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Prepare-se na véspera do vestibular

Na reta final do processo de seleção das universidades, o candidato ainda pode aumentar (ou diminuir) bastante as suas chances de ser aprovado. Tudo depende de sua atitude!


05/05/2015 14:53
Texto Tânia Nogueira
Veja
Foto: João Araújo
Foto: Preparação física, mental, psicológica e emocional: todas são importantíssimas para o domingo ensolarado do vestibular
Preparação física, mental, psicológica e emocional: todas são importantíssimas para o domingo ensolarado do vestibular

É hora de parar e organizar o tempo de estudo que resta. "O grande problema do estudante brasileiro é a falta de planejamento", diz o professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo Vestibulares. "Mas esse é um esforço que sempre compensa, mesmo que seja apenas a dois dias da prova."

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Comece por um balanço
Estabelecer seus pontos fortes e fracos é o primeiro passo. "A essa altura, o candidato já deve ter uma dimensão clara de seus conhecimentos", diz o professor Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, em São Paulo. "Ao longo do ano, ele passou por uma série de provas e simulados." Mesmo assim, faça um balanço na ponta do lápis. Separe o conteúdo de cada matéria em três colunas: "sei bem", "sei mais ou menos" e "não sei nada". Uma ótima forma de avaliar seus conhecimentos é fazer as provas dos anos anteriores da universidade para a qual você está se candidatando. Disponíveis no site das universidades, essas provas não são iguais às que serão aplicadas neste ano, mas costumam cobrir o mesmo conteúdo e seguir um mesmo padrão.
Crie uma planilha de trabalho
Monte uma planilha dividindo seu dia em sessões de cinquenta minutos de estudo, alternando matérias e prevendo intervalos para esticar as pernas, respirar e tomar uma água ou um suco. Nunca estude um mesmo tema por horas seguidas: é contraproducente. E exerça o autocontrole: entrar em redes sociais ou trocar mensagens, só durante os intervalos. Nessa planilha, guarde espaço para todas as matérias, mas privilegie os conteúdos que ficaram na coluna do "sei mais ou menos". O que você já sabe precisa apenas ser relembrado - e aquilo que está na coluna do "não sei nada" provavelmente não será assimilado em tão pouco tempo. "No caso de tópicos sobre os quais você não tem domínio algum, vale a pena pedir ajuda a um professor ou mesmo assistir a uma aula on-line. Tentar entendê-los sozinho vai consumir um tempo que você não tem", diz o pedagogo Silvio Bock, diretor do Nace Orientação Vocacional - além de ser frustrante e, assim, predispor o aluno contra as outras matérias. Hoje há boas aulas de tudo e qualquer coisa disponíveis gratuitamente na internet.
Não se desgaste demais
Se você não estudou o ano inteiro, não adianta agora, no soar do gongo, ralar dezoito horas por dia. Caso ainda esteja tendo aulas no colégio ou no cursinho, mais de quatro ou cinco horas diárias de estudo em casa só vão esgotá-lo. Se estiver acostumado a estudar mais que isso, mantenha sua rotina, mas vá desacelerando nos últimos dias. Dois dias antes da prova, pare tudo. "Na véspera, é bom preparar todo o material", diz o professor Alberto Francisco do Nascimento. "E fazer o percurso até o local da prova, estudando a condução a tomar e escolhendo o caminho. Calcule o tempo para chegar uma hora antes do início da prova, sem correria nem ansiedade".
Diga não à balada e sim ao lazer
As semanas que antecedem o vestibular não são adequadas para ir a baladas, chegar de madrugada em casa ou ficar na rua tomando cerveja. Isso não quer dizer que você deva ficar trancado no quarto. É fundamental passear de vez em quando. Ir ao cinema, caminhar na praça, conversar com os amigos. "É importante reservar algum tempo para atividades que relaxem", diz Marilda Novaes Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress.
Durma
"O sono é fundamental para a sedimentação da memória", diz o neurologista Tarso Adoni, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "O aprendizado só será memorizado com uma boa noite de sono. Não adianta virar a madrugada estudando à base de café ou energéticos." A necessidade de sono, porém, varia entre os indivíduos. "Algumas pessoas acordam depois de seis horas bastante dispostas. Outras dormem oito horas e continuam cansadas. É preciso respeitar a necessidade de cada uma", diz Adoni. Mas, se você dormir dez horas e acordar moído, desconfie da qualidade do seu repouso. Para garantir um sono constante e de qualidade, o neurologista recomenda que se durma sempre mais ou menos à mesma hora. O quarto deve ser escuro, silencioso e não ter TV nem computador. "E nada de ficar deitado passeando pelas redes sociais no celular", observa. Para quem tem insônia, um copo de leite morno pode ajudar. Contém triptofano, substância facilitadora do sono. Depois das 6 da tarde, evite refrigerantes, café e chá preto ou verde, que são fontes de cafeína.
Alimente-se bem
