Educação de qualidade para todos: ainda estamos longe
Ontem estivemos na apresentação do relatório de monitoramento das cinco metas do movimento Todos Pela Educação. Infelizmente, as notícias não são muito boas. Em resumo, elas apontam o enorme desafio que o Brasil tem para tornar a Educação Básica do país acessível para todos, com um alto nível de qualidade.
Há quatro anos, o Todos Pela Educação monitora a situação educacional com base em cinco metas:
- Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
- Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
- Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
- Todos jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos
- Investimento em Educação ampliado e bem gerido
Até agora, nenhuma das metas foi cumprida. Os resultados – publicados em “De Olho nas Metas 2011” – continuam indicando uma enorme desigualdade entre as regiões do país, e entre escolas privadas e públicas. Você acredita que ainda há 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola? Esse número é maior do que toda a população do Uruguai, por exemplo. Para resolver, não basta aumentar o número de vagas… é necessário discutir também assuntos como os motivos do atraso e da evasão escolar.
Para avaliar as crianças de 4º ano do Ensino Fundamental em matemática, leitura e escrita, foi aplicada a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) em todas as capitais brasileiras. O que se identificou? Que apenas 56,1% dos alunos atingiram o conhecimento esperado em leitura, 53,3% em escrita e 42,8% em matemática. Quando se comparam os resultados de cada região do país, o assunto é ainda mais alarmante. O Sudeste, por exemplo, teve o melhor desempenho em escrita, com 65,5% dos alunos com aprendizado adequado para a série. Já no Nordeste, apenas 30,3% dos alunos redigiram textos conforme o esperado. Uma diferença de 35 pontos percentuais separam as duas regiões.
Ainda mais dramática é a comparação entre escolas particulares e públicas. 93,6% dos alunos de escolas particulares do sudeste atingiram o nível esperado de escrita, contra 21,7% das escolas públicas do nordeste. A explicação dada pelo Todos para esses números discrepantes é a de que os alunos da rede privada têm melhores condições sociais e econômicas, além de terem cursado a Pré-Escola. Muitos estudos apontam a importância da Educação Infantil na aprendizagem nas séries futuras. Apesar disso, em 2009 apenas 50% das crianças brasileiras de 4 a 5 anos estavam matriculadas na Pré-Escola.
Para Nilma Fontanive e Ruben Klein, consultores da Fundação Cesgranrio, os resultados de leitura apresentaram progressos, ao contrário dos de matemática. “Os educadores parecem estar esquecendo da importância da alfabetização numérica”, disse Nilma. Para Ruben, o mais importante é que os alunos tenham prazer em aprender.
O desafio da Defasagem Escolar
Sabe o que mais os resultados apontaram? Que alunos com defasagem idade-série – ou seja, os que repetiram algum ano ou estão adiantados, que hoje chegam a quase 25% de todos os estudantes – atingiram resultados bem piores nas três áreas do conhecimento avaliadas, quando comparados aos alunos na idade correta. Ou seja, isso indica o quanto é importante que seu filho esteja na série certa.
Segundo o professor Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o maior entrave ao avanço educacional da população é o atraso escolar. “Quanto mais defasado o aluno, menor sua chance de concluir os estudos. Diferente do que vem acontecendo hoje, os alunos devem ser acompanhados constantemente desde a Pré-Escola”, conclui.
“Os dados e as análises apontam que as mudanças estruturais precisam acontecer com urgência para que as metas possam ser atingidas até 2022”, disse Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
A melhoria da Educação passa, necessariamente, pelo investimento adequado e pela boa gestão dos recursos nos três níveis de governo: União, estados e municípios. No entanto, o relatório aponta que o investimento brasileiro por aluno do Ensino Fundamental ao Superior ocupa as últimas posições quando comparado ao de outros 35 países. O Brasil só tem investimento maior que o da China.
Tags: Ensino fundamental, Ensino Médio, evasão escolar, leitura, Matemática, redação, relatório, todos pela educação
Contagem regressiva para o Enem: saiba como você pode ajudar seu filho
Dias antes da prova não adianta se matar de estudar. Essa é a hora de relaxar para chegar preparado no dia. Leia outras dicas na matéria Ajude seu filho a ir bem no Enem.
Importância do Enem
O Enem fará parte do processo seletivo de pelo menos 44 universidades públicas, como um dos elementos ou como critério único. Isso explica o recorde histórico dessa edição: 6,2 milhões de alunos se inscreveram para a prova. É o maior número desde a sua criação, em 1998.
