O livro como um convite a aprender
*Por Beatriz Montesanti
“A literatura é um meio ou é um fim?”, foi a pergunta que pautou o encontro Conversas ao Pé da Página, organizado pelo centro de estudos A Cor da Letra e pela Revista Emília, e que reuniu pedagogos, educadores, psicólogos, editores e outros profissionais no SESC Pinheiros, dias 2 e 3 de Maio.
O objetivo do evento era promover a reflexão em torno da importância da leitura e, nesta edição, o foco foi para crianças e jovens no século XXI. A última mesa, composta pela psicóloga Claudia Vidigal e a pedagoga Teresa Villela, expôs os desafios da infância e da juventude. “Temos que soltar nosso preconceito sobre o que é bom para um e ruim para outro. O livro será sempre um convite a aprender”, contou Teresa, que trabalha com formação de professores para a inclusão de estudantes com deficiência visual, “A leitura sempre me instigou. A ilustração, o cheiro, tudo no livro é um convite a conhecer o que não conhecia”.
Claudia Vidigal, por sua vez, chamou a atenção para a pedagogia da presença promovida pelos livros: “É permanência, a criança sabe que pode ir e vir e o livro estará ali”. Claudia dirige o Instituto Fazendo História, que atende crianças e adolescentes em abrigos, incentivando-os a registrarem sua trajetória, principalmente por meio da literatura infantil. ara estas crianças, muitas delas abandonadas ou negligenciadas pelos pais, o livro tem um papel fundamental. Mas, embora se aproprie do livro para reconstruir relações, Claudia acredita que a literatura é realmente um fim, pois seu objetivo é que as crianças leiam mais.
Estão previstos mais dois blocos de Conversas ao Pé da Página em junho e agosto deste ano, também no SESC Pinheiros. Você pode conferir a programação e se inscrever para o evento no site abaixo. Vale a pena participar e se inteirar de grandes iniciativas em prol da leitura no Brasil e no mundo!
http://www.conversapepagina.com.br/index.php.
Livros para gostar de matemática
*Por Maria Clara Braz
Na busca por soluções para ajudar seu filho nas aulas de matemática, já se foram muitas estratégias, não é mesmo? Reunião com o professor da escola para pedir para ele explicar a matéria novamente, aula de reforço, súplicas para o colega mais inteligente da classe ajudá-lo na véspera da prova… E nada parece resolver. Será que ele não gosta de Matemática e por isso não entende ou não entende Matemática e por isso não gosta dela?
Que tal mais uma tentativa para mudar esse cenário? Nas livrarias existem inúmeros títulos que não são livros didáticos, mas têm tudo a ver com essa área do conhecimento. São romances e livros de atividades que conseguem transformar muitos dos números e das expressões matemáticas que tanto intimidam e irritam as crianças e os adolescentes, em histórias deliciosas e desafios divertidos.
Confira a seguir, 11 indicações que vão deixar seu filho interessado no assunto e com vontade de aprender:
Para jovens e adultos
1. Uma coleção de livros raros sobre matemática é enviada de Manaus para o senhor Ruche, que mora em Paris, por um amigo que ele não vê há mais de meio século. Ao mesmo tempo, o menino Max adota um papagaio, batizado de Nofutur, salvando-o de ser violentado por bandidos. Juntos, o velho, o garoto e o leitor se vêm desafiados a catalogar os livros e, consequentemente, a organizar a história da matemática, ao mesmo tempo em que se surpreendem com as falas reveladoras da ave sobre o assunto. Assim, todos acabam por descobrir detalhes da vida de matemáticos famosos como Tales, Pitágoras, Euler e Arquimedes e a compreender a estrutura do pensamento de cada um deles. Escrito por um professor da Universidade Paris VIII, é um livro que captura a atenção de quem gosta de tramas policiais.
O Teorema do Papagaio – Denis Guedj – Ed. Cia. das Letras, 504 págs., 61,50 reais
2. Por si mesma, a Matemática não envelhece. O mesmo acontece com o clássico livro que conta as aventuras do persa Beremiz Samir na empreitada de resolver problemas que aparentemente não têm solução. Samir consegue, por exemplo, formar qualquer número com quatro algarismos 4. Duvida, caro leitor? Para fazer o zero, ele propõe subtrair 44 de 44 e para 1, a fração 44/44. Manipulando a lógica, o personagem mistura o clima da terra das mil e uma noites com as regularidades e as convenções da ciência dos números.
