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Boletim da Educação

Avaliação inédita mede o impacto das habilidades socioemocionais na vida escolar de alunos brasileiros

por: Iana Chan

Fórum Internacional da OCDE, Instituto Ayrton Senna e MEC discutiu a importância de habilidades como perseverança, amabilidade e curiosidade para o sucesso escolar e profissional dos alunos. Veja resumo com os principais destaques do encontro

Yves Leterme e James Heckmann, Nobel da Economia, participaram do Fórum internacional. (Foto: Estúdio Euka)

Yves Leterme, secretário-geral delegado da OCDE, e James Heckmann, prêmio Nobel de Economia, participaram do Fórum internacional. (Foto: Estúdio Euka)

Representantes de 14 países, gestores e pesquisadores vieram a São Paulo para discutir quais são as habilidades necessárias para o sucesso escolar e na vida futura das crianças e como criar políticas públicas para medir e desenvolver essas habilidades. “A globalização e o desenvolvimento sem precedentes da ciência e da tecnologia estão mudando a maneira de vivermos, trabalharmos e produzirmos. O que é preciso para nossas crianças enfrentarem esses desafios com sucesso?”, disse a presidente do Instituto Ayrton Senna (IAS), Viviane Senna, na abertura do Fórum Internacional de Políticas Públicas “Educar para as Competências do Século 21”, organizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), IAS, INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e o Ministério da Educação.

Uma intensa revisão bibliográfica de pesquisas e estudos, realizada pela OCDE em parceria com o IAS, levantou evidências de que, para alcançar sucesso na escola e na profissão, não basta ter um diploma e boas notas, índices que atestam as chamadas habilidades cognitivas (linguagem, raciocínio, pensamento crítico etc). Outras competências, conhecidas como não-cognitivas ou socioemocionais, como perseverança, disciplina, colaboração e curiosidade, importam tanto ou mais para o sucesso e bem-estar dos alunos e da sociedade, com resultados positivos em segurança e saúde, por exemplo. Leia mais sobre o que são as habilidades não-cognitivas e veja quais foram as habilidades consideradas essenciais.

“Temos um currículo oculto, um conjunto de habilidades importantes sobre as quais não temos consciência, mas que são determinantes no sucesso das crianças. Precisamos desenvolvê-las de maneira sistemática e ordenada no cotidiano escolar para poder usufruir dos benefícios delas”, disse Viviane.

quadro forum

Avaliação inédita

O segundo passo da parceria entre OCDE e IAS foi, depois de mapear as habilidades, criar um instrumento inédito para mensurar seu impacto na aprendizagem das crianças, batizado de SENNA (Social and Emotional or Non-cognitive Nationwide Assessment, em inglês, ou Avaliação Nacional Não-cognitiva ou Socioemocional). Quase 25 mil crianças da rede estadual do Rio de Janeiro foram submetidas à avaliação piloto, composta por um questionário socioeconômico e outro sobre quais características enxergam em si mesmas. Os resultados confirmaram a expectativa em relação à importância dessas habilidades. Cruzando os resultados com os dados do SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), a avaliação mostrou, por exemplo, que altos níveis de persistência e disciplina, reunidas sob o termo “conscienciosidade”, podem significar uma vantagem de 4,5 meses de aprendizado em Matemática.

O papel da família

Os resultados da avaliação também reafirmaram a importância das famílias para o desenvolvimento cognitivo e não-cognitivo das crianças. “Esse processo começa no útero, é lá que a criança começa a aprender. Uma parte fantástica começa na família e depois isso vai repercutir no sistema escolar”, disse o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Jorge Guimarães.

O relatório mostra que atitudes simples fazem toda diferença. “O que mais importa para o desenvolvimento das habilidades não-cognitivas são hábitos e atitudes da família, como o incentivo ao estudo – que tem um impacto enorme -, a frequência com que os filhos vêm os pais lendo, a frequência com que elas leem. Isso importa muito mais do que o contexto socioeconômico ou a escolaridade dos pais“, disse Daniel Santos, professor de Economia e um dos autores do relatório dos resultados da avaliação. O simples incentivo ao estudo tem duas vezes mais influência do que a renda para aspectos como Conscienciosidade (perseverança e disciplina), Lócus de controle (protagonismo, iniciativa) e Abertura a novas experiências (curiosidade, imaginação, não ter medo de errar).