"Por causa da ansiedade, a maioria dos adolescentes tende a se alimentar mal na fase do vestibular", diz a nutricionista Camila Leonel. "Comem bobagens, muito doce, biscoitos, salgadinhos. Isso é péssimo. Com a rotina desgastante, o corpo precisa mais do que nunca de uma alimentação balanceada." Um bom café da manhã. Carne, arroz, feijão, salada e legumes no almoço e no jantar. Alimentar-se de três em três horas - esses são alguns dos conselhos. "E, na véspera da prova, não tente nada novo", diz Camila. "Se não está acostumado com comida tailandesa, não vá prová-la justo nesse dia. O corpo já está sensível, e é bem possível que você passe mal." No dia da prova, fuja de comidas pesadas. E não se esqueça de levar um lanchinho para comer durante o exame. "Para não ficar tonto ou com sono, sempre é bom ter à mão um biscoito integral, uma barrinha de cereal ou algumas castanhas e frutas secas", diz Camila. Não se esqueça também da água: a desidratação tem vários efeitos perversos sobre o organismo, entre os quais prejudicar a concentração.
Respire fundo
O stress é o grande inimigo de boa parte dos vestibulandos. Ele atrapalha na hora de estudar, de relaxar, de dormir e, principalmente, na hora de fazer a prova. Segundo Marilda Novaes Lipp, professora da PUC de Campinas e diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, também de Campinas, o domínio desse mal se baseia em quatro pilares. Primeiro, a alimentação, que tem de ser saudável: legumes, verduras, frutas e produtos frescos em geral devem compor a maior parte da dieta, enquanto os alimentos processados e industrializados precisam ser evitados ou mesmo banidos. Segundo, os exercícios físicos, que ajudam a regular a produção de cortisol, o hormônio do stress
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Aprenda a relaxar
Exercícios de relaxamento são o terceiro pilar do controle do stress. "Toda técnica de relaxamento pode ajudar: meditação, ioga, tai chi chuan etc. O importante é descobrir qual delas surte mais efeito no seu caso", diz o neurologista Tarso Adoni, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No caso de uma solução mais rápida, entre os vários exercícios que Marilda ensina no livro Relaxamento para Todos - Controle o Seu Stress, este é específico para quem está prestando vestibular. Simples e discreto, pode ser feito sempre que você se sentir tenso - inclusive durante a prova. Sentado, inspire pelo nariz contando até 5. Segure a respiração e conte mais uma vez até 5. E expire devagar pela boca, novamente contando até 5. Enquanto isso, tranquilize seus pensamentos. Repita a série três vezes.
Mude o foco
O quarto pilar do domínio do stress é o tratamento psicológico. "Trata-se de um trabalho a médio prazo", diz a psicóloga. "Mesmo próximo do dia da prova, porém, é possível parar para pensar, analisar os fatos e tentar atribuir a importância correta ao evento. O candidato tem de dar o melhor de si, mas precisa entender e aceitar que, se for reprovado, terá a oportunidade de tentar novamente no ano seguinte" - e que, claro, usará esse tempo para se preparar de maneira ainda mais meticulosa e adquirir mais controle sobre as emoções.
Atividade física é fundamental
Se o vestibular fosse uma competição esportiva, os candidatos estariam às vésperas da partida final. "Esse é o momento do polimento", diz Walmir de Souza, técnico do time sub-20 de futsal do Palmeiras. "Os jogadores só devem aprimorar o que já sabem. Nunca passo um lance novo a eles na véspera de uma decisão de campeonato. Não adianta: eles não iriam assimilá-lo." Com o vestibulando, diz ele, é a mesma coisa. Nessa fase de aprimoramento, a atividade física é essencial - em particular os exercícios aeróbicos, que ajudam a oxigenar o cérebro e melhoram o raciocínio. "Eles aumentam a liberação de endorfina, hormônio que auxilia a comunicação entre os neurônios e promove uma sensação de bem-estar."
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Um passo de cada vez
Se você não tem o hábito de fazer exercícios, escolha algo moderado, como uma caminhada. Não deve se cansar demais. Segundo Souza, é importante caminhar trinta minutos, de três a quatro vezes por semana. Se já está habituado a tal, pode correr. Mas lembre-se de que você está se preparando para o vestibular, e não para uma maratona.
Eu tenho a força
Para quem já costuma frequentar a academia, fazer aulas de ginástica localizada ou musculação leve também é recomendável: elas ajudam a manter a disposição e o condicionamento físico. Depois de tudo, é sempre bom se alongar.
Perto de casa
"O estudante não tem tempo a perder", diz o professor Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo Vestibulares. "O ideal é não levar mais de uma hora entre ir e voltar da ginástica." Por isso, escolha uma academia perto de casa. A aluna Anna Binotto, 17 anos, do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, pretende entrar na Faculdade de Direito da USP, e diz: "Acho ótimo ter outro compromisso que não estudar para o vestibular. Ir à academia, além de ser bom para a saúde, é uma forma de dar uma parada, sair de casa, escutar música. Claro que diminuí o ritmo, mas pretendo continuar correndo e fazendo musculação umas duas ou três vezes por semana até a semana da prova".

 

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