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Conselho do Educar para Crescer analisa resultados de 2010

por: Marina Azaredo

Foto: Roberto Vietri

Os conselheiros do EDUCAR PARA CRESCER reuniram-se na tarde de terça-feira, 23/11, no prédio da Editora Abril, em São Paulo, para conhecer as conquistas do projeto em 2010 e traçar as metas para 2011.

Entre os resultados apresentados aos conselheiros presentes, destacam-se: a participação de mais de 150 personalidades em 250 depoimentos pela melhoria da Educação BRasileira, a adesão de cinco novas publicações da Editora Abril ao movimento, 250 reportagens sobre Educação em mais de 600 páginas editoriais, impactando cerca de 20 milhões de leitores. Além disso, o EDUCAR apresentou seu portfolio de cartilhas, ampliado. Agora são oito modelos diferentes, que podem ser baixados aqui. Entre janeiro e novembro de 2010, foram distribuídas 8,5 milhões cartilhas, em 1,8 mil municípios, nas cinco regiões brasileiras.

Na ocasião, também foram apresentadas metas para 2011. Entre elas, a elaboração de novas cartilhas, a distribuição de especiais temáticos de volta às aulas e roteiro de férias, a multiplicação de mais 10 milhões de cartilhas e o download de mais 300 mil cartazes escolares.

O conselho
O EDUCAR PARA CRESCER tem um conselho composto por especialistas em Educação e representantes da Abril e de seus parceiros. Estiveram presentes na reunião do conselho consultivo Roberto Civita (presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril), Jairo Mendes Leal (presidente da Editora Abril), Mailson da Nóbrega (economista, ex-ministro da Fazenda), Mozart Neves Ramos (conselheiro do movimento Todos pela Educação), Angela Dannemann (diretora-executiva da Fundação Victor Civita), Claudia Costin (secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro), Gustavo Ioschpe (economista especialista em Educação), Naércio Menezes (coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper), Jorge Stainhilber (presidente do Conselho Federal de Educação Física), Ana Lucia Lima (diretora-executiva do Instituto Paulo Montenegro), Maria Alice Setubal (presidente do Cenpec), Maria Helena Guimarães de Castro (ex-secretária de Educação do Estado de São Paulo), Mário Sérgio Cortella (educador), Sidnei Basile (vice-presidente do Grupo Abril), Kaíke Nanne (diretor do EDUCAR PARA CRESCER) e Kadu Palhano (redator-chefe do EDUCAR PARA CRESCER).

Os repórteres Camilo Gomide, Marcela Cipolla e eu aproveitamos a oportunidade para conversar com alguns dos conselheiros sobre a importância de projetos como o EDUCAR PARA CRESCER e sobre o que eles esperam do próximo governo na área de Educação. Confira o que eles disseram:

Roberto Civita, presidente do conselho de administração e diretor editorial

“Essa prestação de contas que vimos hoje depois de quase três anos de trabalho foi uma extraordinária demonstração de que estamos realmente alcançando o nosso objetivo inicial, que era e continua sendo conscientizar nosso público, nossa audiência toda – que beira 30 milhões de pessoas – sobre a importância da Educação e da necessidade do envolvimento de cada um na Educação de seus filhos. Não é uma questão que pode ser deixada para o governo, para a escola. As estatísticas, os números e as demonstrações que vimos demonstram claramente que essa mensagem está chegando, o que é muito animador e nos incentiva a continuar ampliando o projeto.”

Naércio Menezes Filho, Coordenador do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

“Movimentos como o EDUCAR PARA CRESCER são muito importantes, pois mobilizam a sociedade como um todo. Durante muitos anos, a Educação ficou em segundo plano entre as preocupações da sociedade. Mas isso está mudando. E o ensino tem melhorado. Está acontecendo o que aconteceu com a inflação nas décadas de 80 e 90. Depois de várias tentativas para combatê-la, surgiu o plano real. Depois de muita experimentação na Educação, parece que agora estamos no caminho certo. Espero que o próximo governo mantenha a ênfase na avaliação do ensino, na formação de professores e no aumento de horas-aula, assim como numa melhor gestão dos recursos da área.”


Mário Sérgio Cortella, filósofo e educador

“Houve uma modificação na consciência das pessoas sobre o problema da Educação, mas ainda há muitos passos a serem dados. Estamos só agora saindo de uma situação de indigência, mas já podemos nos alegrar com essa tendência. Eu diria que estamos no fim do começo, e não no começo do fim. É preciso que a Educação passe a ser uma política de Estado, e não de governo. Espero que a próxima presidente aprofunde as melhorias na Educação básica e aumente o percentual do PIB investido na área. Além disso, é preciso democratizar a gestão escolar.”

Mozart Neves Ramos, , conselheiro do Todos pela Educação

“O Brasil acordou tarde para envolver a sociedade em torno da Educação. Mas é possível fazer essa mobilização. Na década de 1980, a população abraçou a causa das diretas; em 1990, a causa da inflação. Nesta década nossa principal preocupação tem de ser a Educação e movimentos como o Todos para Crescer e o Educar para Crescer têm papel fundamental nessa mobilização. A mídia tem de aumentar a temperatura desse debate.”

Maria Alice Setubal, presidente do conselho de administração do Cenpec

“Educação não é algo apenas de governo. O envolvimento de toda a sociedade é fundamental. É interessante como projetos como o EDUCAR PARA CRESCER possui um impacto forte na Educação. O ensino no país possui diversos desafios e é necessária uma visão sistêmica da Educação.”

Claudia Costin, Secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro

Claudia Costin, Secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro

“Movimentos como o Todos pela Educação e o EDUCAR PARA CRESCER dialogam com toda a sociedade e a mobilizam para a melhoria da Educação. Muitas vezes, as pessoas confundem qualidade da Educação com construção de prédio, merenda e uniforme. Esses projetos conseguem enfatizar a aprendizagem dos filhos, atrair o investimento de empresários e mostrar outros caminhos.”


Gustavo Ioschpe, economista

Gustavo Ioschpe, economista

“Enquanto não houver uma consciência geral de que a Educação brasileira é catastrófica não criaremos a situação política ideal para fazer as mudanças necessárias para tornar a Educação brasileira realmente boa. Até mesmo a educação das escolas particulares é ruim, e os pais também desconhecem isso.”

Maria Helena de Castro, socióloga e especialista em Educação

Maria Helena de Castro, socióloga e especialista em Educação

“Uma pesquisa do Ibope indicou que 70% da população estava satisfeita com a Educação brasileira, O que sinaliza que a Educação não é uma prioridade. Se fosse prioridade, saberiam que o ensino vai mal. A população ainda não tem essa clareza da importância de uma Educação de qualidade.”

Marina Azaredo
Por

dia 24 de novembro de 2010

Repórter do Educar para Crescer, viciada em livros, filmes e pessoas inteligentes. Decidiu mudar o mundo aos 12 anos e ainda não desistiu - e acredita que isso só é possível por meio da Educação.

 
Comentários 






  • 27 de julho de 2011 às 7:33 pm

    ALDIBERTO -

    A EDUCAÇÃO BRASILEIRA, REQUER UMA REFORMA URGENTE.


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