Olimpíadas de Astronomia: o céu não é o limite
Estão abertas as inscrições para a 15ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Não perca!

Para quem curte desafios de matemática e física, uma boa notícia! Estão abertas as inscrições para a 15ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). As escolas públicas e privadas de todo o país têm até o dia 13 de março para se cadastrar no evento, gratuitamente. As provas serão realizadas no dia 11 de maio.
Alunos dos ensinos fundamental e médio podem participar. A OBA ocorre dentro da própria escola, com a aplicação de uma prova formada por dez perguntas, sendo cinco de Astronomia, três de Astronáutica e duas de Energia.
Todos os alunos recebem um certificado de participação, e os que se destacarem serão premiados com medalhas. Ainda há a chance de integrar as equipes que representarão o país em competições internacionais. Entre elas a Olimpíada Latino-Americana e a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica. Mais informações na entrevista final.
Em 2011, 803.180 alunos se inscreveram na OBA, e 33.307 foram premiados. A expectativa para este ano é que mais de um milhão se inscrevam. Além de escolas brasileiras, participarão desta edição alunos de Moçambique e Timor Leste.
Vale lembrar que escolas que participaram da 14ª edição do OBA, em 2011, não precisam se recadastrar para participar em 2012.
Além da OBA, as escolas cadastradas têm direito de participar da Mostra de Foguetes. Mais informações na entrevista final.
A OBA é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com Eletrobras Furnas.
Para mais informações sobre o processo de inscrições, acesse: www.oba.org.br.
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Conversamos com João Batista Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenador da OBA, para saber mais sobre a Olimpíada e o ensino da Astronomia e Astronáutica no Brasil. Confira a entrevista!
- Qual a importância do ensino de Astronomia e Astronáutica?
Astronomia é uma das ciências mais antigas e a Astronáutica, uma das mais jovens. Contudo, andam de mãos dadas. A Astronomia se beneficia dos avanços da astronáutica para colocar observatórios astronômicos (telescópios) em órbita, por exemplo. É a astronáutica que nos permite ter celular, TV, mapear o globo, descobrir o aquecimento global, prever chuvas, secas, etc.
- É possível ensinar Astronomia na escola, sem muito recurso?
Talvez esta seja a única Ciência que podemos ensinar sem muito recurso material, pois vivemos sobre um planeta e temos o céu como “laboratório”, que está disponível para todos. Só precisamos saber usar. Isso é o que a OBA pretende fazer junto aos professores.
- Quais são as outras atividades que os alunos têm chance de participar ao conquistar uma boa pontuação na prova?
Como nossa prova é composta por perguntas de astronomia, astronáutica e energia, selecionamos alunos que se destacam em cada uma dessas áreas.
Os primeiros mil alunos que se destacaram em astronomia, na OBA 2011, foram selecionados para uma segunda prova, específica sobre o tema. Destes, selecionamos 200 para serem orientados à distância, fazendo listas de exercícios, provas e testes por alguns meses. Agora em março, eles participam de uma prova presencial. A partir desta terceira prova, selecionaremos 15 alunos para compor três equipes internacionais.
Duas dessas equipes irão participar da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica, que será realizada em agosto deste ano, no Rio de Janeiro (RJ) e Vassouras (RJ). A terceira equipe representará o Brasil na IV Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica, na Colômbia, em setembro de 2012.
Quem participar da 15ª OBA, em 2012, tem chance de representar o Brasil nas Olimpíadas Internacionais de 2013.
Quanto aos alunos que se destacam nas respostas de Astronáutica, eles são convidados para participar da Jornada Espacial. São sessenta alunos no total, com seus respectivos professores. O evento é organizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em São José dos Campos (SP), com duração de uma semana. Neste evento os alunos conhecem os vários Institutos, responsáveis pela fabricação de foguetes, satélites, aviões, etc. É uma oportunidade de conhecer de perto tudo o que o Brasil fez e faz na área Aeroespacial.
Outros sessenta alunos e seus professores participam do “Space Camp”, ou Acampamento Espacial. Durante uma semana, eles participam de oficinas, palestras e gincanas sobre construção e lançamento de foguetes, robótica, astronomia.
Para contemplar os alunos que se destacaram nas perguntas de Energia, organizamos a Jornada de Energia.
Já os melhores alunos da Mostra de Foguetes participam da Jornada de Foguetes. A última aconteceu em Passa Quatro (MG), em outubro de 2011 e reuniu 30 equipes. Este ano o evento contará com cerca de 100 equipes e poderemos distribuir inclusive 70 bolsas de Iniciação Científica Júnior, do CNPq.
