conta Caio

Caio Castro nunca foi um aluno nota 10, mas nem por isso abandonou a escola. Pelo contrário, recebia o apoio dos pais, que acompanharam todas as suas fases no colégio. "Sou grato pela educação que recebi", diz o ator que aos 19 anos saiu do conforto do lar em São Paulo para morar sozinho no Rio de Janeiro.

Antes da fama na televisão, trabalhou como garçom e office boy. Hoje colhe os frutos do sucesso. O ator estreou em "Malhação", atuou em "Ti Ti Ti" e recentemente interpretou o galã-vilão Antenor, de "Fina Estampa".

Seu próximo plano é entrar em uma faculdade de gastronomia. O primeiro passo já foi dado! Caio inaugurou o restaurante Bistrô Faria Lima no fim de março, em São Paulo.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Como foi sua educação, tanto em casa quanto na escola?
Caio Castro: Eu nunca dei trabalho aos meus pais em relação a drogas. Eu agradeço a eles e aos meus avós pela educação completa que recebi. Tive disciplina regrada e, ao mesmo tempo, trabalhada com liberdade. Estudei em escolas conceituadas como Notre Dame. Não me faltou nada.
Seus pais participavam da sua vida escolar?
Caio Castro: Eles participavam de tudo. Até eu entrar no ginásio eles olhavam minha agenda. Depois você ganha responsabilidade, tem obrigação e fica mais solto. Mas eles sempre me cobravam, iam à reunião na escola. Nunca fui aluno nota 10, por isso eles pegavam no meu pé.
Por que você acha que muita gente não gosta de ler ou frequentar a escola?
Caio Castro: Acho que a culpada pode ser a internet, que desvia a atenção dos livros. Por outro lado, ela também ajuda. A leitura deve ser incentivada. Você precisa saber do que gosta de ler. Ficção, autoajuda, biografias… Mas também acredito que não precisamos apenas ler livros. Acho que se acompanharmos as notícias, lermos os jornais ou visitarmos sites informativos, ficamos por dentro de muita coisa.
Qual sua opinião sobre a educação no Brasil? O que seria necessário mudar?
Caio Castro: Precisa mudar o investimento. Os políticos ficam roubando os cofres públicos ao invés de pensar em Educação, estrutura. Em muitos países do mundo há qualidade no ensino público. Aqui, acontece o contrário. O colégio público no Brasil serve como ameaça. O pai diz: "se você não passar de ano vai estudar num público". A criança tem medo. Precisamos de um ensino bom e nosso papel é reivindicar. O secretário de educação, porém, precisa se mexer.
Educação é responsabilidade de quem? Do governo, dos alunos, dos educadores ou da família?
Caio Castro: Cada um precisa fazer a sua parte, é um conjunto. O governo tem que dar estrutura, os pais têm que dar incentivo e o aluno precisa ter a vontade de estudar.
Como seria a escola dos seus sonhos?
Caio Castro: A gente tinha que mudar as matérias. As aulas precisam ser mais dinâmicas. Aulas de direito, por exemplo, deveriam estar na grade do colégio. Tiraria um pouco das aulas teóricas de química e física, e colocaria aulas práticas. Os professores poderiam promover passeios por patrimônios públicos. Tem gente que não sabe nem o que é um prédio tombado. As aulas precisam preparar para o dia-a-dia e não somente para o vestibular. O ensino decoreba tem que acabar.

 

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