
Por que visitar: ele retrata um pedaço importante da história brasileira. Esse belo prédio neoclássico era a residência de verão – e a preferida – de Dom Pedro II. O projeto original é do engenheiro alemão Júlio Frederico Koeler (ele, juntamente com outros imigrantes de seu país e de outros lugares da Europa, iniciou a colonização da cidade, que se desenvolveu ao redor do palácio). Os jardins foram planejados pelo francês Jean Baptiste Binot, sob orientação do próprio Pedro II. Estão ali tesouros como a coroa de Pedro Segundo, o trono real, o primeiro telefone do Brasil e a pena usada pela princesa Isabel para assinar a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil em 1888. Avaliada em 500 mil reais, a peça, de ouro 18 quilates, tem 27 diamantes.
O que abordar com seu filho: o museu abrange todos os aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos do século XIX. Para Regina Helena de Castro Resende, coordenadora do setor de educação, o mais interessante é a criança compreender sua realidade dentro da trajetória histórica-temporal que o museu propõe. “Estudando o passado você compreende o presente e projeta o futuro. Para os pais, acho que é interessante abordar com os filhos as diferenças daquela época e de agora. Por exemplo, no acervo há uma cadeira higiênica, que possibilita a criança entender como se fazia sem água encanada, quais eram os objetos utilizados. A partir disso, é possível fazer um gancho para a importância de D. Pedro II, que incrementou os avanços tecnológicos, como as estradas de ferro e o telefone”, explica a coordenadora.
Não deixe de ver: o espetáculo de som e luz que acontece nos jardins e na fachada do palácio de quinta-feira a sábado, das 20h/20h40 (R$ 30).
O que a escola pode trabalhar: “o mais importante é contextualizar e aproximar o aluno da realidade abordada no museu. Explicar como se deu a passagem para o Segundo Reinado, discutir a questão da escravidão pode ser bem interessante e prove uma reflexão sobre como esta realidade influenciou no presente”, diz Regina. As visitas monitoradas devem ser agendadas com antecedência pelo e-mail educativo@museuimperial.gov.br ou pelo número (24) 2237-8000 ramal: 251. Após a visita, há atividades complementares, como o teatro de fantoches.
Melhor para: estudantes de qualquer idade.
Na agenda: Rua da Imperatriz, 220, tel: (24) 2237-8000, de terça a domingo das 11h às 17h30, www.museuimperial.gov.br.
Entrada: R$ 8, adultos, e R$ 4, estudantes e idosos.