Beto Richa e Osmar Dias falam da Educação no Paraná
PARANÁ
BETO RICHA (PSDB) x OSMAR DIAS (PDT)
Os principais candidatos ao governo no Paraná falam sobre as questões ligadas à Educação
Por Luís Souza

Beto Richa (foto: Rogério Machado) e Osmar Dias (foto: Divulgação). Siga os candidatos no Twitter: @betoricha e @Osmar_Dias12
Os dois candidatos que polarizam a disputa* pelo governo do Paraná têm um histórico familiar em comum: ambos são parentes próximos de ex-governadores do estado. No caso de Beto Richa (PSDB), o cargo foi ocupado pelo seu pai, José Richa; e no de Osmar Dias (PDT), pelo irmão, Álvaro Dias. Seguindo a veia política da família, o ex-professor universitário de Agronomia Osmar Dias elegeu-se senador. E agora, aos 58 anos, concorre novamente ao governo estadual, após ter sido derrotado nas urnas por Roberto Requião, em 2006, em um segundo turno apertado, com diferença de apenas 10 mil votos. Já Beto Richa pediu afastamento do mandato como prefeito de Curitiba para a disputa.
Quando questionados sobre os planos para a Educação, ambos concordam em manter o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional), que facilita o acesso de professores a cursos de pós-graduação. Também pedem maior participação federal no Ensino Superior paranaense e assumem publicamente o compromisso de não fazer indicações políticas para o cargo de diretores das escolas públicas do estado, mantendo a escolha democrática que já é uma realidade no Paraná. Dias promete que, se eleito, até mesmo a escolha do Secretário de Educação “será feita por meio de consulta aos profissionais da educação pública do Paraná”.
Em uma crítica contundente ao partido do concorrente, Dias afirma que “no governo do PSDB era praticamente proibido o ensino técnico nas escolas de ensino médio” e ressalta que, em seu governo, essa será uma das prioridades. Ao ser perguntado sobre o aumento do número das escolas técnicas e profissionalizantes, Richa diz que está “estudando ainda as melhores propostas, mas esse é um grande caminho, está mais do que comprovado”.
Confira o que os candidatos pensam sobre Educação nas entrevistas individuais concedidas ao Educar para Crescer. As perguntas foram formuladas pelos conselheiros do movimento. Os entrevistados não tiveram acesso antecipado às questões.
*Pesquisa IBOPE realizada entre os dias 02 e 04 de agosto de 2010: Beto Richa (PSDB): 46%; Osmar Dias (PDT): 33%; Amadeu Felipe (PCB), Paulo Salamuni (PV) e Luiz Felipe Bergman (PSOL): menos de 1%; Avanilson (PSTU) e Robinson de Paula (PRTB): não foram citados. Indecisos:16%; Branco ou Nulo: 4%.
No Brasil ainda temos cerca de 15 milhões de mulheres e homens acima dos quinze anos de idade que não conseguem, por serem analfabetos, ler o lema da própria bandeira nacional: Ordem e Progresso. Na sua eventual atuação como governante, que ação fará para não consolidar essa injusta e vergonhosa ironia cívica?
Pergunta elaborada por: Mario Sergio Cortella, filósofo, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, doutor em Educação, professor da PUC-SP
Beto Richa - Vamos desenvolver um programa de apoio à erradicação do analfabetismo, estabelecer parcerias com as prefeituras para a escolarização de jovens e adultos e investir no orçamento da educação. Não adianta ter grandes programas, grandes ideias para atender as demandas na área de educação e resolver os gargalos críticos, se não houver recursos para isso. Um exemplo é Curitiba, que avançou bastante no nível de ensino, ficando em primeiro lugar nas três avaliações do IDEB que houve no meu mandato. Graças a investimento. Em cinco anos de mandato mais do que dobrei os investimentos em educação, que foram maciços e possibilitaram um ensino com mais qualidade. Também ampliamos 22 mil vagas, entre o ensino infantil e o fundamental.
Osmar Dias – Nós temos já a emenda 59, que torna obrigatória a educação básica dos 4 ao 17 anos. Ou seja, a universalização da educação nesta faixa de idade é uma obrigação do estado. O que nós pretendemos é ampliar a infraestrutura, melhorar a gestão educacional, aperfeiçoar as práticas pedagógicas e continuar com a valorização dos profissionais. Desse modo, queremos a universalização em todas as etapas de ensino, da infantil, passando pela fundamental, até a média, tornando isso possível para todos os segmentos sociais. Também temos uma diversidade cultural no estado que deve ser levada em conta, os indígenas, os ribeirinhos, aqueles que vivem em ilhas. Queremos universalizar para que essa realidade constatada pelo Mario Sérgio Cortella não esteja presente no nosso estado.
O bom administrador sabe que a criação de indicadores, definição de metas e acompanhamento das mesmas são condições básicas para uma administração aceitável. Há alguns anos foi criado um indicador nacional para a educação que é o IDEB, bem como metas para seu acompanhamento. Mesmo assim, quase nenhum governante se compromete objetivamente com tais metas ou, o que seria melhor, estabelece suas próprias metas de forma mais agressiva. Dito isto, gostaria de saber: o senhor sabe qual é o IDEB do seu estado? Sabe quais são as metas do IDEB para o seu mandato?
Pergunta elaborada por: David Saad, executivo de Relações Institucionais Sociedade Beneficente Israelita Brasileira
Beto Richa - É importante implantar no estado um sistema de avaliação da educação para ter um acompanhamento e identificar os pontos fracos do ensino, tanto dos professores quanto dos alunos. Isso não existe no Paraná, e me parece que é um dos poucos estados no Brasil que não têm esse sistema de avaliação. O IDEB do Paraná caiu e não é satisfatório. Eu posso dizer pelo da capital, que foi indicado nas últimas três avaliações o melhor do Brasil. Precisamos estabelecer um plano de metas, algo importantíssimo. Eu sou um descentralizador, distribuo tarefas e cobro resultados. Implantei em Curitiba, em meu segundo mandato, no início de 2009, um contrato de gestão, pelo qual todos os meus secretários, e obviamente o da educação também, assumem comigo o compromisso de alcançar os resultados que estabeleci baseado no plano de governo apresentado no período eleitoral. O secretário sabe de antemão que se não cumprir as metas automaticamente é desligado da equipe. Fizemos uma avaliação quadrimestral e fechamos o ano de 2009 com um desempenho de 90% das metas atingidas em todas as áreas. Na educação, o desempenho foi extraordinário. Nossos professores passam por cursos de formação contínua, com seminários, avaliações, encontros, palestras. E tem sido satisfatório o resultado, a participação, o empenho de nossos profissionais de educação no sentido de estar evoluindo, aperfeiçoando o sistema didático-pedagógico.
Osmar Dias – Sim, o Paraná conseguiu a maior nota no IDEB nacional, em torno de seis (Ao contrário do que diz o candidato, a maior nota nacional é do estado de Minas Gerais e do Distrito Federal, ambos com 5,6. A nota do Paraná no Ideb é 5,4). A nossa meta é continuar avançando na educação pública de qualidade, que eu acredito que é o maior instrumento de transformação da sociedade. Cumprir essas metas significa um desafio não apenas para o governador, mas para todos os educadores e profissionais que nesse momento estão muito motivados para não só cumpri-las como também suplantá-las.
