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Como ajudar seu filho a lidar com a timidez

Saiba o que fazer quando a timidez se torna um sofrimento para seu filho


03/06/2013 20:11
Texto Adriana Carvalho
Educar
Foto: Claudia Marianno
Foto: Incentive a sociabilidade de seu filho com as dicas abaixo!
Incentive a sociabilidade de seu filho com as dicas abaixo!

Ele não é o mais popular da turma. Fala baixo, não usa muitos gestos, fica vermelho com facilidade quando chamam a atenção sobre ele, expressa pouco suas ideias e opiniões. Em resumo, ele é tímido. Se seu filho apresenta essas características, é preciso ter atenção na hora de avaliar seu comportamento: "Algumas famílias têm como ideal aquela criança desinibida, atirada e comunicativa. Porém, é preciso respeitar os traços da personalidade da criança que se apresenta um pouco retraída, mas que se relaciona bem com os colegas sem ser o mais popular", afirma a psicóloga Eliana de Barros Santos.

A timidez não é uma doença e nem é um problema quando se manifesta dessa forma. O comportamento tímido do filho só deve merecer intervenção dos pais quando começa a provocar sofrimento para a criança. É o caso das crianças que buscam sempre se isolar e brincar sozinhas e que consideram uma verdadeira tortura participar de atividades sociais que deveriam ser prazerosas, como passeios e festas. A timidez também é um problema quando começa a prejudicar o desempenho da criança em suas atividades cotidianas, como na escola. Veja o que fazer para ajudar seu filho a entender e lidar com a própria timidez.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. O que é a timidez?
A timidez é um padrão de comportamento em que a pessoa não consegue exprimir (ou exprime pouco) o que pensa e sente por receio de não ter a aprovação dos outros. Ela mostra desconforto e inibição em situações de interação pessoal, conforme explica Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). "A timidez se caracteriza por uma preocupação excessiva com as atitudes, percepções, reações e pensamentos dos demais".
2. Quando a timidez se torna crônica?
A timidez é um desconforto frente uma situação que envolve interação social. Uma criança pode ter a chamada de timidez crônica quando apresenta grande dificuldade em para se relacionar com os outros em diversos tipos de situações sociais e não apenas em uma situação específica (como falar em público, por exemplo). Para quem tem timidez crônica, "os outros" são vistos como uma verdadeira ameaça à sua integridade emocional. "Quem é ‘o outro’? Pode ser o colega de sala, pode ser o vizinho, a sociedade. Nos casos mais severos de timidez, a ideia de ter que interagir com alguém é suficiente para desencadear o desconforto. A pessoa que apresenta timidez está preocupada com o que ‘o outro’ pode vir a pensar sobre ela, sobre o que faz, sente ou fala. Sua atenção está focada quase exclusivamente em si mesmo", diz a psicóloga Eliana de Barros Santos.
3. Algumas crianças podem ter timidez apenas em algumas situações específicas?
Sim. Há tímidos que apresentam desconforto apenas em algumas situações específicas. Por exemplo: quando precisam falar em público ou quando têm de falar com pessoas que não conhecem direito. "Isso é o que podemos chamar de timidez situacional. Ou seja, é a timidez que ocorre em ocasiões muito particulares", diz a psicóloga Eliana de Barros Santos.
4. Quais são os sinais da timidez?
Um dos sinais de timidez é rubor na face, explica Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). "Ele pode estar associado ou não ao rubor das orelhas e do pescoço. Seu aparecimento é acompanhado de um sintoma que se caracteriza por sensação súbita de calor na região afetada. É comum também o tímido apresentar uma fala não fluente (gaguejar), usar baixo volume de voz, ter pouco contato visual com o interlocutor e usar pouca expressão corporal".

A psicóloga Eliana de Barros Santos acrescenta que a criança tímida pode também apresentar sudorese excessiva. Muitas vezes o tímido tenta fugir da situação que o assusta. "É comum a criança buscar se esconder no quarto ou sair correndo do ambiente que ela quer evitar por timidez. Ela está excessivamente focada no julgamento que farão dela: ‘estão me olhando e vou ser avaliada’. Ela não confia em ser capaz de corresponder à expectativa do outro e constrói uma imagem negativa de si mesmo: ‘Sou um desastre, faço tudo errado’", explica Eliana.
5. Como os pais pode ajudar o filho a lidar com sua timidez?
Quando a criança começa a se isolar, prefere estar sempre sozinha e não quer participar de situações sociais que deveriam ser prazerosas, como festas e passeios, os pais devem intervir para ajudá-lo a se sociabilizar. "Nessas horas os pais podem sim intervir e investir em situações em que a criança vá gradativamente aprendendo e ganhando confiança para se expor mais e participar das atividades sociais", diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. "Se a criança não quer ir a uma festa de aniversário por ser tímida, faça combinados com ela, como: ‘então vamos até lá apenas para entregar o presente’, ou ‘entendo que você não quer ir, mas vamos até lá e ficamos apenas meia hora’. Não é preciso forçar a criança a dar beijinhos em todos ou se comportar com total expansão, mas incentivá-la aos poucos a se soltar".

Outra dica é procurar aproximar a criança de outras que tenham gostos e atividades semelhantes. "Quando a criança tem gostos e características diferentes da maioria, deve-se ajudar essa criança a encontrar amigos que compartilhem dos mesmos prazeres", diz Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
6. O comportamento dos pais pode influenciar na timidez do filho?
Como principais figuras de referência das crianças, os pais acabam sendo os modelos de comunicação e sociabilidade. Se eles são expansivos, é mais provável que os filhos também sejam assim. E vice-versa. Isso não quer dizer que ser popular é comunicativo é o mais correto, mas o exemplo dos pais pode ajudar os filhos a saber como se relacionar com os outros. "Eles devem proporcionar oportunidades para o filho interagir com outras crianças, buscar espaços onde haja mais crianças e estimular atividades coletivas. Os pais devem procurar brincar mais com esse filho e convidar outras crianças para brincar com ele em casa", orienta Quézia Bombonatto, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

 

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