Mas o Enem não traz benefícios só para o estudante, ele também serve como indicador de qualidade para as escolas brasileiras. Saiba por que é importante que todos os estudantes participem do exame na reportagem 8 motivos para fazer (bem) o Enem
Estresse
Nesse momento é comum que os estudantes fiquem ansiosos, afinal todo o conhecimento acumulado no Ensino Médio será posto à prova. Leia as 7 dicas para lidar com o estresse pré-vestibular e saiba como você pode ajudar.
Uma das maneiras para manter a tranquilidade é não ir com dúvidas para a prova! “Como vai ser a redação?” “O que devo levar no dia?”. Esclareça esses e outros pontos com a matéria O Enem 2011.
Simulados
Para aqueles que querem dar uma revisada final, separamos 10 questões para cada eixo temático exigido pela prova: Português, Matemática, Ciências Humanas e Ciências Naturais.
As questões foram elaboradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela formulação do Enem.
Simulado de Matemática
Simulado de Português
Simulado de Ciências Naturais
Simulado de Ciências Humanas
Chegou a hora!
O ideal nesse momento é tranquilizar seu filho e passar-lhe confiança. Ajude-o a verificar se está tudo certo com os itens e se ele já conhece o caminho até o local do exame. Vale a pena ir antes ao local para testar o trajeto e anotar o tempo necessário. Boa sorte!
Tags: Avaliação, Enem, Ensino Médio, estresse, exame, preparação, prova, simulado, Vestibular
O que está em jogo no novo PNE?
Entenda o Plano Nacional de Educação, que deve estabelecer diretrizes na área para os próximos dez anos
O projeto de lei que vai criar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi enviado pelo Ministério da Educação (MEC) ao Congresso Nacional no final de 2010 e agora aguarda votação na Câmara e no Senado. Mas para que serve exatamente o Plano e do que ele trata? Para esclarecer isso, fomos atrás da situação atual de cada uma das metas e destacamos as polêmicas que as envolvem.
O objetivo do PNE é definir prioridades e estratégias relacionadas à Educação nacional no prazo de dez anos. A primeira versão, de 2001, continha 256 metas. Já o plano deste ano tem apenas 20 metas . Dessas, destacam-se pontos cruciais e polêmicos como a valorização dos professores e o inevitável debate sobre a revisão do piso salarial da categoria, a porcentagem simbólica do PIB direcionado à Educação, a erradicação do analfabetismo, a garantia do atendimento em creches para 50% das crianças de até três anos e a ampliação da Educação em tempo integral na rede pública de ensino.
Prazos e aprovação
Apesar dos avanços e das boas intenções contidas no Plano, educadores questionam a possibilidade de executá-lo. Além disso, metas importantes não têm prazo para serem alcançadas. Entre elas, estão a alfabetização total de crianças até 8 anos, o oferecimento de Educação em tempo integral para 50% das escolas públicas, a elevação da escolaridade de jovens e adultos, o incentivo à especialização de professores e a destinação de 7% do PIB para a Educação.
Atualmente, o PNE espera sua aprovação na Câmara dos Deputados. Em seguida, o texto segue para o Senado, de onde, caso sejam feitas alterações, poderá ser reencaminhado à Câmara para uma nova e última avaliação. Segundo o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o tempo para que todas as aprovações ocorram pode chegar a um ano e meio. Para ele, cada etapa da aprovação descrita deve durar, em média, quatro meses, totalizando 12 meses de avaliações para as três etapas descritas – os recessos parlamentares do início e meio do ano foram considerados.
Os deputados voltam a trabalhar apenas em fevereiro, quando as comissões que discutirão a aprovação do PNE começarão a ser formadas. “Se a avaliação do Plano não for acelerada, poderá entrar no calendário eleitoral dos municípios [nas eleições para prefeito em 2012], e aí o Congresso estará parado”, alerta Daniel sobre a possibilidade de um atraso ainda maior para aprovação do Plano.
Para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o atraso pode ser tolerado, ou mesmo visto como normal, considerando a necessidade de uma discussão aprofundada e o tempo para que a sociedade brasileira se aproprie minimamente do conteúdo do Plano. Já o movimento Todos pela Educação defende a aplicação rápida do novo PNE. “A demora enfraquece a execução. As discussões já foram feitas, temos que partir para a implementação do Plano. Temos que começar a trabalhar, senão ficaremos discutindo o resto da vida. O importante é focar mais na implementação e menos em alterações no texto”, diz Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
Dinheiro
O financiamento da Educação nos próximos dez anos é um dos principais alvos de crítica do novo PNE. Tudo porque o texto não deixa claro o prazo para que sejam alcançados os 7% do PIB destinados para a Educação nacional (veja meta 20 no post abaixo). Vale lembrar que, durante o processo eleitoral, a presidente Dilma Rousseff afirmou que até 2014 deveríamos chegar a esse percentual.
