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The job is on the table!!

Quem não se comunica se estrumbica, já dizia Chacrinha. E quem se comunica em várias línguas só se dá bem. Conheça os idiomas que aumentam as chances de descolar emprego


18/03/2010 15:38
Texto Thiago Bronzatto
Gloss
Foto: Divulgação
Trabalho em Inglês
"O inglês e espanhol são requisitos básicos. Quem fala a terceira língua tem salários até 80% superiores do que os demais."

Yes, I do. Sí, yo hablo. Oui, je parle. Sì, io parlo. Ja, ich spreche. Hai, shaberimasu. Chi, Wo Shuo. Dependendo de qual dessas respostas você der (em inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês e mandarim, respectivamente), ela poderá abrir portas no mercado de trabalho. Em um mundo cada vez mais globalizado, o domínio de determinados idiomas tem se tornado fator decisivo para conseguir um emprego. Saber se comunicar verbalmente e por escrito com clientes, acionistas, parceiros, chefes e fornecedores gringos é habilidade obrigatória para quem quer decolar na carreira, principalmente nas áreas corporativas.

Uma pesquisa feita no ano passado com cerca de 10 mil empresas inscritas no site Catho Online, armazenador de ofertas de empregos e currículos, constatou que 70% dos diretores têm dificuldade para encontrar profissionais bilíngues. "Pessoas que falam fluentemente o inglês e o espanhol recebem salário até 65% maiores do que os que dominam apenas um idioma além da língua materna", diz o administrador Marco Antonio Soraggi, responsável pelo levantamento. "O inglês e espanhol são requisitos básicos. Quem fala a terceira língua tem salários até 80% superiores do que os demais."