O professor James Heckman, prêmio Nobel de Economia em 2000, também acredita na importância das famílias. “Boas intervenções fazem o que bons pais fazem. Não é para haver um currículo em que o professor fique explicando [essas habilidades] para uma sala de aula, ainda temos que descobrir como intervir. Mas eu acho que tem a ver com a interação, a maneira como os pais e mentores fazem”, disse.

Termo de cooperação

Durante a discussão, vários especialistas falaram sobre a importância e o desafio de preparar as escolas e os professores para essa nova tarefa. Porém, Viviane Senna, presidente do IAS, reforçou que, ao contrário do que pode parecer, adicionar essa responsabilidade aos educadores não irá sobrecarregar o trabalho, pois as habilidades não-cognitivas facilitam o processo de aprendizagem. “O professor já se depara com situações oriundas da falta dessas habilidades, como violência, falta de cooperação e de motivação. Se o professor conseguir desenvolver essas habilidades nas crianças, terá seu trabalho facilitado!”.

Na ocasião do Fórum, foi assinado o termo de cooperação para o lançamento de programa de bolsas entre a Capes o Instituto Ayrton Senna. Por meio dele, pesquisadores e professores de escola pública serão chamados para formar instrumentos para desenvolver essas habilidades em grande escala nas escolas públicas. “Esse assunto é novo não só para o Brasil, mas para o mundo. Não existe nada pronto ou resolvido”, disse a presidente do IAS, Viviane Senna. A intenção é formar uma massa crítica para transformar esse conhecimento em política pública.

 

 

Apenas 10% dos alunos no Ensino Médio aprendem o que deveriam em Matemática

por: Iana Chan

Este e outros índices foram apresentados no relatório De Olho nas Metas 2012, que acompanha a qualidade da Educação brasileira

Katia Stocco (Mathema), Maria Malta Campos (Fundação Carlos Chagas e Ação Educativa), Marisa Serrano (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), Luis Carlos de Menezes (USP e Unesco), Paula Louzano (USP) e Priscila Cruz (Todos pela Educação) no evento de lançamento do relatório, em São Paulo. Foto: Divulgação

A cada 10 alunos que terminam o Ensino Médio, apenas 1 se forma sabendo o adequado em Matemática. O número está muito atrás da meta estabelecida pelo movimento Todos pela Educação para 2011, de pelo menos 2 alunos em 10. Se considerarmos apenas a rede pública, o quadro é ainda pior: apenas 1 em cada 20 teve desempenho satisfatório no SAEB. Em Português, o número é melhor, mas não menos preocupante: apenas 3 em 10 alunos sabem o adequado para a disciplina.

Esses e outros dados alarmantes foram apontados no relatório “De Olho nas Metas 2012” apresentado nesta quarta-feira (6) pelo Todos pela Educação, que anualmente fiscaliza as 5 metas propostas para a Educação brasileira até 2022.

Apesar de termos avançado em alguns indicadores (veja quadros abaixo), os resultados não foram suficientes para cumprir as metas intermediárias de 2011. O Ensino Médio mostrou-se novamente a etapa mais problemática, em que menos alunos aprendem o que deveriam. A professora Katia Stocco, doutora em Educação na área de Ciências e Matemática pela USP, fez um apelo sobre a urgência e gravidade da situação. “Esse cenário é inadmissível e não podemos mais esperar. Precisamos avançar da denúncia, pois ela não mobiliza ninguém”, diz.

Ter os dados já foi um avanço enorme, mas de nada adianta discutirmos e pensarmos em soluções, se elas não forem adotadas como políticas públicas. Luis Carlos Menezes, professor do Instituto de Física na USP e consultor da Unesco, falou sobre a importância da mobilização da sociedade. “Precisamos construir interação com espaços de decisão”, declarou.

