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Boletim da Educação

12 de março: Dia do Bibliotecário

por: Marina Ribeiro Drumond

“Sempre imaginei que o paraíso fosse um tipo de biblioteca”, Jorge Luís Borges

 

No dia 12 de março, comemora-se o Dia do Bibliotecário. Data para parabenizar e comemorar esses profissionais que catalogam e guardam os tesouros abrigados nas bibliotecas. Aliás, sobre o assunto, que tal conhecer um pouco mais sobre esse precioso lugar?

- Confira como a biblioteca ajuda na formação de leitores

- E veja por que é preciso diversificar o acervo e torná-la um ambiente de descobertas

Por fim, mas não menos importante: um viva aos que trabalham neste lugar mágico!!! :D

12 de março de 2013

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Abertas às inscrições a Olimpíada Viagem do Conhecimento

por: Equipe do Educar para Crescer

Escolas públicas e privadas podem inscrever seus alunos na maior olimpíada de geografia do país

*Beatriz Montesanti

O Viagem do Conhecimento – Desafio National Geographic chega a sua quinta edição. A olimpíada tem por objetivo estimular jovens estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio a conhecer melhor o país e o mundo onde vivem, ampliando assim seus conhecimentos sobrea diversidade de povos, lugares e culturas.

Diretores, coordenadores ou os professores de história e geografia podem inscrever os alunos matriculados nos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e na 1ª série do Ensino Médio até o dia 9 de novembro, no site da olimpíada.

Veja aqui tudo o que você precisa saber para participar:

Como funciona: O concurso é dividido em três fases: A fase local, realizada nas próprias escolas, é composta por 25 testes de múltipla escolha; os alunos que acertarem 18 ou mais questões classificam-se para a fase regional, que acontece em centenas de escolas-sedes pelo país,. Os 13 melhores alunos participam da fase final, por sua vez, composta por mais duas avaliações: uma de múltipla escolha e outra dissertativa, após trabalho de campo. As provas contêm questões de múltipla escolha e produção de escrita sobre temas, conceitos, processos e habilidades específicas associadas ao universo dos conhecimentos geográficos, históricos e da cultura de viagem.

Quem participa: alunos regularmente matriculados no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do Ensino Fundamental e na primeira série do Ensino Médio de colégios públicos ou particulares.

Inscrição: As inscrições das escolas devem ser feitas pelo professor de Geografia, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor no site.

Premiação: Os 13 alunos finalistas ganham uma viagem, com todas as despesas pagas, para a cidade onde será realizada a última etapa. Enquanto realizam as provas finais, seus pais e professores (que também ganham a viagem) são levados para visitas a espaços culturais. Ao final, haverá uma cerimônia de premiação.

 

Datas:
Término das inscrições: 09/11/2012
1ª prova – Fase Local: 13/11/2012
Realização da prova Fase Regional: 02/03/2013
Divulgação dos finalistas para Fase Final: 26/03/2013

Fase Final e evento de premiação: 24 a 26/04/2013

Inscreva-se aqui: http://www.viagemdoconhecimento.com.br/

 

30 de outubro de 2012
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Dicas para a reta final do ENEM

por: Equipe do Educar para Crescer

As provas acontecem nos dias 3 e 4 de novembro, confira o que seu filho pode fazer até lá

*Por Beatriz Montesanti

Depois de muitos meses de preparação, os dias de prova finalmente se aproximam. Porém, nesta reta final, não adianta jogar tudo para cima e torcer para que dê certo.

Ainda é tempo de seguir algumas regras para garantir a tranquilidade e os estudos fresquinhos! Confira, aqui, algumas dicas para a última hora, dadas pelo psicólogo Fernando Elias José, especialista no comportamento de concurseiros e vestibulandos:

Dicas do especialista

  •   Não dê ouvidos à agitação externa;
  •   Concentre-se em seus pensamentos e em suas crenças positivas;
  •   Permita-se fazer uma boa prova;
  •   Deixe a prova avaliá-lo e não você mesmo.

