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ENSINO INFANTIL

Como estimular bebês?

Na hora do banho, das refeições, nas brincadeiras: cada momento da rotina do bebê apresenta oportunidade para estimular o seu desenvolvimento. Veja as dicas dos especialistas para você


28/05/2014 12:52
Texto Adriana Carvalho
Educar
Foto: Nana Sievers
Foto: Conversar com o bebê quando ainda está na barriga já é uma forma de estímulo
Conversar com o bebê quando ainda está na barriga já é uma forma de estímulo

Quando os pais devem começar estimular o desenvolvimento de seus filhos? Desde que o bebê está no útero! E até quando devem se preocupar em fazer isso? Para sempre. É o que diz a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso. "A estimulação ao desenvolvimento dos filhos não tem prazo para começar e acabar", diz ela. Mas é importante saber como dar esses estímulos na forma e na medida certa. Na primeira infância, os estímulos corretos fazem a diferença para o desenvolvimento das habilidades motoras, da fala, da alimentação, da inteligência.

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Descubra se você sabe como dar os estímulos certos ao seu bebê.

Veja abaixo as dicas das especialistas para cada período, em cada lugar.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Durante a gravidez
Segundo a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso, os estímulos ao desenvolvimento do bebê devem começar ainda na fase da gravidez. O feto pode receber estímulos auditivos e também afetivos. "A mãe, o pai, o irmão mais velho podem conversar com o bebê. Vale também colocar músicas suaves para ele ouvir e fazer massagens, também suaves, na barriga", diz Raquel.
Na hora de mamar
Os benefícios da amamentação são diversos e bem conhecidos: o aleitamento materno desenvolve os laços afetivos entre mãe e filho, é importante para o fortalecimento do sistema imunológico e a sucção feita pelo bebê fortalece os movimentos labiais, preparando-o para a fala. O que muita gente não sabe é que a amamentação também permite ao bebê receber estímulos sonoros, visuais e de tato de uma maneira equilibrada: quando a mãe dá o peito direito, o bebê fica com o seu lado esquerdo exposto a esses estímulos; quando troca para o peito esquerdo, o bebê fica com o lado direito exposto. "Por isso, quando por alguma razão a amamentação não é possível, quem dá a mamadeira ao bebê deve fazer o revezamento do braço com o qual se segura a criança, exatamente como acontece quando o bebê mama no peito", diz a fonoaudióloga Maristella Cecco Oncins, doutoranda em distúrbios da comunicação humana pela UNIFESP/EPM.
No quarto
Objetos com cores diferentes, brinquedos sonoros como os móbiles são estímulos que podem estar presentes no quarto do bebê. "Mas é preciso ter cuidado para não exagerar. O bebê precisa de estímulos, mas não pode ficar em um ambiente agitado demais", diz a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso.
Na hora do banho
O momento do banho pode ser aproveitado para dar estímulos diversos ao bebê, segundo a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso. "Ao lavar o corpo do bebê, faça massagens leves e vá dizendo o nome das partes do corpo. Estímulos ao tato também podem ser dados ao fazer com que o bebê sinta a textura das roupas, da toalha", diz Raquel.
Na hora de engatinhar
Espaço livre para desenvolver os movimentos: segundo as especialistas Raquel Caruso e Maristella Oncins, é disso que os bebês mais precisam para desenvolver as habilidades motoras. "Coloque um edredom no chão e deixe o bebê explorar o espaço", diz Raquel. Para estimular o bebê a engatinhar, coloque um brinquedo distante, para que ele sinta vontade de alcançá-lo. Também vale engatinhar ao lado dele, mostrando como se faz. "Não são só as habilidades motoras, de engatinhar, que são desenvolvidas dessa forma. Mas também a habilidade de conquistar objetivos, de se esforçar para conseguir algo. Por isso não se deve, por exemplo, manter o bebê em um cercadinho ou carrinho, dando na mão dele tudo o que ele quer. Desde pequeno é importante exercitar a vontade", explica Maristella Oncins.
Na hora de andar
