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Isto dá certo

Turma da Mônica chega ao Educar para Crescer

por: Equipe do Educar para Crescer

Cartilha está disponível para download gratuito no site 

Por Beatriz Montesanti

Clique na imagem para visualizar a cartilha completa

O Educar preparou uma novidade para toda a família: uma cartilha da Turma da Mônica!  A cartilha pretende incentivar a participação dos pais na Educação com dicas importantes a serem seguidas, passadas de uma forma muito divertida!

A ideia da cartilha surgiu na imersão anual realizada pela equipe do Educar em residências de alunos de escolas públicas, com objetivo de acompanhar o dia a dia das crianças, conhecer a família e seu modo de vida. Na experiência realizada em 2010, constatou-se que, muitas vezes, o único material de leitura encontrado nas casas são gibis da Turma da Mônica. Por que não, então, unir o gostinho pela turminha aos ideais educacionais? Os Estúdios Maurício de Sousa apostaram na iniciativa e daí surgiu esta parceria.

A cartilha deverá circular a partir do segundo semestre em revistas do grupo Abril, mas já está disponível para download gratuito em nosso site! Assim, com diversão e informação garantidas, não há motivo para não ler, né? Clique aqui para visualizá-la e aqui, se preferir fazer o download.

 

 

A paixão pela robótica despertada bloco por bloco

por: Equipe do Educar para Crescer

Por Luciana Fleury

É domingo à tarde, dia de final de campeonato brasileiro de futebol. Mas os olhos dos integrantes das torcidas uniformizadas presentes no ginásio do Colégio Dante Alighieri em São Paulo estão voltados para a atuação de conjuntos de blocos de Lego que se movimentam em uma mesa de 2,43 m por 1,21 m. A etapa regional do First Lego League (FLL), um dos mais importantes campeonatos juvenis de robótica do mundo, mobilizou 32 equipes e mostra como a robótica pode envolver e encantar meninos e meninas despertando o interesse por questões para os quais a primeira reação geralmente é torcer o nariz, como o cálculo de velocidade e distância.

“Uma pesquisa realizada ano passado mostrou que 96% dos participantes passam a dar mais importância para a escola e cuidar mais de suas instalações, 100% amplia o tempo que passa na escola e 78% decidem seguir com os estudos para a área de tecnologia”, enumera Danilo Yoneshige, responsável pelas regras do torneiro no Brasil.

A robótica estimula os alunos a conhecerem o mundo da ciência e tecnologia

Para chegar ao momento em que o robô projetado terá dois minutos e meio para realizar quatorze tarefas e ser pontuado por isso, um longo caminho é percorrido. É preciso organizar o grupo, dividir tarefas, estudar o tema proposto e, por tentativa e erro, chegar ao protótipo que será capaz de, seguindo a programação definida, ter a melhor performance. Isso sem falar na captação de recursos para a participação. “O empreendedorismo demonstrado pelo grupo para encontrar soluções para os problemas apresentados é um dos itens avaliados na competição”, comenta Yoneshige.

Foi o que vivenciaram os alunos da EMEF Professor Olavo Pezzotti, do bairro da Vila Madalena em São Paulo. Para cobrir as despesas com o Kit Lego utilizado na competição, inscrição e deslocamento, venderam de quindins na festa junina da escola até rifas. A escola faz parte do projeto Bloco a Bloco da Lego, que incentiva, entre outras coisas, atividades com robótica no ambiente escolar. “Primeiro foi o convite para assistirmos a competição, em 2008. E no ano seguinte, já viemos com uma equipe”, diz Viviane Ferreira Cardoso, professora mentora do grupo.

Quando reunidos para contar como é a experiência, o refrão “trabalho em equipe” é repetido por todos os integrantes. “Muda a forma de pensar. Não dá para fazer sozinho ou achar que se está sempre certo, é preciso aprender a respeitar a decisão do grupo e cumprir com sua parte”, diz Antônio Vitor Santos Souza, de 13 anos.

“O que aprendemos não serve apenas para esta competição ou para questões de robótica, mas para a vida inteira”, sentencia o falante Natan Haucke também de 13 anos e responsável pela comunicação e divulgação do grupo, que conta com blog e perfil no Facebook.

Para a professora, a participação melhora o comportamento e aumenta o envolvimento dos alunos. “Eles passam a representar a escola e são reconhecidos como o ‘grupo da robótica’ por todos, o que traz maior responsabilidade”, comenta.

Apesar de ainda estar na sétima série, Caíque Degoes Soares, de 14 anos, já definiu seu caminho acadêmico. “Quero fazer um curso técnico para desenvolver mais esta parte de engenharia mecânica e mais para frente encontrar um bom emprego nesta área”.

Desde o começo do ano, os sábados desta turma foram dedicados para treinar para a competição, cujas regras e tema foram conhecidos apenas em agosto. “É um prazo curto, os temas são complexos, como, neste ano, a engenharia biomédica”, diz Yoneshige.

A função dos professores é a de orientação e motivação. “Está claro, nas regras, a nossa missão. Nenhum adulto ou técnico envolveu-se na construção do robô ou em sua programação. As soluções são dos próprios alunos”, afirma a professora Viviane.

E isto é testado o tempo todo nos três desafios pelos quais os alunos precisam passar:

Projeto de Pesquisa (que envolve encontrar uma solução inovadora na qual a robótica possa ser aplicada em um problema real), Projeto do Robô e o Desafio de Missões (as 14 atividades que o robô precisa cumprir). Na etapa de reavaliação, a última antes da premiação, os grupos com melhores pontuações são novamente chamados e, em apresentações individuais e reservadas, respondem questões cujas respostas só podem ser dadas por quem realmente participou da decisão e não simplesmente seguiu orientações, formuladas por um grupo de juízes.

