Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

Isto dá certo

Turma da Mônica chega ao Educar para Crescer

por: Equipe do Educar para Crescer

Cartilha está disponível para download gratuito no site 

Por Beatriz Montesanti

Clique na imagem para visualizar a cartilha completa

O Educar preparou uma novidade para toda a família: uma cartilha da Turma da Mônica!  A cartilha pretende incentivar a participação dos pais na Educação com dicas importantes a serem seguidas, passadas de uma forma muito divertida!

A ideia da cartilha surgiu na imersão anual realizada pela equipe do Educar em residências de alunos de escolas públicas, com objetivo de acompanhar o dia a dia das crianças, conhecer a família e seu modo de vida. Na experiência realizada em 2010, constatou-se que, muitas vezes, o único material de leitura encontrado nas casas são gibis da Turma da Mônica. Por que não, então, unir o gostinho pela turminha aos ideais educacionais? Os Estúdios Maurício de Sousa apostaram na iniciativa e daí surgiu esta parceria.

A cartilha deverá circular a partir do segundo semestre em revistas do grupo Abril, mas já está disponível para download gratuito em nosso site! Assim, com diversão e informação garantidas, não há motivo para não ler, né? Clique aqui para visualizá-la e aqui, se preferir fazer o download.

 

 

Lá em São Miguel tem pé-de-livro

por: Manoela Meyer

 

Quem passa por São Miguel Paulista, localizado no extremo leste da cidade de São Paulo, não imagina que o bairro carente é palco de um grande evento literário. Há seis anos o Festival do Livro e da Literatura marca presença no calendário cultural da cidade.

Este ano, o evento aconteceu entre os dias 25 e 27 de outubro e se espalhou por espaços públicos da região, como praças, pontos de ônibus, escolas e bibliotecas.  Logo na manhã do primeiro dia, as árvores da praça Morumbizinho – a maior da região – estavam salpicadas de livros. Imagine o cenário: enciclopédias, romances e livros de poesia pendurados em galhos, enquanto dezenas de crianças se esforçavam para alcançá-los. Pela leitura vale o esforço, não?

Segundo Tião Soares, da Fundação Tide Setubal que organiza o Festival, a ideia surgiu depois que foi diagnosticado o baixo acesso à literatura na região. Mesmo após tantos anos, os dados continuam alarmantes. Na semana retrasada, a Rede Nossa São Paulo divulgou relatório no qual mostra que em 2006 havia 0,26 livros por habitante adulto nas bibliotecas públicas da cidade. Em 2010, o índice caiu para 0,22. Isso, quando a Unesco recomenda 2 livros por habitante. Iniciativas como o Festival de São Miguel tentam reverter o quadro.

“O evento é organizado para promover um diálogo entre as pessoas e a literatura. Ele ajuda a humanizar os espaços públicos e promove o desenvolvimento social”, diz Tião. Para o escritor Ferréz, que participa há três anos da iniciativa, diz que é importante fazer São Miguel entrar no mapa da literatura.

Em média, mais de 20 atividades foram oferecidas ao público, simultaneamente. Feiras de troca e venda de livros, oficinas de artes, leitura e contação de histórias, apresentações musicais. Infelizmente, nem todas atraíram um grande público. “É um desafio grande chamar os moradores para eventos como esse. Isso porque a grande mídia não promove costumeiramente a arte e a cultura”, desabafa Tião.

De qualquer forma, o festival é um grande estímulo para a criação de redes culturais, sejam elas virtuais ou não. Muitos encontros e grupos foram formados ao longo dos anos, inspirados pelas discussões do evento.  E a ideia dos organizadores é ampliar o evento a cada ano, envolvendo mais pessoas. Tião diz que só assim será possível garantir o acesso aos “direitos culturais” que todos temos.