O Homem que Calculava – Malba Tahan – Ed. Record – 286 págs., 34,90 reais
3. Já experimentou fazer uma multiplicação começando pelo algarismo da esquerda do multiplicador em vez de seguir a fórmula de iniciar com o da direita? Será que dá certo? Esse é um dos desafios que Malba Tahan, pseudônimo do professor brasileiro Júlio César de Mello e Souza, propõe em um almanaque cheio de curiosidades, convidando o leitor para brincar com as propriedades dos números. A propósito, a resposta é sim, da esquerda para a direita também funciona.
Matemática Divertida e Curiosa – Malba Tahan – Ed. Record – 160 págs., 29 reais
4. Números primos, raiz quadrada, teorema de Pitágoras… Se todos esses termos assustam durante a aula de Matemática, nas páginas do livro escrito pelo professor da Universidade de Buenos Aires, eles são como itens de um kit de mágica: acrescentando um número ali, subtraindo outro acolá… Zás! Os problemas apresentados são esclarecidos com soluções que requerem simplesmente lápis, papel e uma dose de persistência.
Matemática… Cadê você? – Sobre Números, personagens, problemas e curiosidades – Adrián Paenza – Ed. Civilização Brasileira – 288 págs., 32 reais
5. Imagine conhecer os participantes de uma copa do mundo de cálculo mental ou então o homem que analisa e calcula as probabilidades de mais da metade dos caça-níqueis do mundo e saber como essa turma pensa e, é claro, porque a matemática para eles é algo tão simples… Isso é possível se o leitor se deixar levar como companheiro de viagem do autor, que visita diversos lugares do mundo – da floresta Amazônica ao Japão.
Alex no País dos Números – Uma Viagem ao Mundo Maravilhoso da Matemática – Alex Bellos – Ed. Companhia das Letras – 512 págs., 44 reais
6. Tem gente que acha que Matemática é coisa de maluco. Mas depois de ler esse livro, você vai ter certeza que ela é mesmo coisa do diabo, o simpático e ousado personagem que invade os sonhos do menino Robert, apresentando problemas a ele, mas sem deixá-lo jamais sem uma resposta clara (algumas, inclusive, são acompanhadas de desenhos para ficarem mais fáceis de entender). Teplotaxl – o coisa ruim não tão ruim assim – faz, a cada página, o garoto temer cada vez menos os cálculos e as relações geométricas.
O Diabo dos Números – Um Livro de Cabeceira para Todos Aqueles que têm Medo de Matemática - Hans Magnus Enzensberger – Ed. Cia das Letras – 272 págs., 46 reais
7. O almanaque que reúne uma natureza diversa de problemas – dos aparentemente simples (como provar que 2+2=4) até os realmente complicados (com equações e outros bichos) e também provoca risos apresentando piadas impagáveis (“Que barulho um matemático faz quando está se afogando?” Resposta: “Log, log, log, log, log…”) é uma pedida e tanto para reunir os amigos e… estudar diversos conteúdos! Incríveis Passatempos Matemáticos – Ian Stewart – Ed. Zahar – 356 págs., 39,90 reais
Para crianças
1. De forma divertida, os pequenos passam a se familiarizar as figuras geométricas. O título faz parte de uma série – Triângulos, Retângulos e Círculos – e propõe que as crianças encontrem essas formas em ilustrações que retratam cenas em ambientes cotidianos – como a cozinha.
Formas Por Todos os Lados – Quadrados – Anita Loughey – Ed. Girassol, 23 págs., 12,90 reais
2. Juntamente com Multiplicar, Somar e Subtrair, Dividir é um título da série Clube da Matemática. Ilustrado com personagens como pinguins e outros bichos, diversos cálculos são propostos em tom de brincadeira.
Dividir – Ann Montague Smith – Ed. Girsassol – 28 págs., 19 reais
3. Nino é um simpático cãozinho que vive por aí contando tudo o que encontra pela frente. A cada página, ele elege um objeto e daí é a vez de o leitor entrar na brincadeira e descobrir a quantidade, realizando a contagem.
Contando com Nino – Peter Curry – Ed. Ciranda Cultural – 10 págs., 14,90 reais
4. Imagine 40 propostas de jogos educativos de matemática para crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, testados e aprovados. Agora, pense na possibilidade de poder “fabricar” todos eles, com orientações passo a passo (e moldes!) para poder brincar em casa ou na escola. Com os dois volumes em mãos, o leitor realmente pode organizar um clube e reunir os amigos para brincar de resolver problemas.
