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PASSEIO

8 dicas para ficar tranquilo na hora do passeio escolar

Viagens, visitas a museus ou mesmo uma volta no quarteirão podem enriquecer o aprendizado das crianças


20/03/2012 13:56
Texto Adriana Carvalho
Educar
Foto: Nana Sievers
Foto: Mas os pais e a escola precisam avaliar o sentido pedagógico dos passeios e estar atentos às questões de segurança
Mas os pais e a escola precisam avaliar o sentido pedagógico dos passeios e estar atentos às questões de segurança

Os passeios escolares são sempre esperados com ansiedade por pais e alunos. As crianças não veem a hora de embarcar no ônibus para fazer a excursão ou a viagem tão aguardada. Os pais, por sua vez, ficam cheios de preocupações. Será que o ônibus é seguro? Meu filho vai conseguir dormir longe de mim? O que ele vai aprender com esse passeio?

Em primeiro lugar, é importante que os pais entendam a importância pedagógica dessas atividades extracurriculares, que muitas vezes recebem o nome de "estudo do meio". "Os passeios são fundamentais para a formação integral dos estudantes. Toda escola precisa ensinar as disciplinas básicas, mas as boas escolas vão além e oferecem atividades complementares, como por exemplo passeios", diz Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio. As atividades culturais - como visita a museus, passeio a lugares históricos ou ida ao teatro - ampliam a visão de mundo e a bagagem de conhecimentos do aluno. "Elas ajudam, entre outras coisas, na visualização e aplicação de conceitos teóricos, como quando as crianças vão visitar uma fábrica ou uma região estudada em geografia", explica. "São também importantes para a socialização - as crianças podem conviver em ambientes e situações desvinculadas do ambiente de sala de aula - e para a motivação, porque faz com que os alunos voltem do passeio com mais desejo de continuar aprendendo sobre os temas", diz a educadora.

Para que os objetivos pedagócios sejam alcançados e a atividade conte como dia letivo, os passeios não podem ser simples atividades de lazer (como uma excursão para um parque de diversões) e devem ser bem planejados. "Não vejo sentido em a escola organizar passeios de lazer. Passeios assim não podem contar como dia letivo", afirma Rita Dalpiaz, professora do curso de pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). "A atividade pode ser considerada letiva quando tem um objetivo pedagógico. Os pais devem verificar na comunicação enviada pela escola qual é o objetivo proposto. Para que a criança aprenda no passeio, o planejamento é fundamental. Tudo precisa ser muito bem preparado para que o aluno entenda o que vai ver e para que aquela experiência faça sentido. Mesmo a convivência e a socialização têm também implicações educacionais", complementa Andrea Ramal.

Além de se preocupar com os objetivos pedagógicos do passeio, os pais e escolas também devem observar questões relacionadas com a segurança e com a adaptação das crianças para realizar atividades fora da sala de aula.

Veja a seguir as dicas dos especialistas para as principais dúvidas dos pais:

