Carreira e atratividade da profissão docente: reflexões
A fim de apoiar gestores educacionais na resolução dos problemas que enfrentam diariamente, a Fundação Itaú Social organizou no dia 05 de setembro um seminário para discutir o Plano de Carreira do Professor, que integra o Ciclo de Debates – Gestão Educacional, realizado ao longo do ano em São Paulo.
Estiveram presentes o consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) e Diretor do Instituto de Governança e Gestão Pública da ESADE (Barcelona), Francisco Longo; Nelson Marconi, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas; a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho; e o diretor de Valorização dos Profissionais de Educação da recém-criada Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) do Ministério da Educação, Antonio Roberto Lambertucci.
No discurso de abertura, o vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, foi enfático na importância do professor para uma Educação de qualidade: “Não existe desenvolvimento sustentável se a Educação não for prioridade de um país, e o docente é eixo central dessa discussão”.
Mas, afinal, o que é preciso para garantir bons professores?
Durante o seminário, pesquisadores e gestores apresentaram tendências e boas práticas na área de gestão para tentar encontrar a equação que garante um corpo docente de qualidade. Uma pesquisa da Fundação Victor Civita em parceria com a Fundação Carlos Chagas sobre a atratividade da carreira docente (veja íntegra) revelou que apenas 2% dos jovens do Ensino Médio indicaram como primeira opção de ingresso a faculdade de Pedagogia ou Licenciatura.
A atratividade na carreira começa com a valorização do professor. O cargo precisa ser interessante economicamente para que atraia e retenha talentos, mas, segundo Francisco Longo, este é apenas um dos elementos, incapaz de modificar sozinho a Educação de um país. Na Finlândia, os professores não ganham salários altíssimos, mas gozam de excelente prestígio social, pois a carreira é muito exigente e concorrida, explicou o espanhol. Portanto, é preciso ir além: além de um salário satisfatório, os convidados do seminário indicaram o resgate do prestígio social do professor e a organização de um plano de carreira para que se reverta o quadro atual.
Plano de Carreira
Todos os presentes no debate concordaram que a estruturação de um plano de carreira está entre as soluções para o problema da qualidade na Educação. Hoje mais da metade dos municípios brasileiros não oferecem essa modalidade, segundo dados do Plano de Ações Articuladas.O Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso, prevê como meta assegurar, no prazo de dois anos, desses planos para todos os profissionais do magistério. O diretor de Valorização dos Profissionais de Educação do Ministério da Educação (MEC), Antonio Roberto Lambertucci, disse que os municípios estão sendo estimulados a apresentá-los.
Para Francisco Longo, o plano de carreira deve se organizar pautado pela meritocracia e pela flexibilidade. De um lado, a meritocracia garante a competitividade e a estabilidade, enquanto a flexibilidade assegura responsividade, isto é, a capacidade de responder rapidamente, e a possibilidade de, por exemplo, diferenciar recompensas segundo desempenho demonstrado. “Profissionalizar o emprego público assegura a transparência e limita a corrupção, além de melhorar a qualidade de serviço aos usuários”, enumerou o professor.
O professor da FGV Nelson Marconi, que fez apresentação sobre Gestão Estratégica de Recursos Humanos no setor público, lembrou uma boa gestão é capaz de “garantir servidores estimulados para desenvolver seu trabalho de maneira eficiente a alcançar os resultados ambicionados pela organização”. Para ele, é preciso estruturar incentivos para possibilitar a cobrança do resultado que a organização deseja: “Sou a favor do bônus para os professores, como é feito hoje no Estado de São Paulo”.
Um plano de carreira precisa ter base em critérios de avaliação de desempenho. Segundo Longo, isso funciona não só como meio de premiar ou punir os resultados e, portanto, estimular a dedicação dos professores, mas também como instrumento de análise sobre o que e onde é possível melhorar. Além disso, o professor também acredita que a mensuração de trabalho dos professores implicaria o reconhecimento da sua importância: “As profissões se legitimam sendo avaliadas”, completa.
