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ESCOLA

Mateus Solano: "Se o brasileiro tivesse educação de qualidade e boas oportunidades, não ia ter pra ninguém!"

Sempre pronto para aprender coisas novas, o ator Mateus Solano acredita na educação como base para uma vida melhor


18/07/2012 15:44
Texto Cibele Carbone
Educar
"Pretendo matricular minha filha em uma escola pública. Acho importante a mistura entre crianças mais e menos favorecidas socialmente para que uma realidade tome conhecimento da outra, e a criança não se torne um adulto alienado ou preconceituoso", diz o ator.

Apesar de sempre ter estudado em colégios particulares, o ator Mateus Solano, pretende matricular sua filha Flora em uma escola pública. Ele também revela que adora ler e estudar, apesar de não ter sido um dos melhores alunos da escola. "Mas os professores sempre souberam respeitar minha individualidade e me fazer acompanhar as matérias com qualidade de aprendizado", revela o ator, que está no ar como o personagem Féliz, na novela Amor à Vida, da Rede Globo.

Dos tempos do colégio, ele só guarda boas lembranças, tanto dos amigos quanto dos professores. Foi lá, inclusive, que descobriu sua vocação para a dramaturgia. "Foi na Escola Parque que tive minhas primeiras aulas de Teatro. O fato de ser uma matéria curricular já me mostrava que aquela brincadeira era coisa séria..."

Para atingir o status de um dos melhores atores da sua geração, Mateus precisou estudar e batalhar bastante. Aos 16 anos estreou sua primeira peça de teatro e, atualmente, as montagens das quais participou já somam mais de 20. O início na televisão foi mais tímido. Participou das minisséries JK - Um Só Coração e Maysa - Quando Fala o Coração; fez participações em diversos programas, como A Diarista, Linha Direta, Sob Nova Direção, Faça Sua História e Malhação. A consagração como ator veio ao interpretar os gêmeos Jorge e Miguel, no folhetim Viver a Vida.

Na entrevista a seguir, o ator fala sobre sua vida escolar e a importância da formação pessoal e profissional.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Você era um aluno aplicado?
Mateus Solano: Eu estudei na Escola Parque, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. Lá, aprendi a ser um cidadão de bem. Devo muitíssimo a essa escola. Nunca fui um aluno muito aplicado, vivia no mundo da lua. Mas os professores sempre souberam respeitar minha individualidade e me fazer acompanhar as matérias com qualidade de aprendizado.
Tem algum episódio marcante da sua vida escolar?
Mateus Solano: A escola marca muito a gente e faz parte do momento mais precioso em nossas vidas, que é a infância/adolescência. Por isso, são inúmeros os episódios marcantes dessa época. Eu me lembro, por exemplo, de uma viagem à França na oitava série que me marcou muito, ou das minhas aulas de alfabetização onde eu achava que o cedilha tinha som de "ch"... São muitos amigos, professores importantes, saraus, excursões. Havia um superprofessor de português, o Marcelo Beauclair, que promovia uma semana cultural. Era o máximo!
Você fez cursos para se especializar em dramaturgia?
Mateus Solano: Acredito que o ator é uma esponja e deve continuar sempre absorvendo o mundo à sua volta, como fazia quando era criança. De certa forma, temos que reaprender a ser criança. Vivemos em uma escola em que continuamos a passar de ano, mas nunca nos formamos completamente. Cursei Artes Cênicas na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), de 1999 a 2005, e aprendi muito lá dentro. Como disse, temos que tirar o aprendizado de toda e qualquer experiência que tivermos, e se for numa faculdade de teatro, melhor ainda. Mas a própria vida e a experiência no palco são fundamentais na formação de um ator
Na novela Morde e Assopra, você interpretou um cientista muito inteligente. Precisou estudar para compor melhor o personagem?
Mateus Solano: Precisei estudar para acreditar no personagem! Só assim o telespectador pode acreditar também. A princípio, eu achava impossível a história do Ícaro: um homem que perde o grande amor de sua vida e tenta reconstruir em uma máquina não só a mulher, mas o próprio amor que sentiam um pelo outro! Complicado, né? Mas li um livro chamado A Era das Máquinas Espirituais (Ray Kurzweil) que me ajudou muito a acreditar nessa história toda. Mas não podemos esquecer também que, por trás de toda essa parte robótica, existe simplesmente uma história de amor. Um amor incondicional, que supera mesmo a condição humana! Bonito, não?
O ator tem de viver em constante aprendizado para ser bem sucedido na carreira?
Mateus Solano: Claro que sim! Eu aprendo todos os dias, observando as ações e reações humanas nesse "teatrão" social em que vivemos! O conhecimento é muito importante e nos enche de ferramentas para trabalhar. Mas é importante saber que o prazer deve estar no aprendizado mesmo, ou seja, no caminhar. Pois o artista deve ter a consciência de que vai morrer sem ter chegado a lugar nenhum.
Você gosta de ler? Quais seus livros prediletos?
Mateus Solano: Gosto muito de ler, mas ultimamente não tenho lido muito. Só capítulos e roteiros! Mas estou lendo também um livro sobre o Théatre du Soleil. Fui uma criança leitora. Li tudo de Fernando Sabino, Veríssimo, Rubens Fonseca... Meu próximo objetivo é Os Sertões, de Euclides da Cunha.
O brasileiro, infelizmente, não tem o costume de ler livros. Acha que dá para reverter esse quadro?
Mateus Solano: Tudo começa em casa e, depois, na escola. A leitura precisa ser incentivada. Acho que a internet trouxe um excesso de informações muito enganoso. Quem sabe um pedacinho de cada coisa não sabe, realmente, nada. Ler é muito importante para criarmos nossos próprios mundos imaginários, perceber o que nos emociona, que imagens incríveis o nosso cérebro inventa para ilustrar o que está escrito!
Como avalia as escolas públicas do Brasil?
Mateus Solano: Não posso avaliar as escolas públicas, pois a vida toda estudei em particulares. Mas pretendo matricular minha filha numa escola pública em algum momento. Acho importante a mistura entre crianças mais e menos favorecidas socialmente para que uma realidade tome conhecimento da outra, e a criança não se torne um adulto alienado ou preconceituoso.
Por último, acha que o desenvolvimento de um País está diretamente ligado ao nível de educação do seu povo?
Mateus Solano: O verdadeiro desenvolvimento de um país está diretamente ligado à educação de seu povo. Vemos o Brasil crescer economicamente, mas sem educação e cultura esse crescimento pode formar apenas cidadãos alienados e submissos, sem criatividade. O brasileiro é tão criativo! Se tivesse educação de qualidade e boas oportunidades, não ia ter pra ninguém!

 

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