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ADOLESCÊNCIA

Como lidar com a preguiça de seu filho adolescente

O adolescente precisa ser incentivado a combater a acomodação


03/06/2013 19:50
Texto Adriana Carvalho
Educar
Foto: Claudia Marianno
Foto: Veja dicas de como incentivar seu filho a ser menos preguiçoso
Veja dicas de como incentivar seu filho a ser menos preguiçoso

Falta de vontade de estudar, demora em fazer as tarefas, horas gastas na frente da televisão ou do computador e muita reclamação quando se pede para ajudar a fazer alguma coisa. Quando os filhos adolescentes se comportam dessa maneira, os pais precisam fazer uma avaliação para identificar as causas do problema e agir para incentiva-los a fugir da preguiça e da acomodação.

O primeiro passo é verificar se não há questões de saúde ou mesmo da rotina do jovem que podem estar comprometendo seu nível de disposição. Apatia e cansaço por vezes estão relacionados com enfermidades como anemia e disfunções da glândula tireoide. Em outros casos, são causadas pela falta de uma rotina adequada de vida: os jovens que trocam a noite pelo dia, que não têm alimentação saudável e que são sedentários tendem a ser menos ativos.

A falta de limites e de cobrança das responsabilidades dos filhos também pode gerar um adolescente acomodado. Desde pequenos os filhos devem ser ensinados, pouco a pouco, a cuidar de si mesmos, de suas coisas e a ajudar nas tarefas do lar. Os pais devem cobrar que as tarefas sejam feitas e não devem fazer por eles o que eles já têm capacidade para realizar sozinhos. Caso contrário, abre-se espaço para a acomodação: o jovem não deixa de arrumar seu quarto por preguiça, mas porque sabe que alguém virá arrumá-lo em algum momento. Veja abaixo as dicas dos especialistas para lidar com essas situações.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Há problemas de saúde que podem deixar o jovem menos ativo?
Sim. Enfermidades como anemia ou disfunções da glândula tireoide, entre outras, podem causar certo desânimo que poderá ser confundido com a preguiça, conforme explica Suely Palmieri Robusti, psicóloga e diretora da Escola Novo Ângulo Novo Esquema, de São Paulo. Alimentação inadequada também pode levar a um ritmo de atividade mais lento. A psicopedagoga Edmara de Lima, diretora pedagógica da Prima Escola Montessori, de São Paulo, ressalta que comer bem não é comer em quantidade: é preciso comer com qualidade para que o organismo funcione bem.
2. A falta de rotina e o hábito de ficar acordado até tarde pode ser um dos motivos da aparente preguiça dos jovens?
Sem dúvida alguma. "Todos precisamos de rotina, bons hábitos alimentares, horas de sono adequadas, de lazer. Cabe aos pais estabelecer e vigiar, dentro de sua estrutura familiar, as regras e os limites para o bom desenvolvimento dos filhos em cada faixa etária", diz Suely Palmieri Robusti, psicóloga. Maiores de 10 anos devem dormir no mínimo 8 horas por dia. E atenção: não é porque o jovem estuda à tarde que pode ficar jogando videogame ou ligado ao computador até altas horas da madrugada. Nosso organismo foi feito para descansar à noite e ser ativo durante o dia. As exceções devem ficar apenas para os finais de semana e dias de férias.
3. Praticar atividades físicas pode ajudar a ter mais disposição e menos preguiça? Como ajudar o filho a gostar de esportes?
As atividade físicas, quando praticadas com moderação e com prazer, ajudam a ter mais disposição e são um ótimo estímulo ao convívio social. "O ócio, assim como o excesso de atividades, em nada contribuem para o desenvolvimento físico, social e afetivo da criança ou jovem", diz Suely Palmieri Robusti, psicóloga. Para incentivar os filhos a praticar esportes, os pais devem observar as suas habilidades e preferências para direcioná-los nas atividades com as quais tenham mais afinidade.
4. Quando o filho se recusa a fazer suas tarefas ou faz demoradamente, como agir?
É preciso mostrar que cada um na casa tem suas responsabilidades, inclusive o jovem. E que, embora possamos não gostar de fazer algumas tarefas, elas precisam ser feitas. Além disso, é necessário deixar claro que não realizar as atividades ou demorar a fazê-las, gera consequências. Por exemplo: o quarto precisa ser arrumado; se ele demorar a fazer isso, terá menos tempo para o lazer. Importantíssimo é que os pais não cedam e não façam o que é de responsabilidade dos filhos quando eles se recusam ou demoram a fazer. "Os povos latinos têm muito a tendência de minimizar a responsabilidade dos filhos, enquanto os europeus e americanos já têm cultura diferente", explica a psicóloga Marta Bitetti, diretora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. Os pais deveriam incentivar os filhos a assumir não apenas as responsabilidades individuais (como arrumar o próprio quarto) como também as coletivas (lavar a louça, cuidar da roupa, tirar o lixo, etc). "Muitas vezes, são os pais que não permitem o envolvimento dos filhos nas tarefas. Agindo dessa forma, fica difícil depois combater a acomodação".
5. O que fazer quando o filho tem preguiça de estudar?
Em primeiro lugar é preciso diferenciar a preguiça do desinteresse. "Como tudo na vida, o interesse depende do valor que a pessoa dá a determinada coisa. A sociedade atual está rodeada por um mix de informações e o jovem, na maioria das vezes, é facilmente conduzido a supervalorizar o que é lançado na mídia em geral e erradamente acaba não desenvolvendo interesse pelos estudos", afirma Suely Palmieri Robusti, psicóloga. Os pais - e também a escola - têm um papel importante nesse momento que é de procurar mostrar como o estudo é importante e como pode ser prazeroso e divertido. "A preguiça é vencida a partir do momento que o jovem começa a sentir um despertar pelo mundo do saber. Para isso, ele precisará perceber que o conteúdo dado em sala de aula é aplicável em sua vida", diz Suely. A família deve estar em sintonia com a escola, com seus princípios filosóficos e pedagógicos. Os pais devem procurar saber sobre o que os jovens estão estudando e incentivá-los a aprender mais sobre esses conteúdos. "Os pais devem incentivar seus filhos, promover situações de aprendizagem viva, como passeios, viagens e eventos culturais para que os filhos estabeleçam relações entre a aprendizagem acadêmica e a vida prática. Dessa forma, a aprendizagem se torna significativa".

 

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