O artista plástico Fernando Sardo tinha apenas 16 anos quando descobriu o gosto pela música. Na época em que todos os garotos da escola resolveram criar uma banda, ele juntou madeiras, parafusos e cordas e fez seu próprio instrumento. E desde então ele nunca mais parou de tocar.
Fez faculdade de música e, sempre pensando em criar novos sons, estudou luthieria - a arte de construir instrumentos musicais. Também se dedicou a aprender a tocar instrumentos internacionais, como os da Índia, do Japão, da África, entre outros.
A partir daí, começou a inovar. Materiais orgânicos (madeira, bambu, cabaça, argila, pedra), sintéticos (plástico, tubos de PVC, metal, borracha, papel, vidro) e até sucatas passaram a ter papel fundamental na vida de Fernando. "Na minha família ninguém as coisas fora, sempre mandam para eu tentar reaproveitar", conta.
O musico trabalhava em uma sala, no fundo de sua casa, até que começou a dar oficinas em uma escola de artes. Lá conheceu pessoas que se interessaram pelo seu trabalho.
Em 2003, criou o dessintetizador - uma escultura sonora de 11 metros de comprimento - e criou o Grupo Experimental de Musica.
O GEM oferece oficinas de construções de instrumentos no SESC, em projetos da prefeitura e em outros lugares, mas sempre com o mesmo objetivo. "Quero estimular as pessoas a criarem seus próprios sons. Ser autêntico tem tudo a ver com a preservação do planeta. Afinal, é preciso ser criativo pra não entrar na onda do consumismo e ignorar as possibilidades que estão debaixo dos nossos narizes", finaliza Fernando.
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