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Famílias gastam R$ 11 por ano com livros não-didáticos no Brasil

por: Bettina Monteiro

Um estudo divulgado na terça-feira (08) indica que apenas 7,47% da população brasileira tem o hábito de comprar livros não-didáticos. Nessas famílias, só 0,05% da renda destinada a esse fim – uma média de R$ 11 por ano. Os números impressionam negativamente. É uma parcela muito pequena da população com acesso a livros de literatura, cruciais para uma boa formação.

A pesquisa “O Livro no Orçamento Familiar”, feita pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), comparou a soma dos gastos das famílias brasileiras com material de leitura a outras despesas não essenciais. O gasto médio anual com revistas, por família, chega a R$ 42,00. Com jornais, são R$ 17,00, enquanto a despesa com livros não-didáticos de apenas R$ 11,00 por ano.

O valor relativo aquisio de aparelhos, manutenção e compra ou aluguel de conteúdo (fitas, discos, CDs, softwares, jogos etc.) de televisão, som, vdeo, DVD, informática e jogos eletrônicos, dentre outros itens, foi de R$ 19,303 bilhões, praticamente equivalente à soma dos outros três grupos analisados no estudo.

Os gastos com telefonia celular aparecem em segundo lugar, atingindo R$ 8,816 bilhões. As despesas com opções de lazer fora de casa chegaram a R$ 6,154 bilhões. Os gastos com o conjunto de itens de material de leitura foram de R$ 5,471 bilhões, somando-se o total de despesas com revistas, jornais, livros didáticos e não-didáticos, fotocópias, livros religiosos, técnicos, dicionários, apostilas e bibliotecas.

A pesquisa “O Livro no Oramento Familiar” foi realizada com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica).

por Marina Azaredo

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9 de setembro de 2009

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Senado aprova criação da Cesta Básica do Livro

por: Bettina Monteiro

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, no dia 7 de abril, o Projeto de Lei do Senado que prevê a criação, no Ministrio da Educação (MEC), de uma Cesta Básica do Livro. Por tramitar em decisão terminativa, a proposta segue direto para a Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelo Plenário do Senado.

Estantes com livros

O objetivo do projeto permitir que todas as famílias que possuírem filhos entre seis e 18 anos, matriculados em escolas públicas, possam contar com um acervo básico de livros literários, artísticos e científicos. A proposta do senador Cristovam Buarque distribuir a todos os alunos da rede pública, do Ensino Fundamental e Médio, dois livros por bimestre letivo. O ministério montar um catlogo, em parceria com o Conselho Nacional de Educação, com as obras que devero ser distribuídas.

Para Cristovam, o simples acesso a livros pode contribuir muito no aprendizado das crianças e jovens. O senador defende que o desempenho das crianças que possuem livros, revistas e jornais em casa, bem melhor. Com a Cesta Básica do Livro, o governo pretende criar o hábito de consumo de livros – restrito às classes mais abastadas – nas camadas mais populares.

Sem dúvida, permitir que pessoas que nunca tiveram acesso a clássicos literários, livros de arte e científicos possam ter contato com estas obras uma boa iniciativa. Mas, preciso estar atento para a forma que essa democratização dos livros vai ocorrer. Não seria melhor investir esse dinheiro em bibliotecas comunitárias? Essas obras terão alguma utilização na escola? Caso não tenham, não correm o risco de virarem entulho nos lares?

E você, o que acha?

 

Prêmio para escritores infanto-juvenis

por: Bettina Monteiro

Ao vencedor, as batatas. E não são poucas: 30 mil dólares americanos para o escritor vivo que crie histórias para jovens e crianças. Para se inscrever no prêmio Ibero-americano de Literatura Infantil e Juvenil, criado pela Fundação SM, os interessados deverão ser apresentados por uma instituição cultural ou educativa, associação ou grupo de pessoas, relacionados com a literatura infantil e juvenil.

Cada instituto pode inscrever apenas um candidato, mas o mesmo candidato poder ser inscrito por várias instituições. Criado em 2005, o prêmio, anual, parceria com o Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (Cerlalc), International Board on Books for Young People (IBBY), Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe e Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco/Orealc), com a colaboração da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Em 2008, quem levou o prêmio foi o escritor mineiro Bartolomeu Campos de Queiros, autor de Até passarinho passa, entre outros livros.

