Antonio Anastasia e Hélio Costa falam da Educação em Minas Gerais
MINAS GERAIS
HÉLIO COSTA (PMDB) x ANTONIO ANASTASIA (PSDB)
Os principais candidatos ao governo de Minas falam sobre as questões ligadas à Educação
Por Meghie Rodrigues

Hélio Costa e Antonio Anastasia, concorrentes ao governo de Minas Gerais (Fotos: Divulgação). Siga os candidatos no twitter: @heliocosta15 e @Prof_Anastasia.
A disputa pelo governo mineiro está polarizada entre o atual governador, Antonio Anastasia (PSDB), de 49 anos, e o ex-ministro das Comunicações do presidente Lula, Hélio Costa (PMDB), de 71 anos de idade. Ambos se vangloriam de feitos em prol da Educação: Hélio Costa ao dizer que levou o acesso a internet rápida para escolas por todo o Brasil em sua atuação no ministério e Anastasia ao se referir ao fato de Minas Gerais liderar o ranking estadual nas séries iniciais do ensino fundamental, segundo o IDEB. Anastasia também ressalta as reformas realizadas na parte física, afirmando ter reformado as 3 600 escolas de Minas Gerais “melhorando as instalações, criando laboratórios de informática e ciências, quadras, um investimento de mais de R$1 bilhão”.
O peemedebista alfineta o concorrente comentando que apesar da comemoração pelos resultados no IDEB, “se esqueceram de que o IDEB é medido de 0 a 10, e nós ficamos abaixo de 6. Passou-se a ideia de que Minas estava muito bem, quando na realidade entendemos que Minas está muito mal. Bem está quem tem nota 9,5 ou 10”, diz Costa.
Confira estas e outras opiniões de ambos nas respostas às perguntas formuladas pelos conselheiros do Educar para Crescer. As entrevistas foram realizadas individualmente e os candidatos não tiveram acesso prévio às questões. Hélio Costa foi acompanhado por Carlos Pereira (conhecido como Carlão Pereira), que participa da elaboração do plano de governo do PMDB e, em várias questões, complementou a fala do candidato, chegando a, em algumas vezes, responder pelo entrevistado.
*Pesquisa IBOPE realizada entre os dias 18 e 20 de agosto de 2010. Hélio Costa (PMDB): 38%; Antonio Anastasia (PSDB): 27%. Demais candidatos: 1% ou menos. Brancos e Nulos: 7%; Indecisos: 25%.
No Brasil ainda temos aproximadamente 15 milhões de mulheres e homens acima dos quinze anos de idade que não conseguem, por serem analfabetos, ler o lema da própria bandeira nacional: Ordem e Progresso. Na sua eventual atuação como governante, qual é a ação que fará para não consolidar essa injusta e vergonhosa ironia cívica?
Pergunta elaborada por: Mario Sergio Cortella, filósofo, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, doutor em Educação, professor da PUC-SP
Antonio Anastasia – Primeiro temos de evitar que isso continue ocorrendo. Minas Gerais deu um exemplo para o Brasil ao antecipar o ingresso das crianças de seis anos de idade nas escolas, aumentando em um ano o Ensino Fundamental, (Minas Gerais foi o primeiro estado a instituir o Ensino Fundamental de nove anos, em 2003), o que melhorou o nível das nossas crianças, lendo e escrevendo aos oito anos. Isto é reconhecido pelo IDEB do MEC: o primeiro lugar do Ensino Fundamental é nosso, apesar da heterogeneidade de Minas Gerais, que é um Estado muito diverso (Minas Gerais foi o estado que teve maior avanço no IDEB: o índice mineiro referente aos anos iniciais do ensino fundamental saltou de 4,7 para 5,6 pontos, de 2007 para 2009. O acréscimo de 0,9 na pontuação foi mais do que o dobro da média nacional. Minas, ao lado do Distrito Federal, lidera o ranking estadual nas séries iniciais do ensino fundamental). Com isso, no que diz respeito ao futuro, esta questão está bem feita. O ensino já está universalizado, estamos investindo em qualidade, as crianças estão em um bom ambiente. Mas ainda temos pessoas que lamentavelmente não pegaram isso lá atrás e formam um contingente muito grande de adultos que, de fato, lamentavelmente, são analfabetos e muitas vezes já não têm muito estímulo para voltar a estudar. Por isso temos programas especialmente na região do grande Norte (Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas), com este objetivo (de alfabetizar pessoas fora da idade regular). A nossa secretaria extraordinária dessa região tem belos programas, sempre em parceria com as organizações não-governamentais com o objetivo de levar essas pessoas à sala de aula. Eu mesmo, em vários eventos no Norte, tenho tido a oportunidade de entregar diplomas de alfabetização a adultos, com 40, 60, e até 70, 80 anos de idade, que já maduros resolveram estudar. Fazemos também em parceria com instituições religiosas, que têm uma legitimidade muito grande, sem nenhum preconceito. Claro que significa despesa, mas é um recurso bem empregado porque a pessoa que passa a ler torna-se plenamente cidadã.
Hélio Costa – Apesar dos esforços feitos no passado com programas nacionais, estaduais e até municipais, ainda temos que lidar permanentemente com essa questão do analfabetismo. Isso deve ser uma prioridade porque acho que não saber ler é o que de pior pode acontecer à vida social de uma pessoa. Precisamos despertar a própria sociedade para este problema, que não é apenas uma obrigação governamental. Eu me lembro que, quando menino, as pessoas sentiam quase que um dever de, sabendo que existia uma pessoa que não sabia ler, pegar aquela pessoa e levar para dentro da sua casa para ensiná-la. Eu, menino, ensinei um velho a ler. Tenho a honra de dizer isso. E hoje não vejo mais isso. Parece que tudo é responsabilidade do governo – federal, estadual, municipal. Deve haver uma conscientização da sociedade de que nós não devemos permitir o analfabetismo. Acho que é um grande passo a gente criar, ao menos dentro do governo do estado, campanhas capazes de movimentar a sociedade no sentido de trabalhar contra o analfabetismo.
O bom administrador sabe que a criação de indicadores, definição de metas e acompanhamento das mesmas são condições básicas para uma administração aceitável. Há alguns anos foi criado um indicador nacional para a educação que é o IDEB, bem como metas para seu acompanhamento. Mesmo assim, quase nenhum governante se compromete objetivamente com tais metas ou, o que seria melhor, estabelece suas próprias metas de forma mais agressiva. Dito isto, gostaria de saber: o senhor sabe qual é o IDEB do seu estado?