A presidente da Undime (União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação), Cleuza Repulho, relacionou a falta de perspectiva na carreira de professor à falta de profissionais qualificados: um a cada cinco professores da rede pública tem formação insuficiente para exercer a profissão e está, portanto, em situação irregular.
“As crianças não podem dar sorte ou azar de caírem em uma escola em que os professores são preparados ou despreparados”, lamentou Cleuza, que falou sobre os marcos legais da questão salarial no Brasil. Entre eles, a Lei do Piso (2008), cujo recente julgamento no STF instituiu sua validade para todo país, rejeitando a alegação de cinco Estados quanto a sua inconstitucionalidade. O valor atual do piso é de R$ 1.178,14. “Mais importante do que garantir o piso é garantir carreira aos professores”, conclui Cleuza.
Por fim, o espanhol Francisco Longo advertiu que a Educação só será prioridade para os governos quando assim o for para a sociedade. “Realidade não se muda por decreto. Sem uma cidadania ativa e vigilante sobre o processo, não conseguiremos avanços”, alertou.
O próximo seminário acontece no dia 28 de novembro, também no Itaú Cultural. O tema será Diretrizes Curriculares. Para se inscrever ou obter mais informações, acesse o site da Fundação Itaú Social.
Dia Nacional da Educação
Hoje, dia 28 de abril, o Brasil comemora o Dia Nacional da Educação. Ainda temos muito o que fazer: apesar de 98% das crianças brasileiras já estarem no Ensino Fundamental, a qualidade do ensino nem sempre é suficiente. Afinal, menos de 6% das escolas brasileiras têm Ideb acima de 6, que é a nota mínima para que a escola seja considerada boa. Além disso, apenas 27% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são considerados plenamente alfabetizados, mostrando que muitos alunos passam pela escola sem, de fato, aprender.
Esta situação precisa mudar: afinal, a Educação é o caminho para o desenvolvimento do país e de cada um de seus cidadãos. Hoje também lançamos um novo canal no nosso site, com depoimentos sobre a importância da Educação. Clique no link abaixo para ver como a Educação mudou a vida de personalidades como Marina Silva, Serginho Groisman e Milton Hatoum. E você? Como a Educação mudou sua vida?
Tags: depoimentos, dia da educação, Ideb, lya luft, milton hatoum, serginho groisman
O próximo governo e a melhoria do Ideb
Por Luciana Maria Allan*

O ministro da educação, Fernando Haddad e o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto; durante o anúncio dos resultados do último Ideb
O próximo governo terá, com certeza, muitos desafios, principalmente no campo educacional. As tarefas a serem realizadas serão muitas e a cobrança cada vez maior. Há ainda um outro elemento de pressão: o Ideb.
Criado em 2007 e consolidado nos anos seguintes, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica mede a qualidade de cada uma das escolase comprovará ou não, numericamente, o sucesso do Governo.
O Ideb, calculado com base no desempenho dos estudantes na Prova Brasil, tem metas ousadas: o Brasil alcançar a nota 6,0 em 2022, o que se equivale ao obtido por países desenvolvidos. Atualmente, o índice está em 3,6 (Ensino Médio), 4,0 (Anos Finais do Exame Fundamental) e 4,6 (Anos Iniciais do Ensino Fundamental).
Para melhorar este índice, é necessário aperfeiçoar a qualidade da educação, cominvestimento em infraestrutura, formação de professores e ferramentas de gestão. Além disso, há a necessidade de se incrementar os salários dos professores, traçar um plano de carreira para os docentes e ampliar a verba destinada à aquisição de novas ferramentas aplicadas na Educação, disseminando o uso correto das mídias sociais, por exemplo, como suporte necessário para ampliar conhecimentos fora e dentro do muro das escolas.
