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4 escudos antidrogas

Especialista indica as atitudes mais importantes para afastar os filhos da maconha e de outras drogas


AnaMaria

08/02/2008 17:18

Texto
Maria Clara Braz

Foto: Daniela Decourt
Foto: Conversar desde cedo é importante para afastar as crianças das drogas

Conversar desde cedo é importante para afastar as crianças das drogas

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Uma das maiores dúvidas dos pais é saber como agir para manter o filho longe das drogas. Segundo o psicólogo Murilo Battisti, da Universidade Federal de São Paulo, existem quatro comportamentos fundamentais para se obter esse resultado.


1. Dialogar desde cedo: a iniciativa mais importante é o bom diálogo. "Isso quer dizer conversar e não só falar para o outro ouvir. Ou seja, é preciso trocar idéias e responder dúvidas, pois os filhos são bem informados sobre drogas", ele explica. Nunca é cedo nem tarde demais para começar. Battisti revela que crianças de 6 anos, por exemplo, conseguem perceber que há algo de errado quando o pai ou a mãe bebeu muito.


2. Ficar perto dos amigos dele: busque conhecer melhor os amigos de seu filho e os pais deles. Só no convívio é possível descobrir se algum consome drogas. Mas nada de querer fazer parte da turma e se infantilizar. "Os pais são responsáveis por colocar limites, acolher e supervisionar os filhos", diz Murilo.


3. Saber o que a escola ensina: procure conhecer como é o programa que a escola desenvolve em relação às drogas. Algumas organizam palestras, outras convidam a Polícia Militar para fazer apresentações para os alunos. "A discussão sobre os efeitos das drogas e suas conseqüências é feita com base em notícias ou em situações que os próprios estudantes contam", diz Adriana Nogueira, da PM paulista. No colégio Arbos, de São Bernardo do Campo, a postura dos coordenadores é direta. "Se percebemos que um aluno está usando drogas, chamamos a família para uma conversa", conta Maurício Celli De Vitta, coordenador pedagógico.


4. Ser sincero sempre: mantenha o jogo aberto com seu filho e encare o problema. O melhor a fazer é conversar sem rodeios, descobrir o que o levou a procurar as drogas e orientá-lo, com carinho. "No caso do jovem, quanto mais velho mais ele tem necessidade de carinho e atenção. Com criança, é o inverso: mais limite e autoridade", diz Murilo. 


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