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SAÚDE

Crianças agitadas

Como agir quando os pequenos têm energia demais para evitar que eles sejam medicados sem necessidade


15/08/2008 18:20
Texto Paulo Araújo
AnaMaria
Foto: Dan Campbell
Foto: Atenção pais: hiperatividade nem sempre é doença!
Atenção pais: hiperatividade nem sempre é doença!

A situação é mais comum do que se imagina. Certo dia, a professora de seu filho diz que precisa falar sobre o comportamento dele. No encontro, você é informada de que ele anda muito agitado, atrapalha o rendimento da turma e que talvez seja necessário procurar ajuda de um psicólogo. "Virou moda atribuir o fracasso na sala de aula ou o mau comportamento dos estudantes a problemas de saúde", afirmam a professora Cecília Collares e a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, ambas da Universidade Estadual de Campinas. "Antes, as crianças eram desnutridas ou tinham distúrbios neurológicos. Hoje, são hiperativas, têm transtorno de déficit de atenção e outras enfermidades", comparam as pesquisadoras.

O resultado desses diagnósticos apressados é que milhares de alunos - alguns antes dos 5 anos! - estão tomando remédios para tratar suas dificuldades de aprendizagem. Na maioria dos casos, eles só precisam mesmo é de mais atenção e de atividades que os façam interessar-se pelos conteúdos escolares.

Veja algumas dicas para que o tratamento seja adequado.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Recados da escola
Atenção a notas, bilhetes, anotações da agenda e outros comunicados que chegam da escola. Se houver reclamações freqüentes, não espere a próxima reunião de pais para conversar com a professora sobre o ritmo de aprendizado de seu filho.
2. Diagnóstico seguro
Agitação não é sinônimo de doença. Os bons profissionais de saúde só fazem um diagnóstico assim depois de analisar o caso durante seis meses. Estima-se que apenas 3% dos pacientes que chegam aos consultórios realmente precisam tomar remédios.
3. Passando por traumas
Se uma criança passa por algum trauma (a morte de um parente ou a separação dos pais), ela costuma reagir de duas formas: passa a xingar, fazer birra, não respeitar as pessoas e se mostrar indisciplinada - ou ficar quieta e triste. Redobre os cuidados nos dois casos e alerte a escola sobre isso.
4. Sintomas da hiperatividade
Informe-se sobre os principais transtornos diagnosticados nos consultórios. Criança hiperativa é aquela que esquece os objetos o tempo todo, fala demais, distrai-se facilmente e é desorganizada. Mesmo assim, nem sempre é preciso usar remédios para curá-la. Na escola, o professor pode pedir que ele se sente na primeira fila.
5. Sintomas do déficit de atenção
Já o transtorno do déficit de atenção é atribuído a quem parece não ouvir ninguém ou fica excessivamente inquieto e impulsivo. Os estudos a respeito da causa ainda são inconclusivos, mas muitos resultados mostram que há uma predisposição genética, combinada com uma série de fatores externos. De qualquer forma, a síndrome se estende por toda a vida e, portanto, não tem cura. Na maioria dos casos, só o apoio psicológico e da família é suficiente para resolver a questão. Discuta com o profissional de saúde a necessidade real do uso de remédios.
6. Criança depende dos estímulos
Nunca esqueça que cada criança é única e seu desenvolvimento depende dos estímulos recebidos. Se você é uma pessoa agitada e imaginativa, com dificuldades de se concentrar, seu filho pode ser assim também.

 

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