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ADOLESCÊNCIA

Como ajudar lidar com a má-criação dos adolescentes

Diálogo e reflexão são alguns dos caminhos para ensinar aos adolescentes os princípios da boa educação


03/06/2014 19:16
Texto Adriana Carvalho
Educar
Foto: Claudia Marianno
Foto: Essa fase é difícil tanto para os pais quanto para os filhos. Veja as dicas valiosas para passar por ela numa boa!
Essa fase é difícil tanto para os pais quanto para os filhos. Veja as dicas valiosas para passar por ela numa boa!

Na adolescência, a chamada má-criação tem contornos diferentes dos apresentados pelas crianças. Ao chegar a essa idade, é esperado que os jovens já tenham incorporado à sua rotina normas de conduta e de responsabilidade que devem ser estabelecidas pelos pais desde a primeira infância. Caso os adolescentes ainda façam birra e se comportem mal como os pequenos, é hora de os pais reverem urgentemente sua linha educacional, para que os filhos não se tornem adultos mal educados.
Além disso, os pais devem aprender como lidar com a rebeldia e a contestação, que são alguns dos comportamentos que costumam se sobressair na época da adolescência. Nessa fase, os jovens devem ser orientados sobre como exercer o direito de questionar sem faltar com o respeito a ninguém. Veja as dicas dos especialistas.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Na adolescência, os episódios de rebeldia são comuns. Como agir nessas horas?
Algumas estratégias usadas com crianças continuam a valer com os adolescentes na hora de lidar com a rebeldia, conforme afirma a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo. "É preciso dar o exemplo, a orientação e o limite. E é importante que o adolescente tenha um canal aberto de diálogo com os educadores", explica Nívea. Segundo ela, a adolescência é um momento do desenvolvimento em que os jovens estão construindo, além de um repertório comportamental, os conceitos que sustentam e explicam suas ações. "Portanto é essencial que haja momentos de discussão e reflexão mediados por educadores atentos e emocionalmente disponíveis", diz ela.
2. Como estabelecer um bom canal de diálogo com o adolescente?
Os pais devem construir uma relação que priorize a comunicação com os jovens, ensina Aurea de Oliveira, coordenadora do Colégio Augusto Laranja, de São Paulo. "Deve se eleger momentos em que a família se reúna para conversar, trocar ideias e afetos. Os pais devem adotar estratégias para lidar com o adolescente, que acredita ser o dono do mundo. Evite o confronto, evite o jogo de forças, evite as críticas, pois esses são caminhos que bloqueiam a comunicação", explica ela. "Faça perguntas tendo claro aonde se quer chegar com a conversa. Ajude o jovem a rever seus conceitos, a fazer a própria crítica de seus atos", diz.
3. O que fazer quando o adolescente desrespeita outras pessoas?
Tratar com respeito outras pessoas, seja os professores, seja os próprios pais, seja os funcionários da escola, seja o porteiro do prédio, ou seja, o garçom em um restaurante é um ensinamento que deve partir do exemplo e da orientação dada em casa. "Muitas vezes vemos pais que se colocam como clientes da escola e que defendem tudo que o filho faz. Esses pais passam a ideia errada de que o professor e funcionários da escola são pessoas a seu serviço e não devem ser respeitados. Os pais devem dar o exemplo de educação quando eles mesmos tratam com outras pessoas", afirma Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio.
4. O que fazer quando o adolescente não respeita regras, como as da escola?
É preciso ensinar ao adolescente que, embora ele tenha o direito de questionar, suas necessidades e opiniões não são absolutas, conforme afirma a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo. "Ou seja, as normas da escola existem e precisam ser seguidas mesmo que, em algumas situações, estejam em desacordo com a vontade do jovem. É claro que ela poderá expor suas necessidades e negociar suas vontades, mas deve entender que as figuras de autoridade, os pais e educadores, têm a última palavra. Isto não deve ser visto apenas como o cerceamento de sua liberdade, mas como um parâmetro para o funcionamento harmônico do grupo", diz.
5. Como proceder quando o adolescente não tem cuidado ou destrói as coisas dos outros ou bens públicos?
Os educadores - pais e professores - não podem aceitar essas atitudes dos jovens e devem estabelecer as consequências para os atos praticados, afirma Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio. Destruiu equipamento da escola ou pichou os muros? Deve ajudar a consertar o que quebrou e a limpar as paredes. Quebrou algo que pertencia à outra pessoa? Deve pagar de alguma forma, como com desconto do valor do objeto em sua mesada.
6. Como orientar os filhos a serem questionadores sem se tornarem pessoas desrespeitosas?
Os jovens precisam desenvolver a capacidade de colocar suas opiniões e debater de forma construtiva. Para tanto, a psicóloga e psicopedagoga Nívea Fabrício, diretora pedagógica do Colégio Graphein, de São Paulo, dá algumas dicas. "O jovem deve analisar em primeiro lugar o momento certo para falar de determinado assunto. Não adianta, por exemplo, durante a prova de matemática, querer pedir que a classe não receba mais lições de casa para fazer nos finais de semana", diz Nívea. Outra orientação é o jovem aprender a distinguir a pessoa certa para fazer seus questionamentos ou pedidos. "Por exemplo: não adianta brigar com o bedel da escola porque não pode ficar na sala de aula durante o recreio. Se ela quer mudar esta regra, o mais correto é falar com a coordenação ou com a direção da escola", explica a psicóloga. Muito importante ainda é aprender a forma de falar. "Usar palavras educadas e se colocar de maneira gentil ajuda muito a ter suas ideias aceitas. Aqui vale aquela máxima que diz: ‘quase sempre podemos falar o que queremos, mas quase nunca podemos falar como queremos". Por fim, o jovem deve aprender a aceitar que suas ideias ou vontades nem sempre serão aceitas. "Quando se questiona algo, três coisas básicas podem acontecer: sua ideia é plenamente aceita, sua ideia é rejeitada, ou, o que é mais comum, uma terceira ideia surge e é posta em prática. Aceitar essa realidade é a base para lidar com situações de questionamento e conflito de interesses", diz.

 

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