Segundo a especialista Maristella Oncins, é fundamental que a criança explore e conheça o mundo, também pelo desenvolvimento motor, como o rolar, rastejar, engatinhar e andar. "Não tem importância se a criança começa a andar aos 12 meses ou com 14 meses, o importante é que ela não pule fases do desenvolvimento motor, diz Maristella. "O uso do andador impede que a criança tenha experiências importantes na sua descoberta do andar. Ele funciona como uma espécie de para-choque. Com ele, a criança não tem a noção correta do seu corpo em relação ao espaço, do seu próprio ritmo, do que acontece se correr e bater em um obstáculo", diz. A fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso também desaconselha o uso do andador. "O andador não é um estímulo. Não permite que a criança firme os braços, quadril, desenvolva a musculatura e senso do equilíbrio. O bebê precisa ficar, com supervisão, em um espaço livre para poder se desenvolver. Organize um espaço para que o bebê possa brincar e use protetores nas tomadas para evitar acidentes", diz ela. Para estimular corretamente a criança a andar, Raquel diz que o adulto deve se abaixar para ficar na altura da criança e segurar seus braços, sem levantá-los muito alto, para que a criança ande com as plantas dos pés bem apoiadas no chão. "Muitas vezes vemos os pais segurando as crianças com os bracinhos erguidos e andando na ponta dos pés. A criança precisa ter o apoio de todo o pé no chão", explica ela. A especialista também diz que é interessante dar oportunidade à criança de pisar em diferentes tipos de solo, como gramados, terra, areia.
Na hora de brincar
Os brinquedos mais caros, eletrônicos, cheios de sons ou movimentos não são necessariamente os que melhor estimulam as crianças. Para estimular o desenvolvimento do tato, da visão, da audição, da inteligência, o melhor é optar por brinquedos que permitam à criança ser um agente ativo da brincadeira e não apenas um expectador. "Nesse aspecto, os jogos de montar, os brinquedos de madeira, as fantasias são opções mais interessantes", diz a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso.
Na hora de falar
A criança apenas aponta e você dá o que ela quer? Se você está fazendo assim, não está estimulando corretamente seu filho a falar. De acordo com a fonoaudióloga, psicomotricista e psicopedagoga Raquel Caruso, o adulto deve estimular a criança a dizer o nome do objeto ou daquilo que ela quer, antes de dar o que ela pede. Ela também diz que é importante que o adulto se abaixe para falar de modo que a criança veja seu rosto e os movimentos do lábio. "Também é preciso prestar atenção para respeitar os turnos da conversa. Se você fizer uma pergunta à criança, dê tempo para que ela responda, sem interrompê-la para completar a sentença caso ela esteja demorando", diz a especialista. Ler histórias para a criança e dizer os nomes de objetos também são formas de estimular a fala, segundo ela.
Na hora de comer
Os corredores dos supermercados são cheios de opções de papinhas e alimentos lácteos para os bebês, mas os pais devem usar esses produtos com parcimônia. É que além de não serem tão saudáveis quanto as refeições preparadas com alimentos frescos, eles não estimulam a mastigação e a musculatura facial. Segundo a fonoaudióloga Maristella Oncins, os pais devem oferecer aos bebês alguns alimentos mais sólidos para que essa estimulação seja feita. "Dê alimentos com texturas diferentes, como pão italiano, cenoura, pepino, por exemplo, para que ele exercite a função da mastigação e os músculos faciais", diz. Ela também diz que as papinhas prontas restringem o paladar da criança. Explorar os sentidos do paladar e o olfato (sentir o cheiro da comida sendo feita no fogão) contribuem para a criança conhecer e explorar o mundo. "Aprender a saborear é muito importante. Por isso é que se deve apresentar, por exemplo, as frutas separadamente, um sabor de cada vez", diz ela. Cuidado com o uso de perfumes e desodorantes fortes, pois isso impede que a criança sinta o cheiro da própria mãe. Os sentidos (tato, audição, visão, paladar, olfato, equilíbrio, vitalidade) levam a criança a ter sensações e desenvolver a percepção do mundo. É importante ouvir e falar ao rolar e rastejar, o balbuciar, ao engatinhar e ao dizer as primeiras palavras ao andar.

 

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