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Boletim da Educação

Campus Party evidencia necessidade de atualização das escolas

por: Luciana Allan

Onde estão os novos Romeros e Zuckerbergs?

A quinta edição brasileira da Campus Party, que encerrou neste final de semana, teve como alguns de seus principais temas o empreendedorismo e o futuro da educação com o advento das tecnologias digitais. Os dois temas são absolutamente convergentes.

Campus Party reuniu mais de 7.000 participantes e 80% deles têm menos de 30 anos. A escola está preparada para formar empreendedores? Foto: Douglas Eiji Matsunaga/ Fundação Telefônica

O grande desafio dos educadores já se tornou, sem dúvida nenhuma, o de construir uma nova Escola, estruturada e preparada para lidar com uma geração que já nasceu conectada e está cada vez mais disposta a encontrar seu lugar ao sol como novos empreendedores de uma era em que a Internet e as inovações tecnológicas estão transformando profundamente as relações sociais e econômicas.

Em 1999, portanto há menos de 15 anos, quatro jovens universitários – Romero Rodrigues, Rodrigo Borges, Ronaldo Takahashi e Mário Letelier – deram início ao Buscapé, site de comparação de preços e produtos que veio a protagonizar o maior caso de sucesso da Internet brasileira com a venda para o grupo sul-africano Naspers, em 2009, por US$ 342 milhões.

Em 2004, Mark Zuckerberg, também um jovem universitário de Harvard, criou o Facebook. A empresa se consolidou em pouco tempo como a mais relevante da Web mundial e, na semana anterior ao início da Campus Party no Brasil, entregou a papelada para preparar sua abertura de capital com a estimativa de poder alcançar um valor de mercado de US$ 100 bilhões.

E qual a semelhança entre Romero Rodrigues e Mark Zuckerberg, além da clara vocação para o empreendedorismo? Certamente a visão para identificar uma oportunidade de negócio, a capacidade de inovar com pouco ou nenhum recurso e um desprendimento em estruturar uma carreira profissional não tradicional como a que se espera de quem está na Universidade (vale sublinhar que Romero e seus sócios trancaram a faculdade e retomaram o curso depois que o Buscapé já havia se estabilizado como negócio).

Tanto o Buscapé quanto o Facebook deram seus primeiros passos, basicamente, com o conhecimento que cada um tinha em programação de softwares, muita força de vontade e a coragem para enfrentar os inúmeros obstáculos de construir uma empresa tomando decisões na velocidade frenética da indústria da Internet.

As ferramentas que tiveram para empreender, apesar de terem começado as empresas em épocas diferentes, foram basicamente as mesmas: um computador e um sonho de criar negócios que estabelecessem novos paradigmas para o modo como vivemos, consumimos e nos relacionamos.

A nova escola

Dos 7 mil campistas que participaram da Campus Party, 80% têm menos de 30 anos. Muitos deles ainda estão na faculdade ou são recém-formados. Em cada barraca (ou em cada garagem) pode haver um novo Romero ou Zuckerberg, mas, para chegar lá, jovens como eles precisarão vivenciar um ambiente educacional que acompanhe efetivamente estas mudanças desde o Ensino Fundamental.

Acreditar que a Escola será capaz de contribuir para o surgimento de novos empreendedores sem que passe por uma profunda reestruturação de cunho pedagógico poderá ser um erro fatal que comprometerá o avanço do Brasil na chamada economia digital que, a propósito, deixará de ter esta denominação na medida em que não mais percebermos as fronteiras entre o digital e o real (faça a experiência e pergunte aos seus alunos e a seus filhos nascidos depois de 2000 o que é digital).

Não basta equipar as escolas com tablets e banda larga se o material didático e o conteúdo passado em sala de aula são absolutamente ultrapassados e continuam tendo como única premissa preparar os estudantes para prestar vestibular e disputar uma vaga na universidade. Para criar novos “Romeros” ou “Zuckerbergs” será preciso ir muito além.

Conectar as escolas com o mundo real e diminuir as distâncias entre o que o mercado de trabalho procura e os profissionais recém-formados oferecem serão mais do que essenciais para estimular o surgimento de empreendedores capazes de criar o próximo Buscapé ou Facebook.