Resultados são piores em alunos negros

Além do desafio de oferecer uma Educação de qualidade, a desigualdade dessa oferta é outro tema que assusta e indigna. “Somos equitativos na mediocridade e incapazes de socializar a excelência com aqueles que mais precisam dela”, diz Paula Louzano, pedagoga e professora da Faculdade de Educação da USP com doutorado em Política Educacional pela Universidade Harvard. Basta passar os olhos pelo relatório do movimento para perceber o quanto isso é verdade: no 5º ano do Ensino Fundamental, 40% dos alunos brasileiros aprendem o adequado em Português. Se olharmos apenas para a região Nordeste, esse número cai para 29%. Entre os entes federativos, o Distrito Federal tem a maior porcentagem de alunos, 57,9%, enquanto apenas 21,3% dos alunos de Alagoas tem desempenho satisfatório na disciplina.

Não apenas as desigualdades regionais, mas as socioeconômicas também influenciam nos resultados da Educação. A repetência, abandono e baixo desempenho ocorrem com mais frequência entre as crianças negras do sexo masculino e de famílias com baixa renda. O estudo de Paula mostra que meninos negros de baixa renda das regiões Norte e Nordeste tem 65% de probabilidade de fracassar na escola nos primeiros 5 anos da vida escolar. Entre meninas brancas de famílias mais abastadas, essa probabilidade é de 10%. Ainda é um número alto, mas bem menor.

Uma criança brasileira não pode ter seu direito a uma boa Educação tolhido por ter nascido em determinado estado ou família. “As desigualdades sistemáticas de oportunidades educacionais deveriam tirar o sono de todos, principalmente dos gestores”, enfatiza Paula.

Nesse sentido, identificar e reproduzir boas práticas são fundamentais, mas sem continuidade qualquer avanço é complicado. A falta de vontade política foi apontada por pela presidente da ONG Ação Educativa Maria Malta Campos como um dos principais entraves. Ela atentou para a necessidade de mecanismos de responsabilização dos governantes. Fixadas obrigações, direitos e metas, os gestores de entes federativos seriam penalizados diante do não-cumprimento. “Ainda hoje vivemos um menosprezo político pela Educação do povo”, ressalta.

5 Metas para a Educação Brasileira

Em 2008, o Todos pela Educação estipulou 5 metas para a Educação brasileira a serem cumpridas até 2022, ano em que a Independência do Brasil completa 200 anos. Anualmente, o movimento acompanha a evolução e verifica se cumprimos as metas parciais.

Confira aqui quais são as metas e a evolução brasileira em 2011.

Tribunal de Contas investigará qualidade do gasto da Educação

Na ocasião da apresentação dos dados, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul, Marisa Serrano, assinou com representantes do Todos pela Educação, um termo de cooperação técnica que oficializa a consultoria do movimento ao Tribunal. “Não estamos preparados para analisara a qualidade do gasto na Educação. Precisamos de apoio”, afirmou Marisa. A ideia é que o movimento auxilie com metodologias, estudos, informações e outras ferramentas para que o controle do gasto público na Educação Básica vá além da fiscalização orçamentária, sendo capaz de medir a qualidade dos investimentos.


 

Dicas para a reta final do ENEM

por: Equipe do Educar para Crescer

As provas acontecem nos dias 3 e 4 de novembro, confira o que seu filho pode fazer até lá

*Por Beatriz Montesanti

Depois de muitos meses de preparação, os dias de prova finalmente se aproximam. Porém, nesta reta final, não adianta jogar tudo para cima e torcer para que dê certo.

Ainda é tempo de seguir algumas regras para garantir a tranquilidade e os estudos fresquinhos! Confira, aqui, algumas dicas para a última hora, dadas pelo psicólogo Fernando Elias José, especialista no comportamento de concurseiros e vestibulandos:

Dicas do especialista

  •   Não dê ouvidos à agitação externa;
  •   Concentre-se em seus pensamentos e em suas crenças positivas;
  •   Permita-se fazer uma boa prova;
  •   Deixe a prova avaliá-lo e não você mesmo.