O senhor se compromete com essas metas ou com metas mais agressivas para o IDEB? Quais são as ações objetivas que o senhor, hoje, pode dar certeza absoluta que fará, caso eleito, para atingir essas metas?
Pergunta elaborada por: David Saad, executivo de Relações Institucionais Sociedade Beneficente Israelita Brasileira
Beto Richa - Cobrar desempenho, oferecer a oportunidade para o professor poder se desenvolver. A possibilidade da pós-graduação, de estar se especializando, com doutorado, mestrado e cursos de aperfeiçoamento didático-pedagógicos. E também estabelecer metas de crescimento no nível de educação e depois serem cobrados. Eles vão passar por uma avaliação permanente através do sistema de avaliação que nós queremos implantar no estado. Será um acompanhamento permanente na evolução do ensino em todos os níveis.
Osmar Dias – Nós nos comprometemos com metas mais ousadas do que essas que têm sido alcançadas porque o nosso objetivo é melhorar. A média geral do Paraná foi 5,4 e nós precisamos superar essa nota no IDEB. Para isso, estamos inclusive projetando a implantação da educação em tempo integral nas comunidades mais carentes, porque melhora o aprendizado das crianças e dos jovens. É nesse sentido em que vamos atuar.
Considerando que o professor é peça chave para a melhoria da qualidade do ensino, como o candidato pretende articular a formação dos professores com a prática da sala de aula para que haja um efetivo impacto na qualidade?
Pergunta elaborada por: Maria Alice Setubal, socióloga, diretora-presidente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), integrante do Conselho de Administração da Fundação Abrinq e do Conselho do Programa Comunidade Solidária.
Beto Richa - Vamos ampliar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que dá a possibilidade da pós-graduação aos professores. E investir nas ferramentas tecnológicas que contribuem para esse aperfeiçoamento do sistema pedagógico e didático. Também incentivar a produção acadêmica e a pesquisa.
Osmar Dias - Vamos valorizar ainda mais o Programa de Educação Continuada e aperfeiçoar o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional) que foi aprovado no atual governo. Nesse PDE há, inclusive, um plano de carreira aprovado de forma democrática pelos professores do Paraná. As decisões aqui são tomadas pela comunidade, como por exemplo, a escolha do diretor, que conta com a participação de professores, alunos, pais, funcionários, trabalhadores da educação. Essa democratização na escolha do diretor faz parte inclusive de uma maior integração entre os professores e os diretores. Essa integração faz a gente pensar que o ato de ensinar está diretamente ligado ao ato de aprender. Então vamos incentivar todos os programas apresentados pelos educadores do estado no sentido de valorizar o aprendizado deles também, para qualificá-los e, dessa forma, melhorar a qualidade de ensino.
Há quem defenda a implantação da política de bônus como forma de reconhecer o mérito do professor. O senhor acredita que esta seja a melhor política para reconhecimento de mérito docente? Se não, qual seria o caminho?
Pergunta elaborada por: Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do Todos Pela Educação
Beto Richa - Acredito que pode ser um caminho, sim. Existe esse sistema em Minas Gerais: o reconhecimento do desempenho dos servidores, que são recompensados por uma remuneração maior pela produtividade ou por uma meta que tenham alcançado. Ainda não temos isso formatado no plano de governo, mas pode ser, sim, um caminho. É um reconhecimento da produtividade de nossos docentes.
Osmar Dias – A melhor política para reconhecer o mérito é pegar todos os fatores de valorização dos professores e trabalhadores da educação e colocar em prática. Começando por um bom salário, por uma infraestrutura adequada para que eles se sintam valorizados, trabalhando num ambiente adequado, com equipamentos, com a tecnologia que nós pretendemos melhorar. Já temos o laboratório de informática, mas queremos ampliar, instalar internet em todas as escolas. Acredito que o professor vai se sentir mais valorizado se tiver tudo isso.
As avaliações nacionais mostram que um dos maiores desafios da educação brasileira sob a responsabilidade dos estados é o Ensino Médio, que apresenta indicadores ruins tanto de desempenho dos alunos como de cobertura. Cerca de 20% dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Entre os que conseguem concluir o ensino médio, apenas 9% desenvolvem as competências e habilidades esperadas ao final da educação básica. O que o senhor fará no seu estado para melhorar o ensino médio?
Pergunta elaborada por: Maria Helena Guimarães de Castro, ex-presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e ex-secretária da Educação de São Paulo
Beto Richa - Vamos ampliar as vagas no Ensino Médio do Paraná. Existe um grande déficit que precisamos tentar, cada um fazendo a sua parte, resolver. E vamos investir no ensino médio profissionalizante, para garantir um futuro melhor para nossos jovens, para terem uma noção do que querem ser na vida. Para poderem mais ou menos iniciar um caminho, até para saber, na hora do vestibular, que curso prestar. Investir no contraturno, com atividades culturais, esportivas, fazer parcerias com os prefeitos, para que possam contribuir com esse contraturno, para que o aluno fique mais tempo na escola. E investir no ensino em tempo integral.
Osmar Dias – Creio que o maior motivo da evasão escolar no ensino médio está relacionado não à necessidade que esses jovens têm de complementar a renda familiar, até porque a constituição só permite que jovens dessa idade sejam trabalhadores aprendizes. Eu creio que é pelo desinteresse em função de um fator que precisa ser corrigido ou, pelo menos, melhorado. No governo do PSDB era praticamente proibido o ensino técnico nas escolas de ensino médio. Nós queremos fazer o contrário: para motivar, aumentar o interesse dos jovens em permanecer na escola no ensino médio, vamos implementar cada vez mais os cursos técnicos. Principalmente nas regiões em que há uma demanda para isso. Com o ensino profissionalizante nas escolas médias, os jovens vão se sentir motivados, porque com isso vão ter a perspectiva de um bom emprego no futuro.
Quais os planos para garantir a ponte entre a escola e o mercado de trabalho?
Pergunta elaborada por: Wanda Engel, superintendente executiva do Instituto Unibanco
Beto Richa - Acho que o Ensino Médio é um caminho. E temos parceria com o Sistema S (nome pelo qual ficou convencionado de se chamar o conjunto de onze contribuições de interesse de categorias profissionais, estabelecidas pela Constituição, como SESI, SENAI, etc), com as ONG’s, com a iniciativa privada, com as associações comerciais, para que possamos garantir que, depois de uma formação, esses alunos possam ter uma oportunidade de se inserirem no mercado de trabalho. Sabemos que é competitivo, mas o governo pode incentivar a industrialização, as empresas, uma grande política de geração de emprego e renda que incentive a juventude. Em Curitiba, implantamos um parque tecnológico com a geração de 20 mil empregos, a maioria voltada para os jovens. E também com incentivos fiscais conseguimos abrir muitos postos de trabalho, mais de dez mil vagas no segmento de call center, que é o segmento que mais emprega os jovens como primeiro emprego.