Para ler, clique nos itens abaixo:
Quais cuidados com a identificação e bagagem da criança?
A criança deve sempre levar alguma identificação pessoal durante os passeios fora da escola e o contato de quem deve ser chamado no caso de eventuais emergências. É interessante também fazer uma lista para não esquecer de colocar nada na mochila: agasalho, lanche saudável e balanceado, além dos acessórios para as atividades previstas, como por exemplo sunga ou maiô para entrar na água. "É importante passar para a escola todas as orientações necessárias sobre a criança: se toma algum medicamento, se sofre de alguma alergia, se precisa de alguma alimentação ou cuidado específico. Os pais também precisam verificar com a escola se há alguma orientação para o passeio, pois às vezes as crianças esquecem de avisar", diz Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio.
Quantos monitores deve haver no passeio?
Desde um passeio à pé, perto da escola, até uma viagem para dormir fora, é essencial que a escola tenha um número adequado de adultos para monitorar todas as crianças. "A proporção deve ser de um adulto para cada três crianças. Essa relação deve ser respeitada não importando se o grupo de crianças está na faixa dos 5 anos ou dos 14 anos de idade", afirma Lia Gonsales, Coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura. "Mesmo as crianças mais velhas precisam desse acompanhamento, porque quanto mais velhas, mais independentes elas se sentem. E é necessário supervisão para que não se dispersem e não saiam correndo na rua por exemplo".
A partir de que idade podem ser feitos passeios?
"A partir de 5 anos as crianças já têm idade para conseguir entender instruções para um passeio", diz Lia Gonsales, coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura. Antes dessa idade, as crianças só devem sair se o passeio for mais supervisionado e o roteiro bem curto.
E o transporte, como deve ser?
No caso dos passeios que envolvam utilizar transporte, os pais devem pedir à escola que informem qual é a empresa que fará esse transporte e para verificar se ela está regularizada. É importante também observar se o veículo tem equipamentos adequados, como o cinto de segurança adaptado para cada faixa etária. "O veículo deve ter cadeirinha para crianças com peso de 9 a 18 kg, assento de elevação para crianças de 18 a 36 kg e cintos de segurança de três pontas para crianças acima de 1,45 m de altura", diz Lia Gonsales, Coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura. Ela também recomenda verificar os documentos do motorista e avaliar o estado geral de conservação do veículo.
O que observar no local da viagem?
Assim como na questão do transporte, a escola também tem que informar aos pais todos os detalhes sobre o local onde as crianças vão dormir e conviver, no caso de viagens. É importante verificar as referências do local, tomar conhecimento sobre suas instalações e atividades que o local proporciona. "O ideal é que as camas não sejam do tipo beliche. Se forem, é essencial que tenham grade", diz Lia Gonsales, Coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura.
Como preparar a criança para uma viagem sem os pais?
"Pernoitar em um local estranho e longe dos pais pode deixar algumas crianças bastante inseguras. Uma possibilidade para iniciar uma adaptação nesse sentido é que um dos pais ou uma das mães do grupo acompanhe a turma, alguém conhecido dos demais colegas", diz a educadora Andrea Ramal. Mas ela pondera que, em geral, as crianças se adaptam bem quando sentem confiança e segurança no professor que conduz a atividade.
Como não transmitir insegurança à criança?
Não são só as crianças que precisam se preparar para o passeio escolar. Os pais também. "Os pais precisam permitir que a criança cresça", diz Rita Dalpiaz, professora do curso de pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). A educadora Andrea Ramal concorda: "Os pais devem ficar atentos para não passar insegurança à criança. Mostrar que confiam nela e na escola. E mostrar que estão felizes por essa oportunidade que a criança terá de ganhar novas experiências e mais autonomia, mostrando que esperam o retorno dela com muito carinho".
Se a criança faltar ao passeio, poderá se prejudicar nas provas?
O conteúdo estudado durante passeios escolares ou atividades de estudo do meio não pode ser cobrado pelas escolas nas provas, segundo Rita Dalpiaz, professora do curso de pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Trata-se de uma experiência a mais para as crianças, mas que não pode ser cobrada da mesma forma que os conteúdos estudados em sala de aula.

De acordo com a educadora Andrea Ramal, se a criança não puder participar de um passeio por motivos como doença ou até mesmo impossibilidade financeira no momento, os pais podem pedir que a escola ensine conteúdo em outra oportunidade, mesmo que com outro recurso didático. "A experiência e a vivência são únicas, mas pelo menos a criança pode ter acesso aos conhecimentos que possam ter sido tratados. Por exemplo, numa ida ao museu, se a criança faltar, poderá visitá-lo virtualmente. Não será nunca a mesma coisa, mas será melhor do que não ler nada sobre o assunto. Cada caso é um caso e os pais devem sempre buscar a orientação da escola sobre como proceder", diz Andrea.

 

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