O professores terão, então, suporte para planejar e aplicar as suas aulas, que serão, assim, muito bem embasadas. Os alunos se sentirão motivados a aprender com a experiência dos mestres e contribuirão com novos conteúdos em um ambiente totalmente colaborativo.
Somente desta forma é que o Brasil crescerá, educacionalmente e culturalmente, beneficiando as futuras gerações e entrando definitivamente no mapa dos países desenvolvidos. A hora é agora!
(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP
Já pensou em publicar um livro?
A Editora Saraiva está promovendo um prêmio de Literatura. É a primeira edição do Prêmio Benvirá, a ideia é estimular a produção literária nacional e a ação está sendo divulgada na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo.
O concurso irá eleger uma obra de ficção, o tamanho e o tema são livres. Podem participar autores brasileiros ou naturalizados, que ainda não tenham livros de ficção editados pela Saraiva. O autor da melhor história receberá como prêmio 30 mil reais e terá seu livro publicado no próximo ano. Lembrando que cada autor só pode concorrer com uma obra.
O período de inscrições é de 12/08/2010 a 30/11/2010, pelo site da Benvirá. Aproveite para passar no estande da editora na Bienal do Livro e saiba mais sobre o concurso!
Novos alunos, novas exigências
A nossa estagiária de marketing, Carolina Prestes Yirula, apresentou o seu trabalho de conclusão de curso na quinta-feira passada e arrasou: ela tirou 10 e ainda teve o trabalho indicado para dois prêmios. E é claro que o TCC dela tem tudo a ver com Educação. O título é “Publicidade na sala de aula: um estudo sob a perspectiva da Educomunicação”. Mas você sabe o que é Educomunicação? Pois é, para mim também é um conceito novo. Por isso, convidei a Carol para falar um pouquinho mais sobre o tema aqui no blog.
Ela, que adora escrever – desde poesia até trabalhos acadêmicos – e tem vontade de um dia, quem sabe, experimentar o jornalismo, me mandou na mesma hora o texto abaixo, com a ressalva: “Está parecendo resumo de trabalho científico. Melhor eu permanecer com a ideia de virar professora, né?”. É que ela acha que tem um texto muito “sério”. Mas, como seriedade não é defeito, e sim qualidade – e eu achei o texto ótimo -, decidi publicá-lo exatamente como ela escreveu. Confiram:
“Observa-se, não de hoje, um aumento significativo da presença dos meios de comunicação no cotidiano das pessoas. O surgimento de novas tecnologias abre espaço para possibilidades inéditas de comunicação e informação. Os nascidos nas décadas de 80 e 90 compõem a geração conhecida como “digital”, ou “geração y”, marcada pela íntima - e quase umbilical – relação com aparatos tecnológicos. Os jovens da geração Y (da qual faço parte) não conhecem o mundo sem a mediação tecnológica e estão, permanentemente, em contato com mensagens disseminadas na televisão, jornais, revistas, internet.
Essa dinâmica gera novas condutas e comportamentos. Os jovens hoje são ágeis e extremamente informados. Isso interfere também no comportamento em sala de aula. A escola deixa de ser o centro de propagação de saberes, e os mais variados espaços – desde videogames até jornais e revistas – passam a atuar como educadores informais, tornando-se importantes referências na vida desses alunos.
Nesse momento surge um desafio para o professor: como tornar o aprendizado em sala de aula um momento prazeroso, capaz de envolver o estudante? Eis que surge a figura do Educomunicador. Segundo Ismar Soares, coordenador-geral do Núcleo de Comunicação e Educação da USP, trata-se de “uma profissão do século XXI”. Esse profissional deve, entre outros desafios, tentar integrar o currículo cultural (formado por mensagens essencialmente midiáticas) ao currículo tradicional adotado pela escola. Deve, portanto, desenvolver uma nova didática, considerando que o uso de tecnologias e de linguagens comuns ao dia a dia dos jovens é fundamental para que se tenha um ambiente motivador, que instigue a curiosidade do aluno, tornando-o não apenas um receptor, mas também um produtor de mensagens, fazendo com que ele sinta-se representado e autônomo para atuar em sociedade.