Osmar Dias – Eu sou autor da lei de estágio que está em vigor no país. As escolas de ensino médio que estão oferecendo curso técnico têm a obrigatoriedade do estágio. Temos dados que revelam que 70% dos jovens que estão no ensino médio e ao mesmo tempo fazendo um estágio em uma empresa já têm um emprego garantido naquela mesma empresa. A oportunidade de fazer o ensino técnico ou o ensino profissionalizante é que abre as portas do mercado de trabalho. No Brasil e no Paraná nós temos vagas, mas precisamos qualificar os trabalhadores, especialmente porque temos um contingente bastante expressivo da população que vai ser deslocado de suas atividades nos próximos anos por questões legais. Um exemplo são os trabalhadores que se dedicam ao corte de cana em regiões paranaenses hoje bastante importantes. Vai ser proibida a queima da cana e, portanto, essa tarefa será feita por máquinas. Esses jovens que estão ali trabalhando precisam aliar a escola tradicional com a possibilidade de um ensino profissionalizante forte para que possam sair dali com uma profissão definida e ter um emprego garantido.
Como equalizar o currículo do Ensino Médio atendendo à necessidade tanto do jovem que quer entrar na universidade quanto do que quer ir para o mercado de trabalho?
Pergunta elaborada por: Wanda Engel, superintendente executiva do Instituto Unibanco
Beto Richa - Acho que dá para adequar sem problema. Depende de uma avaliação técnica para adequar o currículo. Não vejo nenhuma dificuldade. Temos vários exemplos que têm dado certo. Dá até para seguir exemplos de Minas Gerais, São Paulo que têm exemplos do governo que deram certo. Não vejo dificuldades.
Osmar Dias – É possível fazer isso. O ensino no Paraná tem nota no IDEB de 5,4, inclusive com muitos municípios já passando a meta estabelecida pelo Ministério da Educação (A meta do MEC é a nota 6). O que temos de fazer é melhorar a qualidade do ensino médio público para que os jovens estejam preparados para enfrentar, no vestibular, aqueles que, com condições financeiras melhores, puderam fazer um cursinho pré-vestibular. Melhorar a qualidade significa dar a oportunidade, que já existe no Paraná e que precisa ser mantida, que é a de em dois anos, dar aos professores o direito de se qualificar e atingir o nível três dentro do plano de carreira. Isso significa um melhor preparo, uma melhor qualificação para que eles ensinem também de uma forma mais qualificada. No primeiro ano, os professores têm o direito de se afastarem 100% das atividades de sala de aula para se preparar melhor, e 25% no segundo ano. Isso já existe e vai continuar. Com isso nós estamos melhorando muito a escola média. Mas para compatibilizar o ensino técnico com o preparo para a universidade, temos de colocar a profissionalização dentro do conteúdo das disciplinas e quando o curso é técnico o estágio tem de ser na área específica. O estudante numa escola técnica agrícola tem de fazer estágio numa propriedade rural. Se a escola é na área de mecânica, ele tem de fazer numa empresa que tenha essa vinculação. Até porque a lei, que é de minha autoria, obriga que haja um acompanhamento pedagógico de um professor e que o estágio seja na área de conhecimento daquela disciplina. Então, com qualidade na escola técnica e nas disciplinas tradicionais, e com estágio complementando os ensinamentos, nós vamos atender as duas necessidades: preparo para o mercado de trabalho e para o ingresso na universidade.
Como pensa em estimular a atratividade da carreira docente junto aos jovens concluintes do Ensino Médio?
Pergunta elaborada por: Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita
Beto Richa - É algo possível, mas não tenho nenhum plano ainda sobre isso especificamente. Isso ainda não foi avaliado.
Osmar Dias – A escolha da profissão depende da vocação que se tem. E para estimular os jovens a seguir a vocação de professor, eles precisam ver o professor feliz dentro da sala de aula. Precisam ver um professor realizado na profissão que está exercendo. Você induz muito o jovem a escolher sua profissão quando ele tem admiração por alguém que está exercendo aquela profissão. A gente quer que os professores sejam admirados pelo que fazem, que estejam satisfeitos, realizados na sala de aula. Essa é maior motivação; a valorização do profissional de educação é o melhor caminho para incentivar os jovens a pretender ser no futuro um professor.
O que o senhor pensa sobre dar maior autonomia administrativo-financeira para diretores de escola, com a participação da comunidade de pais de alunos como controle?
Pergunta elaborada por: Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita
Beto Richa - Isso nós temos em todas as escolas municipais de Curitiba: a descentralização dos recursos. E deu muito certo. Ganhamos em agilidade, na diminuição da burocracia. As escolas avançaram, não ficam esperando mais tanto tempo. A compra de material de expediente, por exemplo, levava muito tempo até o estado ou a cidade conseguir repassar esse recurso e promover as compras, distribuir. Ganhamos muito e as escolas também. Os pais de alunos, diretores e professores tornaram-se mais responsáveis. Com a participação de todos, todos começam a zelar mais, fazer economia. Além disso, a compra e a contratação de mão de obra para reparos e reformas são feitas na comunidade local, o que estimula e aquece a economia local. Ganhamos em agilidade e a comunidade acaba sendo beneficiada também. Deu muito certo. Temos também um programa que queremos levar para o Estado, que foi de muito sucesso em Curitiba, que é o Comunidade Escola, que abre a porta das escolas nos horários ociosos, principalmente nos finais de semana para o convívio familiar em atividades físicas, esportivas, culturais. E foi um sucesso. Está em mais de oitenta escolas em Curitiba, ainda não em todas, mas gradativamente estamos, na medida do possível, avançando. E o que mais me sensibiliza nesse programa, que foi muito bem avaliado e aceito, é o grande número de voluntários que se apresentam. É o professor de artes marciais que vai lá, uma professora de balé, um professor de computação que vai ajudar na inclusão digital nos laboratórios que existem em nossas escolas. Deu muito certo. Quando a pessoa se sente proprietária daquilo, sente que aquilo está ajudando a sua família, ela zela pelo patrimônio público. As pichações e a depredação desses prédios diminuíram. Diminuiu também a violência nas comunidades em que esse programa existe. Por isso, queremos levar o Comunidade Escola para todo o estado.
Osmar Dias – O novo conceito de um diretor de escola é que ele deve ser mais educador do que gerente. Esse é o conceito da educação moderna e vamos seguir isso. Agora, a autonomia financeira é reclamada principalmente pela educação superior. As universidades reclamam a autonomia plena, não só financeira como administrativa, política, na definição de linha pedagógica e tudo mais. O estado tem uma obrigação constitucional de aplicar 25% do orçamento na educação; o Paraná faz acima disso, 30%, e vamos manter. O que temos de fazer é uma gestão democrática na qual os diretores vão participar, junto com o governador e com o secretário de educação, que será um profissional da educação pública do Paraná, desta gestão, definindo as prioridades. Isso já é uma autonomia que vem sendo reclamada e que vamos fazer. Porque a decisão de como e onde investir os recursos desses 30% na educação deve ser feita em conjunto com diretores, educadores e com os conselhos. Porque os conselhos envolvem inclusive as famílias dos estudantes e devem ser o órgão máximo de gestão nas escolas e não apenas o diretor.
O que o senhor fará para melhorar a formação de diretores? Pensa na criação de cursos universitários para formação de diretores de escola?