- Todas as escolas que participam da OBA estão automaticamente inscritas na Mostra de Foguetes. Como funciona a Mostra?
Estamos convidando todas as escolas que participam da OBA para que construam e lancem seus foguetes. O desafio é alcançar a maior distância possível.
Alunos do primeiro ao quinto ano fazem um foguete de canudinho de refrigerante. Os alunos do sexto ao nono ano já fazem um foguete mais elaborado, usando um tubinho de papel. Ambos são lançados por impulsão.
Já os alunos do ensino médio fazem um foguete com garrafa pet. O combustível desses foguetes é vinagre e fermento em pó. Mas o foguete tem que voar tal qual um foguete mesmo. São os alunos que precisam descobrir qual a melhor combinação de vinagre, fermento, ângulo de lançamento, peso da ponta do foguete, tamanho das asas, etc, para que ele vá o mais longe possível.
- As provas são constituídas pelo mesmo número de perguntas, independente do nível escolar?
Sim, todas as provas têm 10 perguntas, e algumas delas com subitens. Temos três divisões de áreas, que são: Astronomia, cinco perguntas; Astronáutica, três perguntas; e Energia, duas perguntas.
As provas também são separadas pelos respectivos níveis dos alunos. Isto é, NÍVEL UM para alunos do primeiro ao terceiro ano, NÍVEL DOIS para alunos do quarto ao quinto ano, NÍVEL TRÊS para alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e NÍVEL QUATRO para alunos do ensino médio.
- Menos de 5% dos alunos inscritos em 2011 foram premiados. O que esse valor representa para a OBA?
5% de premiados é muito mais do que todas as outras olimpíadas juntas. Estes 5% significam 33.000 alunos que receberam medalhas. Além disso, todos os inscritos recebem certificados e as escolas recebem livros, revistas e outros materiais educativos.
- O relatório de 2010 da OBA apontou um aproveitamento “sofrível” dos alunos de Ensino Médio. Como a organização lida com isso?
Não só o de 2010. Era pior em 2009. Nosso ensino médio tem uma qualificação sofrível em física e matemática, ciências fundamentais para a Astronomia e Astronáutica.
Redirecionamos o foco das provas do Ensino médio para a Astronomia, pois até 2010 havia ainda perguntas relacionando Física e Astronomia. Com isso o pico da distribuição de notas se descolou da nota 1,5 para quase três, e atingimos notas mais altas.
Em resumo, parece que os alunos de ensino médio conseguem raciocinar melhor quando a pergunta só envolve astronomia, ao invés de relações entre Física e Matemática.
- Como o senhor avalia a OBA após quatorze edições?
Nós queremos popularizar a Astronomia, entre os alunos e professores ao mesmo tempo. Neste sentido, o Brasil é pioneiro em toda a América. A Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada por nossa iniciativa. Duas delas já foram realizadas no Brasil. O objetivo é incentivar os outros países a organizarem suas próprias olimpíadas.
Neste ano teremos, como em 2011, escolas de Moçambique participando da 15ª OBA. Também haverá pelo menos uma escola do Timor Leste participando. Ou seja, onde houver país de língua portuguesa, vamos tentar ajudar a fazer o que estamos fazendo no Brasil.
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Educação de qualidade para todos: ainda estamos longe
Ontem estivemos na apresentação do relatório de monitoramento das cinco metas do movimento Todos Pela Educação. Infelizmente, as notícias não são muito boas. Em resumo, elas apontam o enorme desafio que o Brasil tem para tornar a Educação Básica do país acessível para todos, com um alto nível de qualidade.
Há quatro anos, o Todos Pela Educação monitora a situação educacional com base em cinco metas:
- Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola
- Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos
- Todo aluno com aprendizado adequado à sua série
- Todos jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos
- Investimento em Educação ampliado e bem gerido
Até agora, nenhuma das metas foi cumprida. Os resultados – publicados em “De Olho nas Metas 2011” – continuam indicando uma enorme desigualdade entre as regiões do país, e entre escolas privadas e públicas. Você acredita que ainda há 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola? Esse número é maior do que toda a população do Uruguai, por exemplo. Para resolver, não basta aumentar o número de vagas… é necessário discutir também assuntos como os motivos do atraso e da evasão escolar.
