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HABILIDADES NÃO-COGNITIVAS

A importância da boa convivência familiar

É em sua própria casa que seu filho vai aprender a conviver com o outro, a se socializar. Crie um ambiente de harmonia


19/09/2014 13:20
Texto Adriana Fonseca
Educar
Foto: Aline Casassa
Foto: Deve-se aproveitar a situação de convivência familiar, mas também deve-se tomar cuidado com brigas e problemas.
Deve-se aproveitar a situação de convivência familiar, mas também deve-se tomar cuidado com brigas e problemas.

Incentive seu filho a conviver com todos da família - dos mais jovens aos mais velhos. É no seu lar, interagindo com pais, irmãos, avós, tios e primos que ele vai começar a descobrir as diferenças entre quem ele é e quem são os outros. A diversidade é inerente à família, em que mais jovens e mais velhos habitam no mesmo ambiente e relacionam-se de acordo com sua história de vida até o momento. Assim, a situação social que a vida em família proporciona é um ótimo treino para se experimentar vários princípios da convivência com parecidos e diferentes.

Habilidades não-cognitivas Especial Habilidades não-cognitivas
Veja porque estimular competências como sociabilidade, curiosidade e dedicação no seu filho.
Seja na família pequena ou seja na grande, os papéis e as funções são dados e apresentam à criança a forma de como as pessoas se relacionam. Mesmo que em casa morem poucas pessoas, as crianças geralmente apreciam visitar e estar em contato próximo com parentes. O relacionamento com os avós é extremamente importante. Existe uma troca de amor mútua entre avós e netos, um amor desprovido de tanta responsabilidade, culpa e preocupação, mas igualmente sincero e construtivo.

Seu filho precisa sentir e saber que é amado e desejado por toda a sua família. Precisa perceber que a família se importa com ele e garante a sua segurança. Portanto, ele pode confiar nos adultos a sua volta que estão lá para cuidá-lo, observá-lo, ouvi-lo e protegê-lo!

Se, por um lado, deve-se aproveitar a rica situação de convívio familiar e explorar tudo que ela traz, por outro, deve-se ter muito cuidado para não expor os filhos a situações de brigas, problemas que não lhe dizem respeito e que eles não precisam suportar. Um ambiente tranquilo só trará contribuições ao desenvolvimento do seu filho. Além das tendências existentes em cada ser humano, há os benefícios que cada lar proporciona. Um ambiente favorável criará condições para que as potencialidades de seu filho se desenvolvam plenamente. Um ambiente estressante, porém, dificultará esse processo.

Ely Harasawa, psicóloga e gerente de programas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, afirma que “Todas as crianças nascem com o mesmo potencial, dependendo do meio ambiente em que vivem, esse potencial se desenvolve mais ou menos. Se sabe hoje que o nível de estresse a que é submetida vai interferir em seu desenvolvimento físico e emocional”.

Confira algumas dicas sobre como aproveitar a situação de convivência familiar para preparar seu filho para a socialização.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Definindo os papéis
Ajude a seu filho a entender os papéis que os membros da família ocupam e quais as tarefas que assumem (quem faz o que e para quem), por meio de ações cotidianas feitas com carinho e segurança. Chame a atenção para essas ações, anunciando-as com importância: "agora a mamãe vai colocar a Aninha na cama, o papai vai brincar com o José, a vovó vai preparar a sopa, a mamãe vai tomar banho..." Dessa forma, você estará evidenciando como o cuidado com outro e com si mesmo conduz toda a organização da família. Mostre como o cuidado com o outro e consigo mesmo conduz toda a organização familiar. Incentive a relação de confiança entre as pessoas da família, enfatizando as ações feitas com carinho e segurança baseadas nela.
2. Valorizando a cooperação
Coloque a colaboração como uma prioridade na rotina da família. Valorize a relação de confiança entre as pessoas da família, enfatizando todas as ações baseadas nela. Ressalte as habilidades de cada um e a vontade individual de colaborar com o funcionamento da rotina da casa. É sempre importante verbalizar a ação de cada um: "que tal a gente pedir para o papai consertar a perna do boneco que quebrou?", ou ainda, "o quarto está muito escuro, a mamãe vai trocar a lâmpada que queimou!". Essas ações que muitas vezes passam despercebidas são fundamentais para que seu filho vá construindo a ideia de cooperação dentro do grupo.
3. Criando uma parceria
Amplie o conceito da vida em grupo para além de uma lista de tarefas e papéis. Na vida em família existe a alternância entre momentos alegres de interação de pessoas que se amam e também momentos de conflitos, baseados em escolhas coletivas e frustações. Para isso acontecer, é fundamental que seu filho possa conversar com você sobre coisas boas e más, que ele possa dividir seus medos e angústias, sem constrangimento. Você é o porto-seguro dele! Abra espaço na sua rotina para ouvi-lo, dê exemplos, seja coerente em relação aos comandos e viva integralmente seu crescimento! Muita atenção na coerência de comandos entre as pessoas que cuidam da criança. Ajam em parceria e estejam de acordo no que se relaciona a regras e atitudes.
4. Tecendo os limites
Mostre que, além dos alegres momentos de interação entre pessoas que se amam, há momentos de conflitos, baseados em escolhas coletivas e frustações. Momentos em que é preciso dizer não. Aliás, não tenha medo de dizer "não". Isso ajuda seu filho a entender os limites que ele precisa. Os limites são necessários sobre todos os aspectos e quando estão claros trazem um grande alivio para as crianças. Sonia Madi, coordenadora das Olímpiadas de Língua Portuguesa do CENPEC, aponta que se deve ter cuidado com olhar de encantamento para o próprio filho. Existem características individuais de cada ser humano, postas desde seu nascimento, que devem ser respeitadas. Porém, a criança precisa da intervenção de um adulto para garantir sua segurança física e sua proteção. Não é porque a criança é destemida que se pode deixá-la fazer malabarismos no parque e correr riscos, pois ainda não tem competência motora para isso.
5. Brincando junto
Jogue com seu filho, aproveite a companhia e a convivência com ele, alegre-se com suas conquistas. Brinque, dê risada, abrace-o! A brincadeira é uma ótima maneira de colocar as emoções para fora, de revelar incômodos e de resolver conflitos. Portanto, não perca essa oportunidade!
6. Aprendendo devagar
Cuidado com a superproteção. No início, faça por ele. Depois, faça com ele. E, com o passar do tempo, deixe que ele mesmo faça! Abra espaço para que ele cometa erros e o ajude a lidar com isso. Sua presença incentivadora é fundamental nessa hora. Garanta que ele se sinta acolhido e protegido, por meio das relações amorosas, mas não deixe de demostrar sua autoridade, sempre com afeto.

 

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