Historicamente, os movimentos sociais lutam por 10% do PIB nacional direcionado à Educação, conquista que a partir do atual PNE ainda está longe de ser alcançada. Para Priscila, não é hora de serem discutidos detalhes. “As metas do Plano podem ser sempre melhoradas, mas é necessário ir para a prática. O PIB de 7% significa muito dinheiro a mais para a Educação”, afirma.
O estabelecimento de uma porcentagem do PIB para a Educação é um símbolo para o real valor a ser investido na área. É esse valor que garante a execução das estratégias prevista no PNE. “Construímos um plano em que os 7% do PIB cobrem todas as despesas. Fizemos as contas meta por meta e o custo desse PNE é exatamente de dois pontos percentuais [a mais] do PIB”, afirmou Haddad em entrevista para o UOL. Os gastos atuais em Educação no Brasil equivalem a aproximadamente 5% do PIB. O ministro prevê também que os ajustes na remuneração dos educadores custará apenas 0,8% do PIB.
Tags: 20 metas, Mec, Ministério da Eucação, Plano Nacional de Educação, pne
As metas do novo Plano Nacional de Educação
Veja como está o Brasil com relação a algumas metas do PNE 2011-2020:
Educação em tempo integral nas redes públicas
Em 2010, apenas 5,7% das matrículas da rede pública eram nessa modalidade de atendimento. Naquele ano, foram registradas 2.440.594 inscrições de tempo integral nas redes municipais e estaduais em todos os níveis de ensino. Fonte: Censo Escolar 2010
Valorização dos professores
O piso salarial do professor brasileiro – valor mínimo a ser pago ao profissional – é R$ 1.024 para 40 horas/aula semanais. Pesquisa realizada pelo Ibope a pedido da Fundação Victor Civita (FCV) indica que mais de 70% dos professores são motivados a entrar em sala de aula pelo amor à profissão, mas 69% consideram que a carreira é desvalorizada.
50% das crianças de até 3 anos nas creches
Atualmente, 80% das crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches. Vale destacar que a meta de atendimento em creches para 50% das crianças de até 3 anos já era prevista no antigo PNE e não conseguiu ser alcançada até 2011. Fonte: Levantamento da Fundação Abrinq baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009.
Todos os professores com ensino superior
Quase um terço dos professores da Educação básica das redes pública e particular do Brasil não tem formação adequada. Do total de 1,977 milhão de docentes, 636,8 mil – 32,19% – ensinam sem diploma universitário. “A meta de zerar o número de professores sem formação superior pode levar dez anos”, diz João Carlos Teatini, diretor de Educação básica da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Fonte:Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – estudo de 2009.
Alfabetização de todas as crianças com até 8 anos de idade e erradicação do analfabetismo
A proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever no Brasil é maior do que a média registrada na América Latina e no Caribe. Ao todo, 9,6% dos brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos, contra 8,3% do total de moradores da região. No ranking de 2010, o Brasil apresenta a sétima maior taxa de analfabetismo entre os 28 países latinoamericanos e caribenhos. Fonte: Anuário Estatístico de 2010 da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), agência das Nações Unidas (ONU).
Negros e não negros com a mesma escolaridade média
No quesito cor/raça, observa-se que os negros têm menos 1,7 ano de estudo, em média, do que os brancos e representam 13,4% dos analfabetos brasileiros, frente aos 5,9% de analfabetos brancos. Fonte: Análise do PNAD 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2010.
Mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo
A população mais escolarizada, com mais de 11 anos de estudo, representa mais de 40% da população urbana e apenas 12,8% da população rural. A taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos é de 7,5% na zona urbana e de 23,5% na zona rural. Cerca de 73% da população do campo não completou o ensino fundamental. Fonte: Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ) – pesquisa divulgada em 2010.
Leia abaixo todas as metas do Plano Nacional de Educação, que, segundo Fernando Haddad, “devem ser divulgadas em locais públicos” para que cada cidadão possa acompanhar – e cobrar – a boa execução do PNE 2011-2020.
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.