***

Aproveitei a visita à Feira para trocar uma ideia com o Ferréz. Morador do Capão Redondo – comunidade carente da zona sul de São Paulo – é um dos nomes mais conhecidos da chamada “literatura marginal”. O moço é romancista, roteirista, poeta e fundador do 1DaSul, grupo que promove eventos e ações culturais ligados ao movimento hip-hop.

O escritor topou nos dar um depoimento sobre a importância da educação em sua vida. Confira!

Além disso, Ferréz participou da nossa mais recente campanha – “Que livro fez sua cabeça?” – posando com a obra “Demian” de Hermann Hesse. A foto foi publicada aqui.

Você também pode participar, enviando uma foto sua com algum livro. Mais informações, acesse: http://quelivro.tumblr.com/

 

9 de novembro de 2011

Tags: , , , ,

Comente aqui
 

Contra a violência infantil: usuários de redes sociais trocam foto do perfil por desenho

por: Manoela Meyer

Você percebeu a quantidade de pessoas que trocaram suas fotos de perfil por personagens de desenhos animados ou histórias em quadrinhos? O novo modismo começou há poucos dias pelo Facebook e só termina no dia 12. Além de remeter claramente ao Dia das Crianças, muita gente aproveitou para aderir a uma “Campanha Contra a Violência Infantil”.

A onda não é exclusividade dos brasileiros. No ano passado, por exemplo, foi lançado um movimento semelhante em Portugal. Mas nada se compara aos números impressionantes que os usuários brasileiros conseguem atingir. Só no primeiro dia, estima-se que mais de 100 mil pessoas aderiram.

O Educar decidiu aproveitar o gancho para resgatar matérias publicadas sobre o assunto. Achamos que o tema não pode jamais sair de moda e deve ser constantemente revisto.

Você sabe, por exemplo, o que diz a polêmica “Lei da Palmada” que tramita atualmente na Câmara Federal? É um projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e proíbe castigos físicos e humilhantes contra os pequenos – incluindo palmadas, beliscões e apertões.

Clicando aqui você fica sabendo mais sobre a lei, e sobre como educar seu filho sem recorrer aos castigos físicos.

nessa matéria, falamos da importância de criar as crianças para que saibam se relacionar com as pessoas e o mundo. Afinal, é bom que os pais não percam de vista as emoções de seus filhos.

Por último, que tal fazer um teste para descobrir se você sabe dar limites ao seu filho?

 

11 mandamentos do pai e da mãe nota 10

por: Bruna Nicolilelo

Pesquisas em todo o mundo mostram que o envolvimento da família na vida escolar dos filhos é vital para o desenvolvimento deles. Um estudo da Fundação Itaú, por exemplo, mostrou que a participação dos pais é responsável por 70% do aproveitamento escolar do estudante. Os 30% restantes ficam com a escola. A conclusão surgiu de uma revisão de pesquisas nacionais e internacionais sobre desempenho escolar e foi divulgada em 2008.

Os principais fatores para o impacto positivo da participação são o nível de escolaridade dos pais, a renda familiar, o tipo de moradia e o acesso a bens culturais. Os resultados de avaliações nacionais do Ministério da Educação (MEC) e de índices de aprovação e evasão mostram que os alunos já chegam à escola com diferenças em relação a seus pares, ou seja, a condição e estrutura familiar determinante para colocar um estudante em vantagem ou desvantagem desde o incio do ensino fundamental.

A parceria pais + professores se tornou tão importante que nos Estados Unidos já existem políticas públicas específicas para estimular a presença dos pais no ambiente escolar. A escola de educação da prestigiada Universidade de Harvard criou até o Harvard Family Research Project, iniciativa dedicada a aproximar pais e escolas. No Brasil, o MEC, secretárias estaduais e municipais começam a se engajar nessa luta para envolver a família. As escolas brasileiras mais bem colocadas no Ideb (índice de desenvolvimento da educação básica) também têm estratégias para atrair os pais para dentro da escola. “Isso faz a diferença entre uma boa escola e uma mediana”, diz Eliana Aparecida Piccini Coelho, diretora da escola André Ruggeri, de Cajuru (SP), com nota 7,9 no indicador governamental.