Quando: inscrições at o dia 30 de junho de 2009.
Regulamento: acesse aqui
Prmio: os finalistas serão anunciados em outubro de 2009 e a entrega do prêmio, no valor de 30 mil dólares americanos, acontecerá na Feira Internacional Del Libro de Guadalajara, no México.

16 de março de 2009

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Leia para o seu filho: 5 razões essenciais

por: Bruna Nicolilelo

“Conta uma historinha?” Não faça cara feia nem fique com preguiça quando os pequenos lhe fizerem esse pedido. Ler para a criança um hábito valioso em diversos sentidos. Para a Educação, a leitura acompanhada é o primeiro passo da criança em direção ao aprendizado. Se, em casa, ela já possui contato com livros, letras e palavras, sem dúvida sua entrada no universo escolar será muito mais fluida e natural.

Sendo assim, nada de titubear: são apenas alguns minutinhos de leitura, e eles podem fazer toda a diferença na trajetória de seu filho. Além disso, exemplares de literatura infantil costumam ser fofos, coloridos e lindos… Não que a estética dos livrinhos seja uma das razões principais para lê-los. Veja quais são elas.

1) Vínculo familiar mais forte
A Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation, www.readingfoundation.org), que reúne instituições norte-americanas voltadas disseminação da leitura, é clara em seu slogan: “Você leu com uma criança hoje? São os 20 minutos mais importantes de seu dia.” E qual o primeiro motivo que sustenta essa importância toda? O estreitamento do vínculo familiar. Afinal, trata-se de uma experiência compartilhada. Lendo, você ri e se emociona, mostra à criança seu lado humano e capta os sentimentos dela. Quem não se lembra da cena do filme “ET – O Extraterrestre”, em que a mãe lê “Peter Pan”, clássico de James M. Barrie, para a pequena Drew Barrymore: “Se você acredita em fadas, bata palmas!”. E as duas batem palmas animadamente. Só Spielberg para mostrar tão bem esse momento de intimidade e alegria em famlia.

2) Mais dinheiro no futuro
Acredite: lendo para o seu filho, você aumenta a possibilidade dele de ganhar dinheiro no futuro. Isso é o que garante a Fundação Nacional de Leitura Infantil, dos Estados Unidos. Para a criança de 0 a 5 anos, cada ano ouvindo historinhas e folheando livros equivale a 50 mil dólares a mais na sua futura renda anual! A justificativa para esse fenômeno? Quem é acostumado à leitura e aos livros desde bebezinho está muito mais preparado para os estudos, o mercado de trabalho e para a vida como um todo.

3) Benefícios para a criança
Pesquisas do mundo todo mostram que a criança que lê e tem contato com a literatura desde cedo, principalmente se for com o acompanhamento dos pais, é beneficiada em diversos sentidos: ela aprende melhor, pronuncia melhor as palavras e se comunica melhor de forma geral. Nosso Ministério da Educação lista razões-chave para a importância de ler. A leitura…
- Estimula o senso crtico na criança e faz com que ela tenha um maior rendimento na escola;
- Amplia o conhecimento do mundo;
- Aumenta o vocabulário da criança e também do adulto;
- Facilita a escrita;
- Desenvolve a criatividade e a imaginação;
- É um agente de transformação social do país, pois quem lê mais tem mais acesso informação e, portanto, mais capaz de emitir opiniões.

4) Bom exemplo
Se você estimula o contato com os livros em casa está dando um bom exemplo para o seu filho. Ler com ele mostra, também, que você gosta de ler. E crianças que têm pais que leem muito provavelmente lerão mais. O oposto disso foi, infelizmente, mostrado na pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, publicada pelo Instituto Pró-Livro em 2008. A pesquisa indicou que, dos entrevistados não-leitores, a maioria não herdou dos pais o hábito da leitura – 55% deles nunca viram os pais lendo e 86% nunca foram presenteados com livros na infância.

5) Brasil leitor
Quer um motivo politicamente correto para transformar seu filho em um leitor? Nosso país carece de leitores. Não é coincidência que países mais desenvolvidos apresentam taxas de leitura muito mais altas – na Europa, as pessoas leem de 5 a 8 livros por ano em média; no Brasil, segundo a Câmara Brasileira do Livro, a média é de 1,8 por pessoa. Aliás, segundo o IBGE, apenas 26 dos quase 190 milhes de brasileiros leem com alguma frequência. É preciso lembrar, claro, que grande parte do conhecimento humano está registrada em livros. Portanto, incentivar seu filho a ler também é uma forma de educar o país.

29 de janeiro de 2009

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