Clube da Matemática – Volume I – Jogos Educativos, Mônica Soltau Da Silva – Ed. Papirus, 128 págs., 42,90 reais /// Clube da Matemática – Volume II (45, 90), – Jogos Educativos e Multidisciplinares – Mônica Soltau Da Silva – Ed. Papirus, 152 págs., 45, 90 reais
Tags: Matemática
“No país das placas malucas” registra irreverência do povo brasileiro

“Tem gente que tira foto de paisagem, de animal. Eu tiro foto de placas”, resume o jornalista. Foto: Divulgação
O trabalho do jornalista José Eduardo Camargo causa inveja a muitos: pelo Guia 4 Rodas, ele viaja constantemente para encontrar os melhores destinos. Um turista profissional, dizem. Já esteve em 25 dos 27 estados brasileiros (incluindo Distrito Federal) à procura de lugares onde comer, se hospedar e se divertir. Mas nem tudo são rosas: com essa “mordomia” vem uma rotina estressante de trabalho. Além disso, na maioria das vezes, a viagem é solitária.
Zé Edu, como é conhecido pelos amigos, viu na sua paixão pela fotografia uma maneira de conseguir compartilhar suas experiências de viagens. Inspirado pelo livro Paranoia (1963), de Roberto Piva com fotos do artista Wesley Duke Lee, que fazia diferentes elementos dialogarem na imagem trazendo, assim, um novo significado, Zé Edu, fotografa placas inusitadas que encontra em seus percursos pelo Brasil. “Tem gente que tira foto de paisagem, de animal. Eu tiro foto de placas”, explica. Para eles, as placas traduzem a irreverência do nosso povo: “O brasileiro tem muita criatividade: esse jeito de se comunicar é uma característica única nossa”, conta o jornalista.
Ao mostrar suas fotos para Ricardo Correia, então editor de fotos da Revista Placar, surgiu a ideia do livro “O Brasil das placas”, lançado em 2007 pela Panda Books com legendas do cordelista L. Soares, pseudônimo do jornalista André Fontenelle.
Depois de ingressar na lista do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) como material paradidático e ter mais de 50 mil exemplares vendidos, “O Brasil das placas” gerou um filhote: “No país das placas malucas”, lançado em agosto também pela Panda Books.
A publicação traz fotografias inéditas de placas que ressaltam os inusitados usos da Língua Portuguesa (incluindo aí erros ortográficos e gramaticais), sempre acompanhadas pelos irreverentes cordéis de L. Soares: “A intenção [do livro] é retratar esses diversos usos da língua e ajudar o professor a trabalhar a discussão acerca da norma culta”, explica Zé Eduardo.
A diversão fica por conta das ótimas legendas de L. Soares, que ressaltam algum erro de português, o raciocínio curioso de quem escreveu ou os múltiplos sentidos das placas. Para Zé Edu, “o erro não ridiculariza, mas faz pensar”.
Sobre a polêmica do livro distribuído pelo MEC para as turmas do EJA (Educação de Jovens e Adultos) que admitia como corretos, dependendo da situação, os diferentes empregos da Língua Portuguesa (norma culta e informal), Zé Edu diz que precisamos dominar as duas normas: “A língua evolui, lógico. A norma culta nunca vai conseguir acompanhar a língua falada nas ruas. Por outro lado, desprezar a norma culta é uma tolice. Precisamos dela para muitas coisas, como ler e nos fazer entender em um país tão grande como o Brasil: é preciso também uma uniformização”.
Para exemplificar o uso da norma informal, presente na maioria das placas publicadas em seu livro, Zé Edu conta que certa vez uma professora resolveu trabalhar em aula uma placa de sua cidade publicada no livro. Os alunos fizeram uma nova versão com a norma culta para entregar ao dono da placa, que prontamente recusou. “Para ele a placa estava correta, fazia seu papel”, explica.
Hoje Redator-Chefe do Guia 4 Rodas, Zé Edu viaja menos, mas o Acre já está nos planos do jornalista. E aí só faltará Rondônia para que ele tenha visitado todos os estados brasileiros. Em casa, ele cuida do filho, Théo, de 3 anos, que já tem uma máquina fotográfica e tira fotos por aí sob os olhos do pai orgulhoso.
