Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

Boletim da Educação

Novo laboratório de inovação incentiva pesquisas para a melhoria da Educação pública no Brasil

por: Stephanie Kim Abe
Vivianne Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, e gestores públicos participantes do Conselho Consultivo do novo EduLab21  (Foto: Bruno Polengo)

Vivianne Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, e gestores públicos participantes do Conselho Consultivo do novo EduLab21 (Foto: Bruno Polengo)

O que é preciso para estar preparado para a vida no século 21? Como uma Educação de qualidade pode ajudar a conquistar essas habilidades? Podemos aprendê-las na escola? Como fazer com que elas virem políticas públicas? É buscando descobrir as respostas para essas perguntas que nasce o EduLab21, um laboratório de inovação que pretende dedicado à produção e disseminação de conhecimento científicos para  formulação de políticas públicas educacionais.

Lançado pelo Instituto Ayrton Senna (IAS), o laboratório tem parceria com universidades nacional e internacional, gestores públicos de Educação e organizações. “Há 20 anos, o Instituto trouxe para a educação dois paradigmas que não existiam na época, o da escala e o da eficiência, que são princípios da economia e da administração moderna. O que nós queremos fazer agora é trazer as outras ciências para a educação, a psicologia, as neurociências, todas as que puderem apoiar políticas públicas que preparem as crianças para o século 21”, disse Viviane Senna, presidente do IAS, durante o evento de lançamento ocorrido na última quinta-feira (15).

 

Educação para o século 21

“Quase um milhão de jovens abandonam a escola durante o ano letivo no Brasil. A gente acredita que isso tem muito a ver com uma escola do século 19 sendo apresentada para alguém do século 21”, disse Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do IAS. Para ele, esse descompasso entre o que o mundo exige e o que a escola oferece é uma das principais causas da falta de engajamento dos jovens com a educação.

Daí a ênfase do Instituto em pesquisar e conhecer mais sobre o que as crianças precisam aprender além da capacidade de ler, escrever, realizar operações matemáticas – as tais habilidades cognitivas. Resolver problemas interdisciplinares, saber se relacionar em grupo, ter determinação para seguir os próprios sonhos, saber lidar com a pressão… desenvolver essas outras habilidades, mais conhecidas como socioemocionais ou não-cognitivas, é também importante para se alcançar sucesso hoje na escola – e fora dela.

 

Como funciona

Para trazer todas as ciências para a Educação, o EduLab21 espera produzir e mapear os conhecimentos já existentes sobre quais são as competências importantes para a vida no século 21, encontrar formas de avalia-las, sistematizar essas descobertas e disseminá-las, de forma que sejam acessíveis a gestores, professores e demais atores comprometidos com a melhoria da Educação, para o desenho efetivo de políticas públicas.

A produção será o foco da Cátedra Instituto Ayrton Senna na Universidade de Ghent (Bélgica), sob a coordenação do psicólogo Filip De Fruyt, voltada para Inovação em Competências para o Século 21. Já a aplicação em políticas públicas será de responsabilidade da Cátedra Instituto Ayrton Senna no Insper e Núcleo de Pesquisa Ciência para Educação, sob a coordenação do pesquisador e economista-chefe do IAS Ricardo Paes de Barros.

Os coordenadores das duas cátedras fazem parte do Comitê Diretivo, junto com Tatiana Filgueiras (IAS), Daniel Santos (USP), Oliver John (Universidade da Califórnia) e Ricardo Primi (Universidade São Francisco).

Além deles, o EduLab21 também tem um Conselho Consultivo, composto pelos secretários estaduais de Educação Antonio Neto (RJ), Eduardo Deschamps (SC), Fred Amancio (PE), Marco Brandão (AC), Maurício Holanda (CE) e Raquel Teixeira (GO). De acordo com Tatiana Filgueiras, diretora do eduLab21, essa aproximação entre cientistas e gestores requer uma mudança na forma de pensar e agir da sociedade. “Precisamos mudar a atitude, não só a do pesquisador, na forma com a qual ele chega até quem está desenhando e implementando políticas públicas, mas os decisores precisam se pautar mais em dados e quem está no chão da escola precisa entender que o conhecimento que está sendo produzido ali precisa voltar para as pesquisas e retroalimentar a cadeia de conhecimento. É um círculo virtuoso que precisa funcionar”, afirma.

Saiba mais sobre o EduLab21 aqui.

15 de maio de 2015

Tags: , , ,

Comente aqui
 

21 de janeiro: Dia Mundial da Religião e Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

por: Equipe do Educar para Crescer


“Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão”, a frase do ator Charles Chaplin foi escolhida pelo EDUCAR PARA CRESCER para lembrar o dia Dia Mundial da Religião e Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Não por acaso comemorados no mesmo dia.