Pergunta elaborada por: Gustavo Ioschpe, economista da G7 Investimentos, especialista em Educação
Beto Richa - Claro. Temos aí o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional) que já existe para pós-graduação, e vamos ampliar, pois a queixa é que não existem muitas vagas. Em Curitiba temos parceria com faculdades para garantir bolsas de estudos para diretores e professores que querem ter uma especialização. Vamos trabalhar para ampliar esse programa já existente e que atende… (pensa) Não sei qual o número de vagas, mas é reduzido… Acredito que é importante para ter uma melhor qualificação para nossos diretores. E vou manter a eleição direta para diretor de escola. A comunidade escolar é que elege o diretor.
Osmar Dias – Uma das tarefas dos educadores é a troca de conhecimento entre eles. O ato de ensinar não deve ser apenas verticalizado, ou seja, um professor tem a obrigação de ensinar os alunos, mas ele também deve ter o direito de aprender com seus colegas. Acho que a formação de diretor deve ser feita na rotina do chão da escola. É o que penso. Ser feita ali na escola, na integração entre os professores. Hoje há uma integração muito boa, inclusive entre escolas, entre núcleo regionais. Isso deve permitir a formação prática do diretor, mas, evidentemente, se a gente tiver condições de oferecer um curso de formação, vamos oferecer. Mas creio que não com obrigatoriedade. Seria um avanço, e por isso vamos pensar com seriedade nisso.
O senhor se compromete a não fazer indicações políticas para o cargo de diretores de escola? Como eles serão selecionados?
Pergunta elaborada por: Gustavo Ioschpe, economista da G7 Investimentos, especialista em Educação
Beto Richa – Sim, vou manter a eleição direta para diretor de escola. A comunidade escolar é que elege o diretor.
Osmar Dias – Nós assumimos o compromisso de uma gestão democrática. A escolha dos diretores vai ser feita pela comunidade escolar. Os professores, os alunos, os funcionários, os pais, todos vão participar da escolha dos diretores, portanto nenhuma indicação política. E até já assumi o compromisso público de que até o secretário de Educação será escolhido numa consulta que pretendo fazer aos profissionais da educação pública do Paraná.
A maioria dos estudos empíricos demonstra não haver correlação entre gastos em educação/salários de professores e aprendizados dos alunos. O senhor aceita este achado ou acredita que devemos investir mais para obter melhor qualidade de educação?
Pergunta elaborada por: Gustavo Ioschpe, economista da G7 Investimentos, especialista em Educação
Beto Richa - Para ter qualidade de educação é preciso um conjunto de fatores. Não só remunerar bem os professores, não só ter escolas com padrão melhor de construção e funcionalidade, que acomode e garanta a segurança dos alunos. São todos os esforços que garantem a melhoria da qualidade de ensino. Investimento na melhoria da rede física; contratação de mais profissionais – nós contratamos aqui sete mil funcionários por concurso público; a formação continuada deles, com cursos, palestras, na busca de um ensino de excelência, aperfeiçoamento didático-pedagógico; acompanhamento com um sistema estadual de avaliação que queremos implantar no estado, para ver os pontos fracos, onde avançou, porque é que não conseguimos ainda bons resultados. Tudo isso é uma soma de fatores que, no final, se consegue a melhoria da qualidade de ensino. Mas acima de tudo, o que importa são recursos. Se não houver dinheiro, não tem curso de captação, não tem ampliação das vagas, não tem a melhoria da estrutura física de nossas escolas, não tem a possibilidade de nossos professores se aperfeiçoarem no ensino e fazer a sua pós-graduação. Vamos ampliar os recursos do orçamento na área da educação, como fizemos na capital, onde foi dobrado o orçamento da educação nos últimos cinco anos.
Osmar Dias – Concordo, porque não é só o salário do professor que define a qualidade de ensino. Você tem vários pilares que têm de andar juntos. Tem de ter boa infraestrutura escolar, boa tecnologia educacional, com televisões multimídias, livros didáticos melhores, a internet, a democratização do conhecimento em todos os níveis. Temos de ter práticas pedagógicas que vão se adaptando à evolução da sociedade. A valorização dos profissionais não se dá apenas pelo salário e a qualidade de ensino não é resultado apenas de um melhor ou de um pior salário. Na verdade, é resultado de um conjunto de fatores que vão chegar à melhor qualidade. Esse conjunto de fatores é responsabilidade do estado, que tem de ser um estimulador. Tem de construir boas escolas, o número de alunos em sala de aula tem de estar compatível com aquela disciplina e o tamanho da sala de aula. Se extrapolar o número de alunos em sala não dá para o professor, mesmo bem remunerado, ter condições de ministrar uma boa aula. Então é um conjunto de fatores que vai resultar na boa qualidade de ensino, e não só o salário.
Qual é o projeto do senhor para a disciplina Educação Física Escolar?
Pergunta elaborada por: Jorge Steinhilber, mestre em motricidade humana, presidente do CONFEF (Conselho Federal de Educação Física)
Beto Richa - Acho importante. O esporte disciplina, educa, é um complemento da atividade escolar, socializa as crianças e ajuda a afastar de males como álcool, drogas, violência. É importante fortalecer a Educação Física em todas as escolas, com a estrutura também de quadras poliesportivas cobertas. Aqui, em um segundo mandato, nós queremos cobrir 100% das quadras nas escolas. Avançamos muito no primeiro mandato, acho que mais de 80 quadras foram cobertas e creio que faltaram menos de 40 para atingir 100%. Contratamos muitos profissionais de Educação Física, que faltavam. Tivemos um avanço importante. Garantimos a prática física e esportiva nas escolas. Agora vamos fazer no estado.
Osmar Dias – A gente tem hoje um problema muito sério na sociedade que é o problema das drogas. Um dos antídotos para isso é o esporte. Creio que ganha muita importância a disciplina Educação Física, que no meu tempo escolar tinha muita importância. Naquele tempo, o professor de Educação Física era ‘multimodalidade’, ele tinha de saber tudo. Essa disciplina requer bons equipamentos nas escolas e bons profissionais, que tenham inclusive capacidade de pesquisar talentos dentro dessas escolas e possam ser aproveitados no esporte. Mas como estamos pensando em educação em tempo integral, que vai ser aplicada em 30% das escolas, priorizando as comunidades mais carentes, a Educação Física se torna ainda mais importante. Porque na educação em tempo integral a prática de esportes no contraturno é a principal atividade que queremos desenvolver.
A maioria das unidades escolares não dispõe de local adequado para o desenvolvimento de atividades físicas e esportivas. Qual o projeto para corrigir essa distorção?
Pergunta elaborada por: Jorge Steinhilber, mestre em motricidade humana, presidente do CONFEF (Conselho Federal de Educação Física)
Beto Richa - É garantir que todas essas escolas tenham uma quadra poliesportiva coberta para que os alunos possam praticar as atividades.
Osmar Dias – Na área de educação estamos pensando, primeiro, na educação especial. Precisamos equipar melhor as escolas para receber os 42 mil alunos da educação especial do Paraná que precisam de uma melhor estrutura nas escolas. Em segundo lugar, estamos pensando na prática desportiva, ou seja, na Educação Física. No caso da Educação Física, precisamos estruturar melhor a maioria das escolas. Vamos contar com o PAC 2, mas também estou contando com outra fonte de recursos sobre a qual eu gostaria de, neste momento, ainda não falar.