Em entrevista para revista Exame, Kevin Efrusy, diretor e sócio do Accel Partners, fundo americano que investiu no Facebook, lembra que empresas como o próprio Facebook, entre elas a Microsoft, a Apple e o Netscape, foram criadas por jovens de cerca de 20 anos (como também é o caso do Buscapé) e sentencia: “Só é possível entender qual é a tecnologia que os jovens querem quando se é parte dessa nova geração”.

Pois bem. Se a Escola não conseguir se integrar com a geração apontada por Kevin Efrusy certamente perderá os bits e bites da história. Simplesmente fazê-los engolir toneladas de apostilas e livros que em nada contribuam para despertar talentos natos para o empreendedorismo inevitavelmente nos colocará como espectadores da revolução que já está em curso.

O País vive um momento fértil nunca antes visto para o surgimento de uma geração de novos bandeirantes, como foram Bill Gates, Steve Jobs, Romero Rodrigues e Zuckerberg. Os investidores já perceberam isso e estão apostando alto no cenário econômico favorável para a criação de novas empresas que têm como alicerce as tecnologias digitais.

Mas, vale ressaltar, muitos dos que estão sendo colocados no comando destas startups são estrangeiros, que desde cedo vivenciaram um ambiente acadêmico que estimula a pesquisa e a vocação empreendedora. Empresas como o próprio Buscapé vêm realizando concursos para identificar e estimular o nascimento de novos empresários, além de investir na capacitação de profissionais que chegam ao mercado ainda despreparados para trabalhar em empresas de Internet, no comércio eletrônico e nas redes sociais.

E as escolas brasileiras? Vão despertar para essas transformações e efetivamente contribuir para criar uma nova leva de empreendedores? Ou continuarão a acreditar que os campuseiros brasileiros, armados com seus laptops e tablets, não poderão ser os novos protagonistas desta nova economia? Vamos ou não estimular o surgimento de novos Romeros? É isso ou desmontar acampamento e voltar para casa com o gostinho amargo de ter fracassado na gincana digital.

 

Facebook, Twitter, Youtube: acompanhe o Educar para Crescer!

por: Iana Chan

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Nas redes sociais, homenageamos o aniversário de nascimento de vários escritores. Ilustração: Claudia Marianno

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Estamos o dia todo no Facebook conversando com nossos leitores, inclusive no fim de semana! Além das novidades do Educar, é por aqui que fazemos nossas homenagens aos escritores aniversariantes.

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15 de dezembro de 2011

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Minha filha e o tablet: a hora é agora?

por: Luciana Allan

Foto: Rafael Evangelista

Fernanda, minha filha de quinze anos, que atualmente está no primeiro ano do ensino médio, tem um grande sonho: estudar com a ajuda de um tablet. Mas ela não quer deixar de escrever e enterrar a letra cursiva – o que eu, sinceramente, concordo: os estudantes devem continuar a registrar algumas observações no bom e velho fichário, um método que jamais deixará de existir no processo de aprendizado. Ela quer apenas ter mais agilidade (encontrar o conteúdo de todos os livros em poucos cliques), acesso a um conteúdo mais instigante (animações que ilustrem algum conceito da física ou mapas interativos em três dimensões que já mostram o relevo de determinada região, por exemplo) e, principalmente, mais comodidade (sem a necessidade de levar muito peso em uma mochila).

Mas se a Fernanda adotasse um tablet já no próximo ano letivo, a tecnologia realmente seria útil para seus estudos em sala de aula? Apesar dos inúmeros aspectos positivos que tornarão sua utilização pelas escolas inexorável, precisamos considerar também diversos desafios que, infelizmente, ainda precisam ser vencidos para levar os livros didáticos para o iPad, o Kindle, o Galaxy ou qualquer outro tablet tão rapidamente quanto esperam os estudantes desta nova geração que já nasceu conectada.

Vamos avaliar os aspectos que podem ser negativos e quais serão os positivos com a chegada dos tablets nas escolas nos próximos anos.

NEGATIVO POSITIVO
Disponibilidade de Conteúdo A grande maioria das editoras ainda está apenas planejando lançar livros didáticos para tablets, o que inviabilizaria uma substituição do material didático impresso por conteúdo digital em larga escala.