As duas datas têm o objetivo de valorizar a liberdade religiosa e o respeito a todas as crenças. Desde 1997, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional prevê a inserção do ensino religioso na escola pública do Brasil como matéria optativa, mas cada estado adota uma legislação diferente a esse respeito. Algumas escolas já incluíram em seu currículo o estudo da religião desvinculado de uma única doutrina.

Para a educadora Dora Incontri, “o ser humano tem um lado espiritual que precisa ser respeitado. Uma educação que não contemple essa dimensão é uma educação aleijada”. Em contrapartida, há quem defenda que a religião é algo íntimo e deve ser tratado apenas em ambientes privados. Leia algumas reportagens do Educar para entender mais sobre o assunto:

- O ensino religioso deveria ser obrigatório no Brasil? 

Confira os prós e contras de ter essa disciplina no currículo escolar.

Por uma Educação mais espiritual

Leia a entrevista na qual a educadora Dora Incontri defende um ensino mais espiritualizado, e entenda como a educação religiosa afeta a formação dos alunos.

- Páscoa na escola: que tom ela tem?

Com ou sem ensino religioso no currículo da escola, as instituições de ensino acabam tratando de datas religiosas como Páscoa, Natal e Festa Juninas. Veja como algumas escolas enfrentam o desafio.

 

E você, depois de ler as reportagens, acha que o ensino religioso deve ou não estar no currículo escolar?

21 de janeiro de 2013

Tags: , ,

2 comentários
 

Abertas às inscrições a Olimpíada Viagem do Conhecimento

por: Equipe do Educar para Crescer

Escolas públicas e privadas podem inscrever seus alunos na maior olimpíada de geografia do país

*Beatriz Montesanti

O Viagem do Conhecimento – Desafio National Geographic chega a sua quinta edição. A olimpíada tem por objetivo estimular jovens estudantes do Ensino Fundamental e Ensino Médio a conhecer melhor o país e o mundo onde vivem, ampliando assim seus conhecimentos sobrea diversidade de povos, lugares e culturas.

Diretores, coordenadores ou os professores de história e geografia podem inscrever os alunos matriculados nos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e na 1ª série do Ensino Médio até o dia 9 de novembro, no site da olimpíada.

Veja aqui tudo o que você precisa saber para participar:

Como funciona: O concurso é dividido em três fases: A fase local, realizada nas próprias escolas, é composta por 25 testes de múltipla escolha; os alunos que acertarem 18 ou mais questões classificam-se para a fase regional, que acontece em centenas de escolas-sedes pelo país,. Os 13 melhores alunos participam da fase final, por sua vez, composta por mais duas avaliações: uma de múltipla escolha e outra dissertativa, após trabalho de campo. As provas contêm questões de múltipla escolha e produção de escrita sobre temas, conceitos, processos e habilidades específicas associadas ao universo dos conhecimentos geográficos, históricos e da cultura de viagem.

Quem participa: alunos regularmente matriculados no oitavo e nono anos (antigas sétima e oitava séries) do Ensino Fundamental e na primeira série do Ensino Médio de colégios públicos ou particulares.

Inscrição: As inscrições das escolas devem ser feitas pelo professor de Geografia, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor no site.

Premiação: Os 13 alunos finalistas ganham uma viagem, com todas as despesas pagas, para a cidade onde será realizada a última etapa. Enquanto realizam as provas finais, seus pais e professores (que também ganham a viagem) são levados para visitas a espaços culturais. Ao final, haverá uma cerimônia de premiação.

 

Datas:
Término das inscrições: 09/11/2012
1ª prova – Fase Local: 13/11/2012
Realização da prova Fase Regional: 02/03/2013
Divulgação dos finalistas para Fase Final: 26/03/2013

Fase Final e evento de premiação: 24 a 26/04/2013

Inscreva-se aqui: http://www.viagemdoconhecimento.com.br/

 

30 de outubro de 2012
1 comentário
 

Abertas inscrições para a 3º edição da Olimpíada de Língua Portuguesa

por: Iana Chan

O evento realizado no Itaú Cultural contou com a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante


Mais do que mobilizar alunos e professores para um concurso com ótimos prêmios, a ideia da Olimpíada de Língua Portuguesa é melhorar a aprendizagem por meio do estímulo da leitura e da escrita, além de investir na formação de professores.

O vice-presidente da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, repetiu um apelo que costuma fazer nos eventos da fundação: “Só a Educação transforma um país. O Brasil só melhora quando a sociedade tiver a Educação como prioridade.” O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, presente no lançamento oficial da olimpíada nesta segunda-feira (19) em São Paulo, confirmou a necessidade. “A Olimpíada contribui para a evolução na qualidade da Educação, que é a área de maior desafio do país”, declarou.

Os resultados do último PISA (Saiba mais sobre o Programa Internacional de Avaliação de Alunos nesse link) em 2009 trouxeram certeza para o que já desconfiávamos: ainda falta muito para podermos nos orgulhar da nossa Educação. Quando o assunto é leitura, o Brasil ocupa a 49ª colocação num ranking com 61 países. Alcançamos 412 pontos, distantes da média mundial de 492 e mais longe ainda dos 556 pontos feitos pela líder China.

