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ENSINO SUPERIOR

Dicas para fazer um mestrado

Sabe aquelas dúvidas básicas sobre mestrado que você não tinha a quem perguntar? As respostas estão aqui. E se não estiverem, ensinamos o caminho para correr atrás delas


16/06/2009 10:00
Texto Regina Terraz
Gloss
Foto: SXC
Foto: livros
"As faculdades estão sempre atrás dos melhores alunos. O que importa é ter boas notas e a melhor qualificação"
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Exibir o título de mestre em determinado assunto não garante apenas sabedoria, satisfação pessoal ou melhorias na carreira. Compensa também financeiramente. O estudo Você no Mercado de Trabalho, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, mostra que cada ano de estudo acrescenta 15,7% a mais no valor do salário mensal. Animou-se? Então, se você vem adiando o projeto de um mestrado por falta de tempo, dinheiro, ou simplesmente porque não sabe por onde começar, resolva aqui o seu problema! Leia o nosso tira-teima das dez dúvidas mais comuns sobre o assunto.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Estou há muito tempo longe da universidade e quero fazer um mestrado. Isso dificulta?
Os especialistas recomendam voltar aos estudos por meio de uma especialização lato sensu, mais superficial e rápida. Conseguir uma vaga num curso desse tipo é mais fácil do que ser aceita num mestrado, que muitas vezes implica bastante trabalho (redigir um projeto de pesquisa, passar por provas, reunir recomendações, etc). Encare o curso lato sensu como uma preparação. Ele reaproximará você do universo acadêmico, de textos na sua área de interesse, de professores... E testará se a sua vontade de voltar a encarar os livros e aulas é para valer mesmo.
2. Existem diferentes tipos de mestrado?
Sim. O acadêmico dá ênfase à teoria e é mais voltado à formação de professores e pesquisadores. Já o profissional tem como foco o mercado de trabalho, a prática dentro de um segmento específico. Ambos são oferecidos apenas em faculdades, tanto públicas quanto privadas.
3. O que é importante observar na hora de escolher um curso?
O principal: verificar se ele é recomendado pelo Ministério da Educação (MEC). Sem essa aprovação, a importância e a validade do curso ficam comprometidas tanto para o mercado acadêmico quanto para o profissional. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) avalia todos os mestrados. No site www.capes.gov.br é possível acessar a lista dos recomendados e um ranking daqueles que receberam melhores notas. Elas variam de três (curso mediano), quatro e cinco (bons), e seis e sete (de excelência internacional). Independentemente da pontuação alcançada, todos os cursos são descritos detalhadamente no site, com a reprodução do programa curricular, menção às dissertações anuais propostas por alunos, etc.
4. Posso fazer mestrado numa área que não é a minha? Por exemplo: ser publicitária, mas virar mestre na área de finanças.
Sim, desde que você cumpra os requisitos básicos para cursá-lo e seja aprovada pela instituição. Os critérios de admissão variam muito. Os menos concorridos analisam somente o currículo do candidato e as notas da graduação. Já os programas mais disputados geralmente submetem os interessados a provas de conhecimento específico na área. A universidade sugere uma bibliografia para estudos e informa que conceitos o teste abordará. Ou encaminha o aluno para instituições independentes que realizam a prova, procedimento comum na área de administração e economia. Há cursinhos preparatórios para esses testes (informe-se pela internet). As escolas também costumam solicitar carta de recomendação (de um ex-professor ou chefe do aluno, por exemplo), teste de competência em língua estrangeira, elaboração de redação, entrevista pessoal, entre outras.
5. Não tenho dinheiro. Quais os caminhos possíveis para conseguir bancar o curso?
A Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) fornecem uma cota de bolsas às faculdades, ou seja, cabe a elas distribuí-las entre alunos por meio de um processo de seleção. O CNPq também oferece bolsas individuais que podem ser solicitadas diretamente à entidade pelos candidatos, assim como os fundos estaduais de amparo à pesquisa (em São Paulo, quem se encarrega disso é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp). Na maioria dos casos, o bolsista não pode estar empregado e precisa se dedicar integralmente aos estudos. Há ainda fundações, como a Fundação Ford, por exemplo, que também dão bolsas. Outra possibilidade é procurar faculdades conveniadas com bancos para financiar o mestrado.
6. É preciso ter um "padrinho" dentro da universidade para conseguir uma vaga? Ou seja, um professor que tenha interesse no meu projeto?
As faculdades estão sempre atrás dos melhores alunos. O que importa é ter boas notas e a melhor qualificação. Mas, como alguns cursos são muito concorridos, cartas de recomendação de professores que atestem a seriedade do candidato podem ser úteis na seleção.
7. Não tenho muito tempo para estudar. Um mestrado vai me exigir, em média, quanto tempo de dedicação?
A grade média dos cursos é de seis horas-aula por semana. Para cada hora-aula, são necessárias de duas a três horas de estudo em casa. O ideal é ter de doze a dezoito horas semanais para dedicar ao mestrado. A duração do curso varia de um ano e meio a dois anos e meio, dependendo da instituição.
8. O tema da dissertação precisa já ter sido escolhido na hora da inscrição ou pode ser decidido depois? Eu posso mudar no meio do curso?
A maioria das faculdades exige que sejam apresentados, no ato da inscrição, o tema da dissertação e um pequeno resumo dela. O projeto de pesquisa pode ser decisivo para o ingresso ou não em um mestrado. Essas informações também são necessárias na hora de pleitear uma bolsa. Durante o curso, porém, é possível alterar o rumo da pesquisa. Segundo os especialistas, essa decisão deve ser tomada em conjunto com o orientador da tese.
9. Como faço para escolher um tema?
Pesquise. Leia. Converse com professores. Assista a aulas que lhe pareçam interessantes, como ouvinte, para se inspirar.
10. Quais as vantagens e desvantagens de fazer mestrado em universidades públicas ou privadas?
Em geral, os cursos das universidades públicas são mais reconhecidos no mercado e por isso a disputa para entrar neles é maior. Além disso, os mestrados em universidades públicas são gratuitos. As instituições privadas também oferecem cursos excelentes, mas são pagos e, na maioria das vezes, caros (o valor total dos cursos varia entre R$ 20 mil e R$ 60 mil).

 

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