Quais políticas do governo atual na área da Educação serão mantidas? Quais serão revistas ou aprimoradas (e de que maneira) e quais, eventualmente serão abandonadas?
Pergunta elaborada por: Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro
Beto Richa - Tem o PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional) que os professores avaliam muito bem e já me pediram para manter e ampliar. Temos práticas de nossa gestão na prefeitura de Curitiba que serão inseridas no estado. Sistemas de meritocracia, remuneração por desempenho, enfim, vamos valorizar a classe dos professores. Não conheço todos os programas que temos hoje, mas só vamos atingir os objetivos se tivermos os professores motivados, com o trabalho reconhecido. Nós sabemos como é árduo o trabalho de ensinar, o estresse que eles às vezes têm nessa atividade, e sei que eles se empenham bastante. Então vamos valorizar o trabalho deles para que tenham um desempenho ainda melhor e possamos implantar as propostas que temos na área da educação.
Osmar Dias – Temos o PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional), que foi aprovado pela comunidade escolar do Paraná e será mantido. O plano de carreira, também aprovado pela comunidade escolar, será mantido. Temos uma articulação institucional, que faz parte de uma política de escola pública no Paraná. Essa articulação entre as secretarias, as escolas, as regiões, os diversos níveis, e do ensino básico com o ensino superior vai ser mantida. Pretendemos avançar no que se refere à educação em tempo integral e na presença das universidades públicas na elaboração de projetos de desenvolvimentos regionais, ampliando principalmente a informação dos resultados de pesquisa que essas universidades fazem e que muitas vezes ficam dentro da universidade, e que precisam ser democratizados, colocados à disposição das comunidades. Pretendemos integrar mais as universidades na rede de saúde do estado. O ensino gratuito me faz pensar que os estudantes de medicina podem estagiar em hospitais, não só universitários, mas também nos hospitais regionais para dar mais condições de atendimento à população. São políticas novas que queremos acrescentar às que já existem e que têm pelo que vi a aprovação da maioria dos educadores do estado.
Qual o papel que o candidato vê para a participação da sociedade civil e em especial para o investimento social privado no apoio à educação pública?
Pergunta elaborada por: Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro
Beto Richa - Podemos ter parceria no Comunidade Escola. As empresas podem disponibilizar funcionários, bancar algum custo, de forma espontânea. Precisamos da participação do governo federal ajudando a financiar o ensino superior, que é muito caro no Paraná. O nosso estado é um dos que têm menos participação federal no ensino superior. Temos duas ou três universidades federais enquanto vários outros estados possuem seis, sete. Isso tem um peso no orçamento do estado e o governo federal poderia financiar uma parte maior do ensino aqui, até para que sobre mais recurso para investimentos no ensino médio e fundamental.
Osmar Dias – Creio que a escola pública tem de ser pública em todos os sentidos. Ou seja, se tivermos a oportunidade, se tivermos uma fórmula em que as empresas privadas possam pagar por projetos de pesquisa, por serviços de extensão que a universidade pode prestar, esse recurso será bem-vindo. Mas a escola pública deve ser pura, ou seja, os recursos públicos devem sustentar a escola pública. Os recursos públicos devem suportar o crescimento da demanda. Se há necessidade de aumentar os recursos públicos porque o número de vagas não é suficiente e deve ser ampliado, então temos de ampliar também o orçamento das universidades públicas. Agora, há fórmulas criativas. Não sou contra uma universidade desenvolver projetos para empresas privadas e receber por esses projetos. Essa é uma fonte de receita que deve ser bem pensada.
Que ações são planejadas para estimular o compromisso da família no acompanhamento da vida escolar do aluno/seu filho?
Pergunta elaborada por: Guilherme Weege, empresário, diretor da Malwee
Beto Richa - Envolver os pais de alunos na comunidade escolar, chamar para avaliações. Você traz os pais com a descentralização dos recursos. Eles começam a atuar, a viver a escola, a ajudar a construir, a reparar, a melhorar o ambiente escolar. O programa Comunidade Escola também ajuda a envolver ainda mais os pais nas atividades da escola, a união das famílias. Temos vários mecanismos para integrar efetivamente os pais na vida escolar. Isso é importante no desempenho dos alunos, sem dúvida.
Osmar Dias – Eu fui presidente da comissão de educação do Senado e lá nós discutimos muito essa questão com organismos internacionais que têm uma forte atuação nesse ponto, que é a integração maior da família com escola. A utilização dos espaços nos finais de semana é uma forma de trazer a família para dentro da escola para haver um maior acompanhamento do que a escola está ensinando, do que a escola está formando. Creio que com a educação em tempo integral a gente vai ter uma condição muito melhor de trazer a família no espaço escolar nos finais de semana e, com isso, haverá uma interação maior entre escola e família. A escola complementa a educação que o jovem recebe na sua casa e a família deve complementar os ensinamentos que a criança recebe na escola; e os caminhos são os educadores que devem definir quais são.
Que ações serão organizadas para implementar as escolas em tempo integral? Há interesse em ampliar a quantidade das unidades com essa modalidade de educação?
Pergunta elaborada por: Guilherme Weege, empresário, diretor da Malwee
Beto Richa - Sem dúvida alguma. Acho que todos desejam ter a educação em tempo integral. O problema é que custa muito, mas nós vamos fazer gradativamente, na medida do possível, do que o orçamento nos permita. Agora, se cada governante fizer a sua parte, acho que a gente avança bastante. É importante que todos tenham o mesmo compromisso, a mesma visão dessa necessidade do ensino integral, para que o aluno possa ficar mais tempo dentro da escola e não na rua, exposto às mazelas da sociedade. São importantes as atividades de contraturno que a gente pode organizar com ONGs ambientais, por exemplo, com a iniciativa privada, com as prefeituras. Atividades culturais, teatro, físicas e esportivas, acompanhamento e reforço escolar. Várias atividades de contraturno e ensino integral são duas metas que vamos perseguir a partir do ano que vem.
Osmar Dias – Nós temos duas fórmulas de fazer isso. Primeiro, é o estado implantar a educação em tempo integral no ensino de 5ª a 8ª séries nas comunidades mais carentes. Segundo, é acompanhar as iniciativas municipais que estão implantando a educação em tempo integral na educação infantil. Se você tem, por exemplo, no município, 50% dos alunos na educação em tempo integral, você pode dar como prêmio para aquele município a aplicação da educação integral também em 50% das escolas que são responsabilidade do estado. São propostas que vamos colocar em prática em nosso eventual governo.
No Paraná fala-se constantemente em ampliar o acesso às universidades estaduais. Como isso pode ser feito?
Beto Richa – Acredito que, com o financiamento de parte desse custo pelo governo federal, sobram mais possibilidades de criarmos vagas e consolidarmos universidades. Tem vários projetos de estadualização de universidades, de faculdades isoladas que querem se fundir para o governo assumir e criar uma universidade, ou campus em outras regiões. E é importante, a gente reconhece, termos universidades para o desenvolvimento econômico desses locais. Vamos trabalhar nisso, não é fácil, é oneroso, mas não vamos medir os esforços para garantir acesso à educação.
