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Como ajudar seu filho na reta final do vestibular

O apoio dos pais nas semanas que antecedem as provas é fundamental


18/10/2013 13:10
Texto Luciana Fleury
Educar
Foto: Como ajudar seu filho na reta final do vestibular
Nessa época de muita tensão, é importante a família contribuir para reduzir o estresse pré-vestibular, demonstrando apoio e compreensão.

A contagem regressiva começou e, depois de muita preparação e expectativa, eis que as datas do ENEM e das provas dos principais vestibulares do País estão ameaçadoramente próximas. É um momento delicado, que pode mexer com a condição emocional do candidato a ponto dele pôr tudo a perder, por mais que tenha se dedicado ao longo do ano. Por isso é importante a família contribuir para reduzir a tensão pré-vestibular, demonstrando apoio e compreensão. "Este apoio, que deve ter sido dado durante todo este ano, deve ser reforçado. Nesta hora, não basta ser pai e mãe, é hora de se mostrar amigo e amiga", defende o coordenador de vestibular do Curso Anglo, Alberto Francisco do Nascimento. "Mas é preciso ser coerente. Se o filho ficou este tempo todo por conta própria ou determinado membro da família sequer demonstrou interesse pelo processo, não é agora que há de se querer fazer algo ou esta pessoa se mostrar preocupada. O melhor é não atrapalhar", complementa.

Vale lembrar que cada pessoa reage de forma diferente. Nem todos os jovens expõem seus anseios e alguns têm maturidade para lidar melhor com situações como esta, aparentando calma. Algo que pode ser erroneamente entendido pelos pais como falta de seriedade. "Os pais devem saber que ameaças de qualquer tipo, como não pagar mais um ano de cursinho ou dizer que o filho terá de cursar qualquer outra faculdade, como aquelas mais fáceis de entrar, e não a que representa seu desejo ou é a melhor em sua área, só criam mais tensão", alerta Alessandra Venturi, coordenadora pedagógica do Cursinho da Poli. "Muitos pais acham que se não fizerem isso, seus filhos vão ‘relaxar’ e não dar o verdadeiro peso à prova. Mas na esmagadora maioria dos casos, os alunos têm plena consciência da importância de se levar os exames a sério", afirma.