Preparação

Uma das maneiras para manter a tranquilidade é não ir com dúvidas para a prova! “Como vai ser a redação?” “O que devo levar no dia?”. Confira nas matérias:

Tire suas dúvidas sobre o exame

Como estudar

Prepare-se: faça simulados

Os simulados têm exames de Matemática, Português, Ciências Naturais e Ciências Humanas e cobram as mesmas competências que serão exigidas na prova oficial.

matematica
Simulado Enem – Matemática
10 questes de Matemtica elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

portugues
Simulado Enem – Português
10 questes de Portugus elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

natureza
Simulado Enem – Ciências Naturais
10 questes de Cincias da Natureza elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

humanas
Simulado Enem – Ciências Humanas
10 questes de Cincias Humanas elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

 

Estresse

Não adianta estudar o ano inteiro, e se dar mal deviso ao nervosismo e estresse. Há inúmeras formas para lidar com as emoções. Veja aqui algumas dicas:

7 dicas para lidar com o stresse

A prova

É importante conhecer a estrutura da avaliação, para não ser pego de surpresa e dar a devida atenção a cada quesito. Confira mais detalhes para chegar preparado!

Fique por dentro do que acontece na prova

8 motivos para fazer bem o Enem

 

18 de outubro de 2012
7 comentários
 

Ideb 2011: 37% dos municípios ficam abaixo da meta estipulada pelo MEC

por: Iana Chan

A meta nacional foi superada no Ensino Fundamental e igualada no Ensino Médio

O Ideb mede bienalmente a qualidade do ensino das escolas brasileiras. Crédito: Moacyr Lopes Junior

O MEC divulgou nesta terça-feira (14) os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, o principal índice que mede a qualidade da Educação brasileira.

A média nacional do Ensino Fundamental I saiu de 4,6, em 2009, para 5,0. Já o Ensino Fundamental II subiu 0,1 ponto na escala de 0 a 10, ficando em 4,1. No Ensino Médio, a média das escolas foi 3,7.

O índice é calculado com base na taxa de rendimento escolar (aprovação e evasão) e no desempenho dos alunos no SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e na Prova Brasil. (Para saber mais sobre o Ideb, clique aqui).

Na entrevista coletiva evento de divulgação dos dados, em Brasília, o ministro da Educação Aloizio Mercadante fez questão de reforçar a importância da alfabetização na idade correta e afirmou que esta será uma das grandes prioridades do governo. “A não alfabetização na idade correta compromete a vida escolar futura. Não tem como. Em algum tempo o aluno vai perder a evolução escolar ou abandonar a escola”, defendeu.

Segundo análise publicada no site da Revista Veja, mais de 37% das cidades brasileiras no Ensino Fundamental II ficaram abaixo da meta estipulada pelo MEC para 2011, que era de 3,7. De todos as cidades brasileiras, 73,5% tiveram notas até 4,4, consideradas ruins, enquanto isso, apenas 1,5% dos municípios obtiveram notas superiores a 5,5.

O melhor desempenho no Ideb 2011 foi o do município de Nova Ponte, em Minas Gerais, cuja rede municipal ficou com média 6,8; enquanto o pior desempenho ficou com a cidade de Lagoa de Pedras, no Rio Grande do Norte, cuja rede estadual ficou com média 1,0.

Ensino Médio

O fraco desempenho do Ensino Médio foi considerado um desafio para o ministério. Entre os problemas estão a qualidade dos professores, o grande volume de disciplinas obrigatórias e a grande quantidade de alunos matriculados no período noturno (30% do total de alunos do Ensino Médio estudam à noite).

O ministro também apontou caminhos para melhorar a qualidade da Educação: escola em tempo integral, associação entre o Ensino Médio e o Técnico Profissionalizante e a melhoria da qualidade da aula com utilização de aparatos tecnológicos, como o tablet.

 

 

 

Educação de qualidade para todos: ainda estamos longe

por: Manoela Meyer

Ontem estivemos na apresentação do relatório de monitoramento das cinco metas do movimento Todos Pela Educação. Infelizmente, as notícias não são muito boas. Em resumo, elas apontam o enorme desafio que o Brasil tem para tornar a Educação Básica do país acessível para todos, com um alto nível de qualidade.