Concurso Cultural “No País das Placas Malucas” – ENCERRADO
O jornalista José Eduardo Camargo, autor de “Brasil das Placas”, nos deu cinco edições de seu novo livro “No País das Placas Malucas”. Uma delas pode ser sua!
Acesse o álbum “No País das Placas Malucas” no Facebook e veja cinco fotos inéditas de Zé Edu e, como L. Soares, crie um cordel-legenda para alguma(s) delas. O melhor cordel de cada foto – selecionado por uma comissão do Educar para Crescer – leva o livro.
Não sabe o que é cordel? Não se preocupe! Entre na nossa ferramenta, aprenda e treine um pouco: http://educarparacrescer.abril.com.br/cordel/
Tags: Brasil, crianças, educação, escritores, Família, Leitura, literatura, livros, Professor, viagem
10 livros sobre histórias indígenas e o Folclore brasileiro
Literaturas que valorizam as diferenças e a diversidade cultural dos povos indígenas são ótimas pedidas para abordar os conteúdos exigidos pela lei 11.645, que obriga o ensino da história e da cultura indígena nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil. Veja 10 dicas de livros recomendados para pais, filhos e professores sobre o tema. Confira também os sites de alguns dos principais autores indígenas da atualidade: Daniel Munduruku; Olivio Djekupe e Eliane Potiguara.
1 – Lendas e Mitos dos Índios Brasileiros

Autor: Waldemar de Andrade e Silva
Nesse livro os escritor e artista plástico Waldemar de Andrade e Silva apresenta lendas e indígenas que marcaram sua convivência de oito anos com indígenas da Região do Xingu, no norte do Mato Grosso. A obra também é ilustrada pelo autor.
2 – Contos e Lendas dos índios do Brasil
Autora: Antonieta Dias
O livro traz diversos contos relacionados à cultura indígena. As crianças vão saber de histórias que poderão ser contadas e lembradas durante toda vida, como “O roubo do fogo” e “Astúcias do Jabuti”.
Autora: Goimar Dantas
A autora brinca com o imaginário e com a possibilidade de rimas em histórias infantis para contar sobre uma personagem que assombrava as festas do Nordeste, num tempo muito antigo. Era tanta gritaria, arruaça, perturbação, que o jeito foi inventar um certo bicho-papão chamado o papangu. Na obra, as ilustrações são uma aventura a parte para crianças de todas as idades.
4 – Iracema
Autor: José de Alencar
Uma flechada no inimigo sela o amor entre Iracema, índia das terras tabajaras e Martim Soares Moreno, guerreiro branco, perdido nas matas, amigo dos índios pitiguaras. A partir desse encontro torto a trama se desenvolve em meio a ciúmes e brigas entre povos indígenas. A obra também é conhecida com “Lenda do Ceará”, onde se passa a história, e se aproxima do que podemos chamar de epopéia sobre a origem do povo brasileiro, miscigenado e filho de índios com brancos, além de outras tantas misturas.
Autor: Daniel Munduruku
Cinco pequenos garotos curumins (crianças indígenas) saem pela floresta em busca de muita aventura, mas acabam se perdendo. Para sobreviverem sozinhos na mata, os pequenos terão que enfrentar diversos perigos, como os devoradores de almas. As surpresas se matem até o final. O livro faz parte da coleção Crônicas Indígenas e está repleto de ilustrações interessantes para as crianças.
6 – O selvagem
Autor: General Couto de Magalhães
O livro é imperdível para quem deseja conhecer o Brasil a fundo: as origens de seu povo, a natureza e as influencias dos costumes e das línguas dos indígenas na em meio a isso. Apesar do nome trazer um sentido contrário, a obra desmistifica a colonização brasileira como aquela que só foi possível por conta dos europeus ditos civilizados. Assim, valoriza a cultura dos índios na formação do Brasil.
7 – Tekoa: Conhecendo uma aldeia indígena
Autor: Olívio Jekupé
O leitor acompanhará a viagem do menino Carlos pela Aldeia Tekoa. O garoto da cidade sempre sonhou conhecer uma aldeia indígena, então decide passar férias de um mês em uma muito especial. Observando a cultura dos índios de Takoa, Carlos tem uma experiência inesquecível que lhe trará conhecimentos sobre suas próprias origens, sobre a sua própria vida.