Pergunta elaborada por: David Saad, executivo de Relações Institucionais Sociedade Beneficente Israelita Brasileira
Antonio Anastasia – Minas Gerais, hoje, felizmente, tem uma situação acima da média. Nos três agrupamentos (ensino fundamental 1 e 2 e ensino médio) somos o primeiro lugar no ensino de primeira a quarta séries, terceiro lugar no ensino médio e terceiro no ensino fundamental II, da quinta a nona série. A nota gira em torno de quatro pontos, não me lembro exatamente agora as notas exatas, mas estamos bem acima da média, e melhor que Estados homogêneos como Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, o que mostra o grande esforço realizado por Minas. (O IDEB de Minas Gerais, no caso das escolas públicas é: do 1º a 5º ano, 5,8; do 6º a 9º ano, 4,1; do Ensino Médio 3,6). Isso nos satisfaz? Não. Eu sou o primeiro a reconhecer que essa nota boa do IDEB dada a Minas não pode justificar um repouso na nossa educação. Ao contrário, se nós queremos que Minas Gerais avance mais que os outros Estados e apresente um modelo de educação, que nós consigamos ser um Estado melhor para se viver, com melhoria do nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que ainda é pequeno – nós temos o 10º IDH em razão da renda per capita, somos um Estado muito populoso e pobre – então o esforço número um é a educação. E por isso o esforço na educação que nós estamos fazendo no ensino fundamental, para melhorarmos a base, porque sabemos que a educação não se resolve em um ano, em dois, ou em dez. Vai demorar vinte anos e nós temos de investir muito agora. Nosso objetivo é sempre estar nos primeiros lugares, se possível o primeiro no Brasil. Mesmo sabendo que esse indicador brasileiro é pequeno perto do mundo mais desenvolvido. Não dá para se ter uma educação suíça ou sueca num primeiro momento. Mas nós vamos gradativamente subindo.
Hélio Costa – Todo mundo comemorou que o estado de Minas foi bem avaliado no IDEB, mas se esqueceram de que o IDEB é medido de 1 a 10 (N.R.: na verdade, é de 0 a 10), e nós ficamos abaixo de 6. Isto me preocupa demais porque passou-se a ideia de que Minas estava muito bem, quando na realidade entendemos que Minas está muito mal. Está bem é quem tem 9,5 ou 10 no IDEB. Quem está abaixo de 6 não pode comemorar nada. Pode comemorar o esforço que fazem os profissionais do setor, dos servidores públicos da Educação porque lamentavelmente não têm um bom salário, e ainda assim se esforçam para poder cumprir com a sua meta. Em Minas Gerais, temos de observar o quadro de classificação das escolas. Por exemplo: a única presença de escola pública entre as melhores escolas é a Escola de Aplicação da Universidade de Viçosa, que está em sétimo lugar (no Enem). Todas as outras, até o centésimo lugar são escolas particulares. E a escola particular tem uma vantagem enorme: troca o professor a hora que quiser; paga bem se ela quiser e se o professor for bom; se o aluno faz bagunça, tira o aluno da sala e manda embora da escola; enquanto a escola pública, lamentavelmente, não pode fazer nada disso. Temos de ter um cuidado muito especial com a educação pública em Minas Gerais. Ela tem de ser prioridade. Porque as nossas crianças quando estão na classe A e B vão para creche particular e escola particular. Mas e as crianças filhas dos trabalhadores? Não têm nem creche na educação infantil e muito menos o espaço para ter uma boa escola quando chegam ao ensino fundamental.
O sr. se compromete com essas metas ou com metas mais agressivas para o IDEB? Quais são as ações objetivas que o senhor, hoje, pode dar certeza absoluta que fará, caso eleito, para atingir essas metas?
Antonio Anastasia – Temos algumas frentes de ação na educação. Começando pela questão física, da recuperação das escolas e do ambiente escolar, que não pode ser um ambiente degradado. Reformamos as 3 600 escolas de Minas Gerais, melhorando as instalações físicas, criando laboratórios de informática e ciências e quadras. Não está perfeito, mas houve um avanço expressivo e investimentos que nunca aconteceram. Gastamos mais de R$1 bilhão só em reforma de escolas pelo estado afora e na construção de novas escolas, coisa que não acontecia há muito tempo. Agora nosso grande desafio está na qualidade do ensino e nisso seguimos duas vertentes. A primeira delas é a questão da metodologia, de qualificação dos professores, de acompanhamento escolar. Temos em Minas um sistema de avaliação muito avançado realizado em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora, que avança bem. Hoje, a secretária de Educação, do seu gabinete, sabe que o aluno José da Silva, que está numa escola em Almenara, teve nota baixa em Matemática naquele mês. Este é um controle muito positivo que nos dá informações importantes. Do outro lado, temos a questão do professor. Temos de melhorar e tornar mais atraente a carreira do professor. E o desafio é mais difícil. A remuneração é baixa em Minas e nos outros estados, é um volume muito grande de pessoas, o que gera esta dificuldade em dar aumentos expressivos porque o orçamento não comporta. Nós mudamos a lei agora e criamos incentivos específicos, juntamos tudo numa parcela única, que resultará em um aumento de 40% a partir do ano que vem. Mesmo assim, temos de investir muito em motivação dos professores e qualificação permanente. No programa de governo estamos propondo algumas ideias novas. Uma, que não foi lançada ainda, é o chamado “Professor da Família”. Estamos identificando nas áreas onde há uma necessidade de melhora na qualidade de ensino – já que nós temos este acompanhamento – e a ideia é colocar professores que vão às casas de alunos que têm a nota pior, não só para dar aula de reforço, mas também para ver a situação sócio-econômica da família, ver se o poder público pode ajudá-los a se engajarem mais na educação da criança.
Hélio Costa – A meta é melhorar este índice. Porque quando se parte do princípio de que a nota máxima é dez e estamos abaixo de seis, o que não nos coloca numa posição muito diferente de outros estados, e até de países mais avançados, precisamos ter como meta melhorar o índice. Na educação fundamental, por exemplo, Minas Gerais está bem, mas no ensino médio já caímos para o terceiro lugar, e no ensino superior também estamos no terceiro lugar. Acho que seria pretensioso colocar um percentual do quanto nós podemos estabelecer como meta, mas a nossa meta é avançar, ter números melhores a partir do ano que vem.
Com relação a ações, temos de promover a valorização do profissional da educação. Estamos, nos últimos oito anos, com uma dívida com os nossos professores e professoras. Muito embora o estado tenha crescido, como o Brasil cresceu e a receita do estado teve um crescimento de quase 200%, acompanhando o crescimento do Brasil, lamentavelmente, do ponto de vista da remuneração dos nossos professores, nós estamos bem aquém do que entendemos que seria razoável. No mínimo, precisamos fazer o pagamento do piso. Vamos nos esforçar para, nos quatro anos de governo, ajustar esta questão salarial dos professores. Não é fácil, eu sei, mas não é justo, principalmente depois da negociação realizada para se terminar com o movimento grevista, que durava quarenta e cinco dias (houve um acordo em maio de 2010, entre professores e governo, obtido após greve), mas entendo que ela (a negociação) não atende plenamente as expectativas dos professores. Os novos professores, em começo de carreira, podem até achar que têm um salário adequado, porque vão passar de R$ 900 para cerca de R$ 1 300, mas vão ficar praticamente condenados a este salário. Eles não terão progressão na carreira. E os mais antigos, com 20, 25 anos de casa, tiveram todos os seus ganhos incorporados – biênios, qüinqüênios – todas as vantagens incorporadas para poder atender ao piso nacional. Isso precisa ser revisto.
Existem pontos específicos que também estamos tratando dentro do nosso programa de governo, que é uma escola pública melhor. Já tivemos uma escola pública exemplar, excepcional, em Minas Gerais, inclusive. Hoje temos dados que são muito tristes em relação à educação: 39,5% dos nossos alunos do ensino fundamental não concluem e este percentual salta para 55,1% no ensino médio. Acho que esses números são muito ruins e precisam de uma atenção especial toda vez que a gente fala em educação. Queremos também introduzir novamente no ensino médio a disciplina que vai permitir o retorno à antiga disciplina de Preparação Profissional, ou seja, o ensino profissionalizante. Temos até uma proposta de criar o ensino profissionalizante em 81 escolas, e criar mesmo cerca de 40 escolas junto ao governo federal, que tem tido uma performance excepcional no que diz respeito ao ensino técnico.