Além de estar diretamente ligada às boas notas, a participação dos pais facilita transições, como a da educação infantil para o ensino fundamental, fortalece vínculos sociais e valores. E acompanhar o boletim e ir as reuniões não é tarefa exclusiva da mãe. Pelo contrário, pai também deve participar, pois algumas pesquisas indicam que a presena da figura paterna influi na postura do aluno em relação ao estudo e aos professores.

Está difícil começar a participar mais ativamente? Siga o mandamentos do pai e da mãe nota 10:

1) Atualize-se e estude com seu filho. Ajude-o no dever de casa.

2) Pergunte sempre: o que você aprendeu na escola hoje?

3) Dê o exemplo. Mostre como é legal ler e estudar.

4) Leia para ele. Esse simples ato o incentivará a ler.

5) Descubra se ele tem alguma dificuldade de aprendizado ou de relacionamento.

6) Vá a todas as reuniões de pais e mestres. Participe e dê sua opinião.

7) Informe-se sobre os problemas da escola: há professores que faltam demais?

8) Faça elogios sinceros e reconheça o potencial dele.

9) Jamais permita que ele abandone os estudos ou falte às aulas sem precisar.

10) Acompanhe o boletim escolar dele e comemore os avanços!

11) Converse com os professores e dirigentes escolares. Cobre uma Educação de qualidade.

Veja também:

10 perguntas que os pais devem fazer aos professores
A participação dos pais na escola ajuda no desempenho escolar das crianças. Uma boa maneira de começar falando com os mestres

Participação dos pais na escola
Você acompanha adequadamente a vida escolar de seu filho? Responda ao teste da especialista na relação famlia-escola Luciana Fevorini

Você está acertando como mãe?
Faça o teste desenvolvido pela psicóloga Magdalena Ramos e descubra se você é uma mãe exagerada, ausente ou equilibrada

 

ABC da Educação em família – F de Formação dos pais

por: Bruna Nicolilelo

F de Formação dos pais

Mãe dedicada é aquela que para de trabalhar para cuidar dos filhos. Certo? Errado! Se você queria mais um motivo para investir em sua carreira, aqui vai um ótimo.

Um estudo da Universidade do Kansas, publicado em 2006 no jornal norte-americano New York Times, apontou como a formação dos pais pode interferir no desenvolvimento educacional dos filhos: aos três anos, filhos de pais com boas profissões possuem um vocabulário de 1,1 mil palavras e QI de 117, enquanto filhos de pais sem profissão têm vocabulário de 525 palavras e QI de 79.

Ou seja, mais vale a pena (para você e seu filho) dar o exemplo, mostrando gosto pelo trabalho e pelos estudos – mas aproveitando ao máximo as horas de lazer em família – do que se fechar no restrito universo doméstico.

Atualmente, a maior parte das crianças associa o tempo dedicado pelos pais à formao e à vida profissional a benefícios materiais, como a possibilidade de estudar em uma boa escola ou de fazer uma viagem em família. O que não significa, claro, que você deva encher o seu filho de presentes para compensar as horas passadas fora de casa.

Pais com vários anos de estudo e com uma carreira bem sucedida costumam servir de exemplo para os filhos. Por isso, procure:

- Sempre mostrar ao seu filho a importância de uma boa formação e como isso pode fazer diferença no futuro dele;

- Conversar sobre a sua profissão, explicando exatamente o que você faz e qual a importância dela para a sociedade;

- Auxiliar o seu filho na escolha profissional, ajudando-o a saber mais sobre faculdades e carreiras com as quais ele se identificar.

Saiba mais sobre como ajudar seu filho na escolha profissional na reportagem: Que profissão eu escolho?

