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ANÁLISE

Pecados da língua

Dez erros de português que comprometem a vida social e as pretensões profissionais de qualquer um


Veja

20/05/2009 15:08

Texto
Jerônimo Teixeira

Foto: Jorge Meditsch
Foto: placa

Cuidado na hora de falar e escrever, alguns erros são cruciais na hora de arrumar um emprego

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Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência lingüística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro. Cresce a consciência de que as línguas bem faladas, protegidas por normas cultas, são ferramentas da cultura e também armas da política, além de ser riquezas econômicas.

Confira abaixo 10 erros comuns na língua portuguesa:

1. Houveram problemas.
“Houve” problemas. Haver, no sentido de existir, é sempre impessoal

2. Se ele dispor de tempo.
É erro grave conjugar de forma regular os verbos derivados de ter, vir e pôr. Neste caso, o certo é “dispuser”

3. Espero que ele seje feliz e Vieram menas pessoas.
Dois erros inadmissíveis. A conjugação “seje” não existe. E “menos” não concorda com o substantivo, pois é advérbio e não adjetivo

4. Ela ficou meia nervosa.
“Meio” nervosa. Os advérbios não têm concordância de gênero

5. Segue anexo duas cópias do contrato.
Atenção para a concordância verbal e nominal: “seguem anexas”

6. Esse assunto é entre eu e ela.
Depois de preposição, pronome oblíquo tônico: entre “mim” e ela

7. A professora deu um trabalho para mim fazer.
Antes de verbo, usa-se o pronome pessoal, e não o oblíquo: para “eu” fazer

8. Fazem dois meses que ele não aparece.
O verbo fazer indicando tempo é impessoal: “faz” dois meses

9. Vou estar providenciando o seu pagamento.
O chamado “gerundismo” não chega a ser erro gramatical, mas é um vício insuportável. “Vou providenciar” é mais elegante

10. O problema vai ser resolvido a nível de empresa.
O febrão do “a nível de” parece ter passado, mas ainda há quem utilize essa expressão pavorosa. Na frase em questão, “na” ou “pela” empresa são mais exatos e elegantes  


 

 


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