Há quatro anos, o Todos Pela Educação monitora a situação educacional com base em cinco metas:

  1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
  2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
  3. Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
  4. Todos jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos
  5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido

Até agora, nenhuma das metas foi cumprida. Os resultados – publicados em “De Olho nas Metas 2011” – continuam indicando uma enorme desigualdade entre as regiões do país, e entre escolas privadas e públicas. Você acredita que ainda há 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola? Esse número é maior do que toda a população do Uruguai, por exemplo. Para resolver, não basta aumentar o número de vagas… é necessário discutir também assuntos como os motivos do atraso e da evasão escolar.

Para avaliar as crianças de 4º ano do Ensino Fundamental em matemática, leitura e escrita, foi aplicada a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) em todas as capitais brasileiras. O que se identificou? Que apenas 56,1% dos alunos atingiram o conhecimento esperado em leitura, 53,3% em escrita e 42,8% em matemática. Quando se comparam os resultados de cada região do país, o assunto é ainda mais alarmante. O Sudeste, por exemplo, teve o melhor desempenho em escrita, com 65,5% dos alunos com aprendizado adequado para a série. Já no Nordeste, apenas 30,3% dos alunos redigiram textos conforme o esperado. Uma diferença de 35 pontos percentuais separam as duas regiões.

Ainda mais dramática é a comparação entre escolas particulares e públicas. 93,6% dos alunos de escolas particulares do sudeste atingiram o nível esperado de escrita, contra 21,7% das escolas públicas do nordeste.  A explicação dada pelo Todos para esses números discrepantes é a de que os alunos da rede privada têm melhores condições sociais e econômicas, além de terem cursado a Pré-Escola. Muitos estudos apontam a importância da Educação Infantil na aprendizagem nas séries futuras. Apesar disso, em 2009 apenas 50% das crianças brasileiras de 4 a 5 anos estavam matriculadas na Pré-Escola.

Para Nilma Fontanive e Ruben Klein, consultores da Fundação Cesgranrio, os resultados de leitura apresentaram progressos, ao contrário dos de matemática. “Os educadores parecem estar esquecendo da importância da alfabetização numérica”, disse Nilma. Para Ruben, o mais importante é que os alunos tenham prazer em aprender.

 

O desafio da Defasagem Escolar

Sabe o que mais os resultados apontaram? Que alunos com defasagem idade-série – ou seja, os que repetiram algum ano ou estão adiantados, que hoje chegam a quase 25% de todos os estudantes – atingiram resultados bem piores nas três áreas do conhecimento avaliadas, quando comparados aos alunos na idade correta. Ou seja, isso indica o quanto é importante que seu filho esteja na série certa.

Segundo o professor Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o maior entrave ao avanço educacional da população é o atraso escolar. “Quanto mais defasado o aluno, menor sua chance de concluir os estudos. Diferente do que vem acontecendo hoje, os alunos devem ser acompanhados constantemente desde a Pré-Escola”, conclui.

“Os dados e as análises apontam que as mudanças estruturais precisam acontecer com urgência para que as metas possam ser atingidas até 2022”, disse Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.

A melhoria da Educação passa, necessariamente, pelo investimento adequado e pela boa gestão dos recursos nos três níveis de governo: União, estados e municípios. No entanto, o relatório aponta que o investimento brasileiro por aluno do Ensino Fundamental ao Superior ocupa as últimas posições quando comparado ao de outros 35 países. O Brasil só tem investimento maior que o da China.

 

 

Contagem regressiva para o Enem: saiba como você pode ajudar seu filho

por: Iana Chan
As provas do Enem 2011 (Exame Nacional do Ensino Médio) acontecem neste final de semana, nos dias 22 e 23 de outubro. O EDUCAR PARA CRESCER preparou um roteiro para esse momento que antecede o exame.

Dias antes da prova não adianta se matar de estudar. Essa é a hora de relaxar para chegar preparado no dia. Leia outras dicas na matéria Ajude seu filho a ir bem no Enem.