Osmar Dias – Eu tenho um projeto no Senado, que é o que vamos tentar junto ao governo federal. O governo Lula tem criado, através do ProUni e da criação de outras universidades e campus. Eu penso que o custo para o governo federal seria menor se tivéssemos a aprovação de um projeto que apresentei no Senado, que mesmo não sendo aprovado, pretendo negociar que o governo federal assuma parte do custeio das universidades estaduais. Aí, nós poderemos criar mais vagas a um custo bem menor do que o governo federal, criar novas unidades federais de ensino superior. Uma parceria com o governo federal pode resultar na criação de mais cursos e mais vagas, interiorizando mais o ensino superior e distribuindo melhor geograficamente o ensino superior público.
O senhor é a favor do aumento do número das escolas técnicas e profissionalizantes? Há algum plano neste sentido?
Beto Richa – Estamos estudando ainda as melhores propostas. Esse é um grande caminho, está mais do que comprovado. Existe um espaço enorme, uma expectativa dos jovens com o ensino técnico-profissionalizante, e nós estamos ainda viabilizando no plano de governo, com nossos técnicos, qual é a melhor maneira de gerar em todo o estado, nas regiões, essa possibilidade para os nossos jovens. E nas escolas existentes, também ampliar esse ensino técnico e profissionalizante.
Osmar Dias - O nosso desafio é gerar empregos de boa qualidade, de boa remuneração. O Paraná tem uma característica muito forte ainda, que é ter sua base econômica na agricultura, e temos um êxodo que indica que, dentro de dez anos, a região metropolitana de Curitiba terá quatro milhões de habitantes, aumentando em 50% a população atual. Nós temos de pensar que essas pessoas que estão vindo para a região metropolitana, ou saindo da sua origem para municípios médios e grandes, precisam ter perto de sua casa um ensino profissionalizante para se capacitar. Porque hoje não é por falta de vagas no mercado de trabalho que existe o desemprego, mas muito mais pela falta de qualificação. A nossa proposta é criar núcleos de profissionalização em cada região do estado e oferecer cursos que estejam dentro da vocação daquela região. Por exemplo, se temos um pólo de vestuário na região de Cianorte, Terra Boa, Maringá, ali tem de ter cursos para que profissionais sejam preparados para a demanda que cresce na região. Se nós queremos que a agricultura familiar continue prosperando na região sudoeste, temos de profissionalizar os filhos dos agricultores familiares em novas técnicas que vão surgindo, para que a renda daquelas propriedades aumente. Se nós queremos ‘agroindustrializar’ o estado, temos de qualificar técnicos para atender à demanda que será criada. Dentro das vocações de cada região queremos oportunizar cursos que vão preparar a mão de obra do futuro.
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9 de setembro de 2010 às 3:03 pm
Gecilda -
Com relação a qualificação profissional.
Muitas pessoas passariam a se qualificar mais, se não existisse a tal da bolsa familia e tantos vale isso e vale aquilo.
Se esforçariam para ter sua própria renda e não viver às custas dos outros. -
9 de setembro de 2010 às 4:08 pm
leoni -
as questões não são abrangentes. A educação pública não é feita somente por professores: funcionários também são educadores. E sobre manter concursos públicos e fazer novos?????
quero saber mais -
9 de setembro de 2010 às 5:12 pm
Sabrina Matias -
Vamos votar conciente, vamos pesquisar e ouvir o que nossos politicos tem à falar.
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9 de setembro de 2010 às 11:38 pm
joao salim chami -
na 2ª. pergunta colocaram entre parênteses que o en Osmar errou o índice do IDEB, mas não colocaram nenhum comentário que o Beto Richa nem respondeu e saiu pelas beiradas.
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10 de setembro de 2010 às 12:06 am
Cassia -
sou funcionaria de escola, onde estao os planos para nós nestas metas? somos ou não somos educadores?:
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10 de setembro de 2010 às 1:21 am
SILVANA MOREIRA -
É professores e funcionaris vamos abrir o olho mesmo esse beto só quer é continuar o trabalho do Lerner pq será que ele nem fala no trabalho que o governo atual ja realizou pq ele nao quer continuar… olho vivo neles…
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10 de setembro de 2010 às 2:15 am
Fábio -
Estão querendo colocar avaliações para os profissionais da educação, deveriam também usar esse método para os profissionais da segurança, saúde e até mesmo para os nossos políticos. Acredito que deva existir democracia e não na demagogia.
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10 de setembro de 2010 às 2:16 am
Fábio -
Estão querendo colocar avaliações para os profissionais da educação, deveriam também usar esse método para os profissionais da segurança, saúde e até mesmo para os nossos políticos. Acredito que deva existir democracia e não demagogia.
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10 de setembro de 2010 às 3:52 am
paulo r buhler -
Ainda não ficou claro a questão do “contra-turno” e do ” ensino integral”m se temos a problemática de salas lotadas , colégios sucateados e uma má infra-estrutura funcional. Como pode ser ??!!
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10 de setembro de 2010 às 11:08 am
Maria Aparecida Passos -
Gostaria de saber qual foi o questionamento da revista sobre a EDUCAÇÃO ESPECIAL, que hoje é muito CARENTE em todo o Brasil, inclusive no PARANÁ e não vi ainda este assunto ser questionado aos candidatos, nem eles tomar a iniciativa de comentar sobre o tema…!? Qual o projeto de investimento neste nível de educação?
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10 de setembro de 2010 às 11:21 am
Maria Aparecida Passos -
Também gostaria de saber se haverá controle/fiscalização e acompanhamento dos benefícios implantados como bolsa família/escola, armazém da família, entre outros. Pois, existe um certo rigor no cadastro para contemplar as pessoas necessitadas, entretanto, parece não haver controle depois disso, nem acompanhamento anual por exemplo – com visitas no local indicado no cadastro para verificar as condições do beneficiado, investigar se realmente atendem necessitam de tal benefício, ficando na responsabilidade do beneficiado a atualização cadastral, que pode não ocorrer voluntariamente. Temos vistos nos meios de comunicação que há muitas pessoas sendo beneficiadas e que dispõem de condições muito aquém do exigido, enquanto outras, por não atender a exigência mínima da renda familiar, considerando pequenas diferenças, não podem ser cadastradas, entre outras carências que não estão aos olhos do órgão responsável. Apenas a renda familiar é considerada como principal critério…
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10 de setembro de 2010 às 12:09 pm
dulce -
Dulce,para vc se deleitar!
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10 de setembro de 2010 às 2:24 pm
Carlos -
Gostei do site, assim fica mais fácil para acompanhar o que cada canditato tem a falar, melhor do que perder tempo vendo o “lixo” do horário político. No Paraná ainda estou indeciso, mais acredito que vai dar Beto Richa, porque quem está do lado de Lula, ta de brincadeira. O governo que teve mais corrupção e falcatrua que o do Lula ainda não vi. Abrs!
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10 de setembro de 2010 às 2:29 pm
Marli -
Concordo com a pessoa que lembrou dos funcionarios técnicos administrativos, pois, esses também merceriam ter mais atenção e incentivo dos nossos governantes. Como plano de qualificação e um plano de carreira que os motivassem a continuar na sua função e/ ou profissão!
