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Só o diálogo pode equilibrar essa difícil relação. Num momento, vocês estão rindo juntas, vendo TV e conversando sobre seus paqueras! No outro, brigam, se irritam e uma diz à outra coisas horríveis, que nem queria dizer, mas escaparam na hora da raiva. Idenficou-se, né? Pois saiba que essa mistura de amor e ódio é muito comum nas relações entre mãe e filha. Perguntamos à psicóloga Sandra Vasques, do Instituto Kaplan - Centro de Estudos da Sexualidade Humana, se há uma solução para essas brigas. Ela respondeu que sim. Veja as dicas
Para ler, clique nos itens abaixo:
- 1. Ser responsável
- Sua mãe precisa entender que o contato com novos valores e realidades diferentes é necessário para você crescer. É natural que ela tenha medo de "soltar" a filha para administrar, sozinha e aos poucos, a própria vida. Porém, você pode ajudá-la, mostrando que vai se basear naquilo que ela te ensinou para fazer tudo: desde atravessar a rua até perceber as pessoas boas e ruins à sua volta.
- 2. Entender os limites
- Pode não parecer na hora que você recebe um "não", mas a sua mãe só quer o seu bem e, sendo a responsável por você, cabe a ela decidir o que será permitido ou não. Entender por que determinado limite está sendo colocado é essencial. Então, com calma, conversem. O diálogo é necessário nesse momento. E você precisa mostrar que é muito responsável para ter liberdade.
- 3. Conversar
- Não é só na hora da briga que o diálogo é importante, não. Mãe e filha devem conversar sobre tudo sempre! Às vezes, a mãe tem receio de falar de certas coisas por entender que pode estimular e incentivar a filha, em vez de alertar. Mas não tem jeito: tem de ter o diálogo. Quando não há a possibilidade de dialogar, outras formas de instrução devem ser adotadas, como livros e jogos.
- 4. Conhecer as regras
- Até os 10 anos, você aprende, aceita e se conforma com os ensinamentos dos seus pais. A partir daí, passa a ter uma turma e descobre que cada um é criado de um jeito. Surgem os conflitos entre as regras da sua casa e as da casa dos amigos. Mas você sabe que cada família é de um jeito e que precisa se entender com a sua, encontrando um consenso, o que acontecerá com diálogo.
- Depoimento
- "Brigo com minha mãe para poder ficar na internet até tarde, comprar roupas, sair com as amigas. Eu só posso sair na sexta-feira. Ah, e também porque ela me leva e traz de todos os lugares. É um saco! Ela tem medo de que façam alguma coisa ruim comigo."
Gabriella Gomes, 14 anos, Jacareí, SP