Preparação

Uma das maneiras para manter a tranquilidade é não ir com dúvidas para a prova! “Como vai ser a redação?” “O que devo levar no dia?”. Confira nas matérias:

Tire suas dúvidas sobre o exame

Como estudar

Prepare-se: faça simulados

Os simulados têm exames de Matemática, Português, Ciências Naturais e Ciências Humanas e cobram as mesmas competências que serão exigidas na prova oficial.

matematica
Simulado Enem – Matemática
10 questes de Matemtica elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

portugues
Simulado Enem – Português
10 questes de Portugus elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

natureza
Simulado Enem – Ciências Naturais
10 questes de Cincias da Natureza elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

humanas
Simulado Enem – Ciências Humanas
10 questes de Cincias Humanas elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulao do Enem

 

Estresse

Não adianta estudar o ano inteiro, e se dar mal deviso ao nervosismo e estresse. Há inúmeras formas para lidar com as emoções. Veja aqui algumas dicas:

7 dicas para lidar com o stresse

A prova

É importante conhecer a estrutura da avaliação, para não ser pego de surpresa e dar a devida atenção a cada quesito. Confira mais detalhes para chegar preparado!

Fique por dentro do que acontece na prova

8 motivos para fazer bem o Enem

 

18 de outubro de 2012
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Brasil tem hoje menos leitores do que em 2007

por: Equipe do Educar para Crescer

Pesquisa do Instituto Pró-Livro também mostrou que a média de livros lidos caiu entre a população brasileira

A pesquisa foi apresentada no II Seminário Retratos da Leitura no Brasil, dia 28 de março, em Brasília. Foto: Fotoforum / Cristiano Sérgio

*Por Beatriz Montesanti

O brasileiro lê em média 4 livros por ano. E destes quatro, termina apenas dois. É o que mostrou a terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro. Este número é ainda menor do que o apresentado pela edição anterior da pesquisa, feita em 2007, quando foi constatado que lia-se em média 4,7 livros por ano .

Realizada pelo IBOPE Inteligência, entre junho e julho de 2011, a pesquisa ainda constatou que o índice de leitores no Brasil caiu: a penetração anterior da leitura era de 55% (cerca de 95,6 milhões) e passou para 50% (88,2 milhões) da população com cinco anos de idade ou mais (178 milhões, em 2011). São considerados leitores as pessoas que leram pelo menos um livro nos últimos três meses.

A bíblia permanece em primeiro lugar de preferência dos leitores, seguida por livros didáticos, romances, livros religiosos, contos e literatura infantil, entre outros.

O Nordeste despontou como a região de maior penetração dos livros (51%), posição justificada pelo aumento do número de estudantes. Em contrapartida, o Centro-Oeste tem a melhor média de livros lidos por pessoa, com 2,12 exemplares.

Além disso, a pesquisa revelou que o papel do professor e das escolas cresceu no incentivo à leitura (45%), em comparação com a pesquisa de 2007, quando os pais apareceram como os principais motivadores (43%). Ainda assim, a diferença é bem pequena.

O fato que não muda em nenhuma edição, no entanto, é o de que a escolaridade, a classe social e o ambiente familiar estão profundamente relacionados com a penetração da leitura e a média de livros. Quanto mais escolarizado ou mais rico é o entrevistado, maior é a penetração da leitura e a média de livros lidos nos últimos 3 meses.

Confira outros dados relevantes da pesquisa:

O poder do exemplo

- O professor ultrapassou a figura da mãe como ator que mais influenciou os leitores a lerem. Os pais estão em terceiro lugar. Além disso, 93% leem em casa, por isso o bom exemplo dos pais diante dos filhos é importante.

87% dos consideradas não-leitores nunca foram presenteados com livros na infância.

- 88% dos considerados leitores julgaram “importante”  ter ganhado livros na influência do gosto pela leitura.