Os vencedores da etapa de São Paulo irão se juntar aos demais classificados para a etapa nacional que acontece em março em 2012. As com maior pontuação no quadro geral classificam-se para as Etapas Internacionais nos EUA (FLL World Festival) ou na Europa (FLL Open European Championship).

Podem participar da competição crianças e jovens com idade entre 9 e 15 anos, de instituições de ensino públicas e privadas, ONGs e grupos independentes. Cada time pode ser composto por 4 até 10 componentes.

Confira a lista de classificados para a Etapa Nacional:

START – vencedor do Champions’ Award

SIGMA – vencedor do Prêmio de Core Values

KOELLE PANDAS – vencedor do Prêmio de Missões

EQUILIBRIUM – vencedor do Prêmio de Design do Robô

FREE ACCESS – vencedor do Prêmio de Projeto do Robô

AC/DC/EG

PAPA POWER

LITTLE EAGLES – Vencedor do prêmio de Solução Inovadora

 

 

Respeitável público…. O circo chegou à escola!

por: Manoela Meyer

 

Professora Fernanda discursa após receber o prêmio de Educadora do Ano. Foto: Raoni Maddalena/Fundação Victor Civita

Há pouco mais de um ano, a garotada de 4º e 5º da Escola Municipal José de Calasanz, em Belo Horizonte (MG), aprende modalidades circenses nas aulas de Educação Física. Em uma disciplina onde só existia espaço para bolas, agora há acrobacias, cordas, balangandãs, tambores, arcos e lenços. Tudo isso graças à iniciativa da professora Fernanda Pedrosa de Paula, que ontem foi escolhida a Educadora do Ano durante a cerimônia de premiação do Prêmio Victor Civita 2011.

Consciência corporal e cooperação são alguns dos pontos importantes que os alunos aprendem durantes as aulas de circo. Mas um aspecto torna o projeto ainda mais especial: a professora conseguiu que as crianças com necessidades especiais também participassem das atividades, fazendo pequenas adaptações.

A ideia fundamental é que tudo seja colaborativo. Até mesmo na hora de elaborar o conteúdo das aulas, Fernanda contou com a participação direta de todos os alunos. Foram eles que pesquisaram e sugeriram temas e atividades. A cada aula, nova discussão e registro: quais foram os pontos positivos e os negativos da atividade, o que poderia melhorar. Um exemplo de projeto onde inclusão, superação e respeito ganham um novo significado.

A equipe da Nova Escola fez um vídeo bem sensível sobre o assunto. Vale a pena assistir, para conhecer um pouco mais a professora Fernanda e seus alunos: Vídeo Educadora do Ano

Este ano, além da Fernanda, outros nove professores de todo o país também receberam o Prêmio Victor Civita na categoria Professor Nota 10 e a pedagoga Maria Inês Miqueleto Casado recebeu na categoria Gestor Nota 10.  Clicando aqui você conhece cada um dos outros projetos.

Criado em 1998 para identificar e valorizar professores que adotam boas práticas na sala de aula de todo o Brasil, o Prêmio Victor Civita Educador Nota 10, é hoje o mais importante prêmio da Educação brasileira.

Os vencedores do prêmio com a mestre de cerimônias Denise Fraga. Foto: Raoni Maddalena/Fundação Victor Civita

 

Mais portadores de necessidades especiais no Fundamental

por: Bettina Monteiro

Vaga preferencial para deficientes fsicos.

De 2000 a 2007, o número de alunos portadores de necessidades especiais nas escolas brasileiras mais que dobrou. É o que mostra os dados do Censo Escolar do MEC, divulgados esta semana pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Ansio Teixeira). O melhor é que a maior parte desses jovens deficientes (ou superdotados, que foram incluídos nas medições) estão matriculados em instituições de ensino regular, ou seja, dividem a classe com estudantes “normais”. Ainda falta muito para o Brasil se tornar um exemplo de inclusão, mas esses dados são muito animadores:

  • Em 2000, havia 221.652 portadores de necessidades especiais no Ensino Fundamental, sendo 30% em classes regulares;
  • Em 2007, esse número saltou para 436.856, com 52% matriculados em escolas normais;
  • Alunos com baixa visão, superdotação e deficiências físicas têm os maiores percentuais de inclusão, com 89%, 87% e 75%, respectivamente;
  • Mas os portadores de síndrome de Down, deficiência mental e deficiência múltipla têm índices baixos de participação: 40%, 39% e 8%, respectivamente;
  • Dos estudantes matriculados em turmas regulares, 43% ainda estudam em salas sem apoio pedagógico especializado;
  • As redes estaduais e municipais de ensino contam com altos percentuais de inclusão em turmas regulares, 73% e 67%;
  • Já as escolas privadas permitem apenas que 8% de seus alunos especiais estudem em classes normais.

Vale a pena lembrar que cada escola deve ter consciência de seu papel na sociedade, preparando os professores para lidar com a diversidade e que lute constantemente para combater a discriminação, tanto entre os estudantes como no corpo docente. Nós, do Educar, acreditamos que a Educação é um direito de todos, não deve ser restrita ou interrompida por puro preconceito. E você?

Para saber mais sobre acessibilidade e direitos de alunos portadores de necessidades especiais, leia essa série de reportagens bastante esclarecedora:

A escola de todas as crianças
Um direito de todos
O benefício da inclusão
Questões da inclusão
Leis da inclusão

Por Gabriel Navarro
Foto: Andr Lessa

 
Conheça as ações que ajudam a melhorar a qualidade da Educação no Brasil

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