Para ler, clique nos itens abaixo:
Acerte no alvo
A administradora Júlia Moreira Mendes, 23 anos, estudou francês durante quatro anos, além do inglês e do espanhol. No ano passado, numa seleção para trabalhar na empresa automobilística Peugeot, ela foi a única selecionada entre trinta candidatos para ganhar cerca de R$ 5,6 mil e mais benefícios. Antes de ter a carteira assinada, a gaúcha fez uma listinha com nomes de multinacionais da França que atuam no Brasil: BNP Paribas, Renault, Peugeot, Moët & Chandon e Société Générale. Dessas cinco, quatro a chamaram para a última fase do processo de recrutamento. "Eu sabia que o meu diferencial era o francês, então não dava para arriscar um emprego em uma empresa alemã." No Brasil, existem cerca de 800 empresas de língua francesa que empregam aproximadamente 1 milhão de funcionários. A maioria dessas companhias é voltada para o setor automobilístico, de produtos alimentícios e de medicamentos. Esse número tem crescido ano após ano, devido a acordos econômicos assinados entre os dois países. Proporcionalmente, as matrículas em cursos de francês cresceram cerca de 45% nos últimos cinco anos. "Em nossas unidades, os alunos têm entre 18 e 35 anos, sendo 57% deles mulheres", contabiliza o diretor comercial da escola Aliança Francesa, presente em quarenta cidades do país, Renato Vieira. Outra língua que tem feito a demanda por profissionais que a falem crescer bastante é o mandarim. Em março do ano passado, a China superou os EUA e tornou-se o maior destino das exportações brasileiras. "Nos últimos três anos as melhores ofertas (com salários de R$ 4 mil a R$ 7 mil) para jovens recém-formados que tenham conhecimento em chinês foram feitas por companhias aéreas, empresas focadas em mineração, mercado financeiro e tradução", diz a headhunter Sofia Esteves, presidente do grupo DMRH, consultoria especializada em programas de trainees. "Alguns diretores procuram a nossa escola para ver se os nossos alunos têm interesse em participar de processos seletivos de emprego", garante a professora chinesa Liang Yan, dona da escola Chinbra (www.chinbra.com.br). Mariane Rocon, 26, se deu bem em um processo de recrutamento da maior empresa de mineração do Brasil, a Vale, porque, além de inglês e espanhol fluentes, domina o nível intermediário de chinês. Ao longo de quatro anos, a paulista formada em relações internacionais investiu R$ 5 mil em aulas particulares. O retorno veio recentemente, quando enviou um currículo para o departamento de recursos humanos da empresa. "Depois de três semanas, fui chamada para uma entrevista." Hoje, Mariane trabalha no setor de comércio exterior, intermediando o contato com escritórios chineses. Questionada sobre a sua renda, ela responde: "Vou dar uma pista: em um mês já repus tudo o que gastei durante o período em que estudei a língua", brinca.
Tempo é dinheiro
Depois do chinês, o alemão é uma das línguas que mais requer investimento de tempo. Segundo o professor Hans-Dieter Dräxler, diretor do Instituto Goethe de São Paulo (www.goethe.de/saopaulo), o seu aprendizado pode durar até seis anos. Mas, quando a fluência é atingida, junto vêm pacotes interessantíssimos de propostas profissionais. No Brasil, existem cerca de 400 companhias de origem alemã, sendo a maioria delas no setor químico e tecnológico. "Oito de cada dez alunos com fluência em alemão recebem propostas de emprego para ganhar até R$ 8 mil", diz Dräxler.
Olhos e língua puxados
Para quem curte trabalhar com eletrônicos, o idioma japonês é essencial para conseguir entrar nesse filão. "Mas ainda é uma área muito restrita a descendentes de imigrantes", alerta o professor de japonês da Universidade de São Paulo (USP) Wataru Kikuchi. Para o presidente do Centro Brasileiro de Língua Japonesa, Hiromi Tani, o mercado de tradução tem sido uma alternativa para quem se dedicou a entender os ideogramas orientais. "A demanda por tradutores de livros e de mangás ainda é grande no mercado editorial." Com a mesma restrição, o italiano proporciona oportunidades profissionais no mercado brasileiro reduzidas às áreas de moda, gastronomia e enologia (estudo do vinho). Apesar de o número de descendentes de imigrantes ser predominante no país, apenas 8% da nossa população fala fluentemente a língua. "Alguns consideram o idioma morto e pouco útil profissionalmente", diz Lauro Spaggiari, diretor geral pedagógico do colégio Dante Alighieri, de São Paulo. A publicitária Laura Caponelli, 25, provou o contrário. De família originária do Mezzogiorno (sul da Itália), a paulista começou a estudar italiano aos 15 anos, quando aprendeu no colégio a cantar o Hino da Azzurra. Depois de terminar o colégio, foi cursar moda. "Na faculdade percebi a importância de entender italiano", conta. Hoje morando em Milão, Laura trabalha em uma agência de modelos que recruta talentos da América Latina. "O inglês e, principalmente, o espanhol também me ajudaram muito a conseguir a vaga." Ela é a prova de que, dando tratos na língua, é possível ter um emprego dos sonhos antes dos 40 anos. "Oito de cada dez alunos com fluência em alemão recebem propostas para ganhar até R$ 8 mil" HANS-DIETER DRÄXLER, diretor do Instituto Goethe
Cada língua, uma sentença
Alemão

(seis anos para fluência): indústrias químicas, montadoras, pesquisa científica, direito e tecnologia.

Chinês

(oito anos para fluência): multinacionais, companhias aéreas e tradução.

Italiano

(quatro anos para fluência): moda, gastronomia e empresas automobilísticas.

Francês

(quatro anos para fluência): artes, arquitetura, gastronomia e moda.

Japonês (cinco anos para fluência): montadoras, gastronomia, setor eletrônico e tradução.
Aprenda pela Internet
-Weblinguas

www.weblinguas.com.br

Envia gratuitamente por e-mail lições de português, inglês, francês e espanhol.

-Livemocha

www.livemocha.com

Oferece cursos online de alemão, espanhol, francês, inglês, islandês, italiano, japonês, mandarim, português, russo e mais noventa idiomas gratuitamente.

-Francoclic

www.francoclic.mec.gov.br

Destinado aos que querem não só aprender francês, mas também conhecer um pouco mais da cultura do país.

-USA Learns

www.usalearns.org

Gratuito, o site trabalha leitura, escrita e até mesmo a pronúncia do inglês.

-Online Universities

www.onlineuniversities.com Quer estudar uma língua diferente? Nesse site é possível aprender idiomas africanos, dialetos indianos, latim, aramaico, línguas indígenas, entre outras.


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