Um dia perfeito no parque. O prazer de estar ao ar livre, apreciando o que dá vida à natureza - animais, plantas e o que o homem tem feito de sustentável para acertar o passo com o planeta. Nem sempre o cotidiano permite fazer a visita que se deve ao parque que é cartão postal da sua cidade. Mas agora, época de férias, você pode programar esse lazer prá lá de saudável na companhia do seu filho. Lembre-se: faça o passeio pensando em Ciências. Porque a interação entre tudo o que é vivo se mostra de modo grandioso em um parque - prova de que não há como viver sozinho em nosso planeta.
A seguir, uma seleção de parques de Norte a Sul do Brasil para você desvendar com seu filho.
Para ler, clique nos itens abaixo:
- 1. Parque do Ibirapuera
- Por que vale a visita: um dos espaços verdes mais famosos do País, o Ibirapuera foi inaugurado em 1954, resultado de um trabalho em conjunto do arquiteto Oscar Niemeyer e do paisagista Roberto Burle Marx - duas das assinaturas mais vistosas da inteligência nacional. No centro da Pauliceia, possui cerca de 1,5 milhão de m2 embelezados por jardins, rica coleção de figueiras e ipês, lago (com 673 chafarizes) e inúmeras atrações culturais, caso do Planetário Professor Aristóteles Orsini, da Escola Municipal de Astrofísica, da Universidade Aberta de Meio Ambiente e da Cultura de Paz (UMAPAZ), do Viveiro Manequinho Lopes e do Herbário Municipal, entre outras.
O que ver de Ciências: pense seriamente em agendar várias idas ao Ibirapuera para fazer seu filho aproveitar ao máximo a oferta de atrações. Da observação com telescópio do universo (Planetário e Escola de Astrofísica) aos segredos de cultivo de plantas (Viveiro) e o respeito à flora paulistana (Herbário). Na UMAPAZ, são programados roteiros que exploram o ibirapuera do ponto de vista ambiental, além de exposições interativas sobre sustentabilidade, entre outros temas, para crianças.
Onde fica: Av. Pedro Álvares Cabral, tel.: 11 5573 4180, São Paulo (SP)
- 2. Parque Villa-Lobos
- Por que vale a visita: De história recente (foi criado nos anos 2000), na zona Oeste da capital paulista, o parque tem enorme procura, em especial, no fim de semana. Administrado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente desde 2004, vem conquistando ano a ano melhorias, caso da plantação de milhares de mudas de ipês, a árvore-símbolo de São Paulo. Hoje, na área de 732 mil m2, já é possível admirar um bosque de espécies nativas da Mata Atlântica, entre outros destaques. E desde 2009 está em atividade a Villa Ambiental, espaço dedicado à difusão da ecologia junto ao púbico infantil.
O que ver de Ciências: em andamento no espaço Villa Ambiental, atividades de conscientização ambiental ocupam crianças de 8 a 10 anos aos fins de semana, abordando de modo lúdico temas como lixo, poluição das águas e da atmosfera, o respeito aos animais, às plantas e às florestas, além de enfatizar os hábitos necessários para proteger o planeta. A trilha "Vai pela Sombra" facilita o passeio a pé por entre as áreas verdes mais interessantes do extenso parque.
Onde fica: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001, tel.: 11 3023 0316, São Paulo (SP)
- 3. Horto Florestal (ou Parque Estadual Alberto Löefgren)
- Por que vale a visita: criado em 1896, na zona Norte paulistana, teve como primeiro diretor Albert Löefgren - naturalista e botânico sueco responsável por inúmeros melhoramentos, caso da plantação dos pinheiros-do-brejo, árvores altas e de folhas escuras, cujas raízes esculturais se desenvolvem acima da terra e ainda hoje são admiradas nas áreas de charco. Com 187 alqueires, dos quais 35 abertos ao público, o Horto é habitat de árvores nativas (pau-brasil, pau-ferro e jatobá, por exemplo), onde há bicas de água potável, lagos e o Museu Octávio Vecchi, de acervo de madeiras significativo na América Latina.