 

Primeiro dia de aula: dicas para pais e professores

por: Bettina Monteiro

Criana em idade pr-escolar.
O final de janeiro é uma época que requer calma e segurança de um grupo de alunos muito especial: aqueles que chegarão à escola pela primeira vez. Alguns se adaptam com facilidade, mas boa parte se sente abandonada pelos pais e não consegue parar de chorar. Para complicar ainda mais a situação, certos professores nunca passaram por essa experiência e ficam totalmente desorientados.

Nós do Educar acreditamos que todos devem estar preparados para garantir ensino de qualidade, inclusive para os alunos do prézinho. Por isso conversamos com educadoras especialistas nessa faixa etária e reunimos algumas dicas de como pais e professores podem lidar melhor com os pequeninos. Afinal, o ingresso na vida escolar é um momento delicado, que pode ser determinante para a relação de uma pessoa com os estudos.

7 ideias para os pais nos primeiros dias de aula, segundo Mônica Machado Gimenes, coordenadora do Ensino Infantil do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo:

  • “Antes de qualquer coisa, é preciso estar seguro com o lugar em que o filho será matriculado. Para isso, o melhor é visitar várias escolas e ouvir pais de alunos que já estudaram nelas”.
  • “Também é importante ter certeza de que é o momento ideal de a criança ingressar no Ensino infantil, ficando de olho para que a rotina da família não seja alterada nesse período da vida do filho”.
  • “Para evitar mudar a rotina da criança no período de adaptação, é interessante não forçar o desapego à chupeta ou à mamadeira, por exemplo”.
  • “Chorar é uma reação natural que não deve ser censurada. Não se deve fazer trocas com a criança por ela ter ficado na escola, como dar um presente por ela não ter chorado”.
  • “Evite perguntar muito sobre o que aconteceu durante o período letivo para não sobrecarregar uma pessoa tão nova, que ainda não consegue verbalizar totalmente o que vivencia”.
  • “É legal trazer um brinquedo ou uma boneca que ela goste para as aulas. É um apoio que dá segurança, um objeto de casa que vem para a escola”.
  • “Nunca se atrase para buscar a criança, para ele não se sentir esquecido na escolinha logo de cara”.

7 ideias para os professores nos primeiros dias de aula, segundo Renata Podalka, coordenadora do Ensino Infantil da unidade Tatuapé doColégio Santa Amália, de São Paulo:

  • “O professor deve passar segurança para os pais. No comeo, a principal dificuldade do educador é tirar a criança do ‘colo’ deles”.
  • “Se a criança começar a chorar descontroladamente, o auxiliar da sala deve levá-la para um ambiente reservado (senão as outras começam a chorar também) e fazeralguma atividade para acalmar o aluno, como ouvir música”.
  • “Se o choro continuar, é interessante que os pais fiquem na escola também, ‘escondidos’. Caso seja necessário, eles podem aparecer, conversar com a criança e se envolver na atividade do filho”.
  • ” É importante preparar muitas atividades, porque os pequeninos têm um tempo de concentração mínimo. Uma ação pode durar menos que o idealizado, principalmente nas primeiras semanas, quando os alunos ainda não estão habituados a esses exercícios”.
  • “No início do ano letivo, atividades externas são as mais bem-vindas. Brincar no parque, com bola, bambolê, na horta ou regar plantas, fazer pinturas ao ar livre”.
  • “Depois de algum tempo, é legal exigir mais concentração e envolver materiais diversificados. A criança está numa fase de descobertas e de exploração. Pintar com a mão, com o pé, lidar com texturas diferentes, brincadeiras em frente ao espelho, com fotos… Tudo isso é muito importante para elas se conhecerem”.
  • “Mais para o final do ano letivo, é hora de atividades desafiadoras e mais elaboradas. Mexer com canetinhas, lápis de cor (que exigem mais coordenação motora e firmeza), dança, música, com arte de modo geral, é essencial. A criança ainda tem dificuldades de se expressar e pode fazer isso a partir de um desenho, por exemplo”.

Leia também essas reportagens sobre adaptação escolar: 10 dicas para ajudar na adaptao dos alunos e Volta s aulas sem medo.