Meta 6: Oferecer Educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à Educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da Educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na Educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da Educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de Educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da Educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar 50% dos professores da Educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Meta 17: Valorizar o magistério público da Educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em Educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Tags: brasil, Congresso Nacional, Plano Nacional de Educação, pne
O próximo governo e a melhoria do Ideb
Por Luciana Maria Allan*

O ministro da educação, Fernando Haddad e o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto; durante o anúncio dos resultados do último Ideb
O próximo governo terá, com certeza, muitos desafios, principalmente no campo educacional. As tarefas a serem realizadas serão muitas e a cobrança cada vez maior. Há ainda um outro elemento de pressão: o Ideb.
Criado em 2007 e consolidado nos anos seguintes, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica mede a qualidade de cada uma das escolase comprovará ou não, numericamente, o sucesso do Governo.
O Ideb, calculado com base no desempenho dos estudantes na Prova Brasil, tem metas ousadas: o Brasil alcançar a nota 6,0 em 2022, o que se equivale ao obtido por países desenvolvidos. Atualmente, o índice está em 3,6 (Ensino Médio), 4,0 (Anos Finais do Exame Fundamental) e 4,6 (Anos Iniciais do Ensino Fundamental).
Para melhorar este índice, é necessário aperfeiçoar a qualidade da educação, cominvestimento em infraestrutura, formação de professores e ferramentas de gestão. Além disso, há a necessidade de se incrementar os salários dos professores, traçar um plano de carreira para os docentes e ampliar a verba destinada à aquisição de novas ferramentas aplicadas na Educação, disseminando o uso correto das mídias sociais, por exemplo, como suporte necessário para ampliar conhecimentos fora e dentro do muro das escolas.
O professores terão, então, suporte para planejar e aplicar as suas aulas, que serão, assim, muito bem embasadas. Os alunos se sentirão motivados a aprender com a experiência dos mestres e contribuirão com novos conteúdos em um ambiente totalmente colaborativo.
Somente desta forma é que o Brasil crescerá, educacionalmente e culturalmente, beneficiando as futuras gerações e entrando definitivamente no mapa dos países desenvolvidos. A hora é agora!
(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP
Saresp começa nesta terça; tire suas dúvidas
Começou nesta terça-feira a aplicação das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) em escolas públicas e particulares do Estado. Quase 2,5 milhões de estudantes vão participar da avaliação, um dos indicadores que compõem a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).
O Saresp avalia alunos da 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do ensino fundamental e estudantes do 3º ano do ensino médio. As disciplinas avaliadas são língua portuguesa, matemática e ciências humanas, alm de redação.
Você também vai fazer o Saresp? Não deixe de ler essa matéria, em que o repórter Camilo Gomide esclarece as principais dúvidas que podem surgir sobre a avaliação. E, se você ainda tiver dúvidas,use o espaço para comentários logo abaixo.
Saresp 2009 é adiado para os dias 17,18 e 19 de novembro

As provas do Saresp, Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, não acontecerão mais nos dias 10, 11 e 12 de novembro. A empresa responsável pela aplicação do exame, o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAED), vinculado à Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), não foi capaz de cumprir o prazo estabelecido no contrato. Em virtude disso, o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, foi obrigado a adiar a prova para a semana seguinte. O Saresp 2009 acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de novembro. A ordem dos conteúdos que serão aplicados continuará a mesma: português, matemática, história e geografia.
Segundo a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o CAED os notificou no sábado (07/11) que não conseguiria entregar as provas. No domingo (08/11), uma equipe da secretaria foi até a gráfica onde os cadernos estavam sendo impressos para avaliar o andamento do processo. Na segunda-feira (09/11) a decisão de postergar o exame foi comunicada.
Em 2009, o Saresp incluiu novas disciplinas e teve a adesão de alunos de escolas municipais e particulares. Para atender à demanda, foi preciso reforçar a logística: serão mais de 20 avaliações diferentes por série e disciplina, medida de segurança para evitar fraudes. Ao todo serão impressas cerca de 7 milhões de provas para os 2.474.817 estudantes que prestarão o exame.
Em comunicado oficial, a Secretaria de Educação afirmou que em uma reunião com a CAED, na quarta-feira (04/11), semana anterior à data oficial do Saresp, a empresa não fez nenhuma menção às dificuldades de imprimir as provas em tempo hábil. Apesar do contratempo, a Secretaria afirmou que a postergação do exame não afetará a avaliação.
(Por Camilo Gomide)
Enade: o que você tem a ver com isso?

“O Enade vem aí, e eu com isso?”