Para avaliar as crianças de 4º ano do Ensino Fundamental em matemática, leitura e escrita, foi aplicada a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) em todas as capitais brasileiras. O que se identificou? Que apenas 56,1% dos alunos atingiram o conhecimento esperado em leitura, 53,3% em escrita e 42,8% em matemática. Quando se comparam os resultados de cada região do país, o assunto é ainda mais alarmante. O Sudeste, por exemplo, teve o melhor desempenho em escrita, com 65,5% dos alunos com aprendizado adequado para a série. Já no Nordeste, apenas 30,3% dos alunos redigiram textos conforme o esperado. Uma diferença de 35 pontos percentuais separam as duas regiões.
Ainda mais dramática é a comparação entre escolas particulares e públicas. 93,6% dos alunos de escolas particulares do sudeste atingiram o nível esperado de escrita, contra 21,7% das escolas públicas do nordeste. A explicação dada pelo Todos para esses números discrepantes é a de que os alunos da rede privada têm melhores condições sociais e econômicas, além de terem cursado a Pré-Escola. Muitos estudos apontam a importância da Educação Infantil na aprendizagem nas séries futuras. Apesar disso, em 2009 apenas 50% das crianças brasileiras de 4 a 5 anos estavam matriculadas na Pré-Escola.
Para Nilma Fontanive e Ruben Klein, consultores da Fundação Cesgranrio, os resultados de leitura apresentaram progressos, ao contrário dos de matemática. “Os educadores parecem estar esquecendo da importância da alfabetização numérica”, disse Nilma. Para Ruben, o mais importante é que os alunos tenham prazer em aprender.
O desafio da Defasagem Escolar
Sabe o que mais os resultados apontaram? Que alunos com defasagem idade-série – ou seja, os que repetiram algum ano ou estão adiantados, que hoje chegam a quase 25% de todos os estudantes – atingiram resultados bem piores nas três áreas do conhecimento avaliadas, quando comparados aos alunos na idade correta. Ou seja, isso indica o quanto é importante que seu filho esteja na série certa.
Segundo o professor Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o maior entrave ao avanço educacional da população é o atraso escolar. “Quanto mais defasado o aluno, menor sua chance de concluir os estudos. Diferente do que vem acontecendo hoje, os alunos devem ser acompanhados constantemente desde a Pré-Escola”, conclui.
“Os dados e as análises apontam que as mudanças estruturais precisam acontecer com urgência para que as metas possam ser atingidas até 2022”, disse Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.
A melhoria da Educação passa, necessariamente, pelo investimento adequado e pela boa gestão dos recursos nos três níveis de governo: União, estados e municípios. No entanto, o relatório aponta que o investimento brasileiro por aluno do Ensino Fundamental ao Superior ocupa as últimas posições quando comparado ao de outros 35 países. O Brasil só tem investimento maior que o da China.
Tags: Ensino fundamental, Ensino Médio, evasão escolar, leitura, Matemática, redação, relatório, todos pela educação
Por que o Ensino Médio precisa mudar
Como aumentar a audiência no Ensino Médio? Para tentar responder a essa pergunta, o Instituto Unibanco, que apoia o EDUCAR PARA CRESCER, realizou um seminário na última sexta-feira, 26, com a presença de especialistas em Educação, que falaram sobre o Ensino Médio no mundo e as perspectivas brasileiras. Entre os palestrantes, estavam os economistas Claudio de Moura Castro e Ricardo Paes de Barros, a ex-diretora-adjunta do International Institute for Educational Planning/Unesco Françoise Caillods, o sociólogo Simon Schwartzman, a superintendente-executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, o ex-presidente do Inep Reynaldo Fernandes e o professor da UFMG José Francisco Soares.
Durante o seminário, ficou claro que não é apenas no Brasil que o Ensino Médio tem problemas de evasão e desinteresse. A grande questão hoje é como tornar essa etapa da vida escolar interessante para os adolescentes, tanto aqui como em outros países do mundo. “Os jovens são muito presente-orientados. O Ensino Médio precisa trazer mais benefícios imediatos, assim como benefícios futuros”, afirmou Reynaldo Fernandes. Para Claudio de Moura Castro, “a escola brasileira não é a escola de aprender, é a escola de ouvir falar. Os professores passam o conteúdo por cima, pois acham que tudo é importante. A mudança na Educação brasileira passa fundamentalmente pela revisão da ideia do excesso de matéria”.
A francesa Françoise Caillods apresentou o exemplo dos Estados Unidos, que foi o primeiro país a tornar o Ensino Médio obrigatório, no início do século XX. Ela apresentou dados que mostram que quem passa mais tempo na sala de aula possui uma perspectiva financeira melhor. Mas parece que isso não é suficiente para os jovens. Pelo menos não para aqueles que estão abandonando a escola.