Considerando que o professor é peça chave para a melhoria da qualidade do ensino. Como o candidato pretende articular a formação dos professores com a prática da sala de aula para que haja um efetivo impacto na qualidade?
Pergunta elaborada por: Maria Alice Setubal, socióloga, diretora-presidente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), integrante do Conselho de Administração da Fundação Abrinq e do Conselho do Programa Comunidade Solidária
Antonio Anastasia – Temos um projeto muito bom – que ainda é do tempo do governador Itamar Franco – chamado Veredas, com o objetivo exatamente de qualificar os professores. Esse tem sido um esforço muito grande. Acreditamos que é obrigação do Estado oferecer ao professor uma qualificação adequada. E fazemos isso em parceria com as universidades com cursos permanentes. Criamos um adicional-escolaridade no plano de carreira do magistério exatamente para estimular de maneira remuneratória o professor a subir de nível, desde que ele estude. Ele pode comprovar com seus diplomas e ter um ganho na carreira. No entanto, o fundamental é criar um ambiente, uma situação na qual ele se sinta pessoalmente estimulado a avançar e se qualificar melhor. E isso acontece não só com a remuneração, mas também com um reconhecimento social. Lembrando que existem diferenciações, porque Minas é um estado muito heterogêneo: a realidade da sala de aula no Triângulo é uma, na Zona da Mata é outra, e do Norte é outra. O professor faz essa qualificação de acordo com a sua realidade e com as circunstâncias que ele vai encontrar em sala de aula.
Hélio Costa – Há uma deficiência que precisa ser medida, não sei o quanto ela prejudica na realidade, mas é muito, que é a capacitação profissional. Estamos um pouco lentos quanto à capacitação profissional. É uma reclamação constante que nós recebemos dos professores e professoras, nas nossas viagens, nos nossos encontros. Também chegou a hora de usar todos os recursos possíveis da moderna tecnologia que está à disposição e que certamente começa agora a fazer a diferença nas escolas públicas, principalmente em razão de alguns programas que estão sendo executados pelo governo federal. Eu mesmo tenho a honra de dizer que fui peça importante, como ministro das Comunicações, de conseguir o programa Banda Larga nas escolas públicas e fazer com que ele fosse um sucesso nacional. Nós hoje temos 57 mil escolas públicas no país e mais de 5 mil em Minas já com Internet de alta velocidade. Este instrumento é poderosíssimo no apoio ao professor e no desenvolvimento das habilidades do aluno. E, sobretudo, os programas que são elaborados, preparados inclusive por entidades como a que você representa (Educar para Crescer), aqui nessa entrevista. A Editora Abril tem softwares maravilhosos que ajudam às professoras e professores, fazem planejamento em todos os níveis do sistema. Eu acompanhei muito a preocupação que tinha essa fundação nessa primeira tentativa de se modernizar as escolas por meio de sistemas eletrônicos. Podemos exemplificar com duas experiências interessantes: fizemos a implantação do primeiro sistema de Internet banda larga sem fio nas escolas públicas em Tiradentes. Foi a primeira cidade e fizemos um acompanhamento detalhado para o Ministério das Comunicações e Ministério da Educação. Em seis meses, registramos o melhor aproveitamento da ordem de 180%, na medida em que os alunos começaram a entender a máquina, começaram a utilizar o computador no dia-a-dia, nas suas aulas. Foi extraordinário. E isso nos levou a uma segunda experiência também em Tiradentes, num convênio que foi feito com uma empresa americana e conseguimos doar para cada aluno um computador. Dobramos a quase 250% o rendimento do aluno quando ele tem o computador na escola e ainda pode levar o computador para casa.
Há quem defenda a implantação da política de bônus como forma de reconhecer o mérito do professor. O senhor acredita que esta seja a melhor política para reconhecimento de mérito docente? Se não, qual seria o caminho?
Pergunta elaborada por: Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do Todos Pela Educação
Antonio Anastasia – Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a fazer isso. Os outros copiaram e nós gostamos disso. Criamos um adicional de produtividade. Como nós estabelecemos um sistema de metas e resultados, passamos a remunerar com um 14º salário, proporcional à nota que cada secretaria tira em razão das suas metas. Se há um elenco de metas e eles atingem 80% daquela meta, uma vez por ano eles recebem 80% do seu salário a mais. É um sistema que tem funcionado espetacularmente bem, tem sido muito positivo. Sabemos que não podemos substituir a remuneração fixa pela remuneração variável, mas a remuneração variável é sempre um atrativo. É importante dizer que acoplada à questão da produtividade há um desdobramento que é a certificação. Estamos cada vez mais profissionalizando o serviço público. Isso significa que para determinados cargos só vai a pessoa certificada. E a educação já tem isso para os diretores e nós queremos estender até para os diretores regionais de educação.
Hélio Costa – Todo sistema que premia a excelência, o trabalho, a dedicação, o aprimoramento, o aperfeiçoamento é muito importante e que, em qualquer atividade, tem um resultado quase sempre positivo. O professor e a professora merecem mais. Não vejo necessariamente o bônus como o único motivador do professor, porque não conheço nenhum professor, mesmo ganhando quinhentos e poucos reais que não esteja motivado. É uma coisa extraordinária a dedicação do professor, que é uma profissão que a pessoa escolhe sabendo que é um sacrifício. Eu nunca encontrei uma professora que venha para falar mal. Ela está sempre empenhada, dedicada, cuida dos seus alunos. Mas eles querem ser adequadamente pagos. A política de bônus hoje existente deve continuar, porque ela sempre incentiva e é mais um instrumento com que você pode contemplar o professor.
Outro dia vi uma proposta – que eu não quero nem identificar para não parecer que estou polemizando – pela qual os professores adotariam, eles mesmos, determinados alunos que precisavam de um melhor acompanhamento. E vieram me perguntar sobre isso. E disse que tem inclusive uma lei na Assembleia Legislativa de Minas Gerais que prevê esse acompanhamento para as crianças de classe média baixa, que não têm como pagar uma aula de reforço. Elas têm um acompanhamento psicológico, pedagógico, até sociais e certamente, o acompanhamento de reforço que é dado pela própria escola. Mas não se pode impor isso ao professor, criar mais esta carga de trabalho para o professor. Eu acho que isso não é justo e isso é uma proposta do governo do estado de Minas Gerais.
As avaliações nacionais mostram que um dos maiores desafios da educação brasileira sob a responsabilidade dos estados é o ensino médio, que apresenta indicadores ruins tanto de desempenho dos alunos como de cobertura. Cerca de 20% dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Entre os que conseguem concluir o ensino médio, apenas 9% desenvolvem as competências e habilidades esperadas ao final da educação básica. O que o senhor ou senhora fará no seu estado para melhorar o ensino médio?
Pergunta elaborada por: Maria Helena Guimarães de Castro, ex-presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e ex-secretária da Educação de São Paulo
Antonio Anastasia – Temos dois desafios nesta questão: manter o ensino fundamental que achamos que está melhorando e dar prioridade ao ensino médio onde nós temos – os dados da Maria Helena são verdadeiros – dificuldades, em Minas e no Brasil. Criamos aqui um programa que é um sucesso, chamado Poupança Jovem. Os últimos dados que temos dizem que a redução da evasão escolar onde há o Poupança Jovem é de 50%, algo que não existe em outro local no Brasil. Lamentavelmente, temos 50mil jovens no Poupança Jovem enquanto devíamos ter um milhão. Não conseguimos recursos financeiros para sustentar o Poupança Jovem de maneira universal. É um projeto muito positivo, no qual o aluno do ensino médio tem estímulo a permanecer, fazer os cursos de Cidadania, de Informática, é acompanhado.