Por Gabriel Navarro
Fotografia: Stock

29 de janeiro de 2009

Tags: , , , ,

8 comentários
 

Formação profissional para mulheres

por: Bruna Nicolilelo

Lavar, passar, cozinhar, cuidar dos filhos. Não é pouca coisa, mas elas fazem mais. Entre 1996 e 2006, o número de mulheres que chefiam famílias passou de 10,3 milhões para 18,5 milhões um aumento de 79%. Apesar do acúmulo de funções, a ala feminina avança também nos estudos. A ampliação de um programa do governo federal voltado à capacitação profissional de mulheres de baixa renda mais um passo para fazê-las alcançar voos ainda maiores.

O projeto-piloto Mulheres Mil, lançado em 2008 em parceria com o governo canadense, atendia à 13 estados do Norte e do Nordeste. A boa notícia deste ano é que ele será expandido para mais estados, inclusive de outras regiões. São oferecidos cursos de formação geral e cidadã e de qualificação profissional em áreas como alimentos, turismo, artesanato, confecções, etc. A meta era formar mil mulheres até 2010, mas a ampliação do projeto deve fazer com que esse número aumente. “O grande objetivo é transformar o Mil Mulheres em política pública”, diz Stela Rosa, assessora do programa.

Nós do EDUCAR PARA CRESCER apoiamos iniciativas que estimulem a volta aos estudos e o empreendedorismo. As mulheres merecem mais atenção do poder público. Além disso, incentivar as mães a continuar estudando é uma maneira eficiente de conscientizar também sobre o valor da educação para os filhos.

Por Eliane Scardovelli

 

9. Escolher uma nova escola

por: Bruna Nicolilelo

Muito antes de o ano letivo começar, os pais devem escolher em que escola irão matricular o filho. Essa decisão pode fazer a grande diferença na vida dele, por isso a importância de se informar. A troca de informações entre os pais também é muito importante. Para ajudar, o EDUCAR PARA CRESCER selecionou da Revista Manequim Especial Educação, uma matéria que explica resumidamente como funcionam os diferentes métodos de ensino e aprendizagem. Esse é apenas um dos critérios para eleger a escola em que seu filho vai estudar. O que é uma boa escola para você?

Teorias de ensino e aprendizagem
Sabendo o que pregam as principais correntes de pensamento na educação, você pode optar por uma escola que combine com seu filho

2 de janeiro de 2009

Tags: , , , ,

Comente aqui
 

Sexo na escola: quais são os limites?

por: Bruna Nicolilelo

Educação sexual na sala de aula ainda é um tabu. Na Escola Estadual Pio X em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, a professora mostra aos alunos da 7ª série um kit com camisinhas, pílulas, DIUs e um pênis de borracha para tratar de temas como prevenção de gravidez na adolescência, DSTs e AIDS. Algum problema? Para o pai de uma das meninas que estava na aula, há sim. João Flávio Martinez, pastor evangélico e presidente do Centro Apologético Cristo de Pesquisas, entrar com uma representação no Ministério Público contra o MEC por permitir o uso desses materiais pelas escolas. O assunto gerou polêmica. Foi parar no blog do Reinaldo Azevedo e virou matéria do Fantástico.

O pai da menina explica o motivo de sua indignação: “A escola não avisou os pais que usaria esses artigos nas aulas de educação sexual. Fiquei sabendo do episódio porque minha filha me contou em casa. Um pênis de borracha um item pornográfico, o que é proibido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Esse tipo de atitude pode estimular crianças a terem relações sexuais cada vez mais cedo.”

