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ENSINO MÉDIO

Yes, nós temos high school

Vinte e cinco escolas do país oferecem o ensino médio igual ao das escolas americanas junto com o currículo brasileiro


23/02/2012 13:15
Texto Carolina Melo
Veja
Foto: Cursar o high school facilita o ingresso em universidades no exterior
Cursar o high school facilita o ingresso em universidades no exterior

Uma novidade que vem se espalhando nas escolas de ensino médio do Brasil se destina a garantir aos jovens o inglês afiado que o mundo de hoje exige e facilitar - e muito - o ingresso numa universidade no exterior. Trata-se do programa high school, criado pela Texas Tech University, dos Estados Unidos, e atualmente oferecido em 25 escolas de dezenove cidades brasileiras.

O high school nada mais é que a transposição do ensino médio americano para as escolas brasileiras. Funciona assim: durante a manhã, os alunos cursam normalmente a escola, com currículo brasileiro. À tarde, de duas a três vezes por semana, voltam à escola e seguem o currículo americano. Aprendem dezessete disciplinas, como inglês, literatura, redação e história - tudo em inglês, como se estivessem numa escola dos Estados Unidos. Familiarizam-se com os discursos de Abraham Lincoln e de Martin Luther King e mergulham na obra de Shakespeare.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Universidade nos Estados Unidos
Os alunos do high school brasileiro, que pagam em média 400 dólares mensais, terminam o curso com a habilitação necessária para concorrer a uma vaga nas universidades americanas.

Um brasileiro que só tenha estudado pelo currículo nacional e queira frequentar uma universidade americana precisa prestar o Toefl, que é o teste de conhecimento do idioma inglês. Dependendo da faculdade escolhida, ele também terá de cursar matérias complementares.

Fazer o terceiro grau no exterior é o plano idealizado pela pernambucana Maria Isabel do Nascimento para sua filha Natália, de 15 anos, que cursa o high school no Colégio Damas, do Recife. "Quero que Natália vá morar fora e, com esse curso, ela terá mais portas abertas", diz. A primeira turma de high school do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, se formou no ano passado.

"O interesse dos pais e alunos pelo curso é tão grande que tivemos de abrir mais turmas e ainda assim não damos conta da demanda", diz Rossella Beer, coordenadora desse setor no colégio. "Não preciso mais de legendas para assistir a filmes em inglês e, quando falo com um estrangeiro, sempre dizem que não tenho sotaque de brasileiro", diz Daniel Rocha Ruiz, 17 anos, recém-formado no high school do Dante.
Professores capacitados
Todos os professores do high school brasileiro devem ter nascido e cursado a universidade em países de língua inglesa. A Texas Tech University é responsável pelo treinamento desses professores e também pelo material didático. As provas e avaliações são enviadas aos Estados Unidos para que a equipe de lá faça as correções e dê as notas.

Por exigência da secretaria de educação do Texas, os alunos precisam realizar doze provas durante o curso, para garantir que têm domínio das matérias ensinadas. Esse é o mesmo processo de avaliação pelo qual passam os estudantes de ensino médio no Texas.
Dois diplomas
O programa high school dura três anos - o nono do ensino fundamental e o primeiro e o segundo do ensino médio. Os alunos têm o terceiro ano livre para se dedicar aos estudos para o vestibular. Mas só conseguem o diploma americano se concluírem e forem também aprovados no ensino brasileiro.

Ao fim do último ano, caso atinjam as notas adequadas, os alunos recebem dois diplomas, um brasileiro e um americano. "O diploma americano facilita a entrada também em universidades europeias", ressalta Rogério Abaurre, coordenador da Texas Tech University no Brasil.

A cerimônia de formatura segue o modelo das escolas americanas - os alunos vestem beca e cantam o hino dos Estados Unidos.

O estudante de terceiro ano Vitor Cainé, 16 anos, que fez o high school no colégio Magno, de São Paulo, sonha alto: ele quer cursar engenharia aeronáutica no prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts. O MIT também é o objetivo de seu colega de turma Rafael Palmério, que pretende cursar engenharia mecânica. "Com tudo o que aprendi, já me sinto de malas prontas", ele se anima.

 

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