Para aprimorar a prática dos professores, todas as escolas da rede pública receberão a “Coleção da Olimpíada”, material de apoio composto por cadernos de orientação, com roteiros didáticos para ensino da leitura e produção de texto, coletânea de textos e CD-Rom multimídia. Os quatro kits, um para cada gênero textual presente na olimpíada (poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião) auxilia o professor na realização de oficinas em sala de aula.

Além do ministro da Educação Aloizio Mercadante, estiveram presentes no lançamento da Olimpíada de Língua Portuguesa representantes das instituições parceiras do projeto. Foto: Christina Rufatto

O projeto “Escrevendo o Futuro” é uma iniciativa do Fundação Itaú Social que, em 2008, ganhou apoio do Ministério da Educação, tornando-se uma política pública do governo federal com o nome atual “Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro”.

Inscrições e premiação
Nesse ano, alunos de toda a rede pública produzirão textos com o tema “O lugar onde vivo”. Os gêneros textuais variam de acordo com o ano escolar dos alunos:

Categoria Anos Escolares
Poema 5º e 6º anos/ 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental
Memórias Literárias 7º e 8º ano/ 6ª e 7ª séries do Ensino Fundamental
Crônica 9º ano/ 8ª série do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio
Artigo de Opinião 2º e 3º anos do Ensino Médio

Para participar, primeiro as secretariais municipais ou estaduais de Educação devem fazer a adesão online no site da olimpíada, em seguida professores se inscrevem por uma ou mais escolas onde lecionam. As inscrições vão até 22 de junho.
Após as etapas escolares, municipais, estaduais e regionais, serão premiadas 20 produções. O aluno e o professor responsável ganharão um notebook e a escola correspondente receberá 10 computadores, 1 impressora, 1 projetor, 1 telão e livros.

“O piso é pra valer!”
O ministro da Educação Aloizio Mercadante aproveitou o momento para pontuar algumas questões importantes da sua pasta. A primeira frase já arrancou aplausos da plateia: “O piso [salarial dos professores] é pra valer!”, esbravejou, “é lei e tem que ser cumprida. Um reajuste de 22,5% é pesado para as finanças estaduais e municipais, mas R$1451,00 é pouco mais do que dois salários mínimos”, completou. Mercadante reafirmou a necessidade de uma política sustentável de valorização do professor, para que a carreira se torne competitiva no país e atraia os melhores profissionais, e ainda anunciou que o critério de reajuste está aberto à negociações futuras.

O ministro também comentou o programa que distribuirá tablets para professores da rede pública, defendendo que a Educação precisa se reformular: “se queremos uma escola mais interessante e motivadora, é preciso preparar o professor para a Era da Informação.” Em abril, o ministério disponibilizará os vídeos do professor indiano Salman Khan, famoso por suas vídeo-aulas de Matemática, Biologia, Química e Física. Saiba mais sobre ele aqui.

19 de março de 2012

Tags: , , ,

3 comentários
 

Educação brasileira avança, mas ainda há muito o que melhorar

por: Bettina Monteiro

Aula

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou no dia 9 de junho, uma radiografia da Educação no Brasil. O relatório “Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de Aprender: Potencializar Avanços e Reduzir Desigualdades” faz uma análise com os dados mais atuais da situação do ensino nacional. Alguns resultados são animadores, outros, não muito.

O estudo traz dados alarmantes: 680 mil crianças entre 7 e 14 anos não estão matriculadas na escola. O número corresponde a 3 % das crianças do país, mas isso não ameniza a situação. Principalmente se levarmos em consideração que desses 680 mil, 450 são negros, ou 66 %. As estatísticas refletem o maior obstáculo a ser vencido pelo país: a desigualdade social.

Uma pesquisa recente feita pela Fundação Getlio Vargas (FGV), “Motivos da evasão escolar”, destaca a importância da educação para diminuir as diferenças entre as classes: “A literatura social concluiu há tempos sobre o alto poder explicativo da educação na alta desigualdade brasileira. Entretanto, faltam ao pai de família e ao jovem estudante brasileiro tomar ciência do poder transformador da educação em suas vidas, como os altos impactos exercidos sobre empregabilidade, salário e saúde”.

Outro indicador preocupante foi a alta taxa de repetência no Ensino médio, que dobrou em 9 anos (de 1998 a 2007). Alguns especialistas atribuem o índice negativo aos problemas no currículo do ensino médio, que não consegue despertar o interesse dos alunos.

Alguns progressos foram feitos, especialmente no que diz respeito ao acesso ao estudo, aprendizagem, permanência e conclusão do Ensino Básico. Mas, muitos problemas ainda precisam ser solucionados para alcançarmos patamares satisfatórios.

10 de junho de 2009

Tags: , ,

2 comentários
 

roda blog