8 – O Guarani
Autor: José de Alencar
Em mais uma de suas tramas românticas que têm a colonização brasileira como pano de fundo, José de Alencar explora a paixão entre um indígena, Peri, e uma descendente de portugueses, Cecília. Depois de salvar a vida da mocinha por três vezes durante a história, o final do casal-amigo surpreende os leitores. A obra também é regada por muitas lutas entre os povos indígenas e os descendentes lusos.
9 – Metade cara, metade máscara
Autora: Eliane Potiguara
O livro conta a história de um casal indígena que foi separado durante a colonização brasileira. Os dois viajam por todas as Américas, durante cinco séculos, em busca um do outro. Refletindo sobre a violência e destruição de laços familiares e étnicos no processo de colonização do país, a autora trata de temas como relações humanas, paz, identidade, ancestralidade e família.
10 – Câmera na mão, O Guarani no coração
Autor: Moacyr Scliar
A obra é uma releitura do livro “O Guarani” de José de Alencar– veja sinopse acima. Com uma linguagem informal e em um contexto contemporâneo, Moacyr Scliar reproduz os principais trechos do livro original em meio a uma nova história. Nela, um grupo de jovens apaixonados por cinema participa de um concurso de vídeo amadores a partir da filmagem de uma cena do livro “O Guarani”. Para isso, os amigos da trama estudam a obra de Alencar e a comparam com atualidade. Uma verdadeira aula para os leitores da nova geração.
Sugestões de livros para pequenos viajantes
Boas histórias valem tanto quanto uma boa viagem. Eis uma seleção de livros para transportar os pequenos leitores ao mundo de faz de conta:
1) Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, Editora Globo
Lúcia e seu primo Pedro vivem suas aventuras universais no Sítio do Pica-pau Amarelo. Na obra prima de Lobato, a menina do nariz arrebitado descobre as maravilhas do reino das águas claras e atá fica noiva de um príncipe. Quem não se diverte com as observações astutas de Emília e rabugentas do Visconde de Sabugosa?
Bom para: crianças com mais de 6 anos
2) Abrindo Caminho, de Ana Maria Machado, Editora Ática
O que Dante Aligheri, Carlos Drummond de Andrade, Tom Jobim e Cristvão Colombo têm em comum? A ganhadora do prêmio Hans Christian Andersen, o prêmio máximo da literatura infantil, apresenta uma história inspiradora de homens que transformaram um obstáculo em caminho.
Bom para: crianças com mais de 5 anos.
Ilustrado por: Elizabeth Teixeira
3) O Menino Maluquinho, de Ziraldo, Editora Melhoramentos
Pra conhecer o interior das Minas Gerais, nada melhor do que viajar nas aventuras desse menino levado de panela na cabea e sua turma. A história de Ziraldo foi lida por mais de 2 milhões de crianças e inspirou até sequência.
Bom para: crianças com mais de 5 anos
Ilustrado pelo autor
4) Lúcia Já-Vou-Indo, de Maria Helosa Penteado, Editora Ática
Lúcia não queria ficar pra trás. Queria muito se divertir como os outros animais. Mas nunca chegava em tempo. Lúcia andava muito devagar, afinal, era uma lesma. Mas nesta história tudo pode acontecer.
Bom para: crianças com mais de 5 anos
Ilustrado pela autora
5) Procurando Firme, de Ruth Rocha, Editora Ática
É uma história que parece de fadas, mas não é. É a história de uma princesa moderninha que no sonha com príncipe ou final feliz. Ela quer descobrir o que que o mundo tem depois das muralhas do castelo.
Bom para: crianças com mais de 5 anos
Ilustrado por: Claudio Martins
6) Os Aventureiros, Helme Heine, Editora Ática
O escritor, alemo, um viajante e traz para o livro suas experiências de viagem. Nesta história, conta uma grande aventura dos amigos Juvenal, Frederico e Valdemar, que montam em uma bicicleta e saem mundo afora. O que eles descobrem? Não deixe de ler.
Bom para: crianças com mais de 3 anos
Ilustrado pelo autor
Traduzido por: Luciano Vieira Machado
7) A Fada Que Tinha Iedias, de Fernanda Lopes de Almeida, Editora Ática
É a história de uma fadinha diferente: ela não quer seguir as regras do mundo das fadas – quer inventar moda. Clara Luz cria assim um mundo de outro mundo, com chuva colorida e nuvens de animais. É um clássico.