 

Estudantes fazem Enem na UERJ. Foto: Ana Branco

Importância do Enem
O Enem fará parte do processo seletivo de pelo menos 44 universidades públicas, como um dos elementos ou como critério único. Isso explica o recorde histórico dessa edição: 6,2 milhões de alunos se inscreveram para a prova. É o maior número desde a sua criação, em 1998.

Mas o Enem não traz benefícios só para o estudante, ele também serve como indicador de qualidade para as escolas brasileiras. Saiba por que é importante que todos os estudantes participem do exame na reportagem 8 motivos para fazer (bem) o Enem

Estresse
Nesse momento é comum que os estudantes fiquem ansiosos, afinal todo o conhecimento acumulado no Ensino Médio será posto à prova. Leia as 7 dicas para lidar com o estresse pré-vestibular e saiba como você pode ajudar.

Uma das maneiras para manter a tranquilidade é não ir com dúvidas para a prova! “Como vai ser a redação?” “O que devo levar no dia?”. Esclareça esses e outros pontos com a matéria O Enem 2011.

Simulados
Para aqueles que querem dar uma revisada final, separamos 10 questões para cada eixo temático exigido pela prova: Português, Matemática, Ciências Humanas e Ciências Naturais.
As questões foram elaboradas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela formulação do Enem.
Simulado de Matemática
Simulado de Português
Simulado de Ciências Naturais
Simulado de Ciências Humanas

Chegou a hora!
O ideal nesse momento é tranquilizar seu filho e passar-lhe confiança. Ajude-o a verificar se está tudo certo com os itens e se ele já conhece o caminho até o local do exame. Vale a pena ir antes ao local para testar o trajeto e anotar o tempo necessário. Boa sorte!

 

O que está em jogo no novo PNE?

por: Mariana Queen

Entenda o Plano Nacional de Educação, que deve estabelecer diretrizes na área para os próximos dez anos

Ministro Fernando Haddad. “Construímos um plano em que os 7% do PIB cobrem todas as despesas".

O projeto de lei que vai criar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi enviado pelo Ministério da Educação (MEC) ao Congresso Nacional no final de 2010 e agora aguarda votação na Câmara e no Senado. Mas para que serve exatamente o Plano e do que ele trata? Para esclarecer isso, fomos atrás da situação atual de cada uma das metas e destacamos as polêmicas que as envolvem.

O objetivo do PNE é definir prioridades e estratégias relacionadas à Educação nacional no prazo de dez anos. A primeira versão, de 2001, continha 256 metas. Já o plano deste ano tem apenas 20 metas . Dessas, destacam-se pontos cruciais e polêmicos como a valorização dos professores e o inevitável debate sobre a revisão do piso salarial da categoria, a porcentagem simbólica do PIB direcionado à Educação, a erradicação do analfabetismo, a garantia do atendimento em creches para 50% das crianças de até três anos e a ampliação da Educação em tempo integral na rede pública de ensino.

Prazos e aprovação

Apesar dos avanços e das boas intenções contidas no Plano, educadores questionam a possibilidade de executá-lo. Além disso, metas importantes não têm prazo para serem alcançadas. Entre elas, estão a alfabetização total de crianças até 8 anos, o oferecimento de Educação em tempo integral para 50% das escolas públicas, a elevação da escolaridade de jovens e adultos, o incentivo à especialização de professores e a destinação de 7% do PIB para a Educação.

Atualmente, o PNE espera sua aprovação na Câmara dos Deputados. Em seguida, o texto segue para o Senado, de onde, caso sejam feitas alterações, poderá ser reencaminhado à Câmara para uma nova e última avaliação. Segundo o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o tempo para que todas as aprovações ocorram pode chegar a um ano e meio. Para ele, cada etapa da aprovação descrita deve durar, em média, quatro meses, totalizando 12 meses de avaliações para as três etapas descritas – os recessos parlamentares do início e meio do ano foram considerados.