- 63%  dos consideradas não-leitores nunca viram a mãe lendo – a porcentagem vai para 68% quando se trata do exemplo paterno.

Bibliotecas

- 75% da população com 5 anos ou mais não usa a biblioteca.

- Apesar de 67% dos entrevistados saberem da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, apenas 24% deles afirmam frequentá-las e só 12% usam seu espaço para ler.

- 33% dos 164,8 milhões de brasileiros que não frequentam bibliotecas responderam que nada os faria passar a frequentá-las.

Motivos para não ler

1) Por falta de tempo (citado por 53% dos não-leitores)
2) Por desinteresse/ Não gosta de ler (citado por 30% dos não-leitores)
3) Porque prefiro outras atividades (citado por 21% dos não-leitores)

Outros

- 70% das pessoas que têm livros em casa não emprestam.

- Os quatro livros mais citados pelos leitores: BíbliaÁgape (Padre Marcelo Rossi), A Cabana (William P. Young) e Crepúsculo (Stephenie Meyer), nesta ordem.

 

A íntegra dos resultados pode ser conferida aqui.

30 de março de 2012

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Abertas inscrições para a 3º edição da Olimpíada de Língua Portuguesa

por: Iana Chan

O evento realizado no Itaú Cultural contou com a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante


Mais do que mobilizar alunos e professores para um concurso com ótimos prêmios, a ideia da Olimpíada de Língua Portuguesa é melhorar a aprendizagem por meio do estímulo da leitura e da escrita, além de investir na formação de professores.

O vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, repetiu um apelo que costuma fazer nos eventos da fundação: “Só a Educação transforma um país. O Brasil só melhora quando a sociedade tiver a Educação como prioridade.” O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, presente no lançamento oficial da olimpíada nesta segunda-feira (19) em São Paulo, confirmou a necessidade. “A Olimpíada contribui para a evolução na qualidade da Educação, que é a área de maior desafio do país”, declarou.

Os resultados do último PISA (Saiba mais sobre o Programa Internacional de Avaliação de Alunos nesse link) em 2009 trouxeram certeza para o que já desconfiávamos: ainda falta muito para podermos nos orgulhar da nossa Educação. Quando o assunto é leitura, o Brasil ocupa a 49ª colocação num ranking com 61 países. Alcançamos 412 pontos, distantes da média mundial de 492 e mais longe ainda dos 556 pontos feitos pela líder China.

Para aprimorar a prática dos professores, todas as escolas da rede pública receberão a “Coleção da Olimpíada”, material de apoio composto por cadernos de orientação, com roteiros didáticos para ensino da leitura e produção de texto, coletânea de textos e CD-Rom multimídia. Os quatro kits, um para cada gênero textual presente na olimpíada (poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião) auxilia o professor na realização de oficinas em sala de aula.

Além do ministro da Educação Aloizio Mercadante, estiveram presentes no lançamento da Olimpíada de Língua Portuguesa representantes das instituições parceiras do projeto. Foto: Christina Rufatto

O projeto “Escrevendo o Futuro” é uma iniciativa do Fundação Itaú Social que, em 2008, ganhou apoio do Ministério da Educação, tornando-se uma política pública do governo federal com o nome atual “Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro”.

Inscrições e premiação
Nesse ano, alunos de toda a rede pública produzirão textos com o tema “O lugar onde vivo”. Os gêneros textuais variam de acordo com o ano escolar dos alunos:

Categoria Anos Escolares
Poema 5º e 6º anos/ 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental
Memórias Literárias 7º e 8º ano/ 6ª e 7ª séries do Ensino Fundamental
Crônica 9º ano/ 8ª série do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio
Artigo de Opinião 2º e 3º anos do Ensino Médio

Para participar, primeiro as secretariais municipais ou estaduais de Educação devem fazer a adesão online no site da olimpíada, em seguida professores se inscrevem por uma ou mais escolas onde lecionam. As inscrições vão até 22 de junho.
Após as etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, serão premiadas 20 produções. O aluno e o professor responsável ganharão um notebook e a escola correspondente receberá 10 computadores, 1 impressora, 1 projetor, 1 telão e livros.

