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Boletim da Educação

Promessa descumprida na Educação. E agora?

por: Bruna Nicolilelo

Foto: Marcelo Mim

Já deu nos jornais. A cidade de São Paulo vai manter o chamado turno da fome – com aulas no horário de almoço, entre as 11h e as 15h – em escolas municipais até 2011. Acabar com o turno da fome até 2010 era uma das promessas de Kassab. Mas o ano mal começou e já sabemos que não será possível honrar o compromisso. Ainda restam 47 escolas na capital paulista com aulas nesse turno; 19 mil alunos estudam nessas instituições. Espremido na hora do almoço, o turno da fome limita a quatro horas diárias o tempo do estudante na sala de aula.

Na segunda-feira, 04, a prefeitura anunciou que deve acabar com as aulas na hora do almoço até 2011. A secretaria municipal não sabe justificar o motivo do atraso no cumprimento da promessa de campanha. Os assessores de Kassab teriam se esquecido do compromisso firmado com os paulistanos? O interesse em prometer o fim do turno da fome para 2010, uma das bandeiras da campanha de Kassab, era meramente eleitoreiro?

Houve redução desde 2008, verdade. Há que se considerar também as questes que tangenciam a medida de excluir este turno– a construção de novas escolas, por exemplo, afinal os alunos precisam ser realocados. Mas para que a “promessa pela promessa”? Nós, eleitores, queremos propostas consistentes, objetivos bem definidos. Chega de promessas vagas, imprecisas.

Em 2008, passamos pelo pleito municipal e escolhemos o prefeito e os vereadores da nossa cidade. As eleições presidenciais vêm aí, mas o país continua tolerante, pouco afeito a um acompanhamento mais severo de seus representantes. Muitas atitudes podem ser tomadas para melhorar o sistema educacional brasileiro. Fiscalizar o cumprimento das promessas de nossos governantes é uma delas.

6 de janeiro de 2010

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