Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

Soletrando

Luciano Huck: "Por causa do Soletrando, a molecada presta mais atenção na língua portuguesa!"

Preocupado com a educação, o apresentador festeja o sucesso do quadro do Caldeirão, que tem contribuído e estimulado o ensino no Brasil


22/03/2010 18:07
Texto Alessandro Lo-Bianco e Wal Ribeiro
Tititi
Foto: TONY ANDRADE/ THYAGO ANDRADE
Luciano Huck
"Quando percebi que preferia fazer uma ONG em vez de uma boate, achei que estava amadurecendo"

Quando se trata do Soletrando, o apresentador do Caldeirão do Huck não esconde a euforia . "Acho que o quadro levantou uma bandeira interessante. Por causa do Soletrando, a molecada passou a prestar mais atenção na língua portuguesa", orgulha-se o artista.

A competição cultural da quarta edição do quadro bombou geral e prestou homenagem à escritora cearense Rachel de Queiroz, que completaria 100 anos em 2010, e foi a primeira mulher a entrar para a tão respeitada Academia Brasileira de Letras.

Quando Huck teve a ideia de adaptar o concurso americano Spelling Bee (numa tradução literal: Abelha Soletrante) para sua atração semanal muita gente duvidou que o público iria gostar. Mas não deu outra: há mesmo uma torcida entusiasmada pelos participantes, a audiência aumenta e todo mundo aprende.

O interesse de Luciano por educação, no entanto, é anterior ao Soletrando. Em maio de 2003, ele criou em São Paulo o Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias com cursos para jovens carentes na área de audiovisual (veja abaixo).

O Instituto Criar já formou 700 jovens

Com uma imagem atraente e moderna, o Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias tem a missão de contribuir para a inserção de jovens de baixa renda no mercado de trabalho. Isso por meio de um programa de formação sociocultural e técnica na área de audiovisual. Foi lançado em maio de 2003 e um ano depois a primeira turma de 100 alunos começou a frequentar as oficinas. A segunda turma, no ano seguinte, já tinha 150 estudantes. E na terceira, 400 rapazes e moças concluíram o curso. Agora, a entidade caminha para o início da 7a turma. Desde sua fundação já formou mais de 700 jovens. A sede fica na região central de São Paulo, em um espaço chamado de Estúdio Escola, que tem a estrutura de uma produtora profissional.

"Quando percebi que preferia fazer uma ONG em vez de uma boate, achei que estava amadurecendo", contou Huck, muito satisfeito. Acompanhe a seguir nosso bate-papo!

Para ler, clique nos itens abaixo:
Como tem sido seu trabalho com a ONG Instituto Criar?
Luciano Huck: Posso dizer que é uma das coisas mais prazerosas que já fiz em toda minha vida e os resultados estão dentro das expectativas. Viramos uma espécie de pós-graduação das ONGs em São Paulo. Os meninos fazem a inclusão social em ONGs como O Aprendiz e Gol de Letra e, depois, os que têm interesse em audiovisual vêm para o Criar, para se especializar.
E você também trouxe um compromisso sociocultural para o Caldeirão com o Soletrando...
Luciano Huck: O quadro fica um mês no ar, mas para acontecer foram 10 meses de uma produção muito cuidadosa. Respiramos Soletrando o ano inteiro. E desta vez mesclamos português com literatura. E está mais especial também porque todas as palavras já estarão de acordo com a nova regra gramatical.
O Soletrando colabora para a melhoria do ensino no Brasil?
Luciano Huck: Seria pretensão falar que vamos melhorar o ensino. Mas, se temos um jogo no Caldeirão no qual o alvo é a língua portuguesa, já estamos ganhando.
Como foi sua educação?
Luciano Huck: Tive uma infância muito boa, repleta de carinho, boas histórias, muitos livros e viagens.
E como pretende passar isso para seus filhos?
Luciano Huck: Quero depositar neles os mesmos conceitos que tive, somados às experiências da Angélica, que também teve uma excelente educação.
O Joaquim e o Benício já brincam de soletrar (risos)?
Luciano Huck: Eles estão em fase de alfabetização ainda. O Joaquim está com 5 anos e começa a se alfabetizar este ano e, como é superligado em histórias, acho que será importante. Ele vai gostar muito!
Tem lido que tipo de história para eles?
Luciano Huck: Minha mãe (Marta Grostein) dá muitos livros a eles, assim como fazia comigo. Os últimos foram A Princesa que Soltava Pum e Quem Fez Cocô na Minha Cabeça?, que conta a história de uma toupeira que acorda com cocô na cabeça e sai pela floresta à procura de quem fez aquilo com ela. Os meninos estão nesta fase, mas lemos outros livros também, não ficamos só nos escatológicos (risos).


amigos do educar

 
 
 


depoimentos

Marina Silva, Martha Medeiros, Nelson Motta e outras personalidades brasileiras revelam o impacto de uma boa Educação no futuro



recomendamos

MAIS LEITURA
Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor

TESTE
Você sabe lidar com seu filho adolescente?

mais lidos

VESTIBULAR
Os 100 melhores livros da literatura brasileira para você ler uma vez na vida

FÉRIAS E FILMES
Uma seleção de filmes que passam grandes lições e podem tornar as férias mais divertidas

blogs

Realização

Apoio