“O piso é pra valer!”
O ministro da Educação Aloizio Mercadante aproveitou o momento para pontuar algumas questões importantes da sua pasta. A primeira frase já arrancou aplausos da plateia: “O piso [salarial dos professores] é pra valer!”, esbravejou, “é lei e tem que ser cumprida. Um reajuste de 22,5% é pesado para as finanças estaduais e municipais, mas R$1451,00 é pouco mais do que dois salários mínimos”, completou. Mercadante reafirmou a necessidade de uma política sustentável de valorização do professor, para que a carreira se torne competitiva no país e atraia os melhores profissionais, e ainda anunciou que o critério de reajuste está aberto à negociações futuras.

O ministro também comentou o programa que distribuirá tablets para professores da rede pública, defendendo que a Educação precisa se reformular: “se queremos uma escola mais interessante e motivadora, é preciso preparar o professor para a Era da Informação.” Em abril, o ministério disponibilizará os vídeos do professor indiano Salman Khan, famoso por suas vídeo-aulas de Matemática, Biologia, Química e Física. Saiba mais sobre ele aqui.

19 de março de 2012

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Educação de qualidade para todos: ainda estamos longe

por: Manoela Meyer

Ontem estivemos na apresentação do relatório de monitoramento das cinco metas do movimento Todos Pela Educação. Infelizmente, as notícias não são muito boas. Em resumo, elas apontam o enorme desafio que o Brasil tem para tornar a Educação Básica do país acessível para todos, com um alto nível de qualidade.

Há quatro anos, o Todos Pela Educação monitora a situação educacional com base em cinco metas:

  1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
  2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
  3. Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
  4. Todos jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos
  5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido

Até agora, nenhuma das metas foi cumprida. Os resultados – publicados em “De Olho nas Metas 2011” – continuam indicando uma enorme desigualdade entre as regiões do país, e entre escolas privadas e públicas. Você acredita que ainda há 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola? Esse número é maior do que toda a população do Uruguai, por exemplo. Para resolver, não basta aumentar o número de vagas… é necessário discutir também assuntos como os motivos do atraso e da evasão escolar.

Para avaliar as crianças de 4º ano do Ensino Fundamental em matemática, leitura e escrita, foi aplicada a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) em todas as capitais brasileiras. O que se identificou? Que apenas 56,1% dos alunos atingiram o conhecimento esperado em leitura, 53,3% em escrita e 42,8% em matemática. Quando se comparam os resultados de cada região do país, o assunto é ainda mais alarmante. O Sudeste, por exemplo, teve o melhor desempenho em escrita, com 65,5% dos alunos com aprendizado adequado para a série. Já no Nordeste, apenas 30,3% dos alunos redigiram textos conforme o esperado. Uma diferença de 35 pontos percentuais separam as duas regiões.

Ainda mais dramática é a comparação entre escolas particulares e públicas. 93,6% dos alunos de escolas particulares do sudeste atingiram o nível esperado de escrita, contra 21,7% das escolas públicas do nordeste.  A explicação dada pelo Todos para esses números discrepantes é a de que os alunos da rede privada têm melhores condições sociais e econômicas, além de terem cursado a Pré-Escola. Muitos estudos apontam a importância da Educação Infantil na aprendizagem nas séries futuras. Apesar disso, em 2009 apenas 50% das crianças brasileiras de 4 a 5 anos estavam matriculadas na Pré-Escola.

Para Nilma Fontanive e Ruben Klein, consultores da Fundação Cesgranrio, os resultados de leitura apresentaram progressos, ao contrário dos de matemática. “Os educadores parecem estar esquecendo da importância da alfabetização numérica”, disse Nilma. Para Ruben, o mais importante é que os alunos tenham prazer em aprender.