 

A adoção imediata pelas escolas incentivaria as editoras a acelerar lançamentos de livros didáticos para tablets para não perder mercado para as concorrentes que se anteciparem na digitalização de conteúdos.
Preparo dos Professores para lidar com as novas tecnologias Os professores ainda não estão, em sua maioria, preparados para utilizar as tecnologias digitais, valendo-se ainda de recursos tradicionais para dialogar com os alunos na expectativa que eles aprendam, o que é um grande desafio em uma geração que cresceu em meio aos bits e bites. Nas mãos dos professores, os tablets ainda não seriam utilizados em todo seu potencial. Com a implementação antecipada dos tablets, as escolas serão obrigadas a investir rapidamente na formação do corpo docente para que os professores aprendam a aplicar as novas tecnologias em sala de aula, melhorem a qualidade do ensino e consigam envolver e motivar os alunos, incrementando a curva de aprendizado na medida em que conquistem seu interesse para um conteúdo mais interativo, dinâmico e atraente.
Custos e Reaproveitamento Todos os anos as editoras enviam livros impressos para que os professores os avaliem e  escolham com quais querem trabalhar no próximo ano letivo. Os livros são sempre atualizados para novas edições e não podem ser reutilizados, sendo destinados, apenas e eventualmente, para reciclagem. Sabemos que qualquer mídia em papel tem os dias contados e com os livros didáticos não será diferente. Mas as editoras ainda não acordaram para esta nova realidade e, por isso, os tablets ainda não terão grande utilidade na sala de aula e serão apenas mais um peso na mochila. Na medida em que lançarem livros para tablets, as editoras serão forçadas a cobrar apenas pelas atualizações e não mais pelos relançamentos das edições que trazem conteúdos muito semelhantes aos das edições anteriores. Os conteúdos baixados nos tablets serão 100% reaproveitáveis e terão que ser cada vez mais inovadores, interativos e divertidos para entreter os estudantes. Por mais este motivo, quanto mais rápido o mercado editorial começar a desenvolver materiais em formato digital, melhor será. Se as escolas incentivarem o uso dos tablets, as editoras serão obrigadas a embarcar na digitalização. Isso é tão certo quando a música digital ter matado o CD.

Nesta rápida análise fica claro que, mesmo com estes empecilhos para uma rápida adoção, não há motivos para esperar. As escolas não terão nada a perder em incentivar o uso dos tablets o mais rápido possível. As tarefas escolares, com certeza, se tornarão muito mais divertidas, lúdicas e práticas com o suporte de um tablet. Com poucos cliques, os alunos terão acesso aos conteúdos essenciais e uma infinidade de conteúdos extras, a qualquer momento, não precisando inclusive se deslocar em momentos pontuais para o laboratório de informática. Será o início de uma Nova Era, com mais mobilidade, praticidade, otimização do tempo e dos recursos, tão preciosos quando falamos de Educação.

O tablet chegará para motivar os alunos a explorar mais os conteúdos, criar momentos de reflexão, tirar dúvidas e outras atividades mais produtivas. E irá, claro, tornar o processo de aprendizagem, dentro e fora da sala de aula, mais antenado com os desafios de uma formação cada vez mais exigente. Implementar as novas tecnologias na sala de aula é inevitável e urgente para que estas novas gerações ingressem mais preparadas no mercado de trabalho em que saber usar um microcomputador deixou há muito tempo de ser um diferencial. A Fernanda, que não chegou a conhecer uma máquina de escrever e só ouve músicas no iPod, é prova disso e ela tem pressa! Ou as editoras e escolas entendem a Fernanda ou irão perder definitivamente sua atenção para oráculos como o Google e a Wikipedia. A hora é agora!

 

17 de novembro de 2011
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Tecnologia: usar ou não usar?

por: Marina Azaredo

Projeto Aula Interativa mostra que a tecnologia pode fazre a diferença. Foto: Divulgação

Muito se fala hoje sobre os poderes da tecnologia na Educação. Nós mesmos, aqui no Educar, já fizemos várias reportagens sobre o tema, como essa matéria que indica 40 sites educativos. A matéria teve sua primeira versão em 2009 e até hoje é uma das mais acessadas do nosso site, grande prova de realmente é um assunto de interesse dos nossos leitores.

Mas, diante de notícias de escolas que já adotaram tablets e lousas interativas, pergunta-se cada vez mais se tudo isso é eficaz para o que o Brasil realmente precisa: melhorar a qualidade do ensino e o desempenho escolar das nossas crianças e adolescentes. Pois um projeto recente da Dell mostrou que sim. Se aliada a programas pedagógicos, desenvolvimento de conteúdo, capacitação de professores e envolvimento da comunidade, a tecnologia tem, sim, poder de mudança.