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10 de setembro de 2010 às 6:28 pm
Fernanda -
A questão não está em quem apóia quem. É só lembrar da eleição anterior onde Requeião e Osmar eram adversários e hoje, um apóia o outro. O que realmente importa é o que cada um pensa. Decidir o voto baseado nas coligações e arranjos políticos é ignorância.
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10 de setembro de 2010 às 6:52 pm
Luciano -
Sou Funcionário, também somos educadores, cade as ações voltadas a nós. TRISTE
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10 de setembro de 2010 às 6:54 pm
Marcos -
É, também fico chateado, sou funcionário do estado, secretário de escola, e cadê nós? Estou realmente muito chateado
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10 de setembro de 2010 às 7:05 pm
Andréia -
Funcionários, como sempre esquecidos. Não mereco
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10 de setembro de 2010 às 7:38 pm
Daniel -
Quero saber Se vao tercerizar mais alguma instituição do governo? Quero saber por que foi privatizado as cntinas das escolas em curitiba? Tirando a posibilidade de concurso.
Quero saber Osmar dias tem plojetos para o paraná e quais sao? -
10 de setembro de 2010 às 11:51 pm
Marcia Estela -
E os funcionários das escolas? Como ficam?
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11 de setembro de 2010 às 1:36 am
Darci -
Na eleiçao passada, Osmar x Requiao, agora juntos – Eu Hein
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11 de setembro de 2010 às 4:47 am
RITA -
Quero saber o que Beto Richa entende de magistério, prática pedagógica, exercício docente e a realidade social concreta que
envolve a escola pública para ele vir com estes conceitos de produtividade e meritocracia. Nesta resposta a impressão que tive
é que ele estava falando sobre a produção de potes de margarina ou parafusos ou qualquer coisa assim.
Educação é processo, Sr. candidato, e não produtompronto e acabado. O Sr, retirou inclusive a oralidade do currículo das escolas
de Curitiba porque isto não se mede na Prova Brasil, não é mesmo?! -
12 de setembro de 2010 às 12:14 am
Rosilâine de Lourdes Migoto -
Sou servidora da Rede Estadual há 17 anos e, portanto,uma das vítimas do descaso do governo Lerner com a educação. Assim, é difícil acreditar que um candidato do PSDB venha a fazer algo pela estadualização de universidades.Ora, o que o PSDB soube fazer bem, no paraná, foi vender suas estradas e o Banestado.Ressalta-se ainda que se não fosse a pressão popular, teria vendido também a Copel. Quem achar isso pouco, então vote em Beto Richa!
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12 de setembro de 2010 às 7:33 pm
Kelly -
Parece muito fácil resolver os problemas, mas discurso não ajuda, e infelizmente os candidatos não estão tão por dentro dos assuntos ligados àquele que é o principal setor da sociedade.
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13 de setembro de 2010 às 12:54 am
Elvira Fazzini -
Uma educação realmente eficiente deve ser baseada em propostas sólidas, buscando no passado apenas o que foi realemente produtivo. Pensem bem antes de votar
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13 de setembro de 2010 às 1:57 am
Luciana -
Somente que for cego vota no Beto Richa para governador, pois quem leu toda a entrevista feita para os dois candidatos percebe que as proposta do Beto para educação são todas superficiais, ou seja, ele ainda não tem uma proposta bem pensada para educação.
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13 de setembro de 2010 às 2:04 am
Luciana -
Olhem bem para quem você vai votar pessoal !!!! Se você observarem, ou quem leu toda a entrevista feita para os dois candidatos percebe que as proposta de certo candidato para educação são todas superficiais, ou seja, ainda não tem uma proposta bem pensada para educação.
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13 de setembro de 2010 às 2:50 am
Silvia -
Meus colegas sintam o cheiro de Jaime Lerner no ar…
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13 de setembro de 2010 às 12:24 pm
Maurilio de Souza Mendes -
Educar para melhorar o pais
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13 de setembro de 2010 às 2:54 pm
adao aparecido xavier -
Espero que realmente respeitem a gestão democrática das escolas, pois atualmente num governo até certo ponto democrático, que foi o do Requião e está sendo o do Pessuti ainda tem chefes de núcleos, que interfere nas eleições democráticas das escolas, ocorrendo até perseguição política àqueles/as que pensam diferente, são de partidos diferentes e têm coragem de, mesmo num regime democrático, apontar o que ainda precisa melhorar. O projeto que, neste momento é mais coerente para a educação e para o Paraná é o do Osmar, mas, sendo eleito gostaria que fosse vista esta questão com carinho, pois estamos lutando por uma educação melhor e não deve caber a politicagem nas escolas. O mesmo fala em consulta para o/a próximo secretário/a da educação e para chefes de Núcleos, seria até mais urgente, pois até aqui tem sido indicadas pessoas por políticos e nem sempre os/as melhor preparados para o cargo, ficando muitas vezes em segundo plano o pedagógico, refletindo em baixo rendimento e até doenças de educadores/as.
Grato. Prof. Adão -
13 de setembro de 2010 às 11:27 pm
igor tebet soares -
Também acho sensato que se observem questões afetivas na escola, se acompanhe o desenvolvimento afetivo na escola.
Poderia ter uma divisão, por exemplo: de 6 aos 9, verificar a personalidade da criança, seus valores, as padronizações e como modificar o que for preciso.
De 9 aos 12, os sentimentos e emoções, seus efeitos, orientações para o pré-adolescente melhorar sua relação extra e intra pessoal.
O professor joga na lousa o conteúdo e todos os alunos são “individualistas”. A formação do indivíduo é somente para trabalhar e ganhar dinheiro. -
15 de setembro de 2010 às 12:40 am
leonardo -
Sou professor da Rede Estadual e da Rede Municipal de Curitiba, se o Beto repetir a forma de governar, estamos muito bem sim. O que não concordo é uma tentativa de determinados segmentos como a APP-Sindicato tentanto nos enfiar determinado candidato goela abaixo como vem fazendo. Isso ficou bem claro nas semana pedagógica quando passaram nas escolas tentando fazer “terrorismo” só para garantirem um lugar no governo do Dias. Ah! chega de “dias” no Paraná, ainda mais se for para repetir os rombos feitos pelo Sr. Mauricio Requião na SEED.
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15 de setembro de 2010 às 6:55 pm
EDNEI OLIVEIRA -
ACREDITO QUE ESSA PESQUISA ATÉ POSSA AJUDAR A DECIDIR POR QUAL DELES VOTAR… MAS TAMBÉM ESTOU ACHANDO QUE ELA ESTÁ FORÇANDO A BARRA PARA DEFINHAR O OSMAR… NUM CAIO NESSA NÃO!!!
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17 de setembro de 2010 às 3:23 pm
pedro Almeida -
APP Sindicato esta fazendo politica para determinado candidato e esquecendo seu verdadeiro papel.
Deixe que cada profissional da area de educação escolha livremente seu candidato. -
19 de setembro de 2010 às 7:17 pm
Jaqueline molossi -
A materia é importantissima ,pois pude ter certeza de que o Beto esta mais preparado para governar o Paraná.