 

O desafio da Defasagem Escolar

Sabe o que mais os resultados apontaram? Que alunos com defasagem idade-série – ou seja, os que repetiram algum ano ou estão adiantados, que hoje chegam a quase 25% de todos os estudantes – atingiram resultados bem piores nas três áreas do conhecimento avaliadas, quando comparados aos alunos na idade correta. Ou seja, isso indica o quanto é importante que seu filho esteja na série certa.

Segundo o professor Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o maior entrave ao avanço educacional da população é o atraso escolar. “Quanto mais defasado o aluno, menor sua chance de concluir os estudos. Diferente do que vem acontecendo hoje, os alunos devem ser acompanhados constantemente desde a Pré-Escola”, conclui.

“Os dados e as análises apontam que as mudanças estruturais precisam acontecer com urgência para que as metas possam ser atingidas até 2022”, disse Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.

A melhoria da Educação passa, necessariamente, pelo investimento adequado e pela boa gestão dos recursos nos três níveis de governo: União, estados e municípios. No entanto, o relatório aponta que o investimento brasileiro por aluno do Ensino Fundamental ao Superior ocupa as últimas posições quando comparado ao de outros 35 países. O Brasil só tem investimento maior que o da China.

 

 

Uma carta-desbafo: escola está há quatro meses com muro destruído

por: Marina Azaredo
Há quatro meses, a publicitária Carolina Prestes Yirula, que mora em São Paulo, têm a mesma visão ao voltar para casa após o trabalho: o muro de uma escola perto da sua casa desabou e, desde então, nada foi feito. A “solução” encontrada parece ter sido o acúmulo de entulho no local, como você pode ver na foto acima. 

Carolina, que foi estagiária de marketing do Educar entre novembro de 2009 e julho de 2010, relata que “um pedaço do muro da E.E. Napoleão de Carvalho Freire (localizada no Jardim Novo Mundo, São Paulo) veio abaixo. Para resolver o problema foram colocados pedaços de plantas, terra, entulhos, e assim leva-se a situação, com tijolos caindo aos poucos (e colocando alunos e pedestres em risco), sujeira se aglomerando e o descuido e desrespeito escancarando-se para quem quiser ver”.

Indignada, ela resolveu escrever uma carta-desabafo para o Educar. Veja o que ela diz:

“Há tempos ando guardando certa indignação e descontentamento e agora, atingida por um ápice de revolta, resolvi escrever esse breve desabafo. Todos os dias, em meu caminho de volta para a casa, passo em frente a uma escola pública que, há mais ou menos 4 meses, encontra-se em um estado inadmissível.

Refiro-me a um muro escolar que simplesmente desmoronou. Isso mesmo. Um pedaço do muro da E.E. Napoleão de Carvalho Freire (localizada no Jardim Novo Mundo, São Paulo) veio abaixo. Para resolver o problema foram colocados pedaços de plantas, terra, entulhos, e assim leva-se a situação, com tijolos caindo aos poucos (e colocando alunos e pedestres em risco), sujeira se aglomerando e o descuido e desrespeito escancarando-se para quem quiser ver.

Como é possível que um espaço público seja tratado dessa forma? Como permitir o descuido de um espaço educativo a ponto de torná-lo um antro de entulhos? E os alunos? Vivem e convivem em um ambiente pouco seguro em que o lema é “salve-se quem puder”, pois o muro está caindo, e ninguém está tomando atitudes frente a isso.

O que me deixa revoltada é a postura do Governo do Estado de São Paulo, ausente de sua responsabilidade. Até agora nada foi feito, e frente ao caos, parece que reinou a indiferença.
Onde estão os responsáveis por mantê-la um local digno de ser chamado de “escola”? E o respeito com os alunos? E com os professores? Que levantam todos os dias e deparam-se com o seu espaço de convívio completamente deteriorado? O que peço é apenas um pouco de consideração e respeito. Que tipo de tratamento é esse que oferecem a nós, cidadãos? Escolas deterioradas, literalmente caindo aos pedaços e mais do que isso… O descaso.

