Cérebro antissocial?
Por: Equipe do Educar para Crescer
Duas regiões da massa cinzenta, a amígdala e a ínsula, parecem estar envolvidas no comportamento agressivo e pouco sociável de alguns adolescentes. Neles, essas áreas que contribuem para a percepção das emoções seriam menores do que o padrão normal, revela um trabalho da Universidade Cambridge, na Inglaterra. “Essa descoberta permite criar estratégias para identificar essas pessoas, dando início ao tratamento psicológico ainda bem jovens”, afirma o psiquiatra inglês Ian Goodyer.
Efeito futuro
Fique de olho se o seu filho é refratário ao contato com a família ou amigos. Afinal, jovens antissociais têm maior risco de problemas mentais e de uso abusivo de drogas. Saiba o que os pais e os professores podem fazer para ajudá-los a estudar melhor nesta matéria.
Arte para respirar melhor

A arteterapia reforça o tratamento das crises de falta de ar (foto: Getty images)
Desenhar, pintar, fazer esculturas com massinhas… Expressar os sentimentos por meio de um trabalho artístico abranda a ansiedade e facilita o controle da asma infantil, aponta um estudo do National Jewish Health, nos Estados Unidos. Os especialistas submeteram 22 garotos asmáticos de 7 a 14 anos à seguinte experiência: metade deles recebeu exclusivamente o tratamento padrão e o restante ganhou de bônus sessões de arteterapia durante sete semanas.
Sorte de quem exercitou o lápis e o pincel. “Ao desenhar ou pintar, o paciente fica menos exposto à ansiedade, um gatilho para as crises”, diz Anya Beebe, a líder da pesquisa. “Além disso, o asmático revela como se sente em relação à doença e, assim, odemos ajudá-lo a vencer o medo e a insegurança.”
* Matéria publicada na edição de agosto da revista Saúde, autores: Diogo Sponchiato e Lia Scheffer
Manual da gripe suína
O pediatra da filha da Bettina Monteiro, editora que há uns dias escreveu aqui sobre seu medo da gripe suína, está diagnosticando em média três casos de gripe por dia em seu consultrio. Mas desde junho só teve uma internação – ainda assim por precaução. Isso mostra duas coisas: que a epidemia se alastra bravamente e que a gripe tem cura quando diagnosticada em tempo.
Enquanto as vacinas não são produzidas, nos resta informar com seriedade o que respeitados infectologistas do país têm a dizer – a pais, ansiosos ou não, e principalmente, a gestores, diretores e professores, que, a partir de segunda-feira, receberão crianças e adolescentes ávidos por abraçar seus amigos. Por isso, preparamos várias reportagens sobre a gripe suína, que você pode ler abaixo. Se tiver dúvidas depois de lê-las, escreva para mim.
Gripe suína na escola: Que Estados adiaram a volta às aulas? Como evitar que as crianças peguem a doença? Tire essa e outras dúvidas
Entrevista Esper Kalls, infectologista da USP: “Suspender as aulas tem efeito limitado”
Entrevista Caio Rosenthal, infectologista do Emilio Ribas: “Medida acertada”
Boas iniciativas para enfrentar o recesso sem interromper a aprendizagem
Tags: gripe suína, suspensão das aulas, vírus
Infectologista do Emilio Ribas fala sobre a prorrogação das férias escolares
Em entrevista ao Educar para Crescer, o infectologista Caio Rosenthal (foto à direita) fala sobre a medida de adiar o retorno às aulas, recomendada pelos governos de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal. Rosenthal pertence
ao corpo médico do Instituto Emlio Ribas, um dos centros de referência no combate à gripe suína no país, e consultor de escolas da capital paulista que decidiram prolongar as férias, como o Colégio Santa Cruz.
1) O senhor concorda com o prorrogação das férias escolares?
Rosenthal: Sim. A medida é acertada, pois esse período do ano pode aumentar o risco de contágio de todas as gripes, inclusive a suína. Ter 40 ou 50 crianças juntas, em um ambiente fechado, com janelas fechadas, como acontece em escolas nesse período do ano, pode disseminar a doença.