Nós estamos acoplando à Poupança Jovem – e aumentando – o PEP, que é o Programa de Educação Profissional do Estado. Compramos vagas no sistema privado e essas vagas são destinadas a alunos do ensino médio. São 140 mil nesses últimos três anos, e vou expandir isso para 400 mil. É um programa positivo porque o aluno sai dali com uma vocação, com um curso de qualificação – do SESI, do SENAI, das formações tecnológicas. Com este misto, aumentando o Poupança Jovem e aumentando o PEP, estamos dando ao aluno do ensino médio atrativos e incentivos, não só para permanecer em sala de aula e concluir o ensino médio, mas para ter uma profissão quando sair. Estamos propondo também, no plano de governo, isso eu não posso detalhar ainda, mas é um programa interessante – que é uma Rede Mineira dos Jovens, para que, concluindo o ensino médio, haja um comitê em cada escola e o jovem ficará três meses recebendo uma bolsa para ter já uma introdução ao mundo do trabalho. Isso está sendo detalhado.
Hélio Costa – Investir em valorização do professor e em equipamentos. É preciso a modernização eletrônica nas escolas, ter equipamento, laboratórios, instrumentos de ensino. Qual a escola no interior de Minas Gerais que tem um laboratório de Química e de Física? Quando eu estudei no colégio estadual, em Barbacena, há mais de quarenta anos atrás, tinha laboratório de Física, de Química, um pequeno museu de história natural. Hoje não tem mais isso. E quem está estudando biologia, e tem que estudar as células, não tem como ver, nunca olhou num microscópio. Precisamos analisar um outro fator importante: a maioria dos jovens não conclui o ensino médio porque tem que trabalhar, ajudar em casa, sobreviver e adia o estudo. Ele pensa “depois eu volto à escola, quem sabe num curso noturno”, e acaba não fazendo. Isso é uma pena. Li uma vez um artigo interessantíssimo, uma observação feita por Albert Einstein de que as verdadeiras inteligências raras surgem no ensino médio, não é no curso superior. Se nem sequer consegue concluir o ensino médio, estamos perdendo uma mente extraordinária que podia ser desenvolvida e ficou estagnada porque não teve como progredir.
Outra proposta para o ensino médio: vamos encontrar o caminho e temos até o orçamento para isso, é perfeitamente viável, é dar um computador para cada aluno do ensino médio. Um laptop que ele vai usar na escola e levar para casa. Conseguimos chegar quase no sonho do professor (Nicholas) Negroponte, do MIT (instituto de tecnologia norte-americano), quando ele previa que nós teríamos um computador de US$100, e que, de repente, todas as escolas, especialmente nos países em desenvolvimento, poderiam adotar o sistema e dar um computador para cada aluno. O computador ainda não chegou aos US$100, mas já chegou aos US$150. Fizemos um cálculo, de aproximadamente, R$200, o que já torna possível começar a fazer um projeto. Porque na verdade, o meu filho tem, possivelmente, os nossos filhos têm, mas as crianças que são da classe média baixa não têm computador. Nem em casa e muito menos na escola. Ele terá esse primeiro contato, e isso é muito importante.
Como pensa em estimular a atratividade da carreira docente junto aos jovens concluintes do ensino médio?
Pergunta elaborada por: Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita
Antonio Anastasia – Para tornar qualquer carreira atraente, seja do magistério, seja policial, seja de médico ou advogado, temos de ter vários insumos. Um deles, naturalmente, é a remuneração, que precisa ter um padrão satisfatório. No caso do magistério, temos de nos esforçar muito, pelo menos num primeiro passo, para pagarmos igual ou mais do que a rede privada. Isso já torna a carreira mais atraente. Não resolve o problema, mas é um esforço. Também é preciso condições de trabalho. Sabemos que há problemas de segurança, especialmente na periferia das grandes cidades. Há a questão da estrutura física sobre a qual falei há pouco, os professores não tinham nem instalações e hoje já há uma melhora. E ainda, os professores têm que ter valorização na gestão escolar e no acompanhamento dos alunos, com efetiva participação. No nosso plano de governo há a figura das redes, que vai prever isso: a escola se transformando em uma âncora, especialmente nas cidades pequenas, para o desenvolvimento social daquela comunidade. E o professor vai voltar a ser mais prestigiado. Porque além da remuneração, que tem que melhorar, o professor tem que ter um prestígio social também.
Hélio Costa – Acredito muito que a participação dos pais precisar ser melhor trabalhada na escola pública brasileira. Eu morei muitos anos nos Estados Unidos e meus filhos mais velhos todos estudaram em escolas americanas. Semanalmente nós éramos quase que obrigados a participar do encontro de pais com os mestres. Toda semana. E assim, se desenvolve uma relação extraordinária, acaba-se vivenciando a escola, conhecendo todos os professores, todos os alunos, cria uma relação familiar com a escola. E eu não vejo isso aqui.
O que o senhor pensa sobre dar maior autonomia administrativo-financeira para diretores de escola, com a participação da comunidade de pais de alunos como controle?
Pergunta elaborada por: Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita
Antonio Anastasia – Sou totalmente de acordo, até porque em Minas existe a figura da Caixa Escolar. A Caixa Escolar recebe recurso do Tesouro e é administrada pela comunidade escolar. Não é o Estado que está lá determinando as regras. É o diretor, os professores e os pais dos alunos que decidem a alocação daqueles recursos. Sou totalmente favorável a aumentar ainda mais essa autonomia para que essas escolas, que vão se transformar em referência daquela comunidade tenham condições de responder às demandas locais.
Hélio Costa – Quem respondeu esta questão foi Carlos Pereira (conhecido como Carlão Pereira), que participa do plano de governo do candidato – A autonomia administrativo-financeira é uma bandeira nacional histórica. Mas como vamos aumentá-la sem que isso empurre a direção da escola para ficar cuidando o tempo todo do telhado que quebrou, do cano que entupiu, da merenda que faltou, em detrimento da questão pedagógica? Eu falo muito da experiência que eu estudei mais a fundo, que é a de Belo Horizonte. Há uma autonomia enorme nas escolas em Belo Horizonte e as diretoras hoje estão ‘doidinhas’ porque não têm tempo de cuidar da questão pedagógica ou da relação com a comunidade, que é a tarefa da liderança, porque fica cuidando de “N” contratos, dez contas bancárias, a questão do vigia que não vem. É isso que nós estamos atentando muito para não acontecer. Autonomia, sim, mas vamos criar condição, porque senão vamos prejudicar lá na frente o aluno, que é quem nos interessa.
O senhor se compromete a não fazer indicações políticas para o cargo de diretores de escola? Como eles serão selecionados?
Pergunta elaborada por: Gustavo Ioschpe, economista da G7 Investimentos, especialista em Educação
Antonio Anastasia – Temos um sistema que funciona aqui desde a década de 1990, que eu não vou mexer, que funciona bem, que é um sistema misto de concurso com eleição, que é respeitado e democrático. Mas temos a necessidade de remunerar melhor os diretores, porque eles têm uma responsabilidade maior.