O espaço físico da escola não pode ser colocado de lado, pois tem efeito direto na motivação e desempenho dos funcionários e principalmente, na formação dos alunos. Que exemplo está sendo dado a essas crianças, que veem aquilo que lhes pertence em situação de calamidade? Quais os valores que são ensinados a elas? E a autoestima e sensação de pertencimento, como ficam?

Este texto não questiona a qualidade do ensino oferecido pela EE Napoleão de Carvalho Freire, mas busca apenas destacar a irresponsabilidade do Governo do Estado de São Paulo. É dever do Governo manter nossas escolas em bom estado. O muro caiu há mais de 4 meses, e, repito, até agora nada foi feito.

Tenho certeza que essa não é a única escola que enfrenta esse tipo de problema e isso é o grande motivo deste desabafo. A E.E. Napoleão de Carvalho Freire é uma entre tantas. Vamos exigir o mínimo, que é o respeito e o cuidado com as nossas escolas.

O endereço da E.E. Napoleão de Carvalho Freire é: Rua Iraúna, 815, Jardim Novo Mundo, São Paulo.

Esperamos uma mudança rápida (que, diga-se de passagem, já vem tarde).”

Carolina mandou a denúncia também para outros meios de comunicação. E a resposta do Secretaria da Educação do Estado de São Paulo foi diferente para cada um deles. Para o Terra, a assessoria de imprensa da Secretaria informou que a empresa responsável pela reconstrução do muro já está sendo convocada pela Fundação para Desenvolvimento da Educação (FDE) – órgão responsável pelas obras da pasta – e que estão previstos investimentos de R$ 120 mil para a reconstrução do muro e execução de outras melhorias estruturais na escola, que devem começar em dezembro.

Já para o jornal O Globo, foi informado que não há previsão para o início das obras. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual não respondeu ao pedido de esclarecimento do Educar para Crescer.

E você? Tem alguma denúncia a fazer? Mande para a gente!

*A Carolina, que é muito engajada na melhoria da Educação no Brasil, é responsável pelo perfil no Twitter @Educomunicacao e pela página do Facebook Educomunicação. Vale acompanhar!

9 de novembro de 2011
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Marilena Chauí fala sobre trágica herança deixada pela Ditadura Militar à educação

por: Manoela Meyer

"Na Ditadura é criada a ideia de que escola pública é subversiva", diz a filósofa. Foto: Divulgação.

Na última sexta, publicamos no nosso site um extenso depoimento da Marilena Chauí sobre a importância da Educação em sua vida. Se você não leu, vale a pena conferir clicando aqui.

Como a conversa foi longa, decidimos compartilhar com vocês algumas outras questões tratadas pela filósofa e que não foram publicadas.

Para quem não sabe, Marilena Chauí é uma das mais importantes vozes femininas quando se trata de Educação e Política no país.  É professora titular, agora aposentada, do departamento de Filosofia da USP e já foi Secretária de Cultura de São Paulo de 1989 a 1992. Tem diversas obras publicadas, mas foram os livros “O que é Ideologia” e “Convite à Filosofia” que a tornaram conhecida pelo público em geral.

Vamos para a entrevista?

Educar: A senhora comentou que sua educação esteve sempre ligada ao ensino público. E que sua formação foi excepcional.  Mas nessa época, a educação chegava à toda população?

Marilena: Veja bem. Não havia na época uma política educacional que visasse a sociedade brasileira como um todo. Mas a escola não era um lugar que promovia a seleção e a desigualdade. De fato, a educação existia somente em determinados lugares. Portanto, o que descrevo é uma experiência dentro da cidade de São Paulo. Em um tempo em que não havia a marca atual da capital paulistana: essa terrível diferença entre centro e periferia. No meu tempo, os bairros mais afastados eram tão equipados educacionalmente quanto os mais centrais. Essa cidade desigual, feita de uma violenta polarização entre a carência absoluta e o privilégio de poucos, surge a partir da Ditadura Militar.

