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Paola Oliveira: "Ler e ir ao teatro são formas de adquirir conhecimento e cultura"

Em apenas cinco anos de carreira, a atriz já é considerada uma das mais talentosas de sua geração. Para isso, ela estuda muito e faz o possível para se manter atualizada


16/08/2011 16:29
Texto Cibele Carbone
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Foto: Divulgação
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"Só com a educação é possível formar cidadãos que façam algo diferente pelo nosso país."

Paola Oliveira, 29 anos, se despede da novela Insensato Coração da Rede Globo, após conquistar boa parte do público com a mocinha Marina Drumond. Mas para chegar ao status de interpretar a protagonista de uma novela do horário nobre, a paulistana teve de tomar muitas decisões em sua vida. Aos 17 anos, ingressou na faculdade de Fisioterapia e, ao mesmo tempo, começou a fazer alguns trabalhos como modelo, para ganhar seu próprio dinheiro. Mesmo com o diploma de fisioterapeuta na mão, Paola resolveu se especializar em atuação depois de gravar alguns comerciais. De um curso de teatro para a carreira na televisão, não demorou muito. Mas exigiu muito esforço. O primeiro convite foi para a novela Belíssima, em 2006. De lá para cá, já fez cinco novelas e cinco filmes. 

Ela tenta se aprimorar sempre que possível. "Há quem viaje bastante, como a Marina da novela. Mas hoje, com a tecnologia e internet, é possível aprender muitas coisas de forma on-line... E isso serve, aliás, para qualquer área". Para Paola, ler e ir ao teatro são também uma forma de adquirir conhecimento, cultura, e de se renovar. 

A seguir, em entrevista exclusiva para o Educar para Crescer, a atriz conta como foi sua vida escolar e a importância da educação para o crescimento do Brasil.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Quais as lembranças que você tem da escola?
Tenho ótimas lembranças, adorava a escola. Era um lugar de muita disciplina, mas que também me proporcionava bons momentos de diversão. A escola me deu muita desenvoltura.
Você era uma boa aluna?
Eu sempre fui uma boa aluna, fazia parte da turma da frente, costumava ser a primeira da classe. Daquelas CDF mesmo... (risos). Com o passar dos anos, fui virando da "turma do meio", falava com todo mundo, me relacionava muito bem. A professora de matemática confiava tanto em mim, que me dava a "missão" de fazer as provas para os alunos que tinham algum problema, como braço quebrado. Ela sabia que eu não responderia a prova pela pessoa, apenas ajudaria a escrever as respostas mesmo.
A escola te ajudou, de alguma maneira, a descobrir seu talento para a dramaturgia?
Para a dramaturgia não, mas ela me deu muita desenvoltura ao longo dos anos. Eu era muito tímida, ficava vermelha só de ouvir o meu nome na lista de chamada. Foi com as apresentações dos trabalhos de classe que aprendi a me soltar mais. Essas experiências me deixaram mais parecida com quem sou hoje. Além disso, a escola me ensinou a ler mais, apesar de ser pública. Sempre estudei em colégio público.
Você chegou a cursar faculdade?
Sim, fiz fisioterapia e me formei no curso.
O que você acha do sistema de seleção para entrar na faculdade?
O vestibular até me parece justo. O que eu não acho nem um pouco justo - e critico! - é a qualidade de ensino oferecido pelo sistema público. Se não tivéssemos esse sistema deficiente e defasado de ensino, do fundamental até a formação do indivíduo para um possível vestibular, a seleção para a faculdade seria, sem dúvida, mais justa. A trajetória feita até esta seleção é que é estranha, pois quem tem condições de pagar por um ensino de qualidade tem alguma condição de vislumbrar um futuro nas melhores faculdades, que por ironia são públicas. E para os estudantes das escolas públicas, só resta sonhar em ter no futuro condições de pagar por um ensino de melhor qualidade, ironicamente, em algumas universidades particulares.
Você tem o costume de ler?
Eu, infelizmente, como a grande maioria, fui pouco incentivada na infância a ler. Foi com o incentivo da escola que comecei a ter o hábito da leitura. Não leio tanto quanto gostaria, mas tento aproveitar as horas livres para isso. Na faculdade desenvolvi o hábito de ler livros técnicos. Engraçado, né? Gosto de ler livros sobre técnica de dramaturgia, livros de biologia e por aí vai.
A educação tem papel fundamental no desenvolvimento do Brasil?
Claro! Acredito que seja a única forma de resolver um problema, e não contorná-lo. Só com a educação é possível formar cidadãos que façam algo diferente pelo nosso país. Para haver mudança é preciso formar pessoas com capacidade e instrução, e isso só é possível com uma boa educação.


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