Hélio Costa – Há uma disputa longa sobre se as diretoras de escola devem ou não devem ser eleitas, se devem ou não ser indicadas. Antigamente era um processo político que foi de certo modo muito responsável pela situação das nossas escolas. Eu acredito muito na eleição, porque por meio dela identifica-se uma liderança. Nenhum professor ou professora vai conseguir se eleger diretor de uma escola se não tiver essa capacidade cultural.
Qual é o projeto do senhor para a disciplina Educação Física Escolar?
Pergunta elaborada por: Jorge Steinhilber, mestre em motricidade humana, presidente do CONFEF (Conselho Federal de Educação Física)
Antonio Anastasia – Fizemos reformas expressivas na rede física do Estado e em quase todas as escolas começamos a reformar as quadras e é interessante observar que a demanda sinaliza muito as necessidades. Antigamente queriam reformar as escolas, agora pedem para cobrir as quadras, o que mostra um avanço muito positivo. Nós temos de ter quadras cobertas, já temos os professores, e com o projeto Minas Olímpica, conseguimos juntar a questão da educação com a do esporte. Temos os Jogos Escolares de Minas Gerais, que são grandiosos, envolvendo centenas de municípios do estado, milhares de jovens e isso tem sido um estímulo muito grande à Educação Física. E com o preparatório para as Olimpíadas de 2016 criou-se um ambiente muito positivo. Minha proposta nesse caso é dar continuidade a esse programa (Minas Olímpica) e, ao mesmo tempo, através desses Jogos Escolares, motivando os alunos a se interessar pelas modalidades olímpicas e até por aquelas que não sejam olímpicas.
Hélio Costa – Por questão do tempo concedido à entrevista esta pergunta não foi formulada ao candidato.
Quais políticas do governo atual na área da Educação serão mantidas? Quais serão revistas ou aprimoradas (e de que maneira) e quais, eventualmente serão abandonadas?
Pergunta elaborada por: Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro
Antonio Anastasia – Nenhuma política vai ser abandonada. O IDEB atesta o êxito da educação em Minas Gerais. Para um Estado com as nossas dificuldades, com a nossa dimensão e com o nosso IDH, ser o primeiro em um segmento e terceiro nos outros dois é prova cabal do nosso êxito. Temos que continuar e aprofundar. Aprofundar a Poupança Jovem, o PEP (Programa de Educação Profissional), aprofundar a reforma das escolas, a metodologia, a melhoria salarial e as condições de trabalho dos professores e aprofundar a autonomia das escolas. Temos o diagnóstico, já sabemos como fazer, temos de avançar. E, é claro, colocar coisas novas. O professor indo à casa do aluno é uma coisa nova, esses jovens que vão sair do ensino médio e vão ter essa primeira experiência de trabalho é uma coisa nova. Vamos fazer também projetos inovadores, sempre vinculando educação e trabalho. Educação e emprego.
Hélio Costa – Isso é assunto para ocupar um seminário! Carlão Pereira responde – Vamos manter os sistemas de avaliação. Temos o ProAlfa que é estadual e o IDEB, federal. O que vai ser mudado radicalmente será a relação com o governo federal. Nós queremos parceria com o governo federal, e não desenvolvimento de política isolada. Hélio Costa complementa – e também a relação do estado com as prefeituras, que está atritada, especialmente por que lá pelos idos de 1995, o estado, de certo modo, levou os municípios a receber as escolas que eram de ensino fundamental, porém, mantidas pelo estado por uma troca prometendo enviar recursos, ônibus e na verdade nada foi feito. Entregaram as escolas às prefeituras, que assumiram uma responsabilidade enorme, e não têm os recursos para manter. Então essa relação prefeituras-estado tem que ser revista também.
Qual o papel que o candidato vê para a participação da sociedade civil e em especial para o investimento social privado no apoio à educação pública?
Pergunta elaborada por: Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro
Antonio Anastasia – Nós somos totalmente abertos a esses investimentos que são parcerias muito importantes. Temos vários exemplos desses em Minas Gerais, de instituições que “adotaram” escolas. Temos um movimento muito expressivo, por exemplo, ao redor da Cidade Administrativa, que um grupo de instituições da sociedade civil acolheu as escolas e fez reformas, e tudo isso está funcionando muito bem. O que é fundamental é que sempre o comando seja do estado. É o estado que dá diretriz para que haja esse tipo de parceria, esse tipo de iniciativa. Mas sou totalmente favorável para que ele ocorra.
Hélio Costa – Por questão do tempo concedido à entrevista esta pergunta não foi formulada ao candidato.
Que ações serão organizadas para implementar as escolas em tempo integral? Há interesse em ampliar a quantidade das unidades com essa modalidade de educação?
Pergunta elaborada por: Guilherme Weege, empresário, diretor da Malwee
Antonio Anastasia – Temos escolas em tempo integral no estado, já em número razoável e é um processo gradativo. Nós não temos como universalizar essa política. Não é só Minas, mas os estados todos, pela ausência de recursos, em razão do modelo tributário nacional, acabam tendo dificuldade em universalizar os programas, porque não existem recursos financeiros suficientes. Mas a escola em tempo integral é espetacular. Já estamos com mais de uma centena de municípios e é um projeto extremamente aplaudido e reconhecido. Nosso esforço é manter e aprofundar.
Hélio Costa – Quem respondeu a questão foi o Carlão Pereira – Com certeza. Faz parte dos planos a ampliação do tempo da criança na escola. Não é necessariamente a escola integral. Em Belo Horizonte tem escola integrada que oferece acompanhamento e atividades. Não é escola integral em que a criança passa o dia, mas existem mecanismos para ampliar o tempo de permanência e isso é essencial. Quanto mais se aumenta a relação de tempo, de vínculo entre o aluno e a escola, a condição dele melhora. As estratégias são variadas. O Brizola, positivamente, lançou o Cieps (Centros Integrados de Educação Pública). Um problema: o Cieps é uma estrutura muito cara. Mas ele colocou um marco no país, “nós temos que deixar as crianças mais tempo nas escolas”. Belo Horizonte hoje tem uma estratégia diferente que tem resolvido a contento.
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9 de setembro de 2010 às 8:04 pm
michela -
Eu moro em Buenopolis-MG há mais de 1 ano e vejo diariamente a luta que é para os professores/alunos terem um ensino digno. Estes números apresentados são mera ficção para Organismos Internacionais visualizarem.
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9 de setembro de 2010 às 8:50 pm
Raiza -
Hélio mandou muito bem. Anastasia ficou elogiando demais o presente e se esqueceu um pouco do futuro, que ainda precisa de muitas mudanças!
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9 de setembro de 2010 às 9:29 pm
Wilson -
A grande maioria das escolas do Ensino Fundamental estão sob a responsabilidade das prefeituras. E, minha preocupação, é como o governo do estado pode fazer para acompanhar as ações destas. Minha cidade por exemplo, Itabira, tem atualmente um Secretário que vem usando o Programa Mais Educação, do MEC, para poder empregar pessoas apadrinhadas por ele e que não teem a menor competência para exercer as funções que lhe serão delegadas. O mesmo, além desta atrocidade, acena com a possibilidade de se criar um “Sistema de Educação” próprio do município, desvinculando-se, assim, da SEE-MG. E, para piorar o já cáustico problema da cidade, os diretores são indicados pelo prefeito, como cargos de confiança. Enfim, essas são somente a ponta do “iceberg” que representa os grandes problemas das escolas municipais desse município. Como seria a atuação do Governo do Estado num município como Itabira, onde a politicagem vem atrapalhando de forma aviltante as já vagarosas tentativas de melhoria da educação brasileira?