A quem possa interessar, a ECA-USP anunciou que a partir de 2011 oferecerá graduação em Educomunicação. Para saber mais, clique aqui.”
E, se você se interessou pelo assunto, não deixe de seguir o perfil @Educomunicacao no Twitter, que, claro, é atualizado pela Carol.
Tags: educomunicação, escola, geração Y, mudanças, sala de aula, século XXI
ProUni está com as inscrições abertas
Os interessados em participar do Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem se inscrever no site do Ministério da Educação. Nessa edição serão oferecidas 60.488 bolsas em 1.225 instituições privadas de ensino superior. O período de inscrições começou hoje e vai até o dia 19 de junho.
Do total de bolsas disponíveis para o segundo semestre de 2010, 39.113 são integrais e 21.375 parciais, que custeiam 50% da mensalidade. As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 765). Já as parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não seja superior a três salários mínimos (R$ 1.530).
Para participar, é preciso ter cursado todo o Ensino Médio em escola pública ou em colégio particular como bolsista. Também é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 e alcançado no mínimo 400 pontos na média das cinco provas.
A previsão é de que a lista dos pré-selecionados em primeira chamada seja divulgada no dia 21 de junho. Para saber mais sobre o ProUni, clique aqui.
Com informações da Agência Brasil.
Tags: bolsa de estudos, inscrições, marina azaredo, prouni, universidade
Iniciativas que fazem a diferença
Com uma Kombi, Inês e Franco querem ensinar crianças nos lugares mais escondidos do Brasil
Todos os dias pela manhã, eu recebo no meu email uma seleção das últimas notícias de Educação do Brasil e do mundo. Sempre leio tudo, porque estar informado é obrigação de qualquer jornalista. Mas tem dias em que a leitura é muito mais prazerosa.
Hoje foi um desses dias. Primeiro tive uma bela surpresa ao ler uma matéria da minha amiga e repórter do Estadão Mariana Mandelli (sou uma amiga-coruja, admito) sobre a obrigatoriedade do ensino da cultura indígena. Ela relata iniciativas muito interessantes de professores de escolas particulares para introduzir o tema em sala de aula de forma criativa. Há desde banquete indígena até excursões para museus. Vale a pena ler.
A outra matéria que eu adorei ler e achei ainda mais interessante por se tratar de um projeto desenvolvido em uma escola pública é do portal iG e foi escrita pela repórter Carolina Rocha. Ela conta a experiência da Rádio e TV Jacaré, comandada por uma classe do 3º ciclo da Escola Municipal de Educação Infantil Antônio Munhoz Bonilha, em São Paulo.
Os repórteres, fotógrafos, pauteiros e editores do rádio e da TV são… crianças de 4 e 5 anos! Não é demais? E o mais legal de tudo é que a experiência está fazendo com que as crianças pensem no futuro. Muitas querem ser jornalistas, mas, como a imaginação das crianças é bem fértil, há espaço para tudo: uma menina quer ser cavaleira e outra quer ser domadora de dragões.
E, já que estamos falando de boas iniciativas pela Educação (aquelas que nos fazem acreditar que as coisas podem melhorar), não deixe de ler a matéria Ensinamos crianças em uma Kombi, em que a supervisora de serviços educacionais paulistana Inês Calixto relata o seu projeto para ajudar crianças carentes. Ela e o marido estão preparando uma viagem pelo Brasil para fazer oficinas de fotografia e contação de histórias em comunidades pobres.
E você? Conhece algum projeto interessante na área de Educação? Conte pra gente!
