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TELEVISÃO

4 dicas para evitar a influência exagerada da TV

Sua filha endeusa a Hannah Montana? Quer cantar com a turma de High School Musical? Saiba o que fazer para evitar a possível má influência da televisão


14/05/2009 17:16
Texto Cynthia Costa
Educar
Foto: Fred Hayes/Divulgação
Foto: televisão
Fazer outros tipos de programas é estratégia para evitar TV
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Abordando temas como popularidade, amizade e primeiro amor, os seriados exercem forte atração sobre crianças e adolescentes, sobretudo meninas. High School Musical, Hanna Montana, Camp Rock, Gossip Girl e Malhação, os preferidos da garotada, ainda trazem personagens de idade similar a do público, o que favorece a conquista de audiência, pois os espectadores se identificam mais facilmente com as personagens.

Com a ajuda da professora Maria Thereza Rocco, especializada em questões de Educação e de linguagem da mídia, da psicóloga Cláudia Affonso, especializada em psicanálise infantil; e do psicanalista Paulo Roberto Ceccarelli, que já participou de pesquisas relacionadas ao jovem e à TV, analisamos os seis seriados mais populares da TV.

Essa análise nos levou a uma conclusão principal: de que os pais definem boa parte da possível influência que esses programas possam ter sobre seus filhos. É o pai e a mãe (ou responsável) que dará limites aos impulsos consumistas dos ávidos fãs e expressará seus valores de forma que não sejam facilmente questionados por uma série de TV. A seguir, veja as dicas para aprender a definir certos limites na Educação do seu filho e evitar a possível má influência da TV.  

Veja também o hotsite:
Gossip Girl, HSM... Um guia para entender a TV que seu filho vê


Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Não incentive o consumismo
Com a idolatria, nasce também o desejo de consumir tudo relacionado ao ídolo. E as empresas, claro, tiram todo o proveito disso, lançando toda sorte de produtos relacionados à marca do seriado. Boneca da Hannah Montana, cadernos do High School Musical e Camp Rock e assim por diante. Não recuse esses itens aos seus filhos de antemão e nem seja radical a ponto de fazê-lo se sentir excluído do grupo. Mas converse com ele honestamente, explicando que não é legal ter tudo de uma mesma marca, assim como pagar mais caro por um produto apenas por causa da marca pode ser um mau negócio. Da mesma forma, levar a criança a um cabeleireiro para se pentear e maquiar como a sua personagem preferida é desaconselhável, já que não existe um modelo de perfeição a ser seguido. "Diria que os pais devem valorizar nos filhos o que eles têm de bonito e passar a ideia de que o belo não precisa ser um só", enfatiza a psicanalista Cláudia Vidal Affonso.
2. Proponha outros programas além da TV
Mesmo que assistir a seriados não seja prejudicial, ficar muito tempo em frente à TV todos os dias não faz bem a ninguém. Durante a semana, preste atenção se seu filho está fazendo a lição de casa com a devida dedicação e também tirando um tempo para brincar e praticar atividades físicas. Nos fins de semana, sugira programas em família, como ir ao parque, ao teatro e ao zoológico, andar de bicicleta etc. Assim a criança entra em contato com outros tipos de entretenimento e não fica presa apenas ao que a TV tem a oferecer.
3. Fique de olho na idolatria exagerada
Cada pai sentirá se o vício do filho por uma determinada série ou personagem está exagerado. Nesse caso, o ideal é consultar um psicólogo, pois esse vício pode significar alguma outra coisa - a criança pode ter questões em relação à autoestima, por exemplo. Um sinal de exagero é a falta de variedade, ou seja, se a criança só gosta de uma coisa e não se interessa por mais nada.
4. Compartilhe seus ídolos
É natural e saudável que seus filhos tenham ídolos diferentes dos seus. Mas não custa mostrar a eles que as pessoas admiráveis não precisam ser sempre lindas e ricas. Podemos admirar escritores, músicos, artistas variados, líderes populares e figuras históricas em geral. Hoje em dia, com a busca da perfeição do corpo e o poder aquisitivo como principais valores propagados pela mídia, os pais podem e devem servir de contraponto a essa tendência em casa. Não de maneira agressiva e impositiva, para que os jovens não se sintam acuados nem diminuídos por gostarem de coisas superficiais. Mas de maneira a compartilhar e chamar a atenção para pontos de vista alternativos.
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