Educar para Crescer
busca

Educar para crescer

CARREIRA

Já pensou em ser professor?

Ser professora já foi sonho de menina. Hoje faltam profissionais porque ninguém quer trabalhar só por amor. Mas existem incentivos que podem fazer você mudar de ideia


22/05/2012 13:00
Texto Marcos Vilas Boas
Gloss
Foto: Fernanda Preto
Foto: Com tantas dificuldades, não podemos dizer que os quase 2 milhões de professores da educação básica foram por esse caminho por falta de opção
Com tantas dificuldades, não podemos dizer que os quase 2 milhões de professores da educação básica foram por esse caminho por falta de opção

Tatiana Sanson, 29 anos, foi chamada de louca por alguns amigos. Esse drama aconteceu porque, no início do ano, ela deixou o cargo de gerente em uma empresa de pesquisa de marketing para ganhar metade do salário como professora de história e geografia. "Adoro ensinar! Eu sinto que faço diferença na vida dos meus alunos", ela comemora.

Embora a carreira de docente seja a terceira que mais emprega no país - só perde para escriturário e prestador de serviços -, faltam profissionais com formação específica. Por exemplo, apenas 25,2% dos professores de física têm curso superior na área. O déficit também é enorme em química, biologia e matemática. E, justamente porque a demanda de "profes" é urgente, existem incentivos do governo federal para que os vestibulandos optem por cursos de licenciatura (veja quadro).

Importância do Professor Especial Importância do Professor
Matérias especiais para você entender a importância do professor na sala de aula e como valorizar essa profissão.
Apesar disso, a maioria das mulheres ainda responde "Não, obrigada" a essa carreira - até mesmo as que já sonharam com uma turminha para chamar de sua. Pesquisa da Fundação Victor Civita aponta que 32% dos estudantes do ensino médio cogitam tornar-se professores, porém apenas 2% decidem fazer vestibular para pedagogia ou alguma licenciatura. Os motivos já são velhos conhecidos: baixos salários, condições de trabalho difíceis e desprestígio social.

Não vamos pintar o quadro-negro de cor-de-rosa. A grana é de fato curta - o piso nacional de R$ 1 024 nem chega a ser cumprido em todo o país. Por outro lado, a remuneração varia de acordo com a escola (no ensino privado) e com o estado ou o município (no ensino público) e é diferente para cada nível de ensino. "Por incrível que pareça, no Acre se paga um dos melhores salários, com piso acima de R$ 1 600", comenta Ângela Dannemann, diretora da Fundação Victor Civita.

A realidade enfrentada dentro da sala de aula também é muito diversa. Depende da direção da escola, da participação dos pais e do envolvimento dos demais funcionários. "No interior, a figura do professor é mais respeitada, pois geralmente ele pertence à comunidade e é conhecido por todos", completa Ângela.

Para ler, clique nos itens abaixo:
Escolha feliz
Com tantas dificuldades, não podemos dizer que os quase 2 milhões de professores da educação básica foram por esse caminho por falta de opção. Chrisley Soares, 28 anos, formada em pedagogia e mestre em educação e linguagem, afirma que é muito realizada na profissão. Ela começou a dar aulas, como monitora, aos 15 anos. "Sempre gostei de ensinar, mas a certeza de que era isso mesmo que eu queria só veio depois que já estava na faculdade." Atualmente, Chrisley dá aulas a crianças em uma escola pública e a professores em dois cursos de formação continuada. Sua dica para quem quer se destacar é: "Estude bem as metodologias de ensino e faça vários estágios". É importante lembrar que a carreira prevê certa estabilidade no emprego (82% atuam no ensino público) e a chance de tirar férias duas vezes por ano e trabalhar em meio período. Mas o tempo despendido na preparação de aulas é grande. "Fico até tarde corrigindo trabalhos e estou sempre pensando em como fazer para tal aluno aprender", diz Tatiana. Dedicação e criatividade são essenciais, segundo Ângela. "Não é como fabricar um produto qualquer. Você lida com todas as variáveis, e o objetivo é transformar seres humanos."
Empurrãozinho
Estudantes de cursos de licenciatura podem solicitar financiamento de até 100% da mensalidade em faculdades privadas (independentemente da renda familiar) por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Depois de formados, os que trabalharem na rede pública de educação básica terão 1% da dívida paga mensalmente pelo próprio governo e sem desconto no salário.

Vestibulandos que já são professores da rede pública não precisam comprovar renda mínima de até três salários mínimos para solicitar uma bolsa parcial (50%) ou integral do Programa Universidade para Todos (ProUni).


 

amigos do educar

 


lição de casa

Crianças que fazem a lição de casa diariamente aprendem mais, têm notas melhores e se tornam mais seguras. Faça a sua parte!



depoimentos

Marina Silva, Martha Medeiros, Nelson Motta e outras personalidades brasileiras revelam o impacto de uma boa Educação no futuro



recomendamos

EDUCAÇÃO INFANTIL
Como contribuir com essa importante fase de formação da criança

ENSINO FUNDAMENTAL 1
Como acompanhar os primeiros passos da vida escolar de seu filho

ENSINO MÉDIO
Dicas para pais e alunos enfrentarem esta fase de novos desafios

mais lidos

ALFABETIZAÇÃO
11 dicas para ajudar na alfabetização de seu filho

TECNOLOGIA
52 sites que ensinam e divertem a criançada