Para o economista Ricardo Paes de Barros, a solução para a crise de audiência do Ensino Médio passa pela flexibilidade e atratividade da escola. Uma das experiências apontadas como bem sucedidas para manter os jovens na escola vem do Estado de Goiás. Lá, o conteúdo do Ensino Médio foi dividido em seis períodos de seis meses. Assim, o aluno é incentivado a estudar durante todo o ano letivo e, em caso de reprovação, não perde um ano inteiro, mas apenas seis meses.
Dois estudos fomentados pelo Instituto Unibanco e apresentadas na quinta-feira por pesquisadores da Fundace e da FGV apresentaram um diagnóstico da evasão no Ensino Médio. De acordo com as pesquisas, o mau desempenho no Ensino Fundamental e a distorção idade-série são fatores determinantes para os altos índices de abandono e evasão na etapa seguinte. A verdade é que não existe fórmula mágica para resolver a crise de audiência no Ensino Médio, mas refletir e fazer um diagnóstico do problema já é um bom começo. Como sabemos, hoje quase todas as crianças brasileiras de 7 a 14 anos estão no Ensino Fundamental. Agora é hora de pensar no Ensino Médio.
Confira as apresentações de todos os palestrantes.
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Tags: Ensino Médio, evasão, Instituto Unibanco, seminário
Seminário debate crise de audiência no Ensino Médio
Nos dias 25 e 26 de novembro, o Instituto Unibanco promoverá o seminário “Como Aumentar a Audiência no Ensino Médio?”. O objetivo do seminário é identificar boas práticas que estão obtendo resultados diante da dura tarefa de incentivar os jovens a ingressar, permanecer e concluir o Ensino Médio, tanto no cenário nacional quanto no internacional.
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Inscrições para o Enem terminam amanhã

Estudantes fazendo o Enem em Brasília, no ano de 2007
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se encerram nessa sexta-feira (16/07). Para quem ainda não está inscrito, é necessário entrar no site do Enem para se registrar. É indispensável também que os candidatos respondam um questionário socioeconômico. A taxa de inscrição poderá ser paga até o dia 23 e custa 35 reais. Alunos de escola pública ou que comprovarem baixa renda podem solicitar isenção da taxa pelo site: http://sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao/. As provas serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro deste ano.
A realização do exame é recomendada para os alunos egressos do Ensino Médio ou para aqueles que estão concluindo o último ano. As notas do Enem serão usadas nos processos seletivos de diversas faculdades do país. Além disso, é pelo desempenho no Enem que o aluno concorre a bolsas do ProUni, em universidades particulares.Acesse o site do Inep e saiba mais informações sobre a prova.
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Qual Ensino Médio queremos?
O formato do Ensino Médio não motiva os alunos. Seminário do Instituto Unibando e do Todos pela Educação ressalta o problema da evasão escolar nesta época da formação escolar
O Ensino Médio não consegue atrair os jovens e isso é um grande problema. Menos da metade dos adolescentes de 15 a 17 anos (48 %) está cursando o Ensino Médio. Parte ainda está retida no Ensino Fundamental e parte não está na sala de aula. Consequentemente, um número ainda menor chegará à universidade. Para se ter uma ideia, em 2007, apenas 26 % dos jovens entre 17 e 25 anos frequentavam o Ensino Superior. Não à toa, o mercado brasileiro sofra tanto para encontrar mão de obra qualificada.
A baixa audiência desse importante ciclo do ensino foi o tema do Educação em Pauta, seminário promovido pelo movimento Todos Pela Educação e pelo Instituto Unibanco, na quarta-feira (16/06). O consenso entre os especialistas presentes no evento é que a crise do Ensino Médio pode ter impactos catastróficos no desenvolvimento econômico e social da sociedade brasileira e que algo precisa ser feito urgentemente. “Uma verdadeira bomba relógio está sendo armada na Educação Brasileira”, disse Wanda Engel, superintendente-executiva do Instituto Unibanco.
