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Prevenção sexual deve ser tratada na escola?

Saiba por que é importante falar de camisinha, Aids e DSTs na escola


12/06/2013 14:24
Texto Redação Educar para Crescer
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Foto: Pesquisa mostra que 35,4% dos brasileiros tiveram a primeira relação antes dos 15 anos
Pesquisa mostra que 35,4% dos brasileiros tiveram a primeira relação antes dos 15 anos

É papel da escola falar sobre prevenção sexual? Sim. Você pode achar que esse é um dever apenas dos pais, afinal, não faz parte do conteúdo formal escolar. Mas, além de ensinar equação de segundo grau e dissertação, a escola pode - e deve - trabalhar transversalmente essa questão. E por quê? Por que os jovens estão começando a transar cada vez mais cedo e, muitas vezes, transam sem proteção. Em outras palavras: quanto mais informação seu filho receber mais chance ele terá de se proteger se começar a vida sexual no Ensino Médio.

Não há dúvidas de que os primeiros namoros na adolescência têm o ambiente escolar como pano de fundo. Afinal, é no espaço de ensino - ou em locais de convivência com os amigos da escola - que os jovens passam a maior parte do tempo. Por isso, a conscientização de que a proteção sexual é importante na juventude precisa caminhar junto com a aprendizagem na escola.

O primeiro passo é admitir que grande parte dos adolescentes faz sexo, sim. E de nada adianta tentar negar isso. Segundo o Censo Escolar 2008, no Brasil, 44,7% dos estudantes têm vida sexual ativa. Um estudo do Ministério da Saúde sobre o comportamento sexual no Brasil realizado com 8 mil pessoas em 2009 mostrou que 35,4% dos brasileiros fizeram sexo antes dos 15 anos de idade. A mesma pesquisa traz outro dado alarmante: 39,1% da população entre 15 e 24 anos não usou preservativo na primeira relação sexual.

Diante desses números, é inevitável que Aids e outras DSTs acabem atingindo os adolescentes. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que 170 mil casos notificados de Aids no Brasil correspondem a portadores de 13 a 19 anos de idade. O número equivale a 30% dos casos notificados de Aids no país em todas as faixas etárias. 

É importante, portanto, proporcionar momentos de reflexão ao jovem - e não há lugar melhor para isso do que a escola. "O que eu quero para o meu futuro? Como será minha vida daqui a alguns anos?". Incentivar respostas a esse tipo de pergunta é uma maneira de orientar os adolescentes e fazer com que entendam a importância de prevenir uma gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis.

A seguir, tire suas dúvidas sobre prevenção de Aids e outras DSTs entre os adolescentes.

Para ler, clique nos itens abaixo:
O jovem está se prevenindo?
Sim, mas não o suficiente. Segundo a pesquisa "Retrato do Comportamento Sexual do Brasileiro", realizada em 2009 pelo Ministério da Saúde, 35,4% dos entrevistados disseram ter tido a primeira relação antes dos 15 anos. E apesar de o uso do preservativo ter aumentado entre os jovens brasileiros de até 24 anos - 68% dos pesquisados afirmaram ter usado camisinha na última relação sexual -, ainda são muitas as justificativas para a não proteção na hora do sexo.
Por que o jovem não usa camisinha?
Segundo o Censo Escolar 2008, o principal motivo alegado por 42,7% dos estudantes para não usar o preservativo é não tê-lo na hora "H". Além disso, 9,7% dos estudantes declararam que não têm dinheiro para comprá-lo.
O jovem brasileiro recebe orientação sobre as DSTs na escola?
Segundo o Ministério da Saúde, sim, o jovem recebe informações de como se prevenir contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs. Mas, hoje, no Brasil, não há nenhuma lei que obrigue as escolas a inserirem a Educação Sexual em seus currículos. Entretanto, o Ministério afirma que a maior parte das escolas do país começou a deixar os tabus de lado e atualmente inclui Educação Sexual nas aulas de maneira natural e gradativa. O Programa Saúde e Prevenção na Escola (SPE) é um caminho para isso.

Nascido em 2004, o SPE faz parte do Programa Saúde na Escola, que, entre outras medidas, desenvolve ações nas instituições de ensino relacionadas à sexualidade, atendendo prioritariamente escolas públicas com baixa nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Para participar, basta a escola entrar em contato com a Secretaria de Educação do seu Estado. Os pais podem - e devem - exigir isso.

Outra tendência é a distribuição de preservativos para os alunos. Segundo o Censo Escolar 2008, do total de escolas públicas e particulares de Ensino Médio participantes do censo (8.366.100 instituições), apenas 2,9% (3.373) distribuem preservativos para os seus alunos.
Meninos e meninas devem receber o mesmo tipo de orientação?
A orientação não precisa necessariamente ser diferenciada, mas é necessário levar em consideração que meninos e meninas começam a vida sexual em momentos diferentes.

Em 2009, a pesquisa "Retrato do Comportamento Sexual do Brasileiro", realizada pelo Ministério da Saúde com 8 mil pessoas, mostrou que, no país, os rapazes iniciam a vida sexual mais cedo - 36,9% tiveram a primeira relação antes de completar 15 anos, contra apenas 17% das jovens. Entretanto, dados do Estudo Epidemiológico Aids/DST, divulgado em 2010 pelo Ministério da Saúde, mostram que entre 13 e 19 anos o número de casos de Aids entre as meninas é maior do que entre os meninos - no Brasil, a inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos de Aids em meninos para cada 10 casos em meninas.

Outro ponto a ser abordado é a diferença de gênero nas relações sexuais. "As meninas têm de saber, por exemplo, que podem exigir o uso da camisinha na hora do sexo", diz Isabel Botão, do departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Partindo do exemplo da especialista, vale sempre lembrar aos alunos e filhos que não é só a mulher que deve se preocupar com os riscos do sexo sem proteção.
Como a proteção sexual deve ser abordada na escola?
Para trazer o assunto à tona é interessante propor em classe atividades como discussões de vídeo, teatro, oficinas, seminários e gincanas. Tentar abordar o assunto sob perspectivas diferentes torna sua complexidade mais palatável para o adolescente.

É importante que, nas aulas, seja incentivada a reflexão sobre o que os estudantes pensam fazer no futuro; quais as projeções que eles têm para daqui a cinco ou dez anos. Esse tipo de pensamento ajuda a analisar o quanto as consequências de relações sexuais sem proteção podem comprometer sonhos profissionais e pessoais tidos na juventude.
Como falar de proteção sexual em casa?
Conversar é sempre o melhor jeito de explicar a seu filho a importância de ser bem informado sobre as questões da sexualidade. Admitir a sexualidade do filho e saber que ele está pensando em sexo já é um bom começo para abrir esse canal. Ao negar isso, os pais podem fechar para sempre as portas para o diálogo sobre o assunto.

 

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