Os deputados voltam a trabalhar apenas em fevereiro, quando as comissões que discutirão a aprovação do PNE começarão a ser formadas. “Se a avaliação do Plano não for acelerada, poderá entrar no calendário eleitoral dos municípios [nas eleições para prefeito em 2012], e aí o Congresso estará parado”, alerta Daniel sobre a possibilidade de um atraso ainda maior para aprovação do Plano.

Para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o atraso pode ser tolerado, ou mesmo visto como normal, considerando a necessidade de uma discussão aprofundada e o tempo para que a sociedade brasileira se aproprie minimamente do conteúdo do Plano. Já o movimento Todos pela Educação defende a aplicação rápida do novo PNE. “A demora enfraquece a execução. As discussões já foram feitas, temos que partir para a implementação do Plano. Temos que começar a trabalhar, senão ficaremos discutindo o resto da vida. O importante é focar mais na implementação e menos em alterações no texto”, diz Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.

Dinheiro

O financiamento da Educação nos próximos dez anos é um dos principais alvos de crítica do novo PNE.  Tudo porque o texto não deixa claro o prazo para que sejam alcançados os 7% do PIB destinados para a Educação nacional (veja meta 20 no post abaixo). Vale lembrar que, durante o processo eleitoral, a presidente Dilma Rousseff afirmou que até 2014 deveríamos chegar a esse percentual.

Historicamente, os movimentos sociais lutam por 10% do PIB nacional direcionado à Educação, conquista que a partir do atual PNE ainda está longe de ser alcançada. Para Priscila, não é hora de serem discutidos detalhes. “As metas do Plano podem ser sempre melhoradas, mas é necessário ir para a prática. O PIB de 7% significa muito dinheiro a mais para a Educação”, afirma.

O estabelecimento de uma porcentagem do PIB para a Educação é um símbolo para o real valor a ser investido na área. É esse valor que garante a execução das estratégias prevista no PNE. “Construímos um plano em que os 7% do PIB cobrem todas as despesas. Fizemos as contas meta por meta e o custo desse PNE é exatamente de dois pontos percentuais [a mais] do PIB”, afirmou Haddad em entrevista  para o UOL. Os gastos atuais em Educação no Brasil equivalem a aproximadamente 5% do PIB. O ministro prevê também que os ajustes na remuneração dos educadores custará apenas 0,8% do PIB.

 

As metas do novo Plano Nacional de Educação

por: Mariana Queen

Veja como está o Brasil com relação a algumas metas do PNE 2011-2020:

Educação em tempo integral nas redes públicas

Em 2010, apenas 5,7% das matrículas da rede pública eram nessa modalidade de atendimento. Naquele ano, foram registradas 2.440.594 inscrições de tempo integral nas redes municipais e estaduais em todos os níveis de ensino. Fonte: Censo Escolar 2010

Valorização dos professores

O piso salarial do professor brasileiro – valor mínimo a ser pago ao profissional – é R$ 1.024 para 40 horas/aula semanais. Pesquisa realizada pelo Ibope a pedido da Fundação Victor Civita (FCV) indica que mais de 70% dos professores são motivados a entrar em sala de aula pelo amor à profissão, mas 69% consideram que a carreira é desvalorizada.

50% das crianças de até 3 anos nas creches

Atualmente, 80% das crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches. Vale destacar que a meta de atendimento em creches para 50% das crianças de até 3 anos já era prevista no antigo PNE e não conseguiu ser alcançada até 2011. Fonte: Levantamento da Fundação Abrinq baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009.

Todos os professores com ensino superior

Quase um terço dos professores da Educação básica das redes pública e particular do Brasil não tem formação adequada. Do total de 1,977 milhão de docentes, 636,8 mil – 32,19% – ensinam sem diploma universitário. “A meta de zerar o número de professores sem formação superior pode levar dez anos”, diz João Carlos Teatini, diretor de Educação básica da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Fonte:Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – estudo de 2009.

Alfabetização de todas as crianças com até 8 anos de idade e erradicação do analfabetismo

A proporção de pessoas que não sabem ler ou escrever no Brasil é maior do que a média registrada na América Latina e no Caribe. Ao todo, 9,6% dos brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos, contra 8,3% do total de moradores da região. No ranking de 2010, o Brasil apresenta a sétima maior taxa de analfabetismo entre os 28 países latinoamericanos e caribenhos. Fonte: Anuário Estatístico de 2010 da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), agência das Nações Unidas (ONU).