Aqui cabem algumas pitadas de informação:

- O MEC e Ministério da Saúde mantém o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas desde 2003. Não há um kit padrão para as escolas, só a distribuição de cartilhas com conteúdo de apoio pedagógico. Os diretores de cada escola têm liberdade de escolher quais objetos são adequados para as aulas e quando as crianças podem começar a ter educação sexual;

- No ano passado, 500 mil crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos deram à luz no Brasil. Pesquisa do Departamento de Pediatria do Hospital Universitário de Brasília indica que 63% das garotas que engravidam param de estudar e, delas, 60% abandonam de vez a escola ao tornar-se mães. A maternidade precoce é o principal motivo de evasão escolar entre as meninas. (Leia Mãe, tô grávida! e Gravidez Precoce)

- Uma pesquisa realizada pela Unesco para avaliar o projeto em 135 escolas públicas brasileiras mostrou que a disponibilização de preservativo no ambiente escolar é considerada uma boa ideia para 89,5% dos estudantes e para 63% dos pais. Apenas 5,1% dos alunos, 6,7% dos professores e 12% dos pais acham que essa não é a função da escola;

- Na Holanda, onde as crianças têm educação sexual a partir dos 5 anos de idade há 5 nascimentos para cada mil adolescentes. No Brasil, onde a disciplina no obrigatória, há 83 nascimentos para cada mil jovens.

Ok, talvez a polêmica não seja a educação sexual em si – até o pastor João Flávio acha válido que as escolas orientem os adolescentes, desde que o conteúdo seja “focada nos valores da família”. O problema é o pinto de borracha. Mas como então ensinar a colocar uma camisinha? Antes, usava-se uma banana – desculpe, mas uma fruta plastificada é menos séria e dá muito mais abertura para as piadinhas que surgem em situações como essa.

Mas entendemos também que os pais devem ser consultados pelas escolas antes de ações como essa. Trata-se de um tema delicado, e respeitamos o pai que se sente desrespeitado e fica preocupado com o conteúdo passado para os filhos.

Ficam então algumas perguntas no ar:

- Qual a melhor idade para as crianças começarem a ter orientação sexual nas escolas?

- É adequado escolas usarem pênis de borracha para mostrar como se coloca camisinha, de forma a prevenir a gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis?

- O MEC deve regular o conteúdo dos kits e das aulas de educação sexual nas escolas?

2 de dezembro de 2008

Tags: , , , , ,

13 comentários
 

Educação em período integral, do ponto de vista da mãe

por: Bettina Monteiro

Japo: escola integral

Eu trabalho. Como a maioria das mulheres deste país. Minha filha vai a uma pré-escola e, no contraturno, fica parte do tempo comigo e parte com a babá, supervisionada pela avó. A babá de minha filha evidentemente também trabalha. Suas filhas de 22, 20, 18 e 16 estudam e trabalham. Seu filho de 12 estuda e cuida dos netos de 4 e 2 anos para as irmãs irem à escola. O que há de comum entra a babá e eu? Enquanto trabalhamos, nossos filhos não têm a educação que gostaríamos. A babá e eu queremos a mesma coisa: uma escola integral, que fique com as crianças durante todo o tempo em que estamos produzindo. Nós duas renderíamos mais se não ficássemos apreensivas com o dia-a-dia dos nossos filhos.
Finlândia, Japão (na foto, uma escola para brasileiros), Estados Unidos já aderiram educação semi-interna com sucesso, aliás. Isso não quer dizer 10 horas por dia de conteúdo nas cabeças das crianças. Quer dizer 10 horas de cuidado, de atenção, de tira-dúvidas. Com supervisão, esportes, artes plásticas, música, brincadeiras, descanso, alimentação e, claro, conteúdo tradicional. Sem falar do melhor do melhor: sem televisão (o que eu mais odeio) e sem violência (o que a babá mais teme).

O que nós duas podemos fazer pra mudar isso? Votar bem. Nossos repórteres acabaram de apurar como os partidos vem a educação no Brasil. Nesta matéria, os principais tópicos para você se basear.
Depois, seria legal, se você escrevesse sua opinião aqui.

22 de setembro de 2008

Tags: , , , , ,

1 comentário
 
Conheça as ações que ajudam a melhorar a qualidade da Educação no Brasil

categoria



roda blog

Realização

Apoio