Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

TECNOLOGIA

Pais, alunos e escolas: a web 2.0 e o fortalecimento de habilidades

O jovem dos dias atuais, por meio das tecnologias de informação e comunicação, pode ter acesso a uma infinidade de possibilidades


Educar

08/04/2010 11:50

Texto
Luciana Maria Allan

Foto:
Foto: O professor deixa de ser o detentor exclusivo do conhecimento e passa a ser um orientador de trabalhos de pesquisa e um conselheiro de redes sociais

O professor deixa de ser o detentor exclusivo do conhecimento e passa a ser um orientador de trabalhos de pesquisa e um conselheiro de redes sociais

O meu último artigo publicado aqui no Educar para Crescer, “O NING e seu poder educacional”, apresentou diversas comunidades interessantes, como, por exemplo, Tecnologia em Sala de Aula, Compartilhando Ideias sobre TICs e Tecnologia na Educação, e propôs algumas reflexões.

O ensino educacional brasileiro está preparado para as novas tecnologias? Os professores têm know-how suficiente para aplicá-las em benefício dos alunos? Como tirar o melhor proveito dessas ferramentas? 

Essas perguntas foram respondidas ao longo do texto, em um bate-papo descontraído com os leitores, e o retorno foi muito positivo. Recebi convites para visitar diversas comunidades e iniciativas interessantes, entre elas a Rede Vivo Educação, que tem como objetivo conectar pessoas dispostas a discutir e, principalmente, propor projetos em conjunto em busca de soluções para a Educação nesta sociedade em que vivemos hoje. 

No texto de hoje, iremos comentar sobre investimentos educacionais e uma nova realidade do ensino mundial: com a consolidação das mídias sociais, os professores trabalham mais, principalmente além dos muros da escola. Isso porque é comum alunos tirarem dúvidas pelo Twitter, comentarem no blog da professora ou interagirem com os mestres no NING, Orkut e outras ferramentas digitais. 

Essa conectividade toda ajuda no aprendizado do aluno e na assimilação do conteúdo? Os professores, por estarem quase 24 horas conectados, merecem uma remuneração extra? Os pais compreendem essa nova realidade e estão preparados? E as escolas? Têm infraestrutura adequada?
Discorrer sobre essas questões se faz cada vez mais necessário, já que o jovem dos dias atuais, por meio das tecnologias de informação e comunicação, pode ter acesso a uma infinidade de possibilidades, especialmente via web 2.0. Afinal, a tecnologia digital promoveu, especialmente na última década, mudanças significativas na sociedade e a escola já não pode mais negar as transformações ocasionadas nos processos de aprendizagem. 

Sendo assim, é necessário que políticas e práticas educacionais sejam repensadas de forma a rever as estratégias de aprendizagem, a proposta de avaliação e a relação do aluno com o professor, assim como deste com a escola. Essa nova organização escolar deve estimular a participação colaborativa dos alunos, principalmente em ambiente digital e com ferramentas colaborativas com foco no desenvolvimento de suas competências básicas para participação em uma sociedade cada vez mais conectada. 

Neste contexto, o professor deixa de ser o detentor exclusivo do conhecimento e passa a ser um orientador de trabalhos de pesquisa e um conselheiro de redes sociais, possibilitando que os alunos assimilem melhor os conteúdos e desenvolvam competências e habilidades da melhor forma possível.

Um outro papel importante é o das escolas, que precisam urgentemente compreender a mudança de paradigma e investir em salários adequados para os professores – profissionais com cada vez mais funções extra-classe -, e em equipamentos melhores, propiciando o uso de toda e qualquer ferramenta interativa e colaborativa. 

E os pais, elementos fundamentais no sistema educacional? Cada vez mais apreensivos e compreensivos, estudam para compreender o mundo virtual e essa realidade. Sabem que seus filhos não podem ficar de fora e que o futuro irá cobrar conhecimentos e habilidades virtuais. 

Sinais dos novos tempos! É a escola funcionando 24 horas por dia, a qualquer momento, em qualquer lugar.

(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP. E-mail: luciana@institutocrescer.org.br


 

amigos do educar

 


lição de casa

Crianças que fazem a lição de casa diariamente aprendem mais, têm notas melhores e se tornam mais seguras. Faça a sua parte!



depoimentos

Marina Silva, Martha Medeiros, Nelson Motta e outras personalidades brasileiras revelam o impacto de uma boa Educação no futuro



recomendamos

EDUCAÇÃO INFANTIL
Como contribuir com essa importante fase de formação da criança

ENSINO FUNDAMENTAL 1
Como acompanhar os primeiros passos da vida escolar de seu filho

ENSINO MÉDIO
Dicas para pais e alunos enfrentarem esta fase de novos desafios

mais lidos

ALFABETIZAÇÃO
11 dicas para ajudar na alfabetização de seu filho

TECNOLOGIA
52 sites que ensinam e divertem a criançada