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Enem 2015: quais as competências avaliadas na redação e como se preparar

A dissertação equivale a 1.000 pontos e o aluno deve elaborar uma proposta de intervenção para um problema


29/09/2015 15:43
Texto Luana Massuella
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Foto: Silvio Tobias

Para muitos alunos, é um desafio escrever uma dissertação capaz de receber a nota 1.000 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que este ano ocorre nos dias 24 e 25 de outubro. Em 2014, apenas 250 alunos dos cerca de 6,2 milhões de participantes atingiram essa pontuação máxima. Para conseguir o feito, os professores sugerem conhecer a fundo as cinco competências avaliadas pela redação e treinar exaustivamente cada uma delas.

As habilidades para escrever um texto excelente para o Enem envolvem o domínio da norma padrão da língua escrita, compreensão da proposta e escrita de um texto dissertativo, defesa de um ponto de vista com bons argumentos, demonstração de conhecimento dos mecanismos linguísticos e elaboração de uma proposta de intervenção para o problema abordado. Cada competência equivale a 200 pontos e a redação representa 20% da nota final do Enem.

"É importante que o candidato leia com atenção a proposta de redação e não esqueça que o Enem é uma prova de interdisciplinaridade. Por isso, o estudante deve trazer conhecimentos de notícias veiculadas na imprensa e também das aulas assistidas", diz Simone Motta, professora de português e redação do Cursinho Etapa.

Uma boa nota é fundamental para garantir o sucesso no exame. Um zero, por outro lado, elimina automaticamente o candidato que deseja conquistar uma vaga em universidades federais, estaduais e até privadas que usam o Enem como processo seletivo. Na última avaliação, 529.374 inscritos tiraram zero na redação.

Para afastar esse risco, saiba quais são as cinco competências avaliadas na redação do Enem e que orientações os professores dão para garantir um bom resultado:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Domínio da norma padrão da língua escrita
A redação do Enem avalia a capacidade dos candidatos em demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. "Nessa competência o avaliador vê se o candidato respeita o registro linguístico da norma culta e avalia questões como ortografia e acentuação, por exemplo,", disse Simone Motta, professora de português e redação do Cursinho Etapa, em São Paulo. Para conhecer a norma culta e o padrão formal escrito, a orientação é ler textos nesse registro (como colunas de jornais ou revistas) e treinar a sua escrita, prestando atenção à gramática. "Uma boa dica é escrever e reler imaginando que o professor mais exigente da sala esteja lendo e corrigindo", sugeriu Simone Motta, professora do Cursinho Etapa.
2. Compreensão da proposta e escrita de um texto dissertativo
A segunda competência pontuada na redação pede a escrita de um texto dissertativo-argumentativo. Essa modalidade consiste na apresentação de um raciocínio e defensa um ponto de vista coerente. "Esse tipo de texto é o mais comum dos vestibulares" diz Simone Motta, professora de português e redação do Cursinho Etapa. Segundos os professores o erro mais comum nessa competência é a fuga do tema. "Muitos alunos, por falta de repertório crítico, não conseguem reunir elementos suficientes para escrever sobre o assunto proposto", diz Aníbal Telles, professor de redação do cursinho Anglo. "Outro erro comum é não levar em consideração todos os textos de apoio apresentados no enunciado da redação. Ás vezes, o candidato se empolga com um deles e escreve apenas sobre ele, sem articular todas as perspectivas pedidas pela questão."
3. Defender um ponto de vista e argumentar bem
A terceira competência avalia como o candidato seleciona, relaciona, organiza e interpreta informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa do seu ponto de vista. "O candidato precisa tomar partido e defender uma ideia com argumentos que justifiquem sua posição em relação ao tema da redação", diz Aníbal Telles, professor de redação do cursinho Anglo. "Muitos candidatos cometem erros nessa competência porque não são sinceros e tentam defender um ponto de vista que julgam ser o dos avaliadores", afirma Simone Motta, professora de português e redação do Cursinho Etapa. Segundo os professores, o estudante deve defender sua ideia com argumentos trazidos de um repertório amplo e a redação não pode despertar nenhuma contestação ao leitor. Para se preparar, a dica dos professores é ler diversos textos sobre um mesmo assunto que tragam pontos de vista diferentes e, em seguida, elaborar a própria opinião por escrito.
4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos
O quarto aspecto a ser avaliado pelo Enem é a forma como o candidato estrutura o próprio texto e apresenta sua argumentação. Para isso, além de estruturar as ideias em sequência lógica, o aluno também deve saber usar palavras que conectam as declarações e são essenciais para desenvolver as ideias sobre o tema proposto de maneira clara. Os avaliadores julgam a relação que os parágrafos estabelecem entre si e, em cada parágrafo, o encadeamento das frases. "O candidato precisa saber utilizar preposições, conjunções, advérbios e locuções adverbiais, já que esses recursos possibilitam uma correlação entre orações, frases e parágrafos", afirma Simone Motta, professora de português e redação do Cursinho Etapa. Esse é um dos aspectos mais difícieis da redação e, além de conhecer a gramática, a dica dos professores é a leitura e estudo de textos mais longos, que utilizem diversas estratégias de coerência e coesão.
5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado
A última competência avalia se o estudante sabe desenvolver uma proposta de intervenção ao problema em questão. "O candidato deve apresentar uma proposta relacionada ao tema e articulada à discussão que ele desenvolveu durante os parágrafos iniciais do texto", diz Simone Motta, professora de português e redação do Cursinho Etapa. Os professores enfatizam que nessa etapa é fundamental dar detalhes sobre o tema e sugerir ideias que respeitem os direitos humanos, ou seja, valores como cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural. "A proposta precisa ser funcional e não uma utopia. O candidato tem que envolver atores sociais, como escolas, ONGs e a família, por exemplo, especificando o dever e papel de cada instituição e não apenas aconselhar algo que o governo ou a sociedade deva fazer", diz Aníbal Telles, professor de redação do cursinho Anglo. De acordo com os professores, um bom meio de se preparar para essa competência é imaginar que o tema está ligado diretamente ao candidato e pensar o que, em seu cotidiano, poderia ser feito.

 

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