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SAÚDE

7 dicas para fazer um bom uso da mochila escolar

Ela tem jeito certo de ser carregada, peso máximo e seu conteúdo deve, sim, ser supervisionado pelos pais. Veja o que os especialistas dizem


20/01/2015 17:11
Texto Lígia Menezes
Educar
Foto: Aline Casassa
Foto: Mochila
"Os pais devem conferir o que os filhos levam na mochila todos os dias", aconselha o ortopedista Cláudio Santili

É só parar na porta de qualquer escola e observar a entrada e saída das crianças por cinco minutos, para perceber que muitas carregam mochilas de tamanho totalmente desproporcional à própria altura. Outras andam até curvadas para suportar o peso.

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Muitas vezes, isso ocorre por que a criança não sabe arrumar a mochila antes de ir para a escola e acaba colocando coisas desnecessárias, livros em demasia e até brinquedos. "Os pais devem conferir o que os filhos levam na mochila todos os dias", aconselha o ortopedista Cláudio Santili, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo.

Não é só questão de ser um pai ou mãe antenados - olhar o que tem dentro da mala da criança é prezar pela saúde dela. "A mochila pesada, principalmente em quem está em fase de crescimento, pode provocar dores, alterações posturais e problemas na coluna lombar", explica o ortopedista André Pedrinelli, da Universidade de São Paulo (USP).

Muitas vezes, também, os próprios pais colocam coisas demais na mochila dos filhos. "Em geral, isso é bem comum entre os alunos menores. Os pais procuram suprir tudo o que o filho pode vir a precisar durante o período que estão fora de seu alcance direto", avalia Marta Campos, coordenadora da Escola Viva, em São Paulo.

Veja as principais dicas para acertar com a mochila:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. De olho
Confira sempre o que seu filho carrega na mochila e tire o que achar desnecessário. Lembre-se: segundo Marta Campos, da Escola Viva, o essencial, para a Educação Infantil é levar à escola apenas uma troca de roupa extra e um agasalho. Para os maiores, o material do dia. Dica: garrafas de água devem ser carregadas vazias e enchidas na escola.
2. Confira o peso
Pese a mochila de seu filho: ela não deve ultrapassar 10% do peso dele.
3. Supervisione a maneira que seu filho carrega a mala
Faça-o carregar nos dois ombros e nunca em um só. As alças não devem ficar frouxas - e devem ser simétricas. Também: o fim da mochila deve estar há 5 cm da linha da cintura e nunca em cima do bumbum.
4. Alças fofinhas
Prefira mochilas com alças almofadadas para não machucarem os ombros. As alças também devem ser reguláveis e com uma largura mínima de quatro centímetros nos ombros.
5. Cinto abdominal
Compre modelos que possuem cinto abdominal. Ele ajuda a equilibrar o peso da mala, fazendo com que a criança não se tensione para frente ou para trás.
6. Carrinho amigo
A mochila carrinho é uma aliada para quem precisa carregar muitas coisas, mas a alça dela deve estar na altura do quadril da criança. Dessa maneira, ela não precisa se inclinar nem se tensionar para o lado ao carregar. Ah, o peso da mochila carrinho deve ser também, até 10% do peso da criança.
7. Mochila de um ombro só, não!
A mochila de um ombro só não é indicada para quem precisa carregar muito peso, como livros e cadernos escolares. Evite-a.

Tire suas dúvidas sobre o uso da mochila escolar:

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. O que é uma mochila pesada?
Em crianças ou adultos, o peso da mochila ou bolsa não pode ultrapassar 10% do peso da pessoa. Logo, se a criança pesa 35 kg, a mochila deve ter, no máximo, 3,5 kg. Na dúvida, pese a mochila na balança. Se ultrapassar, é hora selecionar o que é mesmo necessário levar.

"Acostumar as crianças a usar fichários pode ser uma solução, pois as pastas são mais leves do que os cadernos e são facilmente carregadas na mão", diz Cláudio Santili, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo.