Existem algumas explicações para a falta de interesse dos jovens em cursar o Ensino Médio, mas ainda poucas soluções concretas. Ao contrário do que se pensa no senso comum não é o trabalho o grande vilão. Os estudos apresentados no seminário reforçaram a tese de que para grande parte dos jovens a escola não traz nada de útil. Ou seja, há um desinteresse mesmo. Uma pesquisa do Inep mostrou que dos que ingressam no Ensino Médio na idade adequada poucos se dedicam aos estudos com seriedade, não se aplicando, por exemplo, à lição de casa. “É um indicativo de que o jovem não está se esforçando tanto nesse nível de ensino. E isso não ocorre necessariamente porque o aluno trabalha. Deve haver outro elemento que explique esse menor interesse”, diz Elaine Pazello, Diretora de Estudos e Pesquisas Educacionais do Inep.
O Ensino Médio Profissionalizante é uma boa iniciativa, porém, não resolve todo o problema. Uma coisa é certa: o Ensino Médio não fala a mesma língua de seus alunos. “Isso cria a exigência de uma nova escola. Precisamos ouvir esses jovens, respeitar sua cultura e entender o que está em seus corações. Eles têm um projeto de vida e precisamos dialogar para saber lidar com isso.”, disse Carlos Artexes Simões, Diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica da Secretaria de Educação Básica do MEC.
E você, acredita que o Ensino Médio sirva aos interesses dos jovens? O que deveria ser feito pra torná-lo mais interessante?
Veja a apresentação de Wanda Engel aqui.
Veja a apresentação de Elaine Pazzelo aqui.
Veja a apresentação de Ricardo Paes de Barros aqui.
Veja a apresentação de Eduardo Rios aqui.
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MEC divulga novos locais de prova do Enem 2009

Já está disponível no site do Inep (http://sistemasenem2.inep.gov.br/enemLocalProva/) a consulta para os locais de prova do Enem 2009. O Exame Nacional do Ensino Médio acontece nos dias 5 e 6 de dezembro.
Com o vazamento das questões às vsperas do exame, o MEC foi obrigado a redefinir toda a logística necessária para a aplicação do Enem. O remanejamento dos locais de prova, por conta do ocorrido, pode acabar beneficiando muita gente. Não foram poucos os candidatos que reclamaram da distância dos locais de prova de suas casas. Para alguns, o trajeto chegaria a até 80 km!
Em outubro, o Inep reconheceu o problema de distribuição e o atribuiu ao consórcio responsável pela logística, o Connasel. O contrato com o consórcio, formado pelas empresas Consultec, Funrio e Cetro, foi rompido após o escândalo de fraude. O Inep afirmou que não aceitará mais pedidos de mudançaa de locais de prova.
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Tags: Enem, locais de prova, Mec
Um novo Enem, um novo Ensino Médio

O sistema de ensino SER, desenvolvido pela Abril Educação, promoveu no último dia 12 um evento para debater as recentes mudanças no Ensino Médio, propostas pelo MEC.
A nova prova do Enem – agora mais próxima da grade curricular do ensino regular e válido tambm como processo seletivo para algumas universidades – e o Ensino Médio Inovador, baseado em um modelo visando interdisciplinaridade, foram temas bastante discutidos pelos formadores de opinião que ministraram as palestras.
O atual secretário de Educação do Estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, o jornalista Gilberto Dimenstein, o conselheiro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Francisco Cordo, o sócio fundador do movimento Todos Pela Educação, Celso Antunes, o fundador do Ethos SHN- Seres Humanos de Negócios e consultor em Desenvolvimento Humano e Organizacional, José Ernesto Bologna e Vasco Moreto, escritor e mestre em Didática das Ciências pela Universidade Laval (Quebc) marcaram presença no Hilton São Paulo Morumbi Hotel, onde aconteceu o encontro.
Diante de uma plateia formada por diretores e educadores de escolas privadas de todo Brasil, foram propostas formas de adequar os professores ao novo sistema de ensino e assim, formar novos alunos capazes de desenvolver as habilidades e competências agora exigidas.
Para Paulo Renato Souza, a reformulação e as novas propostas estão caminhando para atingir o principal objetivo da educação: “formar alunos capazes de desenvolver e absorver competências diversas. Trabalhar de forma sistêmica não precisa ser sinônimo de limitar o ensino apenas ao conteúdo, é possível promover reflexões que vão além da grade curricular”, disse.
José Ernesto Bologna lembrou da importância de contextualizar a sociedade sócio-cultural em que vivemos, para assim promover uma adaptação as novas demandas da educação à realidade atual. “Apesar de existir a necessidade de uma adaptação comum, é importantíssimo que cada instituição mantenha tanto sua individualidade quanto a de cada aluno”, concluiu.
Por Thas Romanelli
Tags: Enem, Ensino Médio, ser







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