2) Adiar as aulas em uma ou duas semanas é eficaz no combate à gripe suína?
Rosenthal: Vamos avaliar o impacto dessa medida em uma semana. O aumento da temperatura diminui o risco de contágio de todas as gripes (suína includa) e resfriados. Por isso, esperamos que o tempo melhore, mas não há como prever isso.
3) As crianças não correm o risco de contrair a doença em outros locais?
Rosenthal: Sim. Crianças e adultos podem contrair a gripe suína em elevadores e outros ambientes fechados, sem ventilação. A decisão de fechar as escolas tem mais a ver com o fato de expor muitas crianças a condições que podem disseminar a doença.
4) A vacina contra a gripe comum e a pneumonia têm validade contra a gripe suína? (Pergunta da leitora Carolina)
Rosenthal: Não. Essas duas vacinas são importantíssimas para evitar as doenças a que são destinadas, mas nenhuma delas combate a gripe suína. Ainda não há vacinas contra o vírus H1N1, que causa a doença.
5) Qual é a melhor medida de higiene?
Rosenthal: Lavar muito bem as mãos com água e sabão. O sabão mais simples dá conta de higienizar as mãos de forma adequada. Não é necessário usar álcool em gel, nem sabonetes caros.
6) Qual é a conduta correta para os pais?
Rosenthal: Evitar o contato de seus filhos com doentes. Lembro que indivíduos contaminados podem transmitir o vírus um dia antes da manifestação do primeiro sintoma e até 7 dias depois da manifestação do primeiro sintoma.
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Gripe suína na escola: tire suas dúvidas
Entrevista Esper Kallás, infectologista da USP: “Suspender as aulas tem efeito limitado”
Gripe suína e o medo das mães
por Bettina Monteiro, editora do Educar para Crescer e paranóica
Toda mãe sabe o que é o inverno. Época de nariz escorrendo, tosse, xarope e idas e vindas ao pediatra. Já comprei mais de dez caixinhas de lenço de papel, uns polaramines, umas novalginas, uns rinossoros e outras coisinhas que fazem a alegria da indústria farmacêutica. Faz parte. Tento me concentrar no chocolate quente, no chocolate em barra, no substituto do chocolate e nas outras coisas gostosas que acompanham a estação. Mas não adianta. Desta vez, o temperinho extra domina. A tal da gripe suína, Influenza A, do H1N1. Apesar de ter ouvido “meu” pediatra afirmar que é uma gripe como outra qualquer só que mais forte, fico como toda mãe (e pai) de criança em idade escolar: com o coração na mão. Todo mundo sabe o que é uma sala de aula com as janelinhas fechadas por causa do frio. Ou uma criança dividindo o lanche com a outra. No fim de maio, um coleguinha de minha filha pegou catapora. No fim de junho, metade da classe (alguns até com vacina) pegou catapora. Ou seja… inevitável.
A repórter Bruna Nicolielo, que ainda não é mãe e que é a verdadeira dona desse espaço que eu acabo de invadir, resolveu aplacar minha aflição com uma reportagem. Foi apurar com o Ministrio da Educação e o da Saúde quais as providências importantes para preservar os estudantes ao máximo da gripe. Além disso, ela falou com pediatras e infectologistas dos dois principais hospitais de São Paulo – o Einstein e o Sírio. O resultado foi esse manualzinho que voc vê aqui.
Tem dúvidas sobre a doença? Deixe abaixo, ela vai continuar conseguindo as respostas para nos tranquilizar.
Matéria do Educar
Gripe suna na escola
Como evitar que as crianças peguem a gripe suína na escola? Tire essa e outras dúvidas sobre a epidemia que já atinge o Brasil
Matéria da Veja
No há motivo para tanto alarme
A gripe suína preocupa milhões de brasileiros, mas ela mata muito menos que a gripe comum, e nada indica que o vírus transmissor ficará mais agressivo
Matérias da Nova Escola
Planos de aula
Gripe suína: uma epidemia
A gripe suína e outras epidemias
Textos
Quais foram as piores epidemias da história?
Como funcionam as vacinas e como são produzidas?
Tags: escola, gripe suína, vírus



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