O projeto Aula Interativa foi implantado em 23 escolas públicas de Hortolândia (SP), beneficiando mais de 6 mil alunos e 100 professores de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental e 1º e 2º anos do Ensino Médio. Além de toda a parafernália tecnológica, que inclui lousa interativa, conexão sem fio, sistema de som, impressora e computador para professor, o Aula Interativa tem conteúdo desenvolvido por especialistas da Universidade de São Paulo (USP). E os professores envolvidos recebem treinamento para trabalhar com a nova metodologia pedagógica.

Os resultados do projeto foram avaliados pela Unesco e são bastante animadores: o rendimento em matemática dos alunos do Ensino Fundamental que participaram do projeto melhorou 20% — sete vezes mais que o grupo de controle, que foi apenas observado, e não recebeu o projeto.  Segundo o estudo, 44% dos alunos responderam que aulas ministradas com tecnologia ficam mais interessantes e 54%, que estas aulas incentivaram o interesse pelo estudo.

Veja os depoimentos de uma professora e de uma estudante envolvidas no projeto:

 “Este projeto é um meio de mostrar que a Educação no Brasil tem solução. É um começo de uma nova forma de educar – com inovação, interatividade e participação. Acho que esse é o caminho certo!”
Ana Maria Gonçalves Rocha, professora de Português da Escola Estadual Professora Paulina Rosa

“Agora eu me interesso mais pela aula, porque ela é mais interessante e tem mais recursos, e aprendo melhor porque é bem mais fácil ver e ouvir o que está sendo ensinado.”
Rebeca Cristina Silva de Oliveira, estudante da Escola Estadual Manoel Ignácio

A segunda etapa do projeto começou no início deste ano: os alunos receberam netbooks. Será que com computadores individuais o desempenho dos estudantes vai ficar ainda melhor? Vamos aguardar os resultados.

8 de julho de 2011
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O Ipad e o seu impacto na Educação – Parte II

por: Luciana Allan

Foto: Marcelo Kura

No meu último artigo publicado aqui no EDUCAR PARA CRESCER, chamado  “O Ipad e o seu impacto na Educação”, apresentei dois aplicativos educacionais (The Elements: A Visual Exploration e MathBoard) que proporcionam aulas interativas.

Reforcei também que os professores precisam se adequar às novas tecnologias aplicadas à Educação e tirar o melhor proveito delas, motivando os alunos e utilizando ao máximo os apps, que assumem funções de cadernos eletrônicos.

No texto de hoje, vou comentar outros dois aplicativos para Ipad e destacar mais alguns pontos da Educação em rede. Primeiro vamos aos apps: o Numbers é ideal para a criação das famosas planilhas. Com tabelas flexíveis e gráficos bem bacanas, o aplicativo garante um ótimo resultado final e pode ser muito bem utilizado nas aulas de matemática.

Outra opção interessante é o Pages, que auxilia os alunos na criação de documentos com fotos, som e vídeo. De forma fácil e rápida, é possível disponibilizar todo o conteúdo em uma página personalizada.

Se utilizados da forma correta, os aplicativos Numbers e Pages têm um grande potencial educacional, já que propiciam, em um próximo passo, o aprimoramento dos conhecimentos em rede. Isso porque o conteúdo aprendido nestas ferramentas tecnológicas pode ser exposto e complementado em comunidades do Orkut e Facebook e ainda debatido no Twitter e Slide Share.

Outra possibilidade é a de se assistir a vídeos no YouTube ou no Hulu, ampliando as informações e reforçando os principais pontos abordados durante a utilização dos aplicativos.

Toda essa experiência é riquíssima e essencial para prepararmos cidadãos conscientes, com melhor instrução e antenados com as exigências do mercado de trabalho. Pesquisas indicam esta necessidade. De acordo com o Digital Jobs, 92% dos profissionais qualificados estão presentes nas redes sociais e 25% utilizam os recursos disponíveis ao menos uma vez ao dia.

Mas isso, é claro, não significa que todo conteúdo acessado é adequado e tem qualidade. Por isso, cada vez mais, os professores precisam atuar como moderadores, indicando os melhores aplicativos e os espaços virtuais que mais estão em sintonia com as propostas escolares e com a grade curricular.

É a quebra de paradigmas cada vez mais necessária, cada vez mais atual!

