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HABILIDADES NÃO-COGNITIVAS

Qual a importância de se comunicar com seu filho?

Especialistas explicam como estabelecer uma comunicação com seu bebê


19/09/2014 13:39
Texto Adriana Fonseca
Educar
Foto: Aline Casassa
Foto: Em algumas brincadeiras é possível estimular o bebê a se comunicar visualmente com você.
Em algumas brincadeiras é possível estimular o bebê a se comunicar visualmente com você.

Uma das características mais importantes do ser humano é a capacidade de se comunicar por meio da fala. Mas, muito antes de um bebê começar a pronunciar as primeiras palavras, ele já começa a se expressar. Seja pelo choro, seja por arrulhos, seja por balbucios, seu filho fala. Aprender os sinais dele é o primeiro passo para abrir um canal de comunicação. O passo seguinte é acompanhar seu desenvolvimento, dialogar com esses sinais e saber o momento de recuar, estimulando que a comunicação passe a acontecer por meio da expressão oral.

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Veja porque estimular competências como sociabilidade, curiosidade e dedicação no seu filho.
O que muitos pais se perguntam é como respeitar o desenvolvimento de cada criança, sem atropelar as etapas naturais pelas quais ela deve passar e, ao mesmo tempo, incentivá-la a começar a se expressar por meio de palavras. Como reconhecer que chegou a hora?

São os diversos jogos de comunicação que acontecem no convívio natural com seu bebê, que propiciam essa conversa gestual e que, posteriormente, torna-se oral. Em uma brincadeira comum, por exemplo, em que se esconde o rosto atrás da fraldinha do bebê e se pergunta "cadê a mamãe?", se está estimulando a criança a se comunicar visualmente com você. Primeiro: ela olha, procura a mãe e, ao encontrá-la escondida atrás da fralda, ela sorri. Aos poucos, a criança assume o papel da pessoa que se esconde. É ela que passa a perguntar "cadê?" e responder "achou!".

"Além dos avanços em relação à própria linguagem, esses jogos verbais são essenciais para dar contorno ao indivíduo e ir se formando nele a noção de identidade", diz Sonia Madi, coordenadora das Olímpiadas de Língua Portuguesa do CENPEC. No início, pergunta-se e responde-se pelo bebê, como uma forma de apresentar o mundo a ele. Aos poucos, a voz da criança vai se tornando complementar e se deve passar para ela função de responder. Isso contribuirá para que, mais para frente, ela possa iniciar conversas com autonomia.

Está tudo interligado e o caminho é bastante natural, basta observar com atenção a maneira que a criança está expressando e ajustar a forma de comunicação de cada período para aquilo que ela pode dar em troca.

Pensando nas etapas em um trajeto gradual, aí vão algumas dicas:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Comunicação na gestação
É importante seu bebê sentir a sua presença desde o início, por isso faça carinho em sua barriga e converse com ele. E se você se sentir bem fazendo isso, cante para ele ou coloque suas músicas preferidas. Esses pequenos gestos estabelecerão a primeira forma de comunicação entre vocês. Incentive o pai a fazer o mesmo, avise-o quando o bebê está mexendo, pois esse contato fará com que ele se sinta parte da gestação.
2. Comunicação no primeiro ano de vida
Fale com ele sempre, ao pegá-lo no colo, ao trocá-lo, ao alimentá-lo e ao levá-lo para passear. Sua voz fará parte do mundo que está se formando diante dele. No início, é um pouco assustador. Mas, aos poucos, todos os sinais que ele dá para você farão sentido, choros diferentes, gritinhos de diversos tons, sorrisos deliciosos e expressões irresistíveis. Os bebês ficam felizes ao ouvir a própria voz. Celebre com ele cada som emitido! A comunicação entre vocês já está estabelecida. Daí para frente ela só irá ser transformada e aperfeiçoada.
3. Aprendendo a falar
Quando chegar o momento, incentive seu filho a falar. Estimule-o a dizer o nome do objeto que ele pede, antes de entregá-lo e comemore cada nova palavra dita. Porém, tome cuidado, pois cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo. Evite comparações com outros filhos, primos e amigos. Você deve estar atenta à história do seu filho, ao percurso particular dele diante das conquistas individuais. Além disso, Sonia Madi, lembra da importância dos jogos sonoros que estimulam seu filho a falar, pois são uma ótima maneira de incentivá-los repetir os sons que escuta. Por exemplo, ao folhear um livro, deve-se aproveitar todas as oportunidades de conversar com a criança. Ao encontrar um cachorro ilustrado, pergunte "como faz o cachorro?, dando-lhe a oportunidade de responder, por meio dos sons que já conhece ("au-au").
4. Do segundo ano em diante
Perceba palavras se transformando em frases e frases de transformando em diálogo. Aproveite cada diálogo iniciado. Dispenda seu tempo para isso. Este é um momento muito precioso! Não se esqueça que cada criança adquire a linguagem num ritmo próprio, mas você pode estimular seu filho a desenvolver sua linguagem e tornar a comunicação entre vocês divertida.

A partir dos dois anos de idade a criança começa a descobrir o poder da linguagem e ela se torna a chave de muitos mistérios. Por isso, a fase dos "por quês" se inicia e deve ser tratada com muita paciência.

Histórias infantis, poemas, canções e imagens costumam abrir novos mundos para as crianças, portanto, seja cuidadoso ao selecionar o material que será apresentado ao seu filho. Você estará ampliando suas oportunidades de aprender novas palavras, assim como sua capacidade de pensar e raciocinar sobre as coisas da vida.

Se seu filho não for de muita conversa, observe se ele está se comunicando com você por meio de outras linguagens, como desenhos, e mostre que você o compreende. Valorize a conversa em casa. Conte como foi seu dia e estimule-o a dizer como foi o dele. Ouça com atenção tudo o que ele tem a dizer, faça comentários e ajude-o a lidar com questões que o estiverem incomodando. Divirta-se com as histórias que ele tem para contar!

Sônia Madi lembra também como é importante dar espaço para a criança construir o contar. Ao contar e recontar um acontecimento, a experiência é construída no pensamento e, com isso há a construção de memória, baseada em fatos, situações e datas. Dessa forma, a história da própria criança vai sendo construída.

 

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