O que ver de Ciências: destaque do museu, as mostras de madeira possuem entalhes que reproduzem as folhas e os frutos das espécies de origem. A visita ao Horto Florestal estimula o contato com as plantas, as árvores e os animais que ali vivem à solta natural (macaco-prego, tucanos e garças, entre outros). Espécie de laboratório da biodiversidade, há sempre atividades para crianças programadas pelo Núcleo de Educação Ambiental - aos pais a tarefa de checar dia e horário, antes da visita.
Onde fica: R. do Horto, 1799, tel.: 11 2231 8555, São Paulo (SP)
- 4. Jardim Botânico do Rio de Janeiro
- Por que vale a visita: tem mais de 200 anos, criado que foi por D. João VI. A passagem do tempo em nada perturba a qualidade de suas instalações, a beleza e a riqueza do seu acervo natural (cerca de nove mil espécies) espalhado em área de 141 hectares.
O que ver de Ciências: com orgulho, é chamado pelos cariocas de santuário ecológico. Só no orquidário contam-se três mil exemplares de 600 espécies. Outras coleções notáveis são as bromélias (1700, de diversas formações), as violetas, as plantas medicinais e as insetíforas (em estufa à parte, elas se alimentam de insetos). Atrações à parte são a alameda das palmeiras-imperiais e o lago com vitórias-régias, que despertam respeito imediato em visitantes de todas as idades pela monumentalidade. Atenção: neste segundo semestre, está previsto o reinício de atividades do Museu do Meio Ambiente, com a programação direcionada para o convívio sustentável entre homens e meio ambiente.
Onde fica: R. Jardim Botânico, 920, tel.: 21 3874 1808, Rio de Janeiro (RJ)
- 5. Parque Nacional da Tijuca
- Por que vale a visita: ele nasceu em 1861 com o nome de Floresta de Tijuca e Paineiras, projeto de reflorestamento colocado em prática por ordem do imperador D. Pedro II que recuperava nascentes de água e replantava espécies da Mata Atlântica danificadas com o cultivo do café. Em 1961, foi classificado como parque e dividido em várias áreas (a superfície total é de 39 km2) - a mais freqüentada é a Floresta da Tijuca. Formada de rochas de milhares de anos, as montanhas do parque permitem passeios a pé seguindo mais de 100 trilhas que atravessam córregos e onde há grutas e cavernas, abrigos de morcegos e aranhas caranguejeiras, entre outros. Como se não bastasse o esplendor da natureza, o parque tem fama por abrigar o Corcovado e o Cristo Redentor.
O que ver de Ciências: é um dos templos naturais mais bem preservados em território brasileiro, de uma riqueza em plantas, árvores e animais, rios, lagos e cachoeiras, que merece ser razão de inúmeros passeios. Vale a pena apreciar a exposição permanente no Centro de Visitantes, com painéis interativos e vídeos sobre a história do parque, suas características geológicas, flora e fauna. Recomendação: faça sempre uso do bom senso, percorrendo apenas as trilhas ricas de sinalização durante o passeio a pé.
Onde fica: Acesso pela Estrada das Furnas, na Barra da Tijuca, ou pela Estrada Edson Passos (direção Alto da Boa Vista), tel.: 21 2492 2252, Rio de Janeiro (RJ)
- 6. Parque Ecológico da Pampulha
- Por que vale a visita: na Ilha da Ressaca, em meio ao lago que embeleza a capital mineira, o parque tem extensa área verde (cerca de 300 mil m2) e vegetações típicas de algumas regiões brasileiras (cerrado, Mata Atlântica e Floresta Amazônica). Está em funcionamento desde 2004 e suas atividades têm por foco a educação ambiental. Abriga o Memorial Minas Japão que detalha usos e costumes da cultura japonesa.
O que ver de Ciências: vale a pena agendar a visita sob a companhia de monitores, a maneira mais adequada de reparar no que há de notável na natureza ali preservada. Curiosidade: tire proveito do projeto "Bicicletas para Todos" - maiores de 18 anos podem se servir desse meio de transporte em visita a determinadas áreas do parque, um estímulo à prática de atividade física como forma de garantir o próprio bem estar.