Essa é a pergunta que grande parte dos estudantes convocados para o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade, vem se fazendo nas últimas semanas. Domingo, 8 de novembro, mais de um milhão de universitários de todo o país deixarão o conforto de seus lares para fazer uma prova no último dia de descanso do fim de semana. Se você mora na cidade de São Paulo e foi convocado para a avaliação, o desgaste pode ser ainda maior: não são poucos os paulistanos que terão de se deslocar por mais de 25 km até chegar ao local de prova. Tudo isso para um exame que não vale pra nenhuma seleção e não conta nota em disciplina alguma no ensino superior. Mas calma lá, porque não é bem assim.
Pra começar, quem foi selecionado para o exame e não comparecer fica sem diploma. E, o mais importante, o Enade é uma ferramenta para avaliar a qualidade dos cursos superiores, particulares e públicos, do país. Mais do que isso, avalia quanto o aluno aprendeu durante sua formação acadmica, já que avalia o aluno em seu primeiro e último ano de faculdade. É claro que alguns métodos do exame precisam ser aprimorados, como analisou o economista Claudio Moura de Castro em seu artigo: “Quem entendeu a nova avaliação do ensino?“.
Se ainda há muito a ser ajustado, por outro lado, o próprio Enade é uma evolução de uma antiga avaliação, o “Provão”. Mesmo insuficiente, a iniciativa do MEC de medir o nível do ensino superior brasileiro é das mais importantes. Por meio dos resultados da prova e do questionário socioeconômico, pode-se traçaar novas políticas para melhorar o ensino de nossas universidades.
Ao fazer a prova neste domingo, esqueçaa o discurso ufanista daquela professora que destacou a importância de fazer com seriedade o Enade para valorizar a instituição onde você estuda. A melhoria da Educação é uma causa bem mais nobre do que a simples apreciação de seu diploma. Uma avaliação como essa pode servir, inclusive, pra expor fragilidades que desagradam os alunos. Mas, para isso, é preciso levar a prova sério.
(Por Camilo Gomide, estudante do último ano de Jornalismo que também prestará o Enade no fim de semana)
Leia também: Por dentro do Enade
Tags: Avaliação, enade, universidade
Nota da escola: uma aplicação prática do Ideb

Já existem bons indicadores para avaliar a qualidade da Educação brasileira. A profusão de siglas e índices pode confundir,mas tem contribuído para traçar metas para a Educação brasileira e conhecer as melhores práticas Brasil afora.
Falta, porém,uma aplicação pártica dessas informações. A ferramenta Nota da Escola, doEducar para Crescer, foi criada para facilitar a interpretação de um dos mais importantes indicadores nacionais, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação) e assim estimular os pais a escolher escolas para suas crianças a partir de critérios objetivos. A ferramentapermite comparações entre escolas públicas da mesma cidade e ranqueia instituições de 5 550 cidades do Brasil. Em dois minutos, dá para descobrir se a escola do seu filho tem uma Educação de qualidade.
A ferramenta do Educar junta-se à iniciativa do economista Naércio de Aquino Menezes, que organizou um site em que é possível ranquear as escolas públicas de qualquer estado ou cidade brasileira com base nos resultados da Prova Brasil e também do Saresp.
Tags: Avaliação, Ideb, nota da escola
SP: 70% dos municípios já aderiram ao Saresp
Alunos da rede municipal de 70% das cidades do Estado de São Paulo devem participar da edição de 2009 do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar). Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Educação, órgão responsável pela avaliação.
De acordo com o balanço, até a última quinta-feira 454 cidades paulistas manifestaram interesse em aderir ao exame. O estudo mostra também que 80 escolas privadas manifestaram interesse em ter seus alunos avaliados.
As provas acontecem entre os dias 10 e 12 de novembro. O resultado da avaliação tem implicação direta no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo), utilizado para calcular o bônus pago aos professores da rede.
O Saresp é aplicado aos alunos da 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do Ensino Fundamental, em escolas com ciclo de oito anos, e estudantes do 3º ano do Ensino Mdio. Para as unidades que já implantaram o regime de nove anos no Ensino Fundamental, o exame é destinado aos matriculados nos 3º, 5º, 7º e 9º anos. As disciplinas avaliadas são língua portuguesa, matemática e ciências humanas, além de redação.
O prazo para adesão termina no próximo dia 30 de junho. A Secretaria vai arcar com todos os custos da aplicação das provas para os estudantes da rede municipal.
Vale lembrar que o Saresp é um instrumento de avaliação muito importante para medir a eficiência do ensino de cada escola e o grau de aproveitamento dos alunos. Os resultados vêm em forma de relatórios detalhados para cada escola, com diagnósticos por alunos e por turmas. A sua escola já aderiu ao Saresp?
LEIA MAIS:
Vem aí o Saresp 2009
Lição bem feita






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