Colégios que usam sistemas de apostilas fracionadas por bimestres (mais leves do que ter um livro para cada matéria), na opinião do especialista, também deveriam ser valorizados. Para ele, cabe aos pais, também, ajudar os filhos a carregarem as mochilas se perceberem que eles estão com dificuldades.
2. Há um jeito certo de carregar?
Não é só o peso o grande vilão, segundo os médicos. A maneira como o estudante carrega a mochila (e a ajusta ao corpo) também pode colaborar para o aumento de dores nas costas.

Melhor é que as mochilas tenham duas alças almofadadas, para não machucar os ombros e que sejam carregadas nos dois lados - nunca em um ombro só. "O final da mochila deve ficar posicionado a 5 cm da linha da cintura da criança", indica Cláudio Santili, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, de São Paulo. Por isso, nada de alças largas nem apartadas demais.

Na hora de comprar, não pegue um modelo muito grande - quanto maior, mais coisas caberão nele (e mais pesado ficará), lembre-se disso! Observe ainda na loja: a correia não pode ficar frouxa e a criança deve continuar reta com a mochila nas costas, nunca se tencionar para frente ou para trás.

Muitos modelos ainda têm um cinto abdominal - esses são os mais indicados. "O cinto ajuda a distribuir o peso e evita que a criança tencione", diz Cláudio.
3. Mochila carrinho e de um ombro só: são mesmo vilãs?
Não. Esses dois modelos não são ruins, mas devem ser usados com cautela e supervisão dos pais também:

A mochila de um ombro só é indicada apenas para pesos muito pequenos, nunca para ir à escola. "Até porque, geralmente, têm formato triangular, não são feitas para carregar livros", observa o ortopedista André Pedrinelli, da Universidade de São Paulo (USP).

A mochila carrinho pode aliviar a tensão nas costas da criança, mas apenas se for carregada da maneira certa. "Se a criança torcer o corpo para o lado na hora de carregar ou se a escola tiver muitas escadas, a mala carrinho não é indicada", conta Cláudio.

A altura do cabo da mochila carrinho também deve ser proporcional à da criança. "Na hora de comprar, faça-a andar com a mala carrinho e note: a mão dela enquanto carrega deve ficar na altura do quadril", acrescenta André.
4. A polêmica dos armários na escola: ter ou não ter?
Ter armários na escola para que os alunos guardem os livros e cadernos, levando para a casa apenas o material do estudo do dia e da tarefa, sem dúvida, resolveria esse problema da mochila pesada, diz o ortopedista André Pedrinelli. "Porém, em muitas escolas se torna inviável, devido a vários turnos e falta de espaço", conta.

A Escola Viva, em São Paulo, é uma exceção: oferece armários para os alunos do Ensino Fundamental 1, 2 e Ensino Médio. Mas, desde a Educação Infantil, as crianças se acostumam a guardar os pertences na escola, pois têm um cabide individual mais um escaninho na sala de aula, onde deixam o material, explica Marta Campos, coordenadora do Ensino Fundamental e Médio.

"Além das inegáveis questões relacionadas à saúde, entendemos que, assim, o aluno tende a se organizar melhor. Esse espaço, para nós, é também um educador. Isso sem falar do aspecto da coletividade - assim como o aluno tem o armário individual, todos devem zelar pelo espaço de uso coletivo", explica Marta.

Além disso, para resolver a questão do peso, a Escola Viva também determina o tamanho da mochila dos alunos do Fundamental 1: "As mochilas devem, obrigatoriamente, caber no armário oferecido pela Escola. Isso resolve o problema da ordem e da adequação em relação ao volume do material que será transportado", conta a coordenadora.

O Colégio Bandeirantes, em São Paulo, também preocupado com a questão do peso da mochila, estuda alternativas para conseguir reduzi-lo. "O nosso Ensino Fundamental e Médio têm aproximadamente 3 mil alunos, o que inviabilizaria ter armários para todos os alunos. Em médio prazo, estudamos a possibilidade da utilização de novas tecnologias disponíveis, que eliminariam o material impresso e consequentemente o peso", diz Vera Malato, coordenadora do Departamento de Orientação Educacional do Bandeirantes.

 

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