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9 de setembro de 2010 às 9:49 pm
Maria José Teixeira -
Nós, professores da rede pública de Minas Gerais não temos o que comemorar, é tudo mentira desse governo. Porque os professores que trabalham nas APAEs não têm o prêmio por produtividade?
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9 de setembro de 2010 às 11:37 pm
kenia -
amei a do Helio, estou contigo
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9 de setembro de 2010 às 11:38 pm
ANGELA -
E OS RUMORES DO TAL CONCURSO PARA ESTE ANO …SERÁ VERDADE? O RESTO BALELA…
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10 de setembro de 2010 às 11:03 am
Mônica -
Tudo que vejo nas Escolas Estaduais são crianças e adolescentes chegando no 5º ano sem saber ler, copiando mecanicamente. O que o Estado quer é que o aluno não seja retido, criando analfabetos funcionais. A Educação pede socorro.
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10 de setembro de 2010 às 4:18 pm
nivaldete de souza aquino silva -
Frustrante a entrevista com o candidato hélio costa em quem eu intencionava votar,demonstrou em todas as perguntas insegurança com relação ao assunto “educação”,Anastasia que a princípio não era meu candidato se mostrou muito mais convincente e conhecedor dos atuais problemas enfrentados pela comunidade escolar e suas propostas são inovadoras,realistas e possíveis de serem implantadas.
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10 de setembro de 2010 às 5:11 pm
Andrea De Souza Soares -
Sou mãe de 3 filhos e que nesses últimos 12 anos venho acompanhando o desempenho escola estadual e a sua DEGRADAÇÃO NA ESFERA ESTADUAL – é uma vergonha! A minha filha está no 9 ano e vejo que ela não sabe quase nada, ela não sabe pensar, não sabe desenvolver. E pior na escola onde estuda existe um professor de história que mais conta sobre a vida dele do que da matéria. É um absurdo! Além da desqualificação dos professores dentro de sala – estressados, desmotivados e “enchendo lingüiça” Esse é o quadro da Educação no estado de MG. o Fato que o Governo Aecio fez ao autorizar a inclusão da criança a partir dos 6 anos de idade, eu entrei aos 6 anos graças ao empenho dos meus pais e da visão de uma diretora De Escola municipal que viu o meu potencial e autorizou a minha jornada escolar isso em meados de 1977. Portanto concordo com o Senhor Helio Costa esse é um dever de todos pela Educação!
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10 de setembro de 2010 às 6:53 pm
paula -
Estou me formando agora na área, para disciplina de História, e acho que a educação em Minas está vergonhosa, esses números apresentados não passa de conversa para encher os olhos daqueles que tem pouca instrução, um estado não pode viver só de números, quero ver na prática a realidade é bem diferente. E a questão do professor é um descaso total com a profissão,vejo pessoas formadas em outras áreas pegando aulas nas escolas,pois falta professor ,as pessoas não querem ser professor,e me diz se tem algum atrativo? Além do mau salário, agente não tem prazer de entrar na sala de aula, os alunos ganharam leis a favor deles mesmos, e se deixar passam por cima mesmo, de quem estiver na frente ensinando,é uma luta constante entre o aluno e o professor, isso não pode mais existir, alguns ainda tem coragem de culpar o profissional pelo mau aluno, é absurdo ver que a profissão está mau vista, era para ser uma das mais valorizadas, a sala de aula é onde começa tudo na nossa vida.E os políticos dão o mínimo de valor pra isso,como, que para pagar bem a outros profissionais,e até mesmo os próprios políticos, o dinheiro aparece, e para o professor “coitado”não tem verba,é revoltante e desgastante saber que não temos apoio nenhum. Eu faço História porque amo, mas estou desmotivada se tiver que dar aulas, é triste, mas é a conclusão que cheguei, não só eu, mas outros colegas que estão partindo para fazer outros cursos.
Vamos ver se o senhor Hélio Costa vai mesmo mudar essa realidade,eu espero e vou votar pra ver, gostei de suas propostas e quero mudança, queremos que não seja só promessas, pois o povo coloca quem ele quer, no poder, mas ele também tira, quem ele quer. -
10 de setembro de 2010 às 9:38 pm
Gontijo -
Sou professor da Rede Estadual e posso dizer que o Governo nos últimos anos só fez piorar a qualidade da Educação.
O Governo Aécio/Anastasia acabou com o plano de carreira dos professores e deixou a categoria ainda mais desmotivada.Toda e qualquer propaganda feita pelo Governo deve ser analisada e contestada, pois não condiz com a realidade mineira.
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11 de setembro de 2010 às 2:41 am
Benedito Simões -
Caso Hélio Costa seja eleito, quem vai governar e estabelecer politicas governamentais para a educação, ele (Hélio) ou Carlão Pereira? Porque será que nosso “fantastico” apresentador se calou e deixou que outro falasse por ele? Sem educação fica difícil ter opinião… Pense bem antes de votar.
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11 de setembro de 2010 às 9:51 pm
CYNTHIA MELO -
O PSDB NUNCA FEZ NADA PELA EDUCAÇÃO EM MG. O GRANDE EMPRESARIADO APOIA ESSE TAL DE ANASTASIA , QUE NÃO PASSA DE UMA ILUSÃO.
SOU PATRUS E HELIO PELA EDUCAÇÃO! -
12 de setembro de 2010 às 11:43 am
Ilton Ribeiro Jr -
Vangloriar com o décimo quarto, em detrimento do reajuste anual do salário é muito fácil. E agora vem o subsídio que acabará com esse 14º. Anastasia valorizar é valorizar de verdade e não enganar. Se não valorizou em 08 anos não será agora que valorizará
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12 de setembro de 2010 às 12:32 pm
Denise -
Estava meio em cima do muro, mas agora depois de ler as respostas dos dois candidatos passei para o lado do Hélio, muito mais coerente e maduro nas reflexoes sobre nós educadores e sobre as dificuldades que nos rodeiam. Anastasia já esteve lá e não fez quase nada por nós teve tempo e não aproveitou. Votar no Anastasia é chover no molhado. Denise(professora em Três Corações)
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12 de setembro de 2010 às 10:45 pm
inez Gouveia -
Eu sou professora da rede Estadual, e quanto a reforma das escolas o candidato Anastasia disse uma inverdade. A escola em que eu trabalho só não caiu ainda por graça de Deus, as instalaçoes hidraúlicas e eletricas ñão funcionam e a escola só não foi interditada porque o governo manda no corpode bombeiros e na polícia.
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13 de setembro de 2010 às 1:58 pm
César Cristiano de Lima -
Anastasia é uma criação absurda dos milhões de R$ com os quais o ex-governador Aécio Neves comprou toda a mídia mineira durante 8 anos. Essa gente do PSDB tem nojo de pobre e não conhece a realidade da educação nas escolas estaduais espalhadas e abandonadas pelo interior do Estado de MG.
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13 de setembro de 2010 às 11:10 pm
igor tebet soares -
Também acho sensato que se observe questões afetivas na escola, se acompanhe o desenvolvimento afetivo na escola.
