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Cursinhos: qual é a melhor opção?

Especialistas dão dicas sobre os diferentes tipos de cursinho e indicam os mais adequados para cada perfil de estudante


Manequim

17/11/2006 16:33

Texto
Kátia Calsavara

Foto: Fábio Castelo
Foto: É preciso organizar a enxurrada de conteúdo repassada a cada aula

É preciso organizar a enxurrada de conteúdo repassada a cada aula

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Bater o olho em uma questão de vestibular e rapidamente saber como resolvê-la é um grande alívio. Muitos adolescentes procuram cursinhos para ajudá-los nesse processo e ganham com as dicas dadas pelos professores, que vão desde calcular o tempo que se deve gastar em cada questão até como destrinchá-las. Há várias opções no mercado. A escolha deve ser feita em função do perfil do aluno e do tempo de que dispõe para estudar. As modalidades variam de nome conforme a rede de ensino, mas o que diferencia mesmo um do outro é o tempo de duração.

Os cursinhos extensivos são os mais procurados. Eles começam em fevereiro e vão até antes da prova. Aconselha-se os extensivos para quem escolheu um curso muito concorrido e tem tempo para se dedicar também fora da sala de aula. Nesse tipo de cursinho, a matéria é dada de forma mais lenta e aprofundada. “O extensivo é para quem quer sedimentar bem o aprendizado”, diz Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do curso pré-vestibular e do colégio Objetivo. “As aulas duram mais tempo (50 minutos) e oferecem melhor material teórico. Você também pode recorrer a aulas de apoio”, explica Murilo Calvo Peretti, de 18 anos, que vai prestar medicina e é aluno do Etapa.

Para quem vai fazer provas no meio do ano, Vera Lúcia indica o semi-extensivo de primeiro semestre, que começa em fevereiro e vai até julho. Há também semi-extensivos no segundo semestre, que iniciam em agosto e vão até o final do ano. Quem não passou nos vestibulares do meio do ano e quer continuar a estudar costuma procurar essa modalidade. “Algumas escolas deixam o terceiro ano do ensino médio mais light no segundo semestre para que o aluno se dedique ao vestibular. Aí ele busca um cursinho. O semi do segundo semestre é a melhor opção”, diz Carlos Eduardo Bindi, coordenador do Etapa.

 

Para quem precisa de uma segunda chance

Há também turmas que começam em maio. “São boas para quem prestou vestibular no ano anterior, não passou e resolveu não começar o cursinho na seqüência. Essas turmas acabam sendo procuradas também por quem entrou em uma faculdade, não gostou e quer voltar a estudar para tentar outra no mesmo ano”, diz Vera Lúcia. A estudante Fernanda Basile Resstom, de 19 anos, estudou em um colégio americano, no qual o ano letivo tem datas diferentes. Ela se formou em maio. “Terminei a escola e agora vai dar tempo para reforçar bem o que já vi e aprender matérias novas”, diz a jovem, que vai prestar arquitetura.

 


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