Bater o olho em uma questão de vestibular e rapidamente saber como resolvê-la é um grande alívio. Muitos adolescentes procuram cursinhos para ajudá-los nesse processo e ganham com as dicas dadas pelos professores, que vão desde calcular o tempo que se deve gastar em cada questão até como destrinchá-las. Há várias opções no mercado. A escolha deve ser feita em função do perfil do aluno e do tempo de que dispõe para estudar. As modalidades variam de nome conforme a rede de ensino, mas o que diferencia mesmo um do outro é o tempo de duração.
Os cursinhos extensivos são os mais procurados. Eles começam em fevereiro e vão até antes da prova. Aconselha-se os extensivos para quem escolheu um curso muito concorrido e tem tempo para se dedicar também fora da sala de aula. Nesse tipo de cursinho, a matéria é dada de forma mais lenta e aprofundada. “O extensivo é para quem quer sedimentar bem o aprendizado”, diz Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do curso pré-vestibular e do colégio Objetivo. “As aulas duram mais tempo (50 minutos) e oferecem melhor material teórico. Você também pode recorrer a aulas de apoio”, explica Murilo Calvo Peretti, de 18 anos, que vai prestar medicina e é aluno do Etapa.
Para quem vai fazer provas no meio do ano, Vera Lúcia indica o semi-extensivo de primeiro semestre, que começa em fevereiro e vai até julho. Há também semi-extensivos no segundo semestre, que iniciam em agosto e vão até o final do ano. Quem não passou nos vestibulares do meio do ano e quer continuar a estudar costuma procurar essa modalidade. “Algumas escolas deixam o terceiro ano do ensino médio mais light no segundo semestre para que o aluno se dedique ao vestibular. Aí ele busca um cursinho. O semi do segundo semestre é a melhor opção”, diz Carlos Eduardo Bindi, coordenador do Etapa.
Há também turmas que começam em maio. “São boas para quem prestou vestibular no ano anterior, não passou e resolveu não começar o cursinho na seqüência. Essas turmas acabam sendo procuradas também por quem entrou em uma faculdade, não gostou e quer voltar a estudar para tentar outra no mesmo ano”, diz Vera Lúcia. A estudante Fernanda Basile Resstom, de 19 anos, estudou em um colégio americano, no qual o ano letivo tem datas diferentes. Ela se formou em maio. “Terminei a escola e agora vai dar tempo para reforçar bem o que já vi e aprender matérias novas”, diz a jovem, que vai prestar arquitetura.




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