O professor joga na lousa o conteúdo e todos os alunos são individualistas. Parece que o ser humano só existe pra trabalhar e ganhar dinheiro. -
13 de setembro de 2010 às 11:41 pm
Cibele -
Moro em BH estou me aposentando ano que vem,com vinte anos de sala de aula.Entra governo e sai governo e a educação continua na mesma.Nao temos o que comemorar. O que diz Anastasia é tudo enganação 8 anos no governo e pouco fizeram.Por isso estou com Hélio.
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14 de setembro de 2010 às 1:13 pm
Joaquim Ramos -
Parabéns pela entrevista! Ainda que, como disse uma candidata ao governo mineiro, “a democracia acaba quando terminamos de apertar o botão da urna eletrônica”, é bom registrar o que esses senhores pensam sobre assuntos tão relevantes e que afetam a vida de milhares de pessoas. Claro está que podemos, via de regra, antes das eleições escutar qualquer promessa de campanha… não é isso que resolve problemas estruturais. Por outro lado, não tem saída: são candidatos potenciais a ocuparem a cadeira hoje ocupada por Aécio Neves. Podem, a exemplo do que temos assistido, prometer “mundos e fundos”… se a população, efetivamente, não contribuir com as devidas cobranças, certamente, estas promessas serão apenas retórica e ludibriação.
Gostei da matéria!
Parabéns, Meghie! -
14 de setembro de 2010 às 9:48 pm
Luis Alves -
Caros amigos,
Não nos enganemos. Sou professor da rede estadual, e acredito sim que o Governo deve fazer muito mais por nós. Porém, não acredito que seja a turma do Newton Cardoso quem fará isso. Prefiro o atual Governo, que ao menos cumpre o que fala e não faz promessas ilusórias. Quanto à entrevista, não entendi o porque do Carlão responder no lugar do candidato Hélio Costa. Abraços. Luis
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15 de setembro de 2010 às 12:44 am
Jose Geronimo -
Achei a iniciativa exelente, pois só através da educação que podemos melhorar nosso país.
Parabéns pela entrevista! -
15 de setembro de 2010 às 3:11 pm
Jardel -
Trabalho na zona rural e até agora não vi nda concreta para solucionar problemas como transporte em épocas de chuva e ajuda aos professores que tem que se deslocar diariamente, comendo poeira, literalmente, ou amassando barro. Pq policiais tem casas pagas pelo poder público e os professores se quiserem ficar próximos ao trabalho tem que pagar aluguel?
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16 de setembro de 2010 às 2:32 am
Angélica -
É triste, vivenciar o dilema de exercer o direito do voto e não ter opção, em quemvota?.
De concreto nada foi dito pelos candidatos em questão.
9 anos de ensino fundamental?Apenas foi mudada a nomenclatura. A realidade é a mesma.
Os indicadores do ideb são apena números, e não condizem com a realidade, nosso aluno ,felizmente não é regra geral, não são críticos, ,não tem objetivos, diante da situação do pais, não veem motivo para se preparar para o mercado de trabalho.
Sabem que sabendo ou não acabam “ganhando”
um diploma.
Quanto a eleição de diretor, em muitas escolas, é suja, e um péssimo exemplo de cidadania para os alunos, que são comprados, até com cachorro quente. Quando é feito denúncias, elas desaparecem sem resposta das autoridades competentes.
Salário de professor? Nem precisa comentário, afinal a responsabilidade de educar, o dinheiro, o tempo gasto, a competência são valorizados com um salário-para os licenciados- de R$550,00 e muito, MUITO, MUITO amor a profissão.
Aposentei porque não aguntava maio o sistema, no qual a culpa é sempre do professor -
16 de setembro de 2010 às 1:44 pm
ivone -
Educação, Saúde e Segurança: prioridades de sempre para qualquer governante sério.
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16 de setembro de 2010 às 5:24 pm
marilza -
Li toda a entrevista, gostei de aspectos do Anastázia. Fiquei em duvida com oHélio Costa, afinal ele é o candito então porque quem responde as perguntas è o Sr. Carlão? Quem vai administrar o governo o sr. candito Hélio ou o sr. Carlão que responde suas perguntas?
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17 de setembro de 2010 às 12:24 am
Gilberto F. Fonseca -
Eu Moro no leste mineiro perto das divisas do RJ e ES lá nesses estados a educação é levada a sério e os proficionais da educação são tratados com respeito, em minas o governo Aécio e Anastasia trataram os professores com um disrespeito que a classe não merece, ainda o Anastasia se diz professor…KKKKKKK e quem não mora em minas não sabe que aqui exite SENSURA.
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17 de setembro de 2010 às 7:26 pm
Meire -
Tenho 4 filhos aos quais o mais velho nunca foi reprovado, está fazendo faculdade e cursou todo o ensino medio e fundamental em escola estadual.Minha filha mais nova acaba de completar 7 anos e escreve nitidamente e lê com muita influência. Acredito sim que com Anastasia dando continuidade ao trabalho de Aécio, Minas tem muito mais a conquistar.
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19 de setembro de 2010 às 4:37 pm
jussara rita das neves -
A questão da educação não está apenas nos recursos financeiros destinados às professoras, mas também aos recursos destinados a melhoria das aulas.(folhas, computadores funcionando ,salas com menor numero de alunos,etc.)
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24 de setembro de 2010 às 12:34 pm
Silvana Nogueira -
O Hélio Costa disse que nunca falou com um professor desmotivado. Pois então eu acho que ele não tem conversado com nenhum professor! Eu, sou professora há pouco tempo (cinco anos) e estou muito desanimada, quem pode ficar motivado com salas superlotadas, com salários de miséria, falta de capacitação, falta de apoio da família? Eu não tenho tempo para fazer um planejamento decente, pois tenho que dar aulas em três turnos para que eu consiga pagar minhas contas.Professor motivado? Senhor Hélio Costa, me apresente um.
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25 de setembro de 2010 às 2:30 pm
Gizele -
A entrevista e propostas dos futuros candidatos estão aí para serem avaliadas por todos nós cidadãos para que no dia das eleições possamos decidir em votar por um melhor governador que possa transformar a situação da Educação em nosso Estado e se não houver esse comprometimento devemos nos unir e tirá-lo do poder. Que lutemos a favor da democracia!!!
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27 de setembro de 2010 às 1:52 pm
Everton -
O governo do Aécio e do Anastasia, sabe fazer muito marketing e agradar às estatísticas, mas as pessoas sérias e comprometidas com o Estado de Minas Gerais sabem que não houve investimento real em Educação no Estado, pois reformar escolas é sim algo necessário, mas é INVESTIMENTO EM OBRAS, portanto o candidato mente ao colocar isto como investimento em Educação. Daí não adianta colocar as crianças mais cedo na escola, se a estrutura interna (que não é de concreto, mas de pessoas) está cheia de problemas. Há professores sérios que sabem executar excelente trabalho, mas que têm um salário tão vergonhoso, que não podem se dedicar a um único emprego, diminuindo assim a qualidade. Fora aqueles que só estão ali fazendo “um bico” até aparecer coisa melhor$$$.
O problema é que o fato de manter esse sistema “capenga” é que mantém certos políticos no poder, pois se aproveitam exatamente da manutenção da ignorância do povo fingindo investir na Educação. Depois investem milhões e milhões em SEGURANÇA, o que demonstra claramente seu descaso com a Educação: quanto mais se investir em Educação, menos bandidos vão existir, porém gasta-se mais com um preso do que com um estudante. Até quando, meus amigos?