Tags: contação de histórias, cultura indígena, Educação, educomunicação, iniciativas, marina azaredo, oficinas, projeto, projeto alice
Refletindo sobre a evasão escolar
Acabei de conversar com o sociólogo Simon Schwartzman (foto acima) sobre a evasão escolar no Ensino Médio. Fiz a entrevista para reunir material para uma nova cartilha que estamos produzindo. Como é uma cartilha voltada para os jovens, perguntei a ele o que poderia ser feito para combater o problema da evasão nessa faixa etária – é por volta dos 13, 14 anos que a grande maioria dos jovens começa a deixar a escola.
Ele deu uma sugestão muito interessante: “A questão do professor é muito importante. É preciso envolver pessoas que têm boa formação, que são bons profissionais e que possam se envolver mais com os alunos. Tem que abrir mais a carreira do professor do Ensino Médio. Uma boa ideia é pegar alunos de pós-graduação que estão fazendo cursos de medicina, biologia, direito, entre outros, e colocar essas pessoas para dar aula. É uma maneira de trazer gente mais jovem para a escola. Talvez eles não fiquem a vida toda dando aula, mas podem passar um tempo fazendo isso”.
Achei uma ótima ideia. Eu (ainda) não fiz pós-graduação, mas adoraria ter dado aulas em alguma escola pública durante a graduação. Além de ser uma experiência interessante, pode ser uma forma de retribuir o investimento que a sociedade fez em mim, já que estudei em uma universidade federal. O que vocês acham?
Tags: entrevista, evasão escolar, Simon Schwartzman, universitários
A Copa do Mundo nas escolas
Alunos da EEB Simão Hess: Copa do Mundo na decoração e no conteúdo da escola
Foto: Osvaldo Noceti
Escolas podem liberar ou transmitir os jogos, desde que seja respeitada a carga horária e os 200 dias letivos
Copa do Mundo deixa a maioria dos brasileiros em estado de euforia. Com meses de antecedência o tema invade a publicidade, o comércio, os escritórios e, naturalmente, as escolas. Mais ou menos por essa época são revelados os horários das partidas. Descobre-se então, que dois jogos serão em dias de semana e durante o horário de aula/trabalho. E a pergunta: “Será que vão nos liberar pra ver os jogos?” passa a martelar na cabeça de estudantes e trabalhadores.
Pode parecer bobo, mas é assunto de Estado. O Estado de São Paulo, por exemplo, emitiu um decreto que libera os funcionários para ver os jogos, desde que o tempo perdido seja compensado depois. A medida deve se estender às escolas paulistas seguindo a mesma lógica: aula perdida deve ser reposta.
Em Santa Catarina, no dia da estreia brasileira, uma terça feira, 15/06, o governo decidiu que os alunos de instituições públicas do turno vespertino não poderão sair das escolas para assistir o jogo às 15h30. No entanto, não foi proibida a exibição dos jogos, desde que respeitado o horário e o cumprimento dos 200 dias letivos. Algumas escolas, como a EEB Simão José Hess, de Florianópolis, estão se preparando para isso. “Vamos colocar um telão com datashow pra transmitir o jogo para os alunos e os funcionários. Se não fizermos isso a criançada fica maluca”, diz a coordenadora Caren Cristina. No dia 25/06, quando o Brasil joga às 11 da manhã pela última rodada da primeira fase contra Portugal – os alunos do turno matutino do estado catarinense vão entrar mais cedo pra poder sair a tempo de ver a partida.
Copa na sala de aula
A festividade da Copa do Mundo pode ser aproveitada dentro de sala de aula. Algumas escolas vão além da confecção de decoração e incorporam o assunto ao conteúdo das aulas. Na Simão José Hess, foi desenvolvido um projeto interdisciplinar abordando a África e sua diversidade. “Não tínhamos como fugir da Copa, e resolvemos trabalhar o continente africano e sua cultura em todas as disciplinas”, conta a coordenadora Caren Cristina.
Tags: aula, brasil, Copa do Mundo, escola, jogo
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