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20 de setembro de 2010 às 12:59 am
RITA -
GOSTEI MUITO DAS PROPOSTAS DO BETO RICHA, ACHEI MAIS SINCERAS, PRINCIPALMENTE PORQUE QUEM SERÁ O SEC DE EDUC. É O FLAVIO ARMS. TEM TUDO PARA DAR CERTO, TUDO BEM Q O ATUAL GOVERNO FEZ MUITAS MELHORIAS NA EDUCAÇÃO. MAS NÃO TEREMOS NEN UM DELES PARA VOTAR. SÓ PARA O REQUIÃO PARA O SENADO QUE VAI GANHAR O MEU VOTO. E O PESSUTI QUE PENA NÃO CONSEGUIR SER O GOVERNADOR.
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20 de setembro de 2010 às 11:34 pm
Paulo -
Análise de algumas questões e respostas do candidato BETO RICHA
P. O bom administrador sabe que a criação de indicadores, definição de metas e acompanhamento das mesmas são condições básicas para uma administração aceitável. Há alguns anos foi criado um indicador nacional para a educação que é o IDEB, bem como metas para seu acompanhamento. Mesmo assim, quase nenhum governante se compromete objetivamente com tais metas ou, o que seria melhor, estabelece suas próprias metas de forma mais agressiva. Dito isto, gostaria de saber: o senhor sabe qual é o IDEB do seu estado? Sabe quais são as metas do IDEB para o seu mandato?
R.Aquele que não alcançar os resultados que estabeleci, e não cumprir as metas automaticamente é desligado da equipe.
Comentário: Será que uma única pessoa (mesmo sendo o Governador), pode estabelecer metas sozinha? E o caminho para o não cumprimento é a demissão?
P. O senhor se compromete com essas metas ou com metas mais agressivas para o IDEB? Quais são as ações objetivas que o senhor, hoje, pode dar certeza absoluta que fará, caso eleito, para atingir essas metas?
R. Cobrar desempenho, e estabelecer metas de crescimento no nível de educação e depois serem cobrados. Eles vão passar por uma avaliação permanente através do sistema de avaliação que nós queremos implantar no estado.
Comentário: Que sistema é esse? Como eu enquanto professor serei avaliado, não seria no mínimo coerente eu conhecer esse sistema que ele não deixa claro.
P. Há quem defenda a implantação da política de bônus como forma de reconhecer o mérito do professor. O senhor acredita que esta seja a melhor política para reconhecimento de mérito docente? Se não, qual seria o caminho?
R. Acredito que pode ser um caminho, sim. Existe esse sistema em Minas Gerais: o reconhecimento do desempenho dos servidores, que são recompensados por uma remuneração maior pela produtividade ou por uma meta que tenham alcançado. Pode ser, sim, um caminho. É um reconhecimento da produtividade.
Comentário: Sem comentários!P. Como equalizar o currículo do Ensino Médio atendendo à necessidade tanto do jovem que quer entrar na universidade quanto do que quer ir para o mercado de trabalho?
R. Depende de uma avaliação técnica para adequar o currículo. Não vejo nenhuma dificuldade. Temos vários exemplos que têm dado certo. Dá até para seguir exemplos de Minas Gerais, São Paulo.
Comentário: Se as propostas são neoliberais, encaixa perfeitamente, mas penso que já superamos esta fase.
P. Como pensa em estimular a atratividade da carreira docente junto aos jovens concluintes do Ensino Médio?
R. É algo possível, mas não tenho nenhum plano ainda sobre isso especificamente. Isso ainda não foi avaliado.
Comentário: Para meu entendimento, o candidato a Governador do Paraná está ainda bastante confuso sobre o que quer para a Educação. Não sabe, não pensou a respeito…, na realidade não há um Projeto para a educação, são meras cópias de retalhos de educação daqui e dali, uma verdadeira colcha colorida.
P. O que o senhor pensa sobre dar maior autonomia administrativo-financeira para diretores de escola, com a participação da comunidade de pais de alunos como controle?
R. Temos também um programa que queremos levar para o Estado, que foi de muito sucesso em Curitiba, que é o Comunidade Escola, que abre a porta das escolas nos horários ociosos, principalmente nos finais de semana que foi muito bem avaliado e aceito, é o grande número de voluntários que se apresentam.
Comentário: A entrega da escola a mãos de terceiros, não é uma saída, não precisamos de voluntários na escola, o que queremos é profissionais qualificados e concursados trabalhando nas escolas.
P. O que o senhor fará para melhorar a formação de diretores? Pensa na criação de cursos universitários para formação de diretores de escola?
R. Em Curitiba temos parceria com faculdades para garantir bolsas de estudos para diretores e professores que querem ter uma especialização. Vamos trabalhar para ampliar esse programa já existente e que atende… (pensa) Não sei qual o número de vagas, mas é reduzido…
Comentário: De novo está confuso, não sabe o que está dizendo.
P. Quais políticas do governo atual na área da Educação serão mantidas? Quais serão revistas ou aprimoradas (e de que maneira) e quais, eventualmente serão abandonadas?
R. Temos práticas de nossa gestão na prefeitura de Curitiba que serão inseridas no estado. Sistemas de meritocracia, remuneração por desempenho.
Comentário: Modelo ultrapassado, neoliberal, já superado no Estado do Paraná.P. Qual o papel que o candidato vê para a participação da sociedade civil e em especial para o investimento social privado no apoio à educação pública?
R. Podemos ter parceria no Comunidade Escola. As empresas podem disponibilizar funcionários, bancar algum custo, de forma espontânea.
Comentário: Novamente a entrega da escola a leigos em educação.P. Que ações são planejadas para estimular o compromisso da família no acompanhamento da vida escolar do aluno/seu filho?
R. Eles começam a atuar, a viver a escola, a ajudar a construir, a reparar, a melhorar o ambiente escolar.
Comentário: E fechando com chave de ouro:
Os pais e a comunidade em mutirões reformando, construindo, faxinando, enfim tomando para si a responsabilidade que o Estado se exime em realizar.É por essas e outras caros Educadores do Paraná que somos CONTRA o retrocesso, temos que estar conscientes que tipo de educação que queremos.
Vamos VOTAR em PROPOSTAS, não em cópias que mais parece colcha de retalhos de experiências vividas por outros.
Nós educadores, juntos com o povo do Paraná, já construímos nosso Projeto para Educação Pública deste estado, e não aceitamos que alguém chegue hoje, e vomite um monte de barbaridades em nossa cara e fique por isso mesmo.
Reafirmamos nossos princípios. A Educação Pública, laica, Universal e de Qualidade, e neste sentido os recursos públicos devem garantir esta qualidade..
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29 de setembro de 2010 às 5:58 pm
VALDEMAR FRANCISCO BARBOSA -
Certo. A educação é uma arma fundamental de uma sociedade do desenvolvimento(progresso)e da qualidade de vida. As perguntas foram bem objetivas e algumas respostas foram de promessa. Os governantes eleitos ou candidatos tem que ser mais firmes deixar as baboseiras de promessas e partir para o compromisso que é importante para um governante ir além e com sucesso. Precisam assumir de verdade a proposta educacional de qualidade e desenvolvimento porque o saber é muito importante para uma nação, Uma nação sem cultura é escrava e quase morta.. Viva a vida, e vamos avante Paraná!!!!














O que você precisa saber sobre a Educação do Brasil antes de escolher seus candidatos. Veja nossas dicas e entrevistas com os principais candidatos.



