Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

PROJETOS

A alegria de Raí com as crianças do Gol de Letra

O ex-craque conta tudo sobre a fundação que criou com o ex-jogador Leonardo para estudantes carentes e lembra seus tempos de escola


27/07/2009 11:33
Texto Raquel Borges
Tititi
Foto: Mário Rodrigues
Foto: ex-jogador Raí
Raí com crianças atendidas pela Fundação Gol de Letra, na Vila Albertina, em São Paulo
----- PAGINA 01 -----

Um verdadeiro gol de placa! Foi o que fizeram os tetracampeões de futebol Raí Souza Vieira de Oliveira e Leonardo Nascimento de Araújo ao criar a Fundação Gol de Letra, em 1998. Os dois se tornaram amigos quando davam incríveis shows de bola na Seleção Brasileira, no São Paulo, e depois no Paris Saint-Germain, da França. Ao retornar ao Brasil, há quase 11 anos, Raí e Leo criaram a ONG com a missão de contribuir para a formação educacional e cultural de crianças e jovens carentes. Deu muito certo! Atualmente, existe Gol de Letra na Vila Albertina, na capital paulista, e na comunidade do Caju, no Rio. E a entidade foi reconhecida como modelo pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Todo orgulhoso, Raí contou à TITITI como tem sido a aventura de melhorar a situação de pelo menos alguns brasileirinhos.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Este ano a Fundação Gol de Letra faz 10 anos. Imaginou que um dia a instituição seria reconhecida pela Unesco como modelo?
Raí: A fundação completa 10 anos de trabalho ininterrupto em agosto. Nossa intenção sempre foi de que o projeto durasse, até porque educação precisa de continuidade. Mas, de fato, crescemos mais do que imaginávamos e com reconhecimento. Eu e o Leonardo (atual técnico do Milan) estamos cada vez mais convictos de que a boa formação das crianças é a saída, o caminho para um mundo melhor.
2. Quando vê notícias positivas sobre seu trabalho na fundação o que sente?
Raí: Que nosso objetivo foi cumprido e que eu, na verdade, realizei um projeto de vida.
3. Como pintou a ideia da fundação e a parceria com o Leonardo?
Raí: Primeiro eu tinha vontade de fazer algo a mais (com relação à cidadania). Acho que todo mundo tem que tentar ajudar. O Leonardo também tem esta convicção e quando jogávamos juntos resolvemos unir forças e montar um projeto.
4. O que a Gol de Letra oferece?
Raí: As crianças e adolescentes de 7 a 14 anos têm quatro horas de atividades diárias que envolvem cultura, esporte, literatura e informática. Então, todos os dias recebem informações e durante sete anos têm um ensino complementar além daquele do colégio normal. E para os jovens de 15 a 21 anos, a gente leva adiante um curso de formação de monitores. Eles podem se formar nessa função ou usar o que aprenderam em outras profissões.
5. Há a intenção de expandir a fundação para outras regiões do país?
Raí: Sim. Temos um projeto de disseminação dessa metodologia que deu certo. Mandamos monitores, implantamos o projeto e outras pessoas cuidarão. Uma empresa de Goiás já tem dois trabalhos baseados na nossa metodologia.
6. O que não pode faltar na educação?
Raí: Profissionais preparados para um ensino de qualidade. E exercício contínuo a fim de tornar o aprendizado interessante. É preciso considerar a vida que a criança leva em casa e na comunidade e como poderá utilizar o que aprendeu na prática.
7. Como foi a escola pra você? Era bom aluno? O que mais marcou?
Raí: Eu era distraído. Tinha dificuldade em algumas matérias, mas dava conta. Uma coisa que me influenciou foi que minha escola tinha atividades extras como música, esporte, teatro... Dei sorte: aprendia e me formava também como pessoa.
8. Onde estudou? Tem algum professor de quem sente saudade?
Raí: No Colégio Marista, em Ribeirão Preto (SP). Gostava de um professor de ciências. Era uma pessoa mais jovem e a metodologia dele também.
9. O que deve ser mudado no ensino?
Raí: As condições de trabalho e a qualificação dos professores precisam melhorar bastante. Além disso, uma maior participação da família é importante. Esse é o grande diferencial da Fundação Gol de Letra. A gente tem cerca de 80 a 90% de presença na reunião de pais. As coisas estão melhorando devagar, mas temos que priorizar o ensino ainda mais para recuperar o que está defasado. Enquanto não houver educação pública de qualidade, não teremos um país justo.


amigos do educar

 
 
 


depoimentos

Marina Silva, Martha Medeiros, Nelson Motta e outras personalidades brasileiras revelam o impacto de uma boa Educação no futuro



recomendamos

MAIS LEITURA
Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor

TESTE
Você sabe lidar com seu filho adolescente?

mais lidos

VESTIBULAR
Os 100 melhores livros da literatura brasileira para você ler uma vez na vida

FÉRIAS E FILMES
Uma seleção de filmes que passam grandes lições e podem tornar as férias mais divertidas

blogs

Realização

Apoio