Bom para: crianças com mais de 7 anos
O Livro Inclinado, de Peter Newell, Cosac Naify
É a aventura de um carrinho de bebê desgovernado em uma ladeira americana. A capa inclinada (de fato) uma pista do que as crianças irão encontrar nesta história.
Bom para: crianças com mais de 5 anos
Traduzido por: Alípio Correia de F. Neto
9) As Grandes Maravilhas do Mundo, de Russel Ash, Cosac Naify
Ilustrações minuciosas das sete maravilhas do mundo: pirâmide de Giz, estátua de Zeus, mausoléu de Halicarnasso, jardins suspensos da Babilônia, colosso de Rodes, farol de Alexandria e templo de Artemis… O texto mostra ainda como eram os costumes da época.
Bom para: crianças com mais de 6 anos
Ilustrado por: Richard Bonson
Traduzido por: Felipe Lindoso
Tags: crianças, Leitura, literatura, livros, viagem
Recorde: menina lê 280 livros em um ano
Ela não é a menina que roubava livros. Mas é a menina que lia (e lê) livros. Em 2008, a pequena Tainá Alves dos Santos, de Catanduva, interior do Estado de São Paulo, leu mais de 230 livros, 230 novas histórias para enriquecer o seu vocabulário e as suas referências. Motivada pelo hábito dos pais (que gostam de ler) e por um projeto da escola que estimulava a leitura, Tainá ganhou um prêmio e acabou conhecendo o governador do estado de São Paulo, José Serra. Conheça a história da leitora, que mostra como fácil gostar de ler. E veja seus livros favoritos…
Os 10 livros preferidos da campeã da leitura:
- Mano descobre o amor, de Heloisa Prieto e Gilberto Dimenstein
- Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado
- O gato da xícara de chá, de Anna Flora
- História meio ao contrário, de Ana Maria Machado
- Pedrinho e o Saci, de Monteiro Lobato
- Marília Bela, de Ruth Rocha
- Histórias Maravilhosas de Andersen, de Hans Christian Andersen (tradução de Heloisa Jahn)
- O menino que aprendeu a ver, de Ruth Rocha
- A semente da verdade, de Patrcia Engel Secco e Norberto Paschoal
- A formiguinha e a neve, de João de Barros
Tags: influência, Leitura, menina, pais, prêmio
Dia das crianças: dê livros de presente
Livros, livros, livros, livros… Sempre ganhei livros: no aniversário, no Natal, no Dia das Crianças e até na Páscoa (!!!). Não vou dizer que amava, pois não havia quebra da expectativa e nada mais doce do que a surpresa. Mas como as crianças de hoje só ganham e pedem brinquedos, quebre você a expectativa delas: dê livro. Coloque de lado as bicicletas, os patins, as bonecas, os carrinhos… Dê livros – clássicos da literatura infantil ou novidades (no limite, dê até um livro-brinquedo).

Aprendi com a Tica, apelido de Theodora Mendes de Almeida, coordenadora pedagógica da escola de minha filha, que a gente tem de ler o livro antes de comprar. Se a gente gostar dele é meio caminho andado pra nossos filhos gostarem. Até o Dia das Crianças, vou dar as minhas sugestões de leitura, aguardem.
- Considere a literatura como arte, o texto deve despertar algum tipo de emoção.
- Conheça a história antes de contá-la.
- Procure conhecer os autores respeitados no meio literário: clássicos e modernos.
- Siga o texto como ele , evite aqueles que utilizam uma linguagem infantilizada.
- Selecione livros com boa qualidade editorial e observe se há a relação entre a ilustração e o texto.
- Considere o interesse e o gosto da criança.
- Na hora da leitura, procure criar um clima de aconchego e envolvimento.
- Valorize a qualidade literária:
Os clássicos da Literatura permitem o contato com uma linguagem elaborada.
Os modernos trazem vivências mais próximas das crianças, num contexto atual. - Garanta uma variedade de gêneros.
- Não use o texto como pretexto para lições de moral, bronca… É para garantir o prazer da leitura.
- Relembre os livros pelos quais você também se encantou e procure dar essa informação ao seu filho.
- A afinidade do leitor com a obra, com o autor e com o gnero garante o prazer ao contar.Quer sugestões de livros? Veja neste superhotsite Biblioteca Básica.
Tags: dia das crianças, filhos, Leitura, livros, presente







Boas sugestões de livros para crianças, jovens e adultos