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Como escolher a profissão certa?

por: Bruna Nicolilelo

Se você tem 16, 17, 18 anos, certamente já se fez essa pergunta. Escolher que carreira seguir realmente é algo difícil, que todo mundo tem que enfrentar.

Eu, por exemplo, sempre quis ser jornalista porque adorava escrever — apesar de ter descoberto, depois, que só isso não basta para ser jornalista. E aí vai minha primeira dica para o vestibulando: procure saber como é o dia-a-dia da carreira que você pretende escolher, sem se ater ao que você idealiza que ela seja. Ainda assim, fiquei em dúvida quando chegou a hora de preencher o formulário da Fuvest.

De qualquer forma, ter pesquisado muito sobre diversas carreiras me ajudou a fazer uma escolha segura. Sempre devorei reportagens sobre orientação vocacional. Nessa época, o Guia do Estudante era uma das minhas publicações favoritas. Se eu estivesse escolhendo uma carreira hoje, certamente acrescentaria o especial Guia de profissões, da Veja.com, aos meus bookmarks. Os repórteres do portal consultaram 30 profissionais de destaque de diferentes áreas para saber como é o dia-a-dia da profissão que escolheram. Seguiria também as 12 dicas para ajudar na escolha da profissão, selecionadas pela repórter Juliana Bernardino, do Educar para Crescer.

Também fazia incontáveis testes vocacionais, apesar de saber, já naquela poca, que eles não dão respostas prontas — outra dica para vestibulandos. O teste do Educar, por exemplo, foi elaborado com a consultoria de um psicólogo especializado em orientação vocacional. Nele, não há opções taxativas sobre essa ou aquela carreira, mas importantes pistas sobre suas áreas de interesse e potenciais carreiras. De brincadeira, fiz o teste. E não é que Jornalismo constava entre as opções?

9 de junho de 2009

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Jovens precisam ver sentido na profissão, diz orientador

por: Bruna Nicolilelo

Por que é tão difícil escolher uma profissão? O que devemos levar em conta na hora da escolha? Os testes vocacionais ajudam? Essas e muitas outras dúvidas são frequentes entre o pessoal que está terminando a escola e vai prestar vestibular.

Teste

Para tentar descobrir as respostas de algumas dessas questões,a repórter Juliana Bernardino entrevistou o psicólogo e orientador profissional Paulo Camargo. Em uma conversa muito interessante, ele afirmou que as habilidades demonstradas na escola não devem ser o único fator decisivo na escolha e esclareceu por que os testes vocacionais mudaram tanto de uns anos para cá. Confira abaixo a entrevista.

Por que já no se fazem mais testes vocacionais no estilo tradicional, indicando qual é a melhor profissão para o jovem?
Camargo:
Porque hoje tentamos entender a pessoa como um todo, seus interesses e o sentido que ela quer para a sua vida. Então apenas um teste que englobe algumas poucas opções de profissão não daria conta disso. É importante o jovem distinguir sua área de interesse, mas, depois disso, também é importante conhecê-la melhor e investigar as características das profissões daquela área.

Qual é a maior dificuldade dos jovens na hora de escolher uma profissão?
Camargo:
Talvez seja perceber o que eles mesmos – e não a famlia ou a sociedade – querem. Na orientação profissional, trabalhamos muito a relação do jovem com a família, as cobranças que existem por parte desta ou a própria vontade dele de seguir os passos de um dos pais ou de um parente. Quando ele conseguir entender sua vontade, fica mais fácil.

Na escolha da profissão, as habilidades já demonstradas na escola são muito importantes?
Camargo:
São importantes, mas não definem a escolha. Por exemplo, não é porque o jovem foi um ótimo aluno de matemática que ele só poderá trabalhar na área de Exatas. Há outros fatores, como que estilo de vida ele pretende ter. Gostaria de trabalhar em escritório? E se importaria em perder fins de semana? Se sim, Medicina e Jornalismo talvez não sejam boas opções. Quem não gosta de viajar e de sair de sua cidade talvez não deva ser geólogo, por exemplo. Ele precisa ver um sentido na profissão que irá escolher. A pergunta é mais geral : o que ele quer para a vida dele?

Como saber se aquela determinada profissão trará esse sentido?
Camargo:
Conviver com um profissional que a exerce é um bom caminho de o jovem se aproximar da realidade. Na orientação profissional, incentivamos essa investigação mais prática.

Quando se deve procurar uma orientação profissional?
Camargo:
Quando se tem dúvidas, claro, mas nem sempre. O ideal é começar aos 15 anos, com folga até a época do vestibular. Assim já começamos desde cedo a trabalhar as questões familiares, a influência de terceiros sobre a escolha do jovem e assim por diante.

Prestar vestibular para diferentes cursos pode ser um problema?
Camargo:
Não. Até porque o jovem não precisa estar totalmente seguro do que quer, o importante é que ele vá se conhecendo e amadureça. A faculdade é só um comeo. Depois, pode-se fazer uma especialização mais direcionada, por exemplo. E trocar de curso também não é um problema, pois a experiência terá valido a pena. Não se trata de um erro prejudicial.

A instituição escolhida pode influenciar decisões futuras?
Camargo:
Sim. É importante escolher bem a faculdade, pois pode acontecer de o ambiente de estudo e de convivência deixe a profisso mais ou menos atraente para o jovem. Antes de optar pela instituição, é bom se informar bem sobre sua filosofia, a forma de dar aulas etc.

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Dúvidas com a escolha da profisso?
Responda ao teste elaborado com a consultoria do psicólogo Paulo Camargo, especializado em orientação vocacional, e descubra sua área de maior interesse

 

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