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Como são corrigidas as provas do vestibular?

Descubra como eles fazem você virar bicho


01/01/2006 15:53
Texto Marina Motomura
Mundo-Estranho
Foto: João Araújo
correcao de prova
Na segunda fase da Fuvest, até dez professores examinam cada prova

Cada faculdade tem seus critérios. Como não dá para falar de todos os vestibulares, vamos explicar como funciona o maior do país, o da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). Ela é responsável pelo vestibular da USP, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e daAcademia de Polícia Militar do Barro Branco, instituições que somadas oferecem quase 10 mil vagas de graduação por ano.

A Fuvest tem duas fases. Na primeira, que aconteceu no final de novembro de 2005, os mais de 170 mil candidatos responderam a uma prova de múltipla escolha com cem questões. Como o volume de provas é muito grande, toda a correção nessa fase é computadorizada. Os cartões-resposta dos alunos, com os quadradinhos das alternativas escolhidas preenchidos em preto, passam por um sensor de leitura óptica, que detecta quantas respostas corretas cada candidato marcou. A correção é mais complicada mesmo na segunda fase, que ocorre agora em janeiro.

Aí o bicho pega: são provas dissertativas, com dez questões de cada matéria e uma redação. Para fazer uma "prova à prova de fraudes", o custo final dessa megaoperação ultrapassa 11 milhões de reais. Dessa dinheirama toda, a principal despesa é com pessoal. Entre fiscais, coordenadores e porteiros, pelo menos 5 mil indivíduos trabalham no vestibular da Fuvest. Acompanhe ao lado os detalhes da complexa correção de provas da segunda fase desse superexame.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Relação 10 pra 1
Na segunda fase da Fuvest, até dez professores examinam cada prova

A prova da segunda fase da Fuvest percorre um longo caminho entre o momento em que o vestibulando a entrega e a saída da nota final. Primeiro, é montado um esquema de transporte, executado por funcionários da própria Fuvest, para recolher os exames dos 106 locais onde rola o vestibular e levá-los para a sede da fundação.

As provas ficam guardadas no prédio da Fundação, que, é claro, está cheio de câmeras e catracas e tem acesso restrito. Durante o processo de correção, os professores encarregados de analisar os exames são confinados em um andar com entrada ainda mais exclusiva — os acessos a esse andar são bloqueados por dois portões de metal.

Os corretores são geralmente professores universitários. Para exercer essa função, é preciso jurar sigilo, não contando a ninguém sobre a atividade. O corretor trabalha oito horas diárias durante 15 dias e ganha cerca de 3 mil reais pelo serviço. Para a segunda fase, são recrutados até 500 professores.

Como a prova dissertativa tem uma dose de interpretação, cada questão passa por dois corretores. Se não houver acordo, o coordenador da banca dá a nota final. Cada página do caderno de questões (que tem quatro ou cinco páginas) é corrigida por uma dupla de professores. Assim, até dez corretores examinam a mesma prova em uma única disciplina!

A correção da redação é ainda mais rigorosa. Em vez de dois, são três corretores diferentes, sendo que um não tem conhecimento da nota do outro. O resultado final é a média das três notas, mas, se houver uma diferença muito grande entre as avaliações, a redação passa por uma quarta análise, feita pelo responsável pela banca de corretores.

Como dezenas de professores corrigem as provas de uma única matéria, é impossível saber pelas mãos de qual corretor irá passar cada exame, o que impede qualquer tentativa de suborno. No final do processo de correção, diretores da Fuvest ainda sorteiam de 5% a 10% das provas para recorrigir e fazer um controle de qualidade de todo o processo.

 

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