Onde fica: Av. Otacílio Negrão de Lima, 7111, tel.: 31 3277 7191, Belo Horizonte (MG)
- 7. Parque Emílio Goeldi
- Por que vale a visita: trata-se do centro de pesquisa e parque zoobotânico por excelência da flora e fauna amazônicas. Em atividade desde o final do século 19, ganhou notoriedade quando o zoólogo suíço Émil August Goeldi assumiu a direção. Hoje conta com aproximadamente 600 animais e 2 mil espécies de plantas tropicais em uma área de 5,2 hectares no centro de Belém.
O que ver de Ciências: miniatura da Floresta Amazônica, com animais vivendo em liberdade em meio à vegetação que cresce sob a copa de árvores, a maioria delas de 30 m de altura. Trilhas aproximam quem visita do habitat de preguiças, pássaros, répteis, anfíbios e peixes de água doce - o passeio a pé exige se concentrar para ser capaz de observar a riqueza desse universo. Um laboratório de biodiversidade a céu aberto.
Onde fica: R. Magalhães Barata, 376 tel.: (91) 3219 3369, Belém (PA)
- 8. Mangal das Garças
- Por que vale a visita: à beira do rio Guamá, no espaço antes ocupado por um estaleiro, foi criado essa espécie de museu consagrado ao meio ambiente desse pedaço de Amazônia. Aberto em 2005, tem 40 mil m2 e boa oferta de lazer que é fonte de informação, caso do viveiro de aves, do borboletário e do Museu Amazônico da Navegação. O seu objetivo é recriar a flora típica de determinadas regiões paraenses, caso das matas das várzeas, das matas de terra firme e dos campos - projeto que ainda está em andamento.
O que ver de Ciências: No viveiro de pássaros, contam-se cerca de 300 aves, de sabiás, curiós a guarás, essa última ave de mangue, de plumagem vermelha e bico recurvado; no borboletário, são mais de 800 espécies de cores instigantes. Mas é no Museu Amazônico da Navegação, recheado de embarcações de outras épocas, que você poderá transmitir a seu filho um pouco sobre a história da navegação brasileira.
Onde fica: Passagem Carneiro da Rocha, s/n, tel.: (91) 3242 5052, Belém (PA)
- 9. Jardim Botânico
- Por que vale a visita: é uma das áreas verdes mais bonitas da metrópole paranaense. Existe desde 1991 e desde então chama a atenção pela área de 245 mil m2 muito bem explorada em jardins geométricos, onde há espaço para abrigar a estufa transparente, de estrutura metálica e estilo art-nouveau, cópia de um palácio de cristal inglês; o Jardim das Sensações; e o Museu Botânico Municipal.
O que ver de Ciências: na estufa, há boa variedade de espécies típicas da nossa Mata Atlântica, um tipo de informação que merece ser aprofundado na visita ao Museu Botânico local. Quanto ao Jardim das Sensações, em atividade desde o final de 2008, ele estimula o visitante a percorrer, de olhos vendados, a trilha por entre 50 plantas e assim conhecer o universo vegetal por meio do toque e do aroma.
Onde fica: R. Ostoja Roguski, s/n, tel.: (41) 3264 6994. Curitiba (PR)
- 10. Parque Barigui
- Por que vale a visita: é a maior e mais popular área verde da capital paranaense. Criado no início dos anos 70, o parque tem área de 1,4 milhão de m2 em boa parte ocupada por mata nativa, onde vive rica fauna. É notável a presença de aves, gansos e capivaras. Outro destaque: o Museu do Automóvel.
O que ver de Ciências: atenção aos pássaros ameaçados de extinção, caso do papagaio-do-peito-roxo, entre as cerca de 200 espécies que vivem no parque. E aproveite a visita ao Museu do Automóvel para mostrar a seu filho não apenas carros antigos como também antiguidades mecânicas que retratam a evolução do motor.
Onde fica: Av. Gen. Mário Tourinho, s/n (início da BR-277), tel.: (41) 3339 8975, Curitiba (PR)