(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP. E-mail: luciana@institutocrescer.org.br

2 de setembro de 2010

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O Ipad e o seu impacto na Educação

por: Luciana Allan

Levantamento divulgado, durante o mês de maio, pela Distimo, empresa que analisa dados de lojas de aplicativos, mostra que o Ipad, novo aparelho da Apple, conta com mais de 2.300 aplicações, das quais a maioria, 35% do total, é formada por games. Até aí, nenhuma surpresa. Na segunda posição, vem a categoria “entretenimento”, com 11% dos apps, e em terceiro – vejam só – aparecem as opções relacionadas à Educação, com mais de 8% dos títulos.

Uma das mais inteligentes é o The Elements: A Visual Exploration ($13.99). O aplicativo oferece uma versão diferenciada da tabela periódica e apresenta textos, filmes e belíssimas imagens em 3D.

Outro aplicativo educacional interessante é o MathBoard ($2.99), no qual é possível aprender matemática de uma forma simples, ágil e muito mais divertida. Pode-se assimilar, em pouco tempo, as quatro operações básicas. Quem quiser ir além, há espaço para se descobrir como calcula potências e raízes.

Aulas mais interativas? Com certeza! Esse é o caminho, sem volta. Cada vez mais, os professores precisam se adequar às novas tecnologias aplicadas à Educação e tirar o melhor proveito delas, motivando os alunos e utilizando ao máximo os apps, que assumem funções de cadernos eletrônicos.

Os docentes assumem, então, o papel de moderadores e a aprendizagem não ocorre mais somente no ambiente da sala de aula, que, cada vez mais, se torna um ponto de encontro educativo e essencial para orientação. Esta é a nova Educação, calcada principalmente nos elementos humanos, na hipermídia e na troca de experiência, utilizando em muitos casos ferramentas virtuais. Dessa forma, um olhar crítico sobre os recursos tecnológicos disponíveis deve ser uma prática permanente. Entender as funcionalidades e sua essência é requisito básico. Caso contrário, não se tem eficácia. Parece óbvio, mas poucos fazem desta forma!

18 de junho de 2010

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Tecnologia a favor da Educação

por: Bruna Nicolilelo

Já reparou como as recentes transformações tecnológicas, principalmente as dos meios de comunicação, mudaram completamente a nossa vida? Como cada vez mais estamos dependentes da internet? Hoje em dia é possível fazer praticamente tudo através da rede, compras, pagamentos, inscrições (a da Fuvest deste ano, pela primeira vez, será feita exclusivamente on-line), pesquisas, amigos e até namorados. E a tendência é que sejamos mais dependentes ainda. O que não é necessariamente ruim, se soubermos onde estamos pisando.

Nunca foi tão fácil ter acesso e compartilhar informações como hoje. As Tecnologias da Informação e da Comunicação (as TICs) nos abrem infinitas possibilidades, inclusive a de melhorar a Educação do país. Essa foi uma das preocupações do Seminário Internacional A Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) na Educação e a Cooperação Científica no Âmbito do Espaço Ibero-Americano do Conhecimento, que aconteceu nesta sexta-feira, 28 de agosto, em São Paulo.

Estudiosos de cinco países (México, Espanha, Portugal, Chile e Brasil) discutiram como melhor aproveitar as tecnologias da informação e da comunicação dentro das salas de aula. “As novas tecnologias são uma ótima oportunidade para inovar, mas não é uma tarefa simples. Precisamos trabalhar essas mudanças entre os alunos, professores, pais e famílias” disse lvaro Marchesi, presidente da OEI, Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura, uma das organizadoras do evento.

A discussão em torno das melhores formas de utilizar as tecnologias em prol da Educação parece ainda engatinhar no Brasil. As primeiras experiências no país estão sendo feitas, como mostrou a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, que tenta desenvolver um currículo das TIC na educação da cidade. O programa Informática Educativa, desenvolvido pela secretaria, tem investido não só na inclusão digital como na descoberta dessa nova linguagem. Uma coisa é consenso: as escolas que não souberem utilizar a tecnologia a seu favor vão ficar para trás. “O governo precisa prover as escolas de estrutura adequada, e isso não se faz só com equipamentos. Os professores precisam ser preparados. As TICs não são apenas ferramentas, são espaços de linguagem”, finalizou Lia Lotito, da equipe do Informática Educativa.

Por: Camilo Gomide

31 de agosto de 2009

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Educar na rede

por: Bruna Nicolilelo

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4 de junho de 2009

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