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O Ipad e o seu impacto na Educação – Parte II

por: Luciana Allan

Foto: Marcelo Kura

No meu último artigo publicado aqui no EDUCAR PARA CRESCER, chamado  “O Ipad e o seu impacto na Educação”, apresentei dois aplicativos educacionais (The Elements: A Visual Exploration e MathBoard) que proporcionam aulas interativas.

Reforcei também que os professores precisam se adequar às novas tecnologias aplicadas à Educação e tirar o melhor proveito delas, motivando os alunos e utilizando ao máximo os apps, que assumem funções de cadernos eletrônicos.

No texto de hoje, vou comentar outros dois aplicativos para Ipad e destacar mais alguns pontos da Educação em rede. Primeiro vamos aos apps: o Numbers é ideal para a criação das famosas planilhas. Com tabelas flexíveis e gráficos bem bacanas, o aplicativo garante um ótimo resultado final e pode ser muito bem utilizado nas aulas de matemática.

Outra opção interessante é o Pages, que auxilia os alunos na criação de documentos com fotos, som e vídeo. De forma fácil e rápida, é possível disponibilizar todo o conteúdo em uma página personalizada.

Se utilizados da forma correta, os aplicativos Numbers e Pages têm um grande potencial educacional, já que propiciam, em um próximo passo, o aprimoramento dos conhecimentos em rede. Isso porque o conteúdo aprendido nestas ferramentas tecnológicas pode ser exposto e complementado em comunidades do Orkut e Facebook e ainda debatido no Twitter e Slide Share.

Outra possibilidade é a de se assistir a vídeos no YouTube ou no Hulu, ampliando as informações e reforçando os principais pontos abordados durante a utilização dos aplicativos.

Toda essa experiência é riquíssima e essencial para prepararmos cidadãos conscientes, com melhor instrução e antenados com as exigências do mercado de trabalho. Pesquisas indicam esta necessidade. De acordo com o Digital Jobs, 92% dos profissionais qualificados estão presentes nas redes sociais e 25% utilizam os recursos disponíveis ao menos uma vez ao dia.

Mas isso, é claro, não significa que todo conteúdo acessado é adequado e tem qualidade. Por isso, cada vez mais, os professores precisam atuar como moderadores, indicando os melhores aplicativos e os espaços virtuais que mais estão em sintonia com as propostas escolares e com a grade curricular.

É a quebra de paradigmas cada vez mais necessária, cada vez mais atual!

(*) Luciana Maria Allan é diretora do Instituto Crescer Para a Cidadania e doutoranda na Faculdade de Educação da USP. E-mail: luciana@institutocrescer.org.br

2 de setembro de 2010

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O Ipad e o seu impacto na Educação

por: Luciana Allan

Levantamento divulgado, durante o mês de maio, pela Distimo, empresa que analisa dados de lojas de aplicativos, mostra que o Ipad, novo aparelho da Apple, conta com mais de 2.300 aplicações, das quais a maioria, 35% do total, é formada por games. Até aí, nenhuma surpresa. Na segunda posição, vem a categoria “entretenimento”, com 11% dos apps, e em terceiro – vejam só – aparecem as opções relacionadas à Educação, com mais de 8% dos títulos.

Uma das mais inteligentes é o The Elements: A Visual Exploration ($13.99). O aplicativo oferece uma versão diferenciada da tabela periódica e apresenta textos, filmes e belíssimas imagens em 3D.

Outro aplicativo educacional interessante é o MathBoard ($2.99), no qual é possível aprender matemática de uma forma simples, ágil e muito mais divertida. Pode-se assimilar, em pouco tempo, as quatro operações básicas. Quem quiser ir além, há espaço para se descobrir como calcula potências e raízes.

Aulas mais interativas? Com certeza! Esse é o caminho, sem volta. Cada vez mais, os professores precisam se adequar às novas tecnologias aplicadas à Educação e tirar o melhor proveito delas, motivando os alunos e utilizando ao máximo os apps, que assumem funções de cadernos eletrônicos.

Os docentes assumem, então, o papel de moderadores e a aprendizagem não ocorre mais somente no ambiente da sala de aula, que, cada vez mais, se torna um ponto de encontro educativo e essencial para orientação. Esta é a nova Educação, calcada principalmente nos elementos humanos, na hipermídia e na troca de experiência, utilizando em muitos casos ferramentas virtuais. Dessa forma, um olhar crítico sobre os recursos tecnológicos disponíveis deve ser uma prática permanente. Entender as funcionalidades e sua essência é requisito básico. Caso contrário, não se tem eficácia. Parece óbvio, mas poucos fazem desta forma!

18 de junho de 2010

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