Educar: Por que o ensino público perdeu sua excelência?

Marilena: Na Ditadura Militar é criada a ideia de que escola pública gratuita é subversiva. A crise começou com a destruição das escolas vocacionais e, posteriormente, do resto das escolas públicas. Tudo isso com o apoio da burguesia que apoiou o golpe, o que inclui os empresários da educação. Houve uma inversão de papéis, com a subordinação da educação ao dinheiro. Uma tragédia.

Educar: O governo atual está dando mais importância à quantidade que à qualidade das escolas públicas?

Marilena: O que o atual governo está fazendo é garantir aquilo que está posto na Constituição Brasileira: a educação é direito de todos os cidadãos e é dever do Estado oferecê-la. O problema é que os últimos governos encontraram escolas destruídas, com professores sem formação e sem salário. Escolas sem qualquer infra-estrutura, sem possibilidade de melhoria.

Ou seja, o que se busca atualmente é a ampliação quantitativa, garantindo ao menos uma escola pública em cada um dos mais de 3.000 municípios brasileiros, e, ao mesmo tempo, a requalificação dos professores. O Ministério da Educação, por exemplo, tem promovido cursos presenciais e à distância para atualização desses profissionais. Mas isso tudo é um longo processo.

Nessa mesma onda, vêm as políticas de inclusão como cotas e ProUni [Programa Universidade para Todos], tentando fazer com que as universidades públicas não recebam apenas alunos da rede privada.

Educar: A senhora teria algo a dizer aos pais brasileiros?

Marilena: O que eu diria aos pais é para que nunca abandonem a ideia de que a Educação é uma formação do espírito. Não é apenas uma forma de adquirir conhecimento e cultura. É a maneira pela qual você aprende a se relacionar com o mundo, com a sociedade, com a política, com a história, com os outros. A Educação abre você para o universo!

Os pais precisam entender que não se trata de assegurar um diploma para seus filhos, ou a boa entrada deles no mercado de trabalho. Trata-se de garantir a boa inserção no mundo social pela via do conhecimento, que só a Educação traz.

 

Cérebro antissocial?

por: Mariana Queen

Por:  Equipe do Educar para Crescer

Duas regiões da massa cinzenta, a amígdala e a ínsula, parecem estar envolvidas no comportamento agressivo e pouco sociável de alguns adolescentes. Neles, essas áreas que contribuem para a percepção das emoções seriam menores do que o padrão normal, revela um trabalho da Universidade Cambridge, na Inglaterra. “Essa descoberta permite criar estratégias para identificar essas pessoas, dando início ao tratamento psicológico ainda bem jovens”, afirma o psiquiatra inglês Ian Goodyer.

Efeito futuro

Fique de olho se o seu filho é refratário ao contato com a família ou amigos. Afinal, jovens antissociais têm maior risco de problemas mentais e de uso abusivo de drogas. Saiba o que os pais e os professores podem fazer para ajudá-los a estudar melhor nesta matéria.

6 de junho de 2011
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O que está em jogo no novo PNE?

por: Mariana Queen

Entenda o Plano Nacional de Educação, que deve estabelecer diretrizes na área para os próximos dez anos

Ministro Fernando Haddad. “Construímos um plano em que os 7% do PIB cobrem todas as despesas".

O projeto de lei que vai criar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi enviado pelo Ministério da Educação (MEC) ao Congresso Nacional no final de 2010 e agora aguarda votação na Câmara e no Senado. Mas para que serve exatamente o Plano e do que ele trata? Para esclarecer isso, fomos atrás da situação atual de cada uma das metas e destacamos as polêmicas que as envolvem.

