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EVASÃO

Como evitar que seu filho abandone o Ensino Médio

Apenas metade dos jovens que ingressam no Ensino Médio concluem esta etapa educacional.


20/02/2014 15:51
Texto Luciana Fleury
Educar
Foto: Marcella Briotto
Foto: ensino médio abandono
O Ensino Médio é uma importante etapa da formação acadêmica e pessoal do jovem

O Ensino Médio está em crise no Brasil e é o nível educacional com maior índice de evasão: apenas metade dos jovens que ingressam no primeiro ano concluem o terceiro. Muitas pesquisas buscaram levantar as causas para isso e descobriram que boa parte da "culpa" está relacionada a fatores da própria escola. "O currículo do Ensino Médio é conteudista, com excesso de disciplinas obrigatórias que impedem que o jovem construa sua própria trajetória de aprendizado", afirma Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco, complementando que, especialmente no caso das escolas públicas, "faltam professores de disciplinas como Biologia e Química e os professores também faltam muito", ocasionando muitas aulas vagas, desestimulando a presença do jovem. Há também o próprio jeito de ensinar, distante de uma geração conectada.

Apesar de tudo isso, esta é uma etapa muito importante na formação acadêmica e até pessoal do jovem, obrigatória para quem deseja ingressar em uma universidade e requisito básico para quem deseja ocupar cargos melhores no mercado de trabalho. E esta é uma mensagem que os pais precisam reforçar. "É válido acolher as críticas e mostrar para o filho que há um entendimento dos problemas que ele aponta na escola, mas ao mesmo tempo, deixar claras as consequências de uma decisão de abandono e que elas, ao final, terão de ser assumidas pelo próprio jovem", alerta Thereza Barreto, Consultora Técnica do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação.

O ideal, no entanto, é evitar que o problema de rejeição à escola se torne algo grave. "Os pais precisam estimular o filho a sonhar, fazer planos e construir um projeto de vida. Isto ajuda o jovem a perceber que o esforço atual será recompensado lá na frente, mesmo diante de uma escola na qual ele não se reconhece", defende Marcela Buttazzi, diretora da MB Coaching.

As duas especialistas apontam estratégias que os pais podem adotar para evitar que seu filho se desencante totalmente com a escola e simplesmente desista de estudar. Confira:

Prevenção

Prevenir é o melhor remédio. Por isso, há um trabalho a ser feito pelos pais para se perceber qualquer tendência à desistência e ajudar a mudar o rumo antes que ela aconteça.

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Conhecer desejos e receios de seu filho
Entender o modo de pensar de seu filho, do que gosta e do que ele não gosta é importante para identificar situações que possam desmotivá-lo a frequentar a escola e lidar com elas antes que o problema se agrave.
2. Manter uma rotina de diálogo
Ter momentos, de forma rotineira, para conversar com seu filho sobre temas variados ajuda a criar um ambiente favorável que ele expresse seus sentimentos com relação à escola, professores e colegas de sala e também irá facilitar caso seja necessário uma conversa mais séria sobre sua vontade de abandonar os estudos.
3. Ajudar seu filho a desenvolver um projeto de vida
"Ter visão de futuro é a forma mais eficaz do jovem compreender que vale a pena investir hoje nos estudos para conquistar o que deseja", explica Marcela Buttazzi, diretora da MB Coaching.
4. Acompanhar a rotina escolar
É essencial saber se seu filho está tendo dificuldade em alguma matéria, ficar atento à frequência às aulas e ver como está sua participação nas atividades propostas, como lições de casa e trabalhos. Em caso de problemas, o ideal é atuar de forma imediata, seja buscando formas para que ele recupere o conteúdo não aprendido; não tolerando faltas desnecessárias e cobrando seriedade e responsabilidade nas tarefas solicitadas pelos professores.
5. Estimular atividades além das escolares
"Atividades físicas, artísticas ou esportistas além de desenvolverem habilidades importantes como trabalho em equipe, responsabilidade, espírito de colaboração, também tiram o peso da rotina escolar, fazendo com que o jovem direcione sua atenção para outros temas", afirma Marcela Buttazzi, diretora da MB Coaching.
Ação

Caso seu filho já esteja pensando em abandonar as aulas do Ensino Médio, a melhor estratégia é tentar, primeiro, entender seus motivos e conversar calmamente sobre cada um deles. Veja quais são os principais argumentos apontados pelos jovens e como se posicionar diante deles:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. "A escola é chata e os professores são ruins"
Não adianta negar. A escola está longe de ser atrativa para a atual juventude. Entrar neste questionamento não levará a nada. "O melhor a fazer é motivá-lo a ser um agente transformador desta realidade, incentivando-o para que ele se envolva na escola, cobre melhorias e/ou forme grupos de alunos com interesses comuns (poesia, música, teatro) para aproveitar melhor o tempo passado na escola e as oportunidades de convivência que ela proporciona", sugere Ricardo Henriques, superintendente do Instituto Unibanco. E, de qualquer forma, ressaltar que esta titulação (ter o Ensino Médio completo) fará muita falta mais para frente na vida profissional.
2. "Não entendo porque tenho de aprender tudo aquilo e aprendo mais vendo vídeos sobre o tema na internet"
O excesso de conteúdo é mesmo um ponto negativo apontado por educadores. Ainda mais porque, muitas vezes, eles são apresentados sem uma ligação com o seu uso na vida real. Neste caso, o importante é mostrar que muitos conhecimentos serão aproveitados de diferentes formas mais para frente e permitem uma formação abrangente. "É também importante mostrar que a ida à escola envolve outras habilidades fundamentais para a vida adulta e o mundo do trabalho, como aprender a se organizar para cumprir obrigações e saber lidar com a diversidade de pessoas", comenta Thereza Barreto, Consultora Técnica do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação.
3. "Não consigo acompanhar as aulas"
Dificuldades de aprendizagem podem ser resolvidas. A saída é entrar em contato com a coordenação pedagógica para, de forma conjunta, avaliar como recuperar o conteúdo. Vale também recorrer a sites na internet, pedir ajuda de amigos que se saiam bem nas disciplinas com problemas, recorrer a professores particulares.
4. "Tem gente que não estudou e se deu bem"
Mais uma vez, o jovem diz a verdade. Às vezes, até mesmo os próprios pais não tiveram oportunidades de seguir com os estudos, mas conseguiram um bom padrão de vida. "Acontece que tudo isso aconteceu em outro momento econômico, distante da realidade atual. É necessário mostrar para o jovem que não dá para levar a vida em um golpe de sorte", afirma Thereza Barreto, Consultora Técnica do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação.

 

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