Na dúvida de como agir, o melhor a fazer, segundo os dois entrevistados, é procurar ajuda. Conversar na escola ou no cursinho preparatório, ou consultar um psicólogo ou um educador, passando informações sobre a personalidade do filho auxilia a identificar a maneira mais adequada de fornecer apoio nesta etapa. Nascimento e Alessandra apontam algumas atitudes que colaboram para tornar este período menos aflitivo:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Mostrar confiança
Este é o ponto mais reforçado pelos educadores. A família deve dar sinais claros de que acredita na capacidade do vestibulando em ter um bom desempenho nas avaliações.
2. Não fazer comparações
Frases do tipo "seu primo passou em todas as universidades para as quais prestou vestibular" não ajudam. Nada pior para a autoestima do que ser comparado com outros.
3. Reduzir a pressão
Os dias que precedem as provas são angustiantes por si só e aumentar a pressão, repetindo seguidas vezes para seu filho o quanto é importante ser aprovado, só atrapalha. O contrário também não ajuda: ficar o tempo todo dizendo "calma, tudo vai dar certo" não tranquiliza ninguém. Moderação é a palavra de ordem nesta fase.
4. Oferecer ajuda
Perguntar se o seu filho precisa de algo que possa ajudá-lo nesta etapa final é altamente recomendável. Ele pode pedir para que alguém faça perguntas a ele sobre determinado tema, por exemplo.
5. Acomodar a rotina da família a este momento especial
Todos em casa devem fazer um pacto para deixar o ambiente o mais favorável possível para o vestibulando, como fazer menos barulho em seus horários de estudo e de dormir e eliminar os pedidos de ajuda nas atividades domésticas. Também é preciso sensibilidade: é realmente desestimulante todos saírem para uma festa ou programarem um passeio especial e deixá-lo em casa, estudando. "A família deve demonstrar que está junto com o aluno neste momento. No caso de um evento muito importante, como o casamento de um parente próximo, todos, incluindo o estudante, podem ir, ficar um pouco e logo voltar para casa para não prejudicar o ritmo de estudo e sono desta reta final. Só não se aplica, claro, nos dias de véspera de provas, que devem ser reservada totalmente para o descanso", diz Alessandra, que reforça que este "sacrifício" não dever ser anunciado, apenas ser feito.
6. Entender a mudança de humor
Seu filho poderá demonstrar nervosismo, desânimo e até certa agressividade neste período pré-vestibular. "Às vezes o comportamento muda tanto que os pais vêm ao cursinho perguntar o que está acontecendo. E o que está acontecendo é a ansiedade pela prova. O melhor a fazer é ser compreensivo e não entrar em discussões desgastantes e inúteis", recomenda Alessandra.
7. Ficar atento à rotina de alimentação e sono e pausas para descanso
Muitos vestibulandos exageram na etapa final, virando noites e pulando refeições. Os pais podem ficar atentos a isso, orientando sobre a importância de se alimentar e dormir corretamente, mas sem atrapalhar. Nenhum problema caso o filho não queira sentar-se à mesa do jantar com todos, pois está concentrado, desde que ele jante depois. "Já vi aluno desmaiar em sala de aula porque não estava se alimentando direito", diz Alessandra. Mas ao mesmo tempo é preciso saber dosar. "Ficar a toda hora abrindo a porta do quarto onde ele está estudando e oferecendo ‘um suquinho’, ‘um lanchinho’, só prejudica a concentração", diz Nascimento. Os pais também devem entender e estimular momentos de pausa.
8. Apoiar na "logística"
É valiosíssima a recomendação de se conhecer o local da prova, indo até o endereço, e definir como será a ida no dia da prova (se de transporte público ou de carro) antecipadamente. Por isso, deve-se conversar com seu filho, decidir de forma conjunta a melhor forma, lembrando que as provas são realizadas no final de semana e isso muda o número de ônibus disponíveis e que há grandes chances de trânsito no entorno. Oferecer-se para acompanhá-lo até o local, mas respeitar sua vontade caso ele prefira ir sozinho é de grande valia. Também vale ajudá-lo a separar, na véspera, os documentos exigidos e deixar o estojo com os itens indicados (geralmente caneta azul ou preta, borracha e lápis), já pronto. Pela manhã, um bom café da manhã com a família demonstrando sua confiança e desejando boa sorte é uma boa pedida. E o almoço deve ser uma refeição nutritiva, porém leve e de acordo com o que ele costuma se alimentar.
9. Desestimular o estudo na véspera
Combine com seu filho, de forma antecipada, que o dia anterior à prova será dedicado a atividades relaxantes, como a ida a um parque pela manhã ou a um cinema no final da tarde, por exemplo, e que ele irá abrir mão de qualquer "olhada" nos livros e apostilas. "De nada adianta estudar na véspera. Mais vale ter a cabeça descansada e tranquila", diz Alessandra.
10. Passar uma mensagem de apoio e acolhimento
Seja na porta de casa, caso ele vá sozinho, ou na despedida diante do portão do local de prova, a última frase que seu filho deve ouvir é de total confiança em sua capacidade e apoio incondicional. "Com um abraço, um tapinha no ombro, uma frase, enfim, a forma como a família costuma agir normalmente, deve-se passar uma mensagem clara de incentivo", comenta Nascimento. O mesmo é recomendado por Alessandra, que conta o que um aluno ouviu do avô na porta da prova e que exemplifica o tipo de apoio ideal: "Não importa o que aconteça, a gente estará sempre do seu lado".

 

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