O objetivo do PNE é definir prioridades e estratégias relacionadas à Educação nacional no prazo de dez anos. A primeira versão, de 2001, continha 256 metas. Já o plano deste ano tem apenas 20 metas . Dessas, destacam-se pontos cruciais e polêmicos como a valorização dos professores e o inevitável debate sobre a revisão do piso salarial da categoria, a porcentagem simbólica do PIB direcionado à Educação, a erradicação do analfabetismo, a garantia do atendimento em creches para 50% das crianças de até três anos e a ampliação da Educação em tempo integral na rede pública de ensino.

Prazos e aprovação

Apesar dos avanços e das boas intenções contidas no Plano, educadores questionam a possibilidade de executá-lo. Além disso, metas importantes não têm prazo para serem alcançadas. Entre elas, estão a alfabetização total de crianças até 8 anos, o oferecimento de Educação em tempo integral para 50% das escolas públicas, a elevação da escolaridade de jovens e adultos, o incentivo à especialização de professores e a destinação de 7% do PIB para a Educação.

Atualmente, o PNE espera sua aprovação na Câmara dos Deputados. Em seguida, o texto segue para o Senado, de onde, caso sejam feitas alterações, poderá ser reencaminhado à Câmara para uma nova e última avaliação. Segundo o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o tempo para que todas as aprovações ocorram pode chegar a um ano e meio. Para ele, cada etapa da aprovação descrita deve durar, em média, quatro meses, totalizando 12 meses de avaliações para as três etapas descritas – os recessos parlamentares do início e meio do ano foram considerados.

Os deputados voltam a trabalhar apenas em fevereiro, quando as comissões que discutirão a aprovação do PNE começarão a ser formadas. “Se a avaliação do Plano não for acelerada, poderá entrar no calendário eleitoral dos municípios [nas eleições para prefeito em 2012], e aí o Congresso estará parado”, alerta Daniel sobre a possibilidade de um atraso ainda maior para aprovação do Plano.

Para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o atraso pode ser tolerado, ou mesmo visto como normal, considerando a necessidade de uma discussão aprofundada e o tempo para que a sociedade brasileira se aproprie minimamente do conteúdo do Plano. Já o movimento Todos pela Educação defende a aplicação rápida do novo PNE. “A demora enfraquece a execução. As discussões já foram feitas, temos que partir para a implementação do Plano. Temos que começar a trabalhar, senão ficaremos discutindo o resto da vida. O importante é focar mais na implementação e menos em alterações no texto”, diz Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.

Dinheiro

O financiamento da Educação nos próximos dez anos é um dos principais alvos de crítica do novo PNE.  Tudo porque o texto não deixa claro o prazo para que sejam alcançados os 7% do PIB destinados para a Educação nacional (veja meta 20 no post abaixo). Vale lembrar que, durante o processo eleitoral, a presidente Dilma Rousseff afirmou que até 2014 deveríamos chegar a esse percentual.

Historicamente, os movimentos sociais lutam por 10% do PIB nacional direcionado à Educação, conquista que a partir do atual PNE ainda está longe de ser alcançada. Para Priscila, não é hora de serem discutidos detalhes. “As metas do Plano podem ser sempre melhoradas, mas é necessário ir para a prática. O PIB de 7% significa muito dinheiro a mais para a Educação”, afirma.

O estabelecimento de uma porcentagem do PIB para a Educação é um símbolo para o real valor a ser investido na área. É esse valor que garante a execução das estratégias prevista no PNE. “Construímos um plano em que os 7% do PIB cobrem todas as despesas. Fizemos as contas meta por meta e o custo desse PNE é exatamente de dois pontos percentuais [a mais] do PIB”, afirmou Haddad em entrevista  para o UOL. Os gastos atuais em Educação no Brasil equivalem a aproximadamente 5% do PIB. O ministro prevê também que os ajustes na remuneração dos educadores custará apenas 0,8% do PIB.

 
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