Negros e não negros com a mesma escolaridade média

No quesito cor/raça, observa-se que os negros têm menos 1,7 ano de estudo, em média, do que os brancos e representam 13,4% dos analfabetos brasileiros, frente aos 5,9% de analfabetos brancos. Fonte: Análise do PNAD 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2010.

Mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo

A população mais escolarizada, com mais de 11 anos de estudo, representa mais de 40% da população urbana e apenas 12,8% da população rural. A taxa de analfabetismo para pessoas acima de 15 anos é de 7,5% na zona urbana e de 23,5% na zona rural. Cerca de 73% da população do campo não completou o ensino fundamental. Fonte: Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ) – pesquisa divulgada em 2010.

Leia abaixo todas as metas do Plano Nacional de Educação, que, segundo Fernando Haddad, “devem ser divulgadas em locais públicos” para que cada cidadão possa acompanhar – e cobrar – a boa execução do PNE 2011-2020.

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

Meta 6: Oferecer Educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à Educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da Educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na Educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da Educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de Educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da Educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da Educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da Educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em Educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

 

O próximo governo e a melhoria do Ideb

por: Marcela Cataldi Cipolla

Por Luciana Maria Allan*

O ministro da educação, Fernando Haddad e o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto; durante o anúncio dos resultados do último Ideb

O próximo governo terá, com certeza, muitos desafios, principalmente no campo educacional. As tarefas a serem realizadas serão muitas e a cobrança cada vez maior. Há ainda um outro elemento de pressão: o Ideb.

Criado em 2007 e consolidado nos anos seguintes, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica mede a qualidade de cada uma das escolase comprovará ou não, numericamente, o sucesso do Governo.

O Ideb, calculado com base no desempenho dos estudantes na Prova Brasil, tem metas ousadas: o Brasil alcançar a nota 6,0 em 2022, o que se equivale ao obtido por países desenvolvidos. Atualmente, o índice está em 3,6 (Ensino Médio), 4,0 (Anos Finais do Exame Fundamental) e 4,6 (Anos Iniciais do Ensino Fundamental).

Para melhorar este índice, é necessário aperfeiçoar a qualidade da educação, cominvestimento em infraestrutura, formação de professores e ferramentas de gestão. Além disso, há a necessidade de se incrementar os salários dos professores, traçar um plano de carreira para os docentes e ampliar a verba destinada à aquisição de novas ferramentas aplicadas na Educação, disseminando o uso correto das mídias sociais, por exemplo, como suporte necessário para ampliar conhecimentos fora e dentro do muro das escolas.

O professores terão, então, suporte para planejar e aplicar as suas aulas, que serão, assim, muito bem embasadas. Os alunos se sentirão motivados a aprender com a experiência dos mestres e contribuirão com novos conteúdos em um ambiente totalmente colaborativo.
Somente desta forma é que o Brasil crescerá, educacionalmente e culturalmente, beneficiando as futuras gerações e entrando definitivamente no mapa dos países desenvolvidos. A hora é agora!

(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP

14 de setembro de 2010
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Saresp começa nesta terça; tire suas dúvidas

por: Bruna Nicolilelo

sarespComeçou nesta terça-feira a aplicação das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) em escolas públicas e particulares do Estado. Quase 2,5 milhões de estudantes vão participar da avaliação, um dos indicadores que compõem a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).

O Saresp avalia alunos da 2ª, 4ª, 6ª e 8ª séries do ensino fundamental e estudantes do 3º ano do ensino médio. As disciplinas avaliadas são língua portuguesa, matemática e ciências humanas, alm de redação.

Você também vai fazer o Saresp? Não deixe de ler essa matéria, em que o repórter Camilo Gomide esclarece as principais dúvidas que podem surgir sobre a avaliação. E, se você ainda tiver dúvidas,use o espaço para comentários logo abaixo.

17 de novembro de 2009

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