Será que o Hélio Costa dá conta do recado ou teremos que partir para a criação de uma terceira alternativa? Está sempre em nossas mãos! -
27 de setembro de 2010 às 4:34 pm
Alexandra -
A educação em Minas não é lá essas coisas não,primeiro que educação tem que vim de casa.Estou me formando em matemática,substituo uma professora de licença,e estou muito desmotivada.Não tem respeito na sala de aula,alunos vão pra escola só para brincar e atrapalhar quem realmente quer aprender,sem dizer no salário que é um absurdo,ser professor não é só chegar na sala e abrir um livro e pronto.Temos que elaborar aulas,provas.Sinceramente tenho medo do futuro,se ninguém mais quiser ser professor como será esse país,eu nem comecei estou pensando assim,imaginem os professores que lecionam a varios anos?
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28 de setembro de 2010 às 2:22 am
Rafael Santiago Gregorio -
EDUCAÇÃO AINDA DÁ MUITOS VOTOS, SABEM POR QUÊ?
PORQUE UMA GRANDE PARTE DO PROFESSORADO NÃO SÃO POLITIZADO A TAL PONTO DE PREPARAR NOSSOS FUTUROS GOVERNANTES A VALORIZAREM OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO TENDO EM VISTA UM LEGÍTIMO ENSINO DE QUALIDADE. A DEMAGOGIA IMPERA NO DISCURSO DE NOSSOS CANDIDATOS. -
29 de setembro de 2010 às 2:56 am
Pérolas de setembro « Inter Vistas -
[...] outra pérola, tão estimulante quanto essa (mais ainda, eu diria) foi enfim ver publicadas as entrevistas da Educar para Crescer com os candidatos ao governo do Estado. Isso definitivamente é algo que eu não podia deixar de [...]
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29 de setembro de 2010 às 2:33 pm
Cristiano -
Atualmente os professores estão desacreditados, são discriminalizados pelas famílias e sofrem de todas as pressões. São agredidos verbalmente, afrontados e até fisicamente e não têm como reagir e se defender convincentemente. São ameaçados e ficam apreensivos. Os direitos dos professores são mínimos frente aos riscos. Incrível como conseguem manter-se na profissão.
Porém, esta profissão está caduca. É motivo de emprego para quem tem pouca oportunidade de se empregar em outra área mais concorrida, tem mais vagtas no mercado que outras profissões. Mas está saturada a disputa nas designações e contratos. Pagam menos e sem todos os direitos. Se dobram ganham menos ainda. Trabalham longe de casa e ganham 30 reais de auxílio combustível? Para todos os dias? É vergonhoso. Doméstica ganha 2 ou 4 vale transportes.
Atualmente quem se ingressa, digo ingressa, nesta profissão está se garantindo com pouco salário devido ao desemprego.
O professor precisa se formar com 800 reais em média numa faculdade “chifrim” e ganha menos de um salário tirando os descontos. IPSEMG não presta. Só para coisas corrigueiras, se for sério não resolve. Talvés para BH o Hospital sirva, mas já foi modelo de atendimento agora é saturado. No interior só para consultas e olha lá. Uma faxineira ganha mais que um professor e trabalha menos, com menos riscos de vida e ameaças.
O Aécio prometeu durante os últimos anos as mudanças atuais, foi aos pouco incluindo avaliações e cobranças, modificando o centro das atenções dos educandos, sendo mais rigoroso com papeis a serem preenchidos. avaliações atras de avaliações. Critérios, critérios e critérios. Dizia que isso era para melhorar a classe e facilitar as cotas e melhorar a remuneração. Quando chegou a época de DAR O AUMENTO DE SALÁRIO, saiu para Candidatar-se a SENADOR e NÃO DEU O AUMENTO PROMETIDO. ?????
Ela não merecia nem ser senador e ficará lá por 8 anos, 8 anos, 8 anos, fazendo promessas falças???
É um absurdo o que se fala e se mopstra. IDEB abaixo de 6 é sinal de menos 60% , seria bomba geral!!!!
Só mudaria as coisas e as futuras consequências se uma greve durasse prazo suficiente para se perder um ano letivo. Ai sim não teriam as metas dos bancos mundiais e não teriam escolas suficientes para colocarem os reprovados e os que vêm de ingresso do fundamental.
Talvés assim, não prometeriam e ficariam mais sem cumprir as promessas. Não somos vistos seriamente e não temos valor. Por volta dos anos 70, professores ganhavam 6 salários (3000 hoje?) compravam casas ou construiam sem medo. Hoje ganhamos feito garis, ou pior, porque não precisa ter superior para ser gari!
Estamos numa vida de revolta e ficamos defendendo bolsas e bolsas pobrezas da vida. Merecíamos 5 bolsas misérias para cada ofença e ameaça de vida que temos. E ganhar uma bicicleta para ajudar no transporte até a escola no fim do mundo, porque ir de carro é ficar com ele todo arranhado.
Os políticos não têm “estrela na testa”, mas têm passado e infelizmente, a classe é desunida e medíocre demais para deixar de discutir os sindicalistas, os PT’s e os outros.
Acorda Professores. Senão essa profissão vira fim de linha para quem não tem o que fazer da vida e outra profissão melhor. Professor não vai acabar, vai acabar é a dignidade, a sabedoria e a consciência culta que se exige nas escolas. Dar aulas para formar trabalhadores técnicos robotizados é o ideal da política. Reprovação vai contra o ideal porque faria o aluno rever seu comportamento e da família. Escola vai virar creche se ainda não virou. Os professores estão virando sociólogos para criar filhos sem educação dos pais que não comparecem. Vagas para professor sempre vai ter, vai acabar é a sabedoria culta e é isto que querem os POLÍTICOS. Passam mel em nossas bocas, como em bananas caramelizadas. Só que somos Velas: Somos a Luz da Humanidade para instruirmos os alunos: Ser sem luz. -
1 de outubro de 2010 às 2:48 pm
lex -
E uma vergonha, media 6 no ideb. Ainda fala que tá bom! Eu tenho medo do futuro dos meus filhos que virão!!! Vejo um governo imcopetente que nao tá nem aí para a sociedade, so pensa em seu bem, e dane-se a população. Li os comentarios, os professores sal mal remunerados, mal tratados pelos alunos, nao tem nenhuma autoridade!! Como será o futuro??
O sangue vai derramar… O aluno nao sabe interpretar e argumentar. A culpa e do governo e dos pais, o governo nao investe em educação, nao paga bem os professores, nao ta nem ai pra classe, Cambada de $$$$$$$$!!!!
Os pais nao educam os filhos, acham que eles sao Deus, Já vi pai querer brigar com professor!! Um absurdo, isso e o reflexo da educação que o estado oferece!!! Na epoca dos meus avós, os filhos respeitavam os pais, se não, sabiam que o couro ia doer, tinha respeito, hoje o filho faz tudo, nao tem limites. E quem sofre são os professores. Ainda querem aprovar no senado, nao bater nos filhos, ai eu lhe falo, os pais serão agredidos e os professres também.
Se os pais tivessem voz ativa, e o estado fizesse sua parte em investir na educação o país seria melhor que hoje! E o que adianta investir, se o dinheiro, fica na metade do caminho, politica corrupta, Deus sabe para onde o dinheiro vai e vc tambem!!














O que você precisa saber sobre a Educação do Brasil antes de escolher seus